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Brasil Mundo

EUA alertam que domínio sobre América Latina ‘nunca mais será questionado’

Vídeo de cinco minutos difundido nas redes sociais pelo Departamento de Estado distorce fatos históricos e manda recado a toda a região

O Departamento de Estado norte-americano publicou nesta terça-feira um video nas redes sociais no qual deturpa o sentido da Doutrina Monroe. Mas, acima de tudo, alerta que “o domínio” de Washington sobre o continente latino-americano “nunca mais será questionado”.

Desde o ano passado, o presidente Donald Trump passou a designar a região como sua prioridade, numa estratégia marcada para reduzir o papel da China no continente latino-americano.

Para explicar a ofensiva militar, política e econômica sobre a região, o governo Trump agora produziu um video no qual relembra os episódios da história americana na região e justifica guerras, invasões e derrubadas de governos como parte de uma estratégia para impedir que o continente fosse alvo da cobiça de europeus.

Além da monarquia no México, de uma suposta tentativa de anexação da República Dominicana e outros momentos chaves, o video aponta que uma guinada ocorre quando, no final do século 19, os EUA se apresentam como potência soberana na região. “Não era só um alerta. Era uma primazia dos EUA”, disse.

No vídeo, o relato mostra como, em 1899, os EUA expulsam a Espanha de Cuba e confiscam Porto Rico.

Neste momento, o narrador fala com orgulho que, naquele momento, os EUA “desembarcaram no cenário internacional como potência imperial com domínio sobre o Caribe”.

Quatro anos depois, isso seria testado depois na Venezuela. Caberia a Roosevelt, diz a história apresentada pela Casa Branca, estabelecer que, quando um país latino-americano estivesse em “caos”, os EUA “entrariam para administrá-lo”.

Era, agora, um “mandato”.

O vídeo ainda cita a da construção do Canal do Panamá, a crise dos mísseis em Cuba e a invasão norte-americana na Nicaragua.

Mas é o alerta para o atual momento que chamou a atenção. Ao explicar o sequestro de Nicolás Maduro, o Departamento de Estado afirma que se tratou de “um manobra calculada” para “dar um sinal no hemisfério”: o “domínio nunca mais ver ser questionado”.

Não por acaso, o video é narrado por Kevin Cabrera, embaixador dos EUA no Panamá. “O que começou como alerta aos europeus se transformou em quadro para domínio regional”, completou.

Em pouco mais de cinco minutos, o Departamento de Estado avisa: o continente é nosso.

*Jamil Chade/ICL


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Política

Testemunha de acusação contra vice de Flavio muda versão sobre o estupro

Luiz Antonio Lopes, personagem central nas versões que cercam a acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar (PL-AL), mudou sua versão.

O caso envolvendo Alfredo Gaspar, escolhido como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, ganhou uma reviravolta que aumenta ainda mais a necessidade de investigação rigorosa e independente. A principal testemunha relacionada à acusação de estupro de vulnerável apresentou versões diferentes sobre o episódio, chegando posteriormente a afirmar à Polícia Legislativa que poderia ter ocorrido uma armação para incriminar o deputado.

A mudança de versão é extremamente relevante porque a acusação original é gravíssima: segundo o relato inicialmente levado a parlamentares, uma adolescente de 13 anos teria sido abusada e engravidado. A denúncia também mencionava uma suposta tentativa de comprar o silêncio da família. Gaspar nega todas as acusações e afirma estar disposto a realizar exame de DNA para esclarecer definitivamente a questão.

Mas o novo depoimento do comerciante Luiz Antonio Lopes acrescentou uma camada ainda mais controversa ao caso. Segundo a reportagem da Agenda do Poder, ele passou a afirmar que a história poderia ter sido montada para atingir Alfredo Gaspar e mencionou supostos pagamentos relacionados à articulação. Ao mesmo tempo, continuou dizendo possuir provas da versão original — contradição que precisa ser esclarecida pelas autoridades.

Uma acusação gravíssima não pode ser transformada em arma política

É justamente por envolver uma acusação de estupro que o caso exige máxima responsabilidade. Nem uma denúncia dessa natureza pode ser ignorada, nem uma acusação sem comprovação pode ser transformada automaticamente em sentença política.

