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Política

Flavio e Eduardo agem contra o Brasil porque Bolsonaro está em liberdade domiciliar

A complacência das instituições com Jair Bolsonaro e seu entorno é um dos fenômenos mais difíceis de explicar na história política recente do Brasil. Enquanto milhares de brasileiros pobres enfrentam o peso implacável do sistema penal por delitos de menor gravidade, Bolsonaro continua sendo tratado como uma figura excepcional, cercada de privilégios e deferências que estariam fora do alcance da imensa maioria da população.

Qualquer análise séria sobre a atual crise política e diplomática envolvendo o bolsonarismo precisa considerar a trajetória do ex-presidente e de seu grupo político. Ignorar esse histórico é produzir uma narrativa desconectada da realidade. Não se trata apenas de discutir episódios recentes, mas de observar um longo percurso marcado por controvérsias, investigações, acusações e ataques constantes às instituições democráticas.

O que se vê hoje é um movimento permanente para preservar poder, influência e impunidade. A retórica de perseguição política serve como instrumento para mobilizar apoiadores, pressionar autoridades e tentar transformar investigados em vítimas. Enquanto isso, o debate público é desviado das questões centrais: os fatos, as responsabilidades e os interesses que movem esse projeto político.

A desigualdade de tratamento é evidente. Brasileiros negros e pobres dificilmente recebem benefícios ou considerações especiais do sistema de Justiça. Já Bolsonaro segue ocupando uma posição singular, capaz de desafiar instituições, confrontar decisões judiciais e manter uma estrutura política ativa mesmo diante de sucessivas investigações. Essa realidade transmite uma mensagem perigosa: a de que determinados grupos estariam acima das regras aplicadas ao restante da sociedade.

Também chama atenção a contradição entre o discurso de combate ao crime e as recorrentes polêmicas envolvendo figuras próximas ao bolsonarismo. Ao longo dos anos, vieram à tona denúncias, investigações e relações políticas que levantaram questionamentos profundos sobre a coerência moral daqueles que se apresentam como defensores da lei e da ordem.

O resultado dessa combinação de privilégios, tolerância institucional e poder político é a sensação de impunidade. Quanto mais o sistema de justiça hesita em impor limites claros, mais se fortalece a percepção de que determinadas lideranças podem agir sem consequências proporcionais aos seus atos. Esse é um risco que ultrapassa indivíduos e partidos: trata-se de uma ameaça à própria credibilidade das instituições democráticas.

O Brasil não precisa de cidadãos acima da lei. Precisa de um sistema de Justiça capaz de agir com a mesma firmeza diante de qualquer pessoa, independentemente de sobrenome, patrimônio, influência política ou capital eleitoral. Enquanto essa igualdade não existir na prática, continuará a impressão de que há dois países convivendo sob as mesmas leis: um para os poderosos e outro para o restante da população.


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Brasil Mundo

Itamaraty alerta Câmara para risco de ação militar dos EUA após pedido do clã Bolsonaro

Alerta é em função com declarações de Flávio e Eduardo Bolsonaro em defesa de maior atuação dos Estados Unidos no país

O Ministério das Relações Exteriores encaminhou à Câmara dos Deputados um parecer em que alerta para os riscos à soberania brasileira decorrentes da classificação de organizações criminosas como grupos terroristas pelos Estados Unidos. Segundo o Itamaraty, a medida, defendida publicamente por integrantes da família Bolsonaro, pode abrir espaço, entre outras consequências, para o uso da força militar americana em território nacional.

O documento foi elaborado em resposta a um requerimento de informação apresentado na Câmara e expõe a posição oficial do governo brasileiro sobre o tema. Antes de apresentar suas conclusões, o Itamaraty destaca que a avaliação não foi construída apenas pela diplomacia brasileira, mas em conjunto com órgãos de segurança pública, inteligência e justiça.

