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Prerrogativas critica favorecimento da Meta a Flávio Bolsonaro e quer investigação sobre interferência estrangeira na eleição

★ “É inadmissível que uma empresa sediada nos Estados Unidos detenha o poder de ampliar ou restringir unilateralmente a visibilidade de candidatos à Presidência da República”, diz a nota

O coletivo de juristas Grupo Prerrogativas manifestou neste sábado (10) preocupação com os fortes indícios de manipulação pela Meta, dona de plataformas como Facebook, Instagram e Whatsapp, das condições de visibilidade das candidaturas presidenciais.

Mais cedo, a coligação do presidente Lula sustentou no TSE que a plataforma tem restringido de forma seletiva a entrega de postagens da campanha e de perfis de seu campo político, comprometendo a paridade de armas na disputa. A coligação aponta ainda a atuação de uma rede de 255 perfis no Instagram geridos por inteligência artificial, que teria alcançado 58 milhões de visualizações em um mês atacando Lula, o PT e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, e a permanência no ar de 61 dos 64 conteúdos sintéticos identificados pelo projeto VigIA, da Agência Lupa, entre 1º e 5 de outubro.

Relatórios técnicos da coligação Brasil Pronto pra Mais apontam graves indícios de tratamento desigual das candidaturas pela Meta, com engajamento desproporcionalmente superior nas publicações de Flávio Bolsonaro, apesar de sua página contar com menos seguidores, e inconsistências nas métricas de Lula, incluindo vídeos com mais curtidas do que visualizações. Às vésperas do primeiro turno, a empresa chegou a desabilitar temporariamente a página do Presidente no Facebook e restringir sua conta de anúncios.

Segundo o Prerrogativas, somam-se a esses episódios suspeitas de moderação e suspensão seletiva de conteúdos, disparidades de alcance, falhas na fiscalização de anúncios políticos e circulação de desinformação produzida por inteligência artificial. No centro dessas denúncias está a opacidade dos algoritmos da Meta, que podem ampliar ou restringir a visibilidade de candidaturas sem qualquer controle externo efetivo. Embora tenha admitido falhas técnicas, a empresa não esclareceu sua extensão nem seus possíveis efeitos sobre a disputa eleitoral.

“Não se trata de irregularidades que possam ser descartadas como simples falhas técnicas. O conjunto dos episódios exige investigação rigorosa sobre a possibilidade de manipulação algorítmica e interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro”, diz o Prerrogativas.

“É inadmissível que uma empresa sediada nos Estados Unidos detenha o poder de ampliar ou restringir unilateralmente a visibilidade de candidatos à Presidência da República, sem transparência, auditoria independente e fiscalização efetiva”, acrescenta a nota.

Leia a íntegra da nota:

NOTA PÚBLICA DO GRUPO PRERROGATIVAS

O Grupo Prerrogativas manifesta profunda preocupação com os graves indícios de manipulação, pela Meta, das condições de visibilidade das candidaturas nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. As irregularidades denunciadas pela campanha do Presidente Lula levantam suspeitas de favorecimento digital à candidatura de Flávio Bolsonaro e revelam o risco de interferência de uma corporação estrangeira na formação da vontade popular.

Relatórios técnicos da coligação Brasil Pronto pra Mais apontam graves indícios de tratamento desigual das candidaturas pela Meta, com engajamento desproporcionalmente superior nas publicações de Flávio Bolsonaro, apesar de sua página contar com menos seguidores, e inconsistências nas métricas de Lula, incluindo vídeos com mais curtidas do que visualizações. Às vésperas do primeiro turno, a empresa chegou a desabilitar temporariamente a página do Presidente no Facebook e restringir sua conta de anúncios, sem justificativa objetiva. Somam-se a esses episódios suspeitas de moderação e suspensão seletiva de conteúdos, disparidades de alcance, falhas na fiscalização de anúncios políticos e circulação de desinformação produzida por inteligência artificial. No centro dessas denúncias está a opacidade dos algoritmos da Meta, que podem ampliar ou restringir a visibilidade de candidaturas sem qualquer controle externo efetivo. Embora tenha admitido falhas técnicas, a empresa não esclareceu sua extensão nem seus possíveis efeitos sobre a disputa eleitoral.