O episódio também precisa ser separado da disputa eleitoral. Alfredo Gaspar é hoje uma peça importante da candidatura de Flávio Bolsonaro, o que inevitavelmente confere enorme dimensão política ao caso. Entretanto, a gravidade da acusação exige que a verdade seja estabelecida por provas, documentos, perícias e depoimentos consistentes — e não por versões conflitantes divulgadas de acordo com a conveniência de cada lado.

Outro ponto importante é que, até o momento, não há conclusão oficial que comprove nem a acusação de estupro nem a alegação posterior de que teria existido uma armação. O caso chegou ao STF por meio de um pedido de investigação, mas isso não significa que Alfredo Gaspar tenha sido formalmente investigado ou considerado culpado.

A mudança de versão da testemunha, portanto, não encerra o caso. Ao contrário: torna indispensável descobrir por que a primeira história foi apresentada, por que depois foi modificada, quem eventualmente participou dos relatos e se existem provas materiais capazes de confirmar qualquer uma das versões.

No meio de uma eleição presidencial marcada por intensa polarização, a sociedade brasileira não precisa de acusações lançadas como munição eleitoral. Precisa de investigação séria, transparência e verdade.

Se houve crime, que os responsáveis sejam punidos. Se houve armação, que os responsáveis também respondam. O que não pode prevalecer é uma versão conveniente no lugar dos fatos.


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Pesquisa

CNT/DMA: Lula está a menos de 1%, de vencer no primeiro turno

Nova pesquisa CNT/MDA mostra o presidente à beira de uma marca histórica e inédita nas urnas

Lula está a menos de 1% para ganhar a eleição presidencial logo no primeiro turno. A afirmação pode soar surpreendente à primeira vista, mas é exatamente o que aponta o mais recente levantamento da CNT/MDA, um dos institutos com maior tradição em pesquisas eleitorais no país.

Os números da pesquisa mostram Lula com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Todos os outros candidatos somam juntos 14,7%, enquanto os brancos e nulos registram 6,8% e os indecisos somam 7,2%.

Quando excluímos os brancos, nulos e indecisos para calcular os votos válidos, o cenário se estreita de forma impressionante. Lula chega a 49,4%. Faltam apenas 0,6% para atingir a marca de 50% mais um voto, o índice necessário para liquidar a fatura logo na primeira etapa do pleito.

Se isso se confirmar, será uma vitória inédita na trajetória política do atual presidente. Nas três ocasiões em que venceu a corrida presidencial ao longo de sua história, Lula precisou disputar o segundo turno — assim como ocorreu na eleição que elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff.

O levantamento da MDA também testou um eventual segundo turno, apontando uma vitória relativamente tranquila de Lula, com nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Embora haja variações entre institutos — com algumas pesquisas projetando margens menores —, a tendência central parece evidente.

O fator decisivo para essa consolidação no primeiro turno será o desempenho de candidaturas como as de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros nomes que tentam se viabilizar. Se esses palanques não vingarem e os votos se polarizarem ainda mais, o caminho de Lula rumo a uma vitória histórica no primeiro turno deixa de ser apenas uma hipótese de laboratório e passa a ser uma realidade política palpável. Forum.


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Política

A diferença abissal entre o melhor ministro da Educação da história do Brasil com o governador que acha que diploma não vale nada

Haddad e Tarcísio, dois projetos de educação que não poderiam ser mais diferentes

O debate em São Paulo colocou frente a frente dois políticos com visões profundamente diferentes sobre o papel da educação. De um lado, Fernando Haddad, que comandou o Ministério da Educação entre 2005 e 2012 e esteve à frente de um período marcado pela expansão do ensino superior, pelo fortalecimento do ProUni e pela ampliação das universidades federais. De outro, Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, cuja declaração de que o diploma “vale cada vez menos” abriu um enorme debate sobre o valor que um governo deve atribuir à formação educacional.

Durante a gestão de Haddad no MEC, houve uma forte expansão do acesso ao ensino superior. Dados oficiais registram a ampliação das vagas e matrículas nas universidades federais, enquanto o ProUni criou uma porta de entrada para milhares de estudantes de baixa renda em instituições privadas. O programa, criado em 2005, teve sua constitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em 2012.