Segundo o parecer, os órgãos consultados convergiram para o entendimento de que classificar organizações criminosas como terroristas “não apenas é inadequada do ponto de vista jurídico, como tampouco acrescenta benefícios para a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional”.

O documento prossegue afirmando que a medida “representa, ademais, riscos concretos à soberania nacional”.

Entre esses riscos, o ministério cita expressamente a possibilidade de emprego da força militar americana.

“A classificação pode acarretar consequências como (…) a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.”

Na sequência, o Itamaraty informa que a posição foi construída de forma conjunta por diferentes áreas do governo.

“Órgãos de segurança pública, inteligência e justiça integraram o processo de coordenação interinstitucional e convergiram no entendimento de que a classificação de organizações criminosas como terroristas não apenas é inadequada do ponto de vista jurídico, como tampouco acrescenta benefícios para a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional. A medida representa, ademais, riscos concretos à soberania nacional.”

O parecer também menciona outros possíveis efeitos decorrentes da legislação antiterrorismo dos Estados Unidos, ressaltando que o enquadramento de organizações criminosas nessa categoria extrapola o campo da cooperação policial e judicial tradicional.

Posição contrasta com declarações dos Bolsonaro
O alerta do Itamaraty vai na direção oposta ao discurso adotado por Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ao longo dos últimos meses.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, em outubro de 2025, Flávio Bolsonaro comentou nas redes sociais uma operação conduzida pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe. Na publicação, afirmou sentir “inveja” da atuação americana e sugeriu que operação semelhante fosse realizada no Brasil.

“Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”

A publicação foi feita meses antes de o senador iniciar uma articulação junto ao governo norte-americano para que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem classificados como organizações terroristas.

Também em 2025, Eduardo Bolsonaro ganhou repercussão ao afirmar que seria “mais fácil um porta-aviões americano chegar ao Lago Paranoá”, declaração interpretada como um aceno à possibilidade de pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil em meio às disputas envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

A estratégia ganhou um novo capítulo em maio de 2026, quando Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos e pediu ao presidente Donald Trump e a integrantes do governo americano que o PCC e o Comando Vermelho fossem oficialmente enquadrados como organizações terroristas.

Na ocasião, o senador afirmou ter entregue um relatório sobre a atuação internacional das facções e defendeu uma ampliação da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Dias depois, quando o governo americano anunciou a classificação das duas organizações, Flávio comemorou publicamente a decisão e afirmou que havia levado pessoalmente esse pedido às autoridades norte-americanas.


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Política

Calúnia contra Lula: PGR pede para Flávio Bolsonaro ser ouvido pela PF

Segundo Paulo Gonet, senador deve ser ouvido antes da manifestação final da PGR sobre investigação por calúnia contra Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Alexandre de Moraes que devolva à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é que o parlamentar seja ouvido antes da conclusão da investigação.

Gonet avalia que a necessidade de a PF realizar a oitiva com Flávio se dá “sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentá-lo de pena”.

A manifestação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira (6/7). Segundo Gonet, a defesa de Flávio solicitou uma série de diligências à PF e pediu que o senador fosse ouvido apenas após o cumprimento dessas medidas. Os requerimentos, no entanto, foram indeferidos pela corporação.

O procurador-geral acrescentou que, embora a PF já tenha concluído o relatório final da investigação, ainda é necessário ouvir Flávio Bolsonaro, especialmente diante da possibilidade de retratação prevista no Código Penal para o crime de calúnia, hipótese que pode isentar o investigado de pena, segundo Pablo Giovanni, Metrópoles.

“A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações”, explicou Gonet.

A manifestação foi encaminhada a Moraes, que ainda não decidiu sobre o pedido.

Inquérito
Em relatório encaminhado ao STF em 26 de junho, a Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula.

Segundo os investigadores, o senador atribuiu ao presidente os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.


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Política

Para os bolsonaristas, Michelle foi de carola a herege

Tanto Paulo Figueiredo quanto Allan dos Santos sugeriram que Michelle traiu Bolsonaro, literalmente dizendo que meteu-lhe um par de chifres digno de um viking norueguês de Copa do Mundo.

