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Política

Eduardo Bolsonaro confessa que, para agradar Trump, quer o fim do Pix e a entrega das terras raras brasileiras aos EUA

O exército de robôs nas redes em defesa de Flavio Bolsonaro sobre o fim do Pix e a entrega das terras raras brasileiras a Trump, terá que caricaturar uma saída ou um labririnto para desdizer o que disse o apito de cachorro da campanha de Flavio.

Inacreditavelmente, Eduardo Bolsonaro confessa, ao estilo “exame de consciência”, que seria bom para o Brasil que entregasse as terras raras e, junto, acabasse com o Pix e assumisse o que ele classifica como algo paralelo, um sistema americano para dar lucro à banqueirada Tio Sam.

Mais do que tudo, espanta o sujeito dizer isso sem corar a bochecha, o que deixa absolutamente claro que isso, às escondidas, já vem sendo nutrido nessa relação promíscua entre Flavio, Eduardo, com Marco Rubio e Trump.

Só faltou dizer uma coisa, o que Eduardo o tempo todo, praticou quando seu pai foi presidente, que é se distanciar comercial e diplomaticamente da China para se submeter às ordens de Whasington, coisa que, aliás, Flavio repete em 2026, dizendo que entegaria as terras raras brasileiras ao governo Trump para dar uma vantagem aos EUA em relação à China.

O troço chegou a um nível tal de vulgaridade como estratégia política, na tentativa de produzir influência inimaginável de Trump, a favor de Flavio, na eleição brasileira.

O fato é que a declaração de Flavio nesta quarta (3) está sendo considerada por analistas políticos como o último prego  no caixão da candidatura de Flavio.

Não só isso, Flavio está sendo trocado por Michelle até em podcasts de mercenários bolsonaristas, o que certamente rflete o que rola  nos bastidores em torno da campanha de Flavio.

O ponto é o mesmo, o sobrenome de Michelle (Bolsonaro). Ou seja, a coisa sai da subintenção para a estratégia concreta de sobrevivência do clã.

Nnguém pode afirmar que é cedo, para o animal que comanda a tropa, tirar o filho e colocar a esposa, já que não tem outro filho para colocar no lugar.

Não é a glória, mas é o que Bolsonaro tem para fixar seu nome como líder da direita, independente de vencer ou não as eleições.

A verdade é que a candidtura de Flavio, babou. Não tem autoridade sequer para acessório de Bolsonaro entre os pares, que fará para o povo brasileiro.

Pior, ao invés de se desinfetar e infetar o próprio PL, Flavio, tudo indica, terá tsunamis ainda maiores contra si, vindo de Vorcaro ou coisa que o valha.

Já no entreguismo com sua sabujice a Trump, Eduardo entregou a rapadura, dizendo que o Brasil só ganharia se entregasse as terras raras aos EUA e desaparecesse com o Pix.


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Brasil Mundo

Arregou: Representante de Trump diz a ministro brasileiro que quer negociar tarifas

O recado foi dado às margens de um encontro da OCDE, em Paris, do qual ambos participaram

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nesta quarta-feira (3) ao chanceler brasileiro Mauro Vieira que, apesar das conclusões nas investigações contra o país, o governo de Donald Trump quer continuar a negociar uma solução com o Brasil.

O recado foi dado às margens de um encontro da OCDE, em Paris, do qual ambos participaram. Não houve uma reunião. Mas foi o norte-americano quem se aproximou para fazer o comentário.

Greer disse que está dialogando com o Brasil, que há um contato fluido e que quer continuar a dialogar.

Do lado brasileiro, o chanceler disse que a disposição do Brasil é a mesma e que recomendações de adoção de tarifas de 25% e de 12,5%, anunciadas anteontem e ontem pelo USTR, exigem intensificar as negociações.

O Brasil também sinalizou que os dois governos ainda estão dentro do prazo de 30 dias dado por Luiz Inácio Lula da Silva e Trump, em encontro em Washington no mês passado.