Tarcísio quer transmitir aos jovens a ideia de que anos de estudo, formação acadêmica e conhecimento perderam importância.

Diploma não é apenas um pedaço de papel. É resultado de anos de dedicação, estudo, pesquisa, formação profissional e esforço de milhões de brasileiros que enfrentam enormes dificuldades para chegar a uma universidade.

E o contraste fica ainda mais evidente quando se olha para a trajetória dos dois. Haddad construiu parte importante de sua carreira política justamente na educação e participou de políticas que ampliaram o acesso ao ensino superior. Já Tarcísio, ao falar sobre a perda de valor do diploma, parece apostar em uma concepção na qual a formação acadêmica deixa de ocupar lugar central na construção de oportunidades.

O debate, portanto, ultrapassa Haddad e Tarcísio. A pergunta que fica é muito maior: o Brasil deve ampliar as portas das universidades ou convencer seus jovens de que o diploma já não vale tanto?

Em um país marcado por desigualdades históricas, desvalorizar a educação é um caminho perigoso. Para quem nasce nas camadas mais pobres, estudar continua sendo uma das principais possibilidades de romper barreiras sociais e conquistar melhores oportunidades.

O confronto entre Haddad e Tarcísio expôs, assim, duas concepções distintas de futuro: uma que enxerga a educação como instrumento de inclusão e transformação social e outra que relativiza o peso do diploma diante das novas exigências do mercado.

No fim das contas, a questão é simples: se a educação não deve ser valorizada, qual é o caminho que resta para milhões de jovens que dependem dela para mudar a própria história?


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Economia

Inflação desacelera com alimentos mais baratos e fica em 0,07%, menor resultado para julho desde 2022

A inflação oficial brasileira perdeu força em julho e registrou alta de apenas 0,07%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação aos 0,16% registrados em junho e marca o quarto mês consecutivo de arrefecimento do IPCA. Trata-se ainda da menor inflação para um mês de julho desde 2022.

Um dos principais responsáveis pelo resultado foi justamente um dos itens que mais pesam no orçamento das famílias: a alimentação. A redução dos preços dos alimentos ajudou a conter o índice e trouxe um pouco de alívio para os consumidores, especialmente para as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento à compra de produtos básicos.

O desempenho de julho também fez a inflação acumulada em 12 meses recuar para 4,44%, ficando abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação. O resultado representa uma mudança importante no cenário recente, depois de meses de maior pressão sobre os preços.

Mas o número não significa que todos os preços estejam caindo. A inflação de 0,07% representa uma forte desaceleração do ritmo de alta, e não uma redução generalizada do custo de vida. Alguns grupos continuaram pressionando o índice, com destaque para a energia elétrica, que funcionou como contraponto à queda dos alimentos.

Ainda assim, o resultado é uma notícia positiva para a economia brasileira. Quando os alimentos ficam mais baratos ou sobem menos, o impacto é sentido diretamente no supermercado e pode aliviar o orçamento doméstico. Para milhões de brasileiros, especialmente aqueles que vivem com renda mais apertada, qualquer redução na pressão sobre a cesta básica pode representar uma diferença concreta no fim do mês.

A desaceleração também reforça a percepção de que o processo de desinflação ganhou força ao longo de 2026. Depois de sucessivas altas, o IPCA vem apresentando uma trajetória de perda de intensidade, o que pode contribuir para melhorar as expectativas econômicas e reduzir a pressão sobre a política monetária.

O dado de julho, portanto, vai além de uma simples estatística. Inflação mais baixa significa menor velocidade de corrosão do poder de compra, embora ainda seja necessário acompanhar a evolução dos preços nos próximos meses. O desafio agora é transformar essa desaceleração pontual em uma tendência duradoura, sem que novas pressões sobre energia, serviços ou alimentos interrompam o processo.

O resultado de 0,07% mostra que, pelo menos em julho, o custo de vida perdeu força — e a queda dos preços dos alimentos teve papel decisivo nesse alívio.