Assim eles tocaram o berrante para o gado ter mais praticidade na hora de atacar Michelle por conta do seu furdunço público, em vídeo, com Flavio, Eduardo e os dois pela-sacos profissionais do clã Bolsonaro.

Foi nesse  momento que a santa, a rainha do lar bolsonarista virou a megera e, horas depois do berrante buzinado, ela já estava literalmente na boca maldita e na língua de trapo do bolsonarismo mais casca grossa. Não faltam adjetivos para agredir Michelle nas redes.

Michelle parece não se importar com tais agressões, o que circula é que tinha todo um plano traçado para sair da condição de coadjuvante para assumir o controle de um acidente que ela provocou dento da teia bolsonarista, ameaçando uma temporada de denúncias ainda mais pesadas contra Flavio. Ou seja, em 24 horas, Michelle virou a Geni do Zempelim.

O que azedou ainda mais o caldo foi Michelle elogiar publicamente um programa educacional lançado pelo governo Lula. A ex-primeira-dama celebrou a implantação da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, justificando que era uma pauta defendida por ela através da linguagem de libras.

A reação negativa dos apoiadores intensigficou ainda mais a crise interna que já escalava na família Bolsonaro desde quando ela disse que Moraes e ela eram irmãos em Cristo. Michelle não só elogou o programa de Lula, mas destacou o projeto voltado para a comunidade surda, sancionado na gestão do presidente Lula.

Para os amalucados, essa foi a maior traição de Michelle, deixando claro que, os cabeças ocas que se alimentam de ódio e fel, são muito mais antilulistas do que bolsonaristas.

Assim, mesmo ela rebatendo os ataques, dizendo que seu pensamento estava acima de qualquer ideologia, a nação de idiotas regidos pelo jornalismo promocional de Bolsonaro, não quis saber de suas explicações.

Em função disso, Michelle anunciou sua saída do PL Mulher e, junto, desistiu de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

Mas está longe o fim do pega para capar entre Michelle e clã Bolsonaro, a tensão entre essa gente só aumenta, sobretudo para Flavio que, além de estar com o carimbo na testa de traidor da pátria em troca do apoio de Trump, seu áudio com o irmãozão Vorcaro e sua visita à casa dele para pegar o resto do dinheiro, como afirmou Valdemar da Costa Neto, é nitroglicerina pura.

Nesse balaio de gato, uma coisa é certa, tudo isso resume perfeitamente a atual situação nao só de Michelle, mas de toda a família Bolsonaro, porque a coisa se transformou em um pega para capar generalizado em que acima do pescoço, tudo é canela.

O final disso, se é que terá, é de cenário de caos envolvendo múltiplos lados com múltiplas fraturas e hostilidades, principalmente na chamada base radiclal.

Não há como Jair intervir nisso. As divisões internas na família e no partido, provocadas por Michelle, não serão resolvidas e o ambiente eleitoral para a candidatura de Flavio em 2026, vai abrindo um buraco cada vez mais próximo do inferno e, consequentemente, para a situação de Jair Bolsonaro que sonhava ser libertado pelo primogênito que cumpre a escrita de papel carbono do pai.


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Política

Flavio reafirma que quer as sanções dos EUA contra o Brasil

O fardo de Flavio Bolsonaro só aumenta.

Em reunião com o baixo clero da Casa Branca, Flavio reafirma, com todas as letras, que quer que os EUA sancionem o Brasil através das empresas brasileiras e que sejam tarifadas pelo trumpismo medieval.

Na verdade, Flavio deixa bem claro que celebra qualquer maldade contra o Brasil e os brasileiros num antinacionalismo nunca antes visto na história do Brasil. Mas quer que tal maldade seja feita após as eleições.

O traidor da pátria revelou não só aos aliados como a essa espécie de subcorte americana, que quer a pior e mais dura punição contra o Brasil, mas dentro de uma data específica, que seria logo após as eleições, não importando quem ganhe.