Não se trata de irregularidades que possam ser descartadas como simples falhas técnicas. O conjunto dos episódios exige investigação rigorosa sobre a possibilidade de manipulação algorítmica e interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. É inadmissível que uma empresa sediada nos Estados Unidos detenha o poder de ampliar ou restringir unilateralmente a visibilidade de candidatos à Presidência da República, sem transparência, auditoria independente e fiscalização efetiva.

O episódio evidencia uma vulnerabilidade estrutural: sem soberania digital, a soberania política brasileira permanece exposta à ingerência estrangeira. Não é aceitável que decisões tomadas fora do país possam interferir na formação da vontade popular e comprometer a igualdade de condições na disputa eleitoral.

O Presidente Lula já iniciou uma agenda estratégica para enfrentar essa dependência, com o fortalecimento da ANPD, incentivos à infraestrutura nacional de dados, iniciativas de nuvem soberana e mecanismos de transparência algorítmica. São passos fundamentais de um projeto que precisa ser aprofundado com máxima urgência.

A soberania digital deixou de ser uma questão exclusivamente tecnológica. Tornou-se uma exigência incontornável da defesa da democracia, da independência nacional e da autodeterminação do povo brasileiro.

O Grupo Prerrogativas exige apuração rigorosa dos fatos, transparência integral da Meta e atuação firme das instituições brasileiras para impedir qualquer interferência estrangeira nas eleições.

O Brasil não pode permitir que sua democracia seja refém de algoritmos controlados no exterior. O destino do país deve ser decidido pelo povo brasileiro, jamais por interesses estrangeiros.

*247


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Política

A mídia que mostrava as ruas contra Dilma, agora esconde o povo que proposta contra Flavio Bolsonaro

★ É impressionante como a grande mídia muda de comportamento conforme seus interesses políticos.

Em 2013, Globo, Folha, Estadão e companhia faziam questão de mostrar, ao vivo, as manifestações contra Dilma Rousseff. Convocavam, davam ampla cobertura e repetiam as imagens dos protestos até transformar as ruas no principal assunto do país. Aquela cobertura ajudou a aumentar a pressão política que, anos depois, desembocaria no impeachment de Dilma, considerado por seus críticos um golpe parlamentar.

Agora, quando estudantes, trabalhadores e gente do povo vão às ruas protestar contra Flávio Bolsonaro, cadê aquela disposição toda para mostrar a multidão? Cadê as transmissões ao vivo, as manchetes de destaque e a repetição das imagens nos telejornais?

Quando o protesto interessa à mídia, vira espetáculo. Quando contraria seus interesses, parece que deixa de existir.

O povo continua nas ruas, mas, pelo que se denuncia, falta à grande mídia a mesma vontade de mostrar essas manifestações que demonstrava quando o alvo era Dilma e o PT.

E isso não é pouca coisa. Quem aparece na televisão ganha visibilidade; quem vira notícia entra no debate nacional. Quando uma manifestação recebe cobertura maciça e outra é deixada de lado, milhões de pessoas acabam vendo apenas uma parte da realidade.

A pergunta é simples: por que tanta disposição para mostrar as manifestações contra Dilma e tão pouco interesse em dar o mesmo espaço aos protestos contra Flávio Bolsonaro?

A população não precisa da Globo, da Folha ou do Estadão para ir às ruas. Mas esses veículos têm o poder de mostrar o que acontece ou fingir que nada importante está acontecendo.

O povo protesta, a multidão ocupa as ruas, mas a velha mídia parece querer escolher qual povo merece ser visto e qual deve ser escondido.

Isso não é jornalismo independente. É uma cobertura que precisa ser questionada, cobrada e confrontada com os fatos.

Porque a rua não pertence à Globo, não pertence à Folha e muito menos ao Estadão. A rua pertence ao povo. E nenhuma empresa de comunicação tem o direito de apagar sua voz simplesmente porque ela incomoda seus interesses políticos.

A tática da grande mídia brejeira sempre foi essa. Nesse caso em que ela tenta dematerializar o Brasil como ele é, a coisa fica escancarada porque os jornais de mais peso mundo afora, destacam as gigantescas manifestações que ocorrem em apoio a Lula e em repúdio a Flavio Bolsonaro por todo mal que ele e Jair Bolsonaro representam.