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Política

Neonazistas planejavam explodir o Palácio do Planalto com Lula dentro

O ódio político levado ao limite do terrorismo

O Brasil precisa tratar com a máxima seriedade a descoberta de um grupo neonazista que planejava atentados contra instituições públicas em Brasília e tinha o Palácio do Planalto entre seus principais alvos. Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal, os criminosos discutiam a possibilidade de atacar a sede do governo federal durante o período eleitoral, com a intenção de atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não estamos falando, portanto, de uma simples manifestação de extremismo nas redes sociais. As investigações revelaram uma estrutura que utilizava ambientes virtuais para disseminar ideologia neonazista, promover discurso de ódio, recrutar pessoas dispostas à violência e discutir atentados contra prédios públicos. O grupo também tinha como alvo o local onde poderia ocorrer o debate do segundo turno das eleições presidenciais.

A gravidade aumenta porque, de acordo com as informações divulgadas sobre a Operação Rede Interrompida, os integrantes compartilhavam informações sobre os prédios que pretendiam atacar e discutiam formas de executar as ações. O núcleo investigado chegou a reunir dezenas de integrantes, enquanto outros grupos funcionavam como espaços de propagação e recrutamento.

O que emerge desse caso é algo que não pode ser relativizado: o extremismo político, quando abandona a palavra e passa a organizar violência, deixa de ser apenas uma ameaça retórica e se transforma em perigo concreto para a democracia e para a vida humana.

A escolha do Palácio do Planalto como alvo é particularmente simbólica. Trata-se da sede da Presidência da República, um dos centros institucionais do Estado brasileiro. Planejar sua destruição, sobretudo com a intenção de atingir o presidente da República, significa atacar não apenas uma pessoa, mas uma instituição fundamental da democracia.

E o componente neonazista torna tudo ainda mais alarmante. O nazismo não representa uma simples opinião política radical: é uma ideologia historicamente associada à perseguição, ao extermínio e à eliminação violenta de grupos considerados inimigos. Quando seus símbolos e ideias aparecem associados ao planejamento de atentados, o Estado precisa responder com investigação, prevenção e punição rigorosas.

O episódio também deixa uma lição importante sobre o ambiente digital. Grupos extremistas podem começar disseminando ódio, racismo, antissemitismo, misoginia e teorias conspiratórias e, em determinadas circunstâncias, transformar essa radicalização em planejamento de violência real. A internet não pode ser tratada como território sem lei quando utilizada para organizar crimes.

A democracia brasileira já conhece o preço da tolerância com ameaças contra as instituições. O país assistiu, em janeiro de 2023, à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Agora, a descoberta de uma célula que discutia atentados com explosivos mostra que a ameaça extremista pode assumir formas ainda mais perigosas.

Por isso, o caso exige muito mais do que indignação momentânea. É necessário identificar todos os envolvidos, investigar possíveis financiadores, descobrir a extensão da rede e impedir que organizações extremistas continuem recrutando pessoas para ações violentas.

Não existe liberdade democrática para quem pretende destruir a própria democracia pela força. Não existe tolerância possível com quem transforma ódio ideológico em projeto de assassinato. E não existe espaço para a banalização de grupos que flertam com o nazismo e planejam atentados contra o Estado brasileiro.

O alerta está dado: quando alguém planeja explodir o Palácio do Planalto com o presidente dentro, o problema já ultrapassou todos os limites do discurso político. É uma ameaça direta à vida, às instituições e à democracia brasileira.

E diante de uma ameaça dessa dimensão, a resposta do Estado precisa ser igualmente contundente, com investigação profunda, responsabilização dos criminosos e nenhuma condescendência com o terrorismo de extrema direita.


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Política

Nikolas Ferreira e a receita para transformar crescimento patrimonial estratosférico numa mera narrativa

O mago da internet, segundo o próprio, como um gênio das finanças, converteu em bufê à brasileira sua receita, supostamente futura, em patrimônio atual.

Isso, segundo o falastrão, sem comprovante, justifica seus módicos foguetes que lhe deram 8.000% de ganho patrimonial em apenas 4 anos. Para o povo, sobrou combar do novo Midas da história da humanidade, uma singela auditoria como comprovante do “mérito”, notas fiscais dos livros, das palestras, dos cursos e, por que não, as viagens no jatinho de Vorcaro que ele não sabia de quem era.