Na segunda-feira, o escritório de Greer concluiu investigações contra o Brasil e sugeriu uma sobretaxa que poderia afetar exportações nacionais avaliadas em US$ 10 bilhões. Se não bastante, mais uma tarifa foi sugerida na terça-feira, desta vez relacionada com trabalho forçado.

Prevendo que poderia ser alvo de um ataque, a delegação brasileira usou a viagem de Lula para tentar impedir o novo tarifaço. Ficou estabelecido que ministros dos dois países tentariam chegar a um entendimento no prazo de 30 dias.

Em meados de junho, há ainda mais uma chance de um encontro entre Lula e Trump. Ambos foram convidados para a reunião do G7, na França.

*Jamil Chade/ICL


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Política

Vídeo: Flávio Bolsonaro fica sem reação ao ser questionado por eleitora sobre Vorcaro

Senador e pré-candidato do PL à Presidência cumpre agenda no estado de Minas Gerais

O senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), está em Minas Gerais, onde cumpre uma série de compromissos políticos.

Entre um evento e outro, uma eleitora abordou Flávio Bolsonaro e o questionou sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por liderar a maior fraude bancária da história do Brasil. Vorcaro mantinha relação próxima com Flávio, que pediu R$ 130 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidenciável ficou sem reação ao ouvir os questionamentos da eleitora, começou a gaguejar e não conseguiu formular uma resposta clara, protagonizando um momento de enorme constrangimento. Confira no vídeo abaixo:

Veja

*Forum


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Política

Por que o Pix se transformou num pedregulho na botina de Trump?

Agiota é agiota, nessa denominação, não existe absolutamente nada de positivo, a não ser a exploração nua a crua até de pagamentos feitos à vista em que as bandeiras americanas, no Brasil, ganham até sem casar um único tostão.

Pior, a maioria do comércio dá descomnto de 5% a 10% a quem paga serviço ou mercadoria em dinheiro vivo ou por Pix.

Não existe nada melhor para os profissionais da lei do menor esforço para se ganhar dinheiro, que jorra de uma fonte inesgotável, sobretudo para uma elite financeira global, como é o caso da agiotagem do Tio Sam.

Trump é tão pau mandado, tão sabujo das bandeiras americanas que ostentam cartões de crédito no Brasil, quanto o clã Bolsonaro é de Trump.

E se um Mastercard da vida quer o fim do Pix, Trump também quer, assim como Flavio. E se Flavio quer, é porque Bolsonaro também quer, porque, na verdade, Flavio nem existe sem o pai. Não só ele, absolutamente todos os filhos de Bolsonaro vivem par e passo com essa figura repugnante, que não tem classificação tão criminosa na história do Brasil.

Bolsonaro, como é sabido por todos, através da CPI do Genocídio, não comprava as vacinas, esperando quem daria mais propina por dose a ele e seu clã, como foi o caso da Covaxin. Lembram?

Pois bem, a coisa só não foi à frente porque a própria CPI denunciou, abortando a barbada que daria uma fortuna de propina ao clã.

Tudo isso custou a vida de mais de 700 mil brasileiros, e Bolsonaro sequer visitou um hospital durante a pandemia, nem um gesto de empatia num telefonema ao menos a uma família que perdeu ente ou entes queridos por covid.

Claro que Tump tem interesse de acabar com o Pix, porque o próprio tem negócios bilionários no sistema financeiro. Daí, a coisa fica mais premente.

Trata-se de um assunto perfeitamente entendido pela população brasileira, principalmente pelas camadas mais pobres, porque é uma das maiores fontes de renda das milícias, sobretudo do Rio de Janeiro, tão afeitas à família Bolsonaro.

Para encurtar o assunto, de forma objetiva, é só seguir o fio para entender por que o Pix se tornou um pedregulho na botina dos grandes capitalistas americanos, incluindo o próprio Trump e, consequentemente, os sabujos da escória global que essa gente tanto admira, oferecendo o brasileiro assado como almoço ou jantar desses abutres.


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Política

Por que Tarcísio de Freitas roeu a corda do bolsonarismo?