Na realidade, o aliado dos EUA contra o Brasil não se importa com as tarifas, o que para ele é importante é que elas não aconteçam agora para que o vigarista primogênito de Bolsonaro não seja sancionado nas urnas pelos eleitores brasileiros.

Por isso Paulo Figueiredo foi escanteado por Flavio e anunciou, como se dele fosse, a decisão de não participar nos EUA desse arranjo macabro contra o Brasil para não queimar ainda mais o filme de Flavio, como fez em seu ataque às mulheres brasileiras.

É um cena grosseira a tentativa de transformar Figueiredo em ex-aliado, propondo que, na seleção de calhordas que estão em oferta pública na campanha de Flavio, Paulo Figueiredo foi o primeiro a ser eliminado.

Tudo não passa de uma farsa, até porque Flavio foi hostilizado em Belo Horizonte e chamado de americano justamente pelo mesmo motivo, o de operar nas costas do próprio país em nome de uma tentativa desesperada de ter o apoio de Trump em uma ação qualquer que possa lhe servir de arma contra Lula.

Seja como for, a musculatura política de flavio, que já vem sofrendo uma grave sarcopenia, enfrenta agora um novo e potente contragolpe e o fim do sonho de ser presidente para libertar o pai e ficar trilionário pelo poder, fica cada vez mais distante, mostrando que sua campanha está completamente perdida e não há nada que possa reverter essa realidade contra si.


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Política

Da direita só sobraram as pulgas magras do esgoto mais raso

Os rachas ocultos e o estresse diário entre Michelle e o clã ainda não estão claros. O que se observa é que cada capítulo, sobretudo vindo de Michelle contra Flavio, acelera ainda mais a decomposição do bolsonarismo como um todo.

Quando se observa com serenidade, aparecem respostas bem miúdas que impedem a negação de um fato bastante peculiar,

Se antes, os congressistas da chamada extrema direita se destacavam no quesito lama moral para agradar uma plateia de ávidos zumbis, sendo a maioria de idosos rancorosos, os soldados desse exército cada dia mais minguado, se transformaram nos personagens únicos de uma xepa do lixo que sobrou para praticar ações medievais na tentativa de devolver o foco a Bolsonaro cada vez mais esquecido, por razões óbvias.

As atitudes impulsivas dessa gleba de patente rasa, digo, vereadores, é o que sobrou de destaque nesse universo umbralesco, produzindo ainda mais prejuízos e causando uma irreparável associação do bolsonarismo com a falência política.

Sim, imaginem isso, os vereadores, Adriles, Pavanato, Duda Campopiano, dessa choldra moral chamada bolsonarismo, são hoje o grande “destaque” dentro da fossa fétida que, ressecada pela falta de chorume, produz apenas uma resistência mais do que cega do reacionarismo, mas cada dia ainda mais fétida.

Salta aos olhos a angústia nada escondida e o isolamento do mundo político que a chamada extrema direita amarga. Não é uma turbilência ou uma água turva, mas é o fundo do poço tóxico que sobrou num recipiente minúsculo como “destaque” dessa cloaca rumo ao silenciamento para nunca mais formar um bloco de excremento cultivado pelo poder e pela grana que esse poder deu a Bolsonaro para transformar o atraso rotineiro em crises dentro da própria sociedade.

O que aqui se afirma é que a situação do bolsonarismo hoje é crítica e está severamente comprometida. A falta de filtro representa uma crise muito maior e mais complexa por se tratar dos familiares do próprio clã, onde é revelado o cenário real que o bolsonarismo sofre na mesma medida em que seu corpo de políticos corruptos no Congresso foi arastado por uma correnteza, sobrando somente as marolas miúdas no que existe de mais precário sem qualquer significado político para quem, desesperadamente, almeja galgar algum degrau para o poder.