Não é uma questão mera e simplesmente de extrato bancário, como quis fazer parecer em seu videozinho “muito didático”. Isso não é documento fiscal. Aplausos da Receita Federal, nesse caso, vêm com multa se não tiver nota. Aqui se acredita em conta com comprovante, é claro, assim como a Receita não discute narrativa.

E é nesse ponto que Nikolas esqueceu de declarar alguma coisa, é que, no Brasi, tornou-se a picaretgem mais comum de quem joga para o apaluso de gente burra com a ignorância alheia.

Estamos falando de um patrimônio material astronômico, segundo ofício da Receita vazado.

Lógico que o pouca sombra mandou aquele lado gravado na história “gente, estão pedindo comprovante! Isso é perseguição”.

Auditor: “Não, isso é aritmética”. Mais que isso, o audtr com uma lupa gigante em cima de um extrato, onde aparece 8.000% de crescimento patrimonial circulado em vermelho.

O que Nikolas tentou fazer foi responder à Receita sem responder à Receita.

Título do vídeo (Eles me perseguem porque eu trabalho. É pura perseguição política, 8.000% não é crime, mas sim a inveja do meu sucesso).

Passo um: Não anexar estrato, mas sim anexar print de corte de podcast.

Passo dois: Vou falar de Deus, pátria e família que meus críticos travam.

Passo três: E se me apertar muito, gravo um videozinho chorando.

No mundo animal do bolsonarismo, xiita funciona 100% das vezes. E termino lembrando: “Eu declaro tudo, inclusive as coisas que não dá para declarar. Tamo junto”.

Provar é igual a chorar mais bandeira do Brasil. O que não entr ano videozinho, nota fiscal, contrato, extrato, DARF

Ou seja, a receita é falar bem para não mostrar nada.

Esperamos agora a parte quatro, a intimação da Receita Federal para o auditor reagir ao videozinho.


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Brasil Mundo

China quer se unir ao Brasil contra o tarifaço de Trump na OMC

O tarifaço de Donald Trump contra o Brasil começa a produzir um efeito que talvez o governo americano não tenha calculado: em vez de isolar o país, está ajudando a aproximá-lo ainda mais de outras grandes economias que também rejeitam a política de imposição unilateral de tarifas adotada pela Casa Branca.

A China sinaliza disposição para atuar ao lado do Brasil na defesa das regras do comércio internacional e no enfrentamento das medidas protecionistas de Washington. Não se trata de uma simples demonstração de solidariedade diplomática. É o reconhecimento de que o que está em jogo ultrapassa os interesses comerciais brasileiros: é o próprio funcionamento do sistema multilateral de comércio que está sob pressão.

O Brasil já recorreu à Organização Mundial do Comércio para contestar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. O movimento coloca Brasília no terreno das regras internacionais, justamente o oposto da lógica de Trump, que tenta transformar tarifas em instrumento de pressão política e econômica.

E aqui está o grande paradoxo do tarifaço: Trump pretendia usar o tamanho do mercado americano para obrigar o Brasil a se curvar, mas pode estar acelerando a diversificação comercial brasileira.

A China já é um mercado fundamental para o Brasil e, no primeiro semestre de 2026, absorveu muito mais exportações brasileiras do que os Estados Unidos. A ampliação dessa relação não significa abandonar o mercado americano, mas deixa evidente que o Brasil não precisa aceitar uma relação de dependência em que Washington determina as condições e Brasília simplesmente obedece.

O que Trump parece não compreender é que o mundo mudou.

O planeta não é mais uma extensão econômica dos Estados Unidos. Há China, Índia, União Europeia, países do Oriente Médio, América Latina e outras economias capazes de estabelecer relações comerciais, investimentos e alianças estratégicas sem submissão automática aos interesses de Washington.

Por isso, a aproximação entre Brasil e China na OMC pode adquirir um significado muito maior do que uma disputa tarifária. Pode representar a defesa de um princípio básico: nenhuma potência deveria ter o direito de transformar sua força econômica em instrumento permanente de chantagem contra países soberanos.

Trump pode até aumentar tarifas. Pode ameaçar parceiros. Pode tentar impor acordos assimétricos. Mas não pode simplesmente decretar que o comércio internacional funcionará segundo a vontade de um único governo.