Uma aliança política pode se romper por vários motivos e ser desfeita por divergências estratégicas, disputa de espaço ou, como é nitidamente o caso de Tarcísio, mudanças no cenário político.

Nada descreve melhor o debacle do clã Bolsonaro, sobretudo a campanha de Flavio do que a desistência de Tarcísio com seu compromisso firmado diretamente com o chefe dessa falange multicriminosa.

Não é nada ligado à ética, mas sim à movimentação de bastidores da política que envolve complexas teias de interesses e o rompimento se dá rigorosamente na prática.

Na verdade, as revelações envolvendo o filme trash, Dark Horse, que abarca quatro personagens centrais, juntos e misturados, Flavio Bolsonaro, Mario Frias, Vorcaro e Karina da Gama, já é algo suficientemente pesado como fardo para ser carregado em praça pública.

Mas a coisa não para ai. tem um puchadinho de R$ 120 milhões que liga Karina a Ricardo Nunes que faz com que a coisa se torne nitroglicerina pura, principalmente porque a Polícia, comandada por Tarcísio, está indo direto na jugular do prefeito bolsonarista de São Paulo e, por osmose, chegando a Flavio e Mario Frias.

Claro, Tarcísio deve saber de coisas que explodirão que ainda não se sabe, o que se sabe é que, a reclamação de perseguição política alegada por Flavio Bolsonaro e Ricardo Nunes é direcionada a Tarcísio, porque os dois sabem que ele é o maestro dessa orquestra, não o governo federal.

A coisa então pode ter um desenho mais trágico do que se imagina, porque Tarcísio, que também recebeu um qualquer de R$ 2 milhões de Vorcaro, não dá um passo sequer para ir ao banheiro sem a autorização expressa e carimbada pelos caciques da Faria Lima.

As declarações de Tarcísio, de que Flavio tinha muito o que explicar sobre a relação promíscua com o dono do Banco Master e a que deu nesta terça (2), após o anúncio do governo Trump com mais tarifas contra o Brasil, merece nota e acende um alerta sobre os esgarçamento do bolsonarismo diante dos novos fatos.

Tarcísio foi enfático em se posicionar, de forma diametralmente oposta, ao que disse na época das primeiras sanções impostas por Trump com seu tarifaço contra o Brasil, em 2025.

Tarcísio, agora, pontuou críticas, dizendo ser completamente contraditório à nota do governo Trump em retaliação ao Brasil por fatos que os Estados Unidos é quem pratica.

Seja como for, está escancarado o rompimento de Tarcísio com o clã, buscando um afastamento gradual para evitar contaminação da sua imagem pelos escândalos financeiros que envolvem Flavio Bolsonaro.

Logicamente, Tarcísio diz que segue apoiando os Bolsonaro de olho no espólio de Jair.

Afinal, Tarcísio não tem votos, não tem vida própria, depende dos votos bolsonaristas. Em compensação, Flavio precisa do palanque paulista para manter alguma relevânvia na disputa nacional.

Tudo isso, junto, misturado e explodindo publicamente, pode ser uma boa notícia tanto para Lula quanto para Haddad, que disputa com Tarcísio o governo do estado de São Paulo.


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Brasil Mundo

Analistas avaliam que nova ameaça tarifária de Trump escancara motivação política e prejudicará até os EUA

Analistas avaliam que Trump ignora dados e busca ‘reviver o pior que existe no imperialismo’

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025 e propôs a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira (1º). A medida ainda depende de decisão do presidente Donald Trump.

O episódio se soma à recente decisão de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, situação que fere a soberania do Brasil e abre brechas para intervenções militares diretas em território brasileiro.