A performance dessa mulambada de vereadores bolsonaristas, imitando mal e porcamente o próprio Bolsonaro, é a estratégia mais suicida, barulhenta e improdutiva que sobrou do acúmulo raso de merda, transformando-se num fardo ainda mais pesado para esse espaço cada vez mais asfixiante para aqueles que ainda se mantêm agarrados e profundamente submersos na própria lama.

Possivelmente, Michelle, percebendo isso, pulou fora do barco.


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Copa do Mundo Política

FIFA atende pedido de Trump e libera jogador dos EUA expulso

A revogação da suspensão de Folarin Balogun na Copa do Mundo é extremamente incomum. Foi a primeira vez desde 1962 que a FIFA anulou uma suspensão por cartão vermelho recebido durante a Copa do Mundo.

A FIFA reverteu a suspensão de Folarin Balogun, artilheiro da seleção masculina de futebol dos Estados Unidos nesta Copa do Mundo, depois que o presidente Trump ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir uma revisão.CréditoCrédito…

Horas depois da partida da seleção masculina de futebol dos Estados Unidos na quarta-feira, o presidente Trump ligou para Gianni Infantino, presidente da FIFA, e pediu que ele revisasse a suspensão do artilheiro da equipe na Copa do Mundo, Folarin Balogun, após o jogador ter recebido um cartão vermelho, segundo quatro pessoas familiarizadas com a conversa.

No domingo, a FIFA reverteu a suspensão, anunciando que o Sr. Balogun estaria apto a jogar na segunda-feira contra a Bélgica.

A reviravolta é extremamente incomum e representa a primeira vez desde 1962 que a FIFA permite que um jogador participe de uma partida quando estaria suspenso após ter sido expulso na Copa do Mundo. O Sr. Infantino passou anos tentando conquistar a simpatia do Sr. Trump . No ano passado, a FIFA criou e concedeu ao Sr. Trump o Prêmio da Paz da FIFA, em meio à campanha pública, porém fracassada, do presidente para ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

Pouco depois do cartão vermelho recebido por Balogun, altos funcionários do governo Trump, incluindo Howard Lutnick, secretário de Comércio, e Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, contrataram advogados para ajudar a Federação de Futebol dos EUA a tentar recorrer, apesar das regras da FIFA contra tais recursos, de acordo com duas pessoas familiarizadas com a ligação.

*New York Times


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Brasil Mundo

CV e PCC terroristas: Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil

Em documento, Itamaraty diz que classificação de CV e PCC como terroristas pode resultar em ação militar dos EUA em território brasileiro

Em um documento assinado pelo próprio chanceler Mauro Vieira, o Itamaraty admitiu o temor de os Estados Unidos utilizarem a força militar no Brasil por causa da classificação do Comando Vermelho (CV) e do PCC como organizações terroristas.

A informação consta em uma resposta do Itamaraty a um pedido de informação feito pela Câmara. No documento, o chanceler admite que a decisão dos EUA de classificar as duas facções como terroristas pode resultar em uma ação militar em território brasileiro.

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional“, diz Vieira.

De acordo com Igor Gadelha, Metrópoles, o chanceler ressalta que não houve comunicação formal do governo americano sobre a decisão. Segundo ele, a medida foi um “ato unilateral” dos EUA, o que desobriga o Brasil a se manifestar formalmente sobre o assunto.

“O processo estadunidense de designação de facções criminosas como organizações terroristas é ato unilateral que, portanto, não requer manifestação formal do governo brasileiro. Ainda assim, o governo brasileiro tem externado sua oposição a essa medida”, afirma.

Riscos ao Brasil
Além de uma eventual ação militar em território brasileiro, o chanceler lista outros problemas que a decisão pode acarretar. Segundo ele, a classificação pode ter “impactos relevantes tanto no plano econômico quanto no da soberania nacional”.

“A designação pode servir para que autoridades estadunidenses apliquem medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras, inclusive contra aquelas sem vínculos diretos com os EUA ou cuja ligação com os grupos designados seja indireta ou meramente involuntária. Adicionalmente, tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal”, explica o chanceler.