E é justamente aí que a resistência brasileira ganha importância.

O Brasil não precisa escolher entre Estados Unidos e China como quem escolhe um lado de uma guerra. Precisa escolher o lado de seus próprios interesses nacionais. E isso significa negociar com todos, ampliar mercados, fortalecer sua indústria, proteger seus exportadores e defender as instituições multilaterais.

Se a China realmente avançar ao lado do Brasil na OMC, o recado a Washington será inequívoco: o Brasil não está sozinho e o mundo não está obrigado a aceitar o jogo de Trump.

O tiro pode, portanto, sair pela culatra.


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Mundo

Vídeo: Terremoto de magnitude 7,4 sacode a Colômbia, provoca danos e deixa feridos

Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10), provocando danos materiais, deixando pessoas feridas e obrigando moradores de diversas cidades a deixarem suas casas e prédios às pressas. O epicentro foi localizado no departamento de Chocó, no oeste do país, em uma região próxima ao município de San José del Palmar.

O tremor foi sentido em uma extensa área do território colombiano, incluindo cidades como Cali, Medellín e Bogotá. Relatos iniciais apontam danos em edificações, queda de estruturas e destroços nas ruas. Em diferentes localidades, moradores foram vistos deixando edifícios por precaução após o forte balanço provocado pelo terremoto.

A intensidade do abalo também ultrapassou as fronteiras colombianas. O terremoto foi sentido no Equador e no Panamá, levando à retirada de pessoas de prédios e provocando momentos de apreensão entre a população.

10.ago.2026 - Mulheres observam um prédio danificado após um terremoto em Cali, Colômbia

O Serviço Geológico Colombiano chegou a divulgar inicialmente uma magnitude menor, mas posteriormente revisou o número para 7,4, evidenciando a força significativa do fenômeno. As autoridades permanecem avaliando a extensão dos danos e o número de vítimas, enquanto equipes de emergência realizam inspeções e atendimentos nas áreas mais afetadas.

A ocorrência também reacendeu o alerta para os riscos sísmicos na região. Embora terremotos dessa intensidade possam causar danos importantes, a profundidade do evento e as características das construções influenciam diretamente a dimensão da destruição.

Terremoto de magnitude 7,4 atinge a Colômbia e deixa feridos e cidades danificadas

As autoridades colombianas orientam a população a permanecer atenta a possíveis réplicas, evitar edifícios que apresentem danos estruturais e seguir as recomendações dos órgãos de emergência. O balanço de vítimas e prejuízos ainda pode aumentar à medida que as equipes conseguem acessar as áreas mais atingidas.

O terremoto desta segunda-feira representa mais um episódio de grande impacto sísmico na região andina e demonstra, mais uma vez, a vulnerabilidade de grandes centros urbanos diante de fenômenos naturais que podem ocorrer de forma repentina e sem possibilidade de previsão exata.

@uol

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira, com epicentro em San José del Palmar, a 400 km de Bogotá. O tremor foi sentido em cidades como Medellín, Cali e Bogotá, levando à evacuação de prédios públicos. ➡️ Países vizinhos, como Panamá e Equador, também sentiram o abalo. Um tremor secundário de magnitude 4,6 foi registrado. Até o momento, não há relatos de feridos ou mortos, mas há registros de destruição, inclusive na Catedral Basílica de Manizales. ⏩ Leia mais no UOL #UOLHoje #Colômbia #Terremoto #Bogotá #SanJoséDelPalmar

♬ som original – uol


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Pesquisa

Milei pode fazer por Lula o que nenhum cabo eleitoral conseguiria: tirar votos de Flávio Bolsonaro

O apoio de Javier Milei à candidatura de Flávio Bolsonaro pode estar produzindo um efeito político bastante diferente daquele imaginado pelo bolsonarismo. Em vez de fortalecer o filho de Jair Bolsonaro, a associação com o presidente argentino pode estar empurrando parte do eleitorado brasileiro justamente na direção de Luiz Inácio Lula da Silva.

O apoio do presidente argentino Javier Milei à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) eleva para 34% a parcela de brasileiros que diz ter maior chance de votar no presidente Lula (PT), aponta um recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgado na semana passada.