Professor e pesquisador de Relações Internacionais, Ricardo Leães diferencia o atual possível tarifaço do anterior, que vigorou no ano passado. “Embora esse tarifaço seja de 25% e o outro seja de 50%, esse é mais grave. Naquela época já se sabia que o tarifaço seria contestado na Suprema Corte dos EUA, como foi, e poderia ser na prática acabado. Esse de agora acontece por um dispositivo legal que já está consagrado nos EUA, através de uma disputa, averiguação de questões concretas envolvendo o Brasil. Isso precisa ser levado em consideração, porque é muito mais difícil que o Brasil consiga fugir desse tarifaço pelas vias que foram utilizadas anteriormente”, afirma, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Leães pondera que, apesar do impacto econômico, a decisão de taxação não é comercial e que há uma explicação lógica para esses ataques. “Trump tinha um diagnóstico muito claro: de que os EUA estavam passando por um processo de desindustrialização, e um dos motivos para isso seria justamente a baixa das tarifas alfandegárias do país”, explica. “Só que o Brasil não se enquadra nessa lógica porque é um país que tem déficit nos EUA. Além disso, o Brasil também está passando por um processo de industrialização. Se lá atrás estava muito claro que a decisão de Trump foi política, agora ficou escancarado. É a questão do Pix, é a questão das decisões judiciais que afetaram as big techs dos EUA, se fala em desmatamento, no combate à corrupção, ao narcotráfico. Ou seja, todos os argumentos são usados para justificar o tarifaço, mas nenhum é comercial”. explica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a declarar que tudo que está acontecendo recentemente na relação dos EUA e Brasil é responsabilidade dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O analista internacional alerta, no entanto, que Lula não deve querer entrar em qualquer disputa de influência nesse sentido, porque Flávio é submisso e está disposto a tudo, inclusive, entregar o Brasil ao Trump. “Se o Lula oferece as terras raras, o Flávio vai oferecer terras raras e o Pix. Se o Lula oferecer terras raras e o Pix, o Flávio vai oferecer terras raras, Pix e qualquer outra coisa que seja de interesse de Trump.”

Leães também contesta a afirmação de que o imperialismo está em queda. “Donald Trump quer reviver os piores aspectos do imperialismo e não existe conciliação possível. Só o enfrentamento”, pontua.

Para a cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tanto a decisão sobre as facções criminosas como a recente recomendação da aplicação de um novo tarifaço não interessam a nenhum dos países. “É um equívoco absoluto. O tarifaço é descabido porque alterna argumentações sem ter qualquer relação comercial, e muito menos com interesse real aos brasileiros, e mesmo dos estadunidenses, que vão enfrentar mais prejuízos do que benefícios ao mercado interno”, avalia.

Goulart destaca que, se na questão das facções criminosas Flávio tentou amealhar algum ganho político, o caso da taxação é mais difícil, uma vez que o tarifaço é muito impopular, como ficou provado no ano passado. “[Flávio Bolsonaro] tem enfrentado uma queda expressiva entre jovens, entre evangélicos, entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos. Ele está perdendo o público menos radicalizado”, pontua.

*BdF


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Política

Vídeo – Lula diz que Flávio e Eduardo conseguem ser piores que Bolsonaro: “Vendilhões da pátria”, “traidores”, “covardes”

Em forte discurso em Catalão, em Goiás, nesta terça-feira (2), o presidente Lula expôs o lobby de Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL) junto ao governo Donald Trump, que resultou em um novo tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros, e afirmou que “que esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele”.

“Ontem eu soube da notícia que o Comércio Americano resolveu taxar o Brasil em 25% quando nós estávamos em negociação, quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump. O que eu quero dizer com isso? É que esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores”, disparou Lula.

“Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, meditem. Porque esse cidadão hoje aparece lá em frente dizendo: “Eu não falei nada, eu não falei nada”. Todo covarde é assim, fala a merda que fala, depois não tem coragem de assumir o que fala, fica tentando mentir”, disparou o presidente, que deu detalhes da negociação com o governo Trump no início do discurso.

Lula ainda falou que nenhum grupo político que já enfrentou “teve a sordidez política que a gente vê com essa família metralha, que assumiu o governo de 2018 a 2022”.

“Hoje [Flávio] foi dizer que não falou nada. Ele falou! Ele foi pedir arrego. Foi dizer: ‘porra, Trump, dá uma porrada no Lula, ataca o Lula porque o Lula vai ganhar tranquilo, prejudica o Lula’. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar são os empresários brasileiros. Ele vai prejudicar é o agronegócio”, afirmou.