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Esporte Mundo

NYT: Fifa anulou expulsão de jogador da seleção dos EUA após contato de Trump

A decisão da Fifa provocou reação da Federação Belga de Futebol (RBFA), que afirmou estar “perplexa”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou na última quarta-feira para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir a revisão do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia e Herzegovina, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. A informação foi revelada neste domingo pelo jornal The New York Times.

Dias após a ligação, a Comissão Disciplinar da Fifa anunciou a suspensão da execução da punição aplicada ao atacante, que, desta forma, está liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final do Mundial.

Segundo comunicado divulgado pela entidade, Balogun recebeu a suspensão de uma partida, mas sua execução foi condicionalmente suspensa pelo período de um ano. Caso o jogador cometa outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante esse período, a punição será aplicada, sem prejuízo de eventuais novas sanções.

De acordo com o The New York Times, a decisão representa um fato incomum na história recente das Copas do Mundo. Ainda segundo a publicação, a reviravolta acontece em um momento em que Infantino busca fortalecer sua relação com Donald Trump.

Críticas da Bélgica à posição da FIFA
A decisão da Fifa provocou reação da Federação Belga de Futebol (RBFA), que afirmou estar “perplexa” com a liberação do atacante norte-americano para a partida desta segunda-feira.

“A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) está perplexa com a decisão da FIFA de declarar o jogador norte-americano Folarin Balogun — que estava suspenso — elegível para disputar a partida entre EUA e Bélgica na segunda-feira, 6 de julho, às 17h (horário de Seattle)”, escreveu a entidade em comunicado.

A federação belga argumenta que a decisão se baseia no artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que permite a suspensão da execução de sanções disciplinares. No entanto, a RBFA sustenta que o artigo 66 do mesmo código e o regulamento da Copa do Mundo determinam a suspensão automática do jogador para a partida seguinte após um cartão vermelho.

Diante disso, a entidade informou que estuda todas as medidas possíveis para preservar os direitos da seleção belga e os princípios de fair play da competição.

Confira a nota na íntegra:
“A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) está perplexa com a decisão da FIFA de declarar o jogador norte-americano Folarin Balogun — que estava suspenso — elegível para disputar a partida entre EUA e Bélgica na segunda-feira, 6 de julho, às 17h (horário de Seattle).

A FIFA baseia sua decisão no Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA. Tal dispositivo estabelece que o Comitê Disciplinar da FIFA pode decidir suspender a execução de uma sanção disciplinar previamente imposta.

No entanto, o Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da FIFA determina claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a partida seguinte da equipe, como ocorreu com todos os cartões vermelhos aplicados anteriormente nesta Copa do Mundo da FIFA.

Além disso, e independentemente do exposto acima, a decisão contradiz diretamente as disposições do Regulamento da Competição da Copa do Mundo da FIFA 2026, conforme estabelecido no Artigo 10.5:

“Se um jogador ou membro da comissão técnica for expulso em decorrência de um cartão vermelho direto ou indireto (segunda advertência), ele será automaticamente suspenso da partida subsequente de sua equipe. Adicionalmente, outras sanções poderão ser impostas.”

O caráter automático de tal suspensão também foi explicitamente reafirmado na Circular nº 16 da Copa do Mundo da FIFA 2026, distribuída a todas as associações-membro participantes em 12 de maio de 2026.

A mesma regra é reiterada em todas as reuniões de coordenação de jogos da Copa do Mundo da FIFA 2026, antes de cada partida, e consta em todas as apresentações dos workshops do torneio.

Com o objetivo de salvaguardar os direitos legítimos de todas as equipes participantes e proteger os princípios fundamentais do *fair play* em nosso esporte — tanto nesta Copa do Mundo da FIFA quanto em futuras edições do torneio —, a RBFA está analisando todas as opções possíveis.”


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