Outros 27% dos entrevistados afirmaram que o endosso de Milei aumenta a possibilidade de voto em Flávio Bolsonaro. Para 17%, a manifestação do argentino amplia a chance de escolher um terceiro candidato, fora Lula e o senador do PL.

A informação de que 34% dos brasileiros estariam inclinados a votar em Lula em razão do apoio de Milei a Flávio Bolsonaro, caso confirmada pela pesquisa original, seria um dado politicamente relevante — e revelador. Não porque o eleitor brasileiro esteja necessariamente transformando Lula em uma espécie de candidato “anti-Milei”, mas porque a presença do argentino na disputa pode funcionar como um poderoso fator de rejeição.

Milei não é uma figura neutra no imaginário político brasileiro. Seu governo se tornou símbolo de uma experiência econômica e social que divide opiniões e provoca forte reação fora da Argentina. Ao transformar seu apoio a Flávio Bolsonaro em ativo eleitoral, o candidato do PL corre o risco de importar para a campanha brasileira não apenas o prestígio que Milei conserva entre setores da direita, mas também toda a rejeição que seu nome provoca entre os demais eleitores.

E aí está a contradição.

Flávio Bolsonaro tenta apresentar o apoio de Milei como demonstração de força internacional. Mas, eleitoralmente, apoio estrangeiro não se converte automaticamente em voto. Pelo contrário: dependendo de quem oferece o apoio, pode produzir exatamente o efeito inverso.

As pesquisas eleitorais recentes mostram que a disputa entre Lula e Flávio permanece competitiva, mas com vantagem do atual presidente em diferentes levantamentos. No cenário de primeiro turno da BTG/Nexus, por exemplo, Lula apareceu com 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro; em um eventual segundo turno, o petista marcou 47%, ante 43% do senador.

O dado mais importante, portanto, não é simplesmente saber se Milei apoia Flávio. É saber o que esse apoio produz entre os eleitores que não são bolsonaristas.

Porque o problema de Flávio continua sendo justamente esse: sua dificuldade de ampliar a candidatura para além do núcleo mais fiel ao sobrenome Bolsonaro.

Na convenção nacional do PL, Flávio chegou a afirmar que poderia ser “mais calmo e moderado” que o pai, mas fez questão de reafirmar que carregava o “sangue de Bolsonaro”. A declaração expõe uma contradição central de sua candidatura: ao mesmo tempo em que tenta se apresentar como uma alternativa eleitoralmente mais palatável, continua dependendo da identidade política construída pelo pai.

Agora, ao receber o apoio de Milei, Flávio acrescenta outra camada à sua imagem: a de candidato identificado com uma direita internacional mais radicalizada.

Isso pode agradar a uma parcela do eleitorado. Mas também pode assustar outra parcela.

E é justamente aí que Lula pode se beneficiar.

Se o apoio de Milei efetivamente estiver levando eleitores a declarar voto em Lula, o fenômeno merece ser analisado com atenção. Não seria necessariamente uma adesão entusiasmada ao lulismo, mas uma reação à alternativa apresentada pelo outro lado.

Em eleições polarizadas, isso pode ser decisivo.

O eleitor nem sempre escolhe apenas aquele de quem mais gosta. Muitas vezes, escolhe aquele que considera capaz de impedir a vitória de quem rejeita.

E, nesse cenário, Milei pode estar prestando a Lula um serviço eleitoral involuntário: transformando a candidatura de Flávio Bolsonaro em algo ainda mais associado a um modelo político que parte significativa do eleitorado brasileiro não quer importar.

A ironia é evidente.

O bolsonarismo buscou em Milei uma espécie de selo internacional de legitimidade para Flávio. Mas, se os números realmente confirmarem que esse apoio está levando eleitores para Lula, o argentino poderá acabar funcionando como um dos mais eficientes cabos eleitorais involuntários do adversário.

Em política, símbolos importam.

E talvez o maior erro de Flávio seja imaginar que todo símbolo que fortalece sua base também amplia seu eleitorado.

Não necessariamente. Às vezes, o símbolo que entusiasma os já convertidos é exatamente o que assusta quem ainda precisa ser convencido.


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