*Forum


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Política

“Dark Horse”, o azarão indomável que pode derrubar Flávio Bolsonaro

Ao invés de um filme, talvez o melhor formato para o “Azarão” fosse uma série — afinal, a cada semana um novo episódio vem a público, sempre com lances mal explicados

A teia envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o suposto financiamento milionário da tosca cinebiografia sobre seu pai está cada vez mais intrincada, aumentando as suspeitas sobre os reais motivos por traz dos vultosos valores aportados e o que pode ter sido prometido ou dado em troca. Em vez de um longa metragem, talvez o melhor formato para o “Azarão” fosse uma série — afinal, a cada semana um novo capítulo vem a público.

Como se não bastasse o ainda mal explicado pedido de R$ 134 milhões (dos quais R$ 61 milhões foram pagos) feito pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro — cujo patrimônio decorre das fraudes do banco Master —, há ainda uma série de zonas bastante cinzentas em relação à produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um dos pontos que têm sido investigados sobre o caso é o contrato entre a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões anuais para a instalação de wi-fi na cidade. A suspeita — que motivou operação da Polícia Cilvil nesta segunda-feira (1º) — é de que parte desses recursos tenha sido desviada para financiar a produção do filme. A ONG é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP, produtora do filme.

Leia também: “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro e a degradação moral da política brasileira

As investigações apontaram “possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. De acordo com informações apuradas pelas autoridades, estava prevista a entrega de 5 mil pontos de conectividade até junho de 2025; no entanto, apenas 3,2 mil foram instalados.

Flávio disse que estaria sendo perseguido e negou envolvimento, assim como fizera antes sobre suas relações com Vorcaro, investigadas pela Polícia Federal e explicitadas pelo site Intercept Brasil.

Mas, de acordo com o Vermelho, as falas do senador sobre todo esse imbróglio não têm convencido nem mesmo o seu entorno, que vem demonstrando incômodo com as mentiras contadas para abafar sua proximidade com o banqueiro fraudador.

Até o bolsonarista Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo — cargo ao qual a Polícia Civil está submetida —, aliviou para o filho do ex-presidente. Questionado sobre as apurações, não saiu em defesa dos envolvidos; apenas disse que a corporação tinha “autonomia para fazer suas investigações”.

Após a operação, o vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou petição no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede a abertura de apuração sobre a ligação entre o contrato com a prefeitura, emendas parlamentares e o financiamento da cinebiografia.

“Estamos diante de uma engrenagem que mistura emenda parlamentar, dinheiro público municipal, ONG sem capacidade comprovada, produtora política e suspeita de lavagem. O Brasil precisa saber quem pagou, quem recebeu, quem ocultou e quem se beneficiou”, declarou o parlamentar.

O caso foi passado para o ministro Flávio Dino, que já está à frente de uma ação protocolada recentemente pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP). A denúncia questiona o uso indevido de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) para a empresa produtora do filme — o parlamentar, aliás, é também um dos produtores da película.

Flávio, assim como o clã e seu patriarca preso, sempre tentou vender a imagem de probo, de inimigo da corrupção. Mas, como ensina o dito popular, “nada como um dia após o outro”.

Assim como as instituições brasileiras investigaram e julgaram os responsáveis pela trama golpista liderada por Jair, o caso Master e essa nova frente de investigação sobre a ONG da produtora será mais um desmascaramento público do “patriota de bem”. No final das contas, “Dark Horse” virou o azarão indomável que pode derrubar Flávio Bolsonaro da sela.


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Brasil Mundo

Vídeo: Irã posta vídeo com Cristo arrebentando a Estátua da Liberdade

É uma óbvia alusão à pressão que o governo de Donald Trump vem fazendo contra o Brasil

O perfil da embaixada do Irã na Tunísia o X postou nesta segunda-feira (1º) uma animação feita com Inteligência Artificial em que se vê uma luta entre a estátua do Cristo Redentor, principal cartão postal do Rio de Janeiro e do Brasil, contra a estátua da Liberdade, símbolo dos Estados Unidos.

É uma óbvia alusão à pressão que o governo de Donald Trump vem fazendo contra o Brasil desde que o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que passaria a tratar PCC e CV como grupos terroristas. A expectativa de possível retomada de tarifaço contra o país é outra ameaça.

Na animação iraniana, a estátua do Cristo Redentor destroi a estátua da Liberdade em poucos segundos e joga os destroços do alto do Morro do Corcovado, com o Rio de Janeiro ao fundo. Abaixo da imagem, os dizeres: “Uma frente. Uma luta”, dando a entender que Irã e Brasil têm o mesmo inimigo.

Veja o vídeo:

O governo brasileiro, sob a gestão Lula, tem buscado manter o diálogo com Teerã, incluindo o apoio à entrada do Irã no bloco dos BRICS e o estabelecimento de acordos de cooperação.

Desde o início dos ataques que sofreu dos Estados Unidos e de Israel, as redes sociais de órgãos do Irã já publicaram vários vídeos de IA em que Donald Trump é derrotado ou ridicularizado, com as forças militares sempre saindo vencedoras.

*ICL


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Política

Basta de palhaçada! A direita bolsonarista não tem projeto, só ódio e rancor.

Sexta-feira, em Curitiba, Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro mostraram mais uma vez o que realmente são: parasitas políticos que sobrevivem de ódio destilado. Três horas de transmissão, 69 menções a Lula, 35 ao PT, 17 à “esquerda” e a palavra “proposta” citada uma única vez, de forma genérica e vazia. Isso não é campanha, é terapia de grupo para quem ainda baba de raiva do ódio que cultiva há anos.

O método é claro, baixo e covarde: xingar, ofender, cuspir. Chamaram Lula de “ladrão”, “lixo” e “chorume”. Atacaram a esposa do presidente. Falaram em “exorcizar” a esquerda. Tudo isso para esconder a miséria intelectual e a ausência completa de projeto para o país. Porque quando o eleitor pergunta sobre salário, saúde, escola, comida no prato e segurança, eles não têm resposta. Só têm mais ódio.

É a mesma farsa de 2018 e 2022. Tal pai, tal filho. Prometem fim da demarcação de terras indígenas, redução da maioridade penal, anistia para os golpistas do 8 de janeiro, privatização geral das estatais, desmonte do Estado e entrega total do país ao agronegócio e à mineração. Migalhas para o povo? Nenhuma. Zero. O povo que se foda, como sempre.

Enquanto isso, o Brasil lembra: durante a pandemia, Jair Bolsonaro chamou a morte de 1.860 crianças de 0 a 12 anos (e mais de 2.500 até 17 anos) de “insignificantes”. Insignificantes! Enquanto as famílias enterravam seus filhos, o “mito” seguia fazendo lives, negando a gravidade e “passando a boiada” sobre os trabalhadores.

E agora o filho quer herdar esse legado de ressentimento, ignorância e crueldade. Quer transferir o voto, o afeto e o ódio do pai para si, como se o Brasil fosse uma monarquia de araque onde o trono passa de pai para filho mesmo que ambos só saibam destruir.

Chega.

Essa direita não governa. Ela incendeia. Não propõe. Ela ofende. Não constrói. Ela destrói e depois culpa o PT pela fumaça. São especialistas em alto ruído e baixo caráter. Em 2026 querem repetir a mesma palhaçada: transformar o Brasil num grande grupo de WhatsApp raivoso enquanto o país sangra por falta de rumos.

Não vai colar de novo. O povo não é burro. Já viu essa peça barata e sabe o final: muito grito, muito ódio, muito “Deus, pátria e família” de fachada… e zero solução para a vida real.

Flávio, Moro e toda essa corja: o Brasil não aguenta mais ser palco da mediocridade de vocês.

Você, meu Camaradinha: mantenha a sua dignidade e lute até o fim, recuse-se a ser vítima.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ

Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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