É a velha fórmula dos Mainho e cia., como dizia o grande cartunista, Henfil, sobre o jogo feito nas sombras do poder midiático, “se uma coisa não aconteceu, mas a Globo diz que acoteceu, então, é verdade. Mas se a coisa aconteceu e a Globo ignora, então, não aconteceu”.

O estilo da mídia brasileira, sobretudo da Globo, sempre foi esse, o de poetar sentimentos do povo, desde que não se pinte uma paisagem política que se choque com os intersses da grande mídia e de seus comparsas de oligarquia.

Assim seguirá, em vão, tentando manter de pé uma candidatura miliciana, escondendo o que de fato as ruas estão gritando. Por isso nunca saiu das próprias ventas esse cheiro de enxofre que caracteriza essa mídia sucupirana.


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Política

Flávio Bolsonaro quer ser eleito para governar para a Faria Lima

Flávio Bolsonaro quer chegar ao Palácio do Planalto com o discurso de responsabilidade fiscal, mas o que está em jogo é muito mais do que uma disputa sobre números, gastos públicos e controle da dívida. É a velha discussão sobre quem deve pagar a conta dos ajustes econômicos e quem ficará com os benefícios das decisões do governo.

Não por acaso, Flávio corteja a Faria Lima, promete um novo teto de gastos e anuncia um corte de despesas públicas que sua equipe pretende viabilizar. Em agosto, prometeu à elite financeira substituir o atual arcabouço fiscal por um mecanismo semelhante ao teto de gastos do governo Temer. Seu plano também prevê reduzir ministérios, cargos e despesas administrativas.

O problema é que, quando se fala em cortar gastos, a pergunta fundamental é: cortar gastos de quem e em benefício de quem?

Se a prioridade for satisfazer os investidores e os grandes interesses financeiros, enquanto a população depende de serviços públicos, políticas sociais, saúde, educação e investimentos em infraestrutura, o ajuste pode deixar de ser apenas uma questão contábil e se transformar em uma escolha política com consequências diretas para milhões de brasileiros.

E há outro ponto: até agora, a campanha apresentou metas ambiciosas, mas deixou dúvidas sobre como pretende executá-las. Reportagens recentes apontaram que faltam detalhes sobre a nova regra fiscal e sobre os mecanismos necessários para alcançar a economia anunciada.

É legítimo discutir equilíbrio das contas públicas. O que não se pode é tratar os interesses do mercado financeiro como se fossem automaticamente os interesses de todo o país.

A pergunta que Flávio precisa responder é simples: quer governar para o Brasil inteiro ou pretende transformar o Estado em instrumento dos setores que esperam lucrar com sua eventual chegada ao poder?

Porque governar não é apenas agradar à Faria Lima. É decidir como a riqueza nacional será distribuída, quais direitos serão preservados e quem será chamado a pagar a conta.

E o eleitor tem o direito de conhecer essas respostas antes de votar, não depois.

É por isso que a ambição de Flavio Bolsonaro é perigosa para a população brasileira. O que ele promete à Faria Lima é ampliar os lucros dos “senhores da terra”, transformando os benefícios conquistados no governo Lula em matéria morta.

No caso dos trabalhadores, Flavio quer a volta de uma feroz escravidão em nome das forças vagas que habitam os intermúndios do capital financeiro, resumindo o Brasil à pátria da Faria Lima, como se essa plutocracia brejeira fosse uma tutoria imperial.

Por outro lado, não durou muito tempo o soberbo espetáculo de Flavio que prometia uma tara radical ao chamado corte de gastos, o que. Agora, a realidade deu-lhe conselhos, se for por esse caminho, irá direto para o precipício eleitoral.

O resultado é que ele passa a não agradar à sociedade brasileira, muito menos ao velho patriarcado paratatá.

Ou seja, morre o “gênio” para nascer o velhaco.


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Tesouraço: Se proposta de Flávio estivesse valendo, hoje, salário mínimo não chegaria a R$ 900

Alcolumbre pauta votação do fim da escala 6×1 para a próxima quarta.

Apoiadores de Flávio Bolsonaro tentam derrubar projeto, que está passando por sessões de discussão no Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação da Proposta de Emenda à Constituição 221, de 2019, que trata do fim da escala de trabalho 6×1.

“Quinta e última sessão de discussão e votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019”, diz o texto da agenda do Senado, na sessão semipresencial convocada para as 14h.

Para ser aprovada, uma PEC precisa ter, pelo menos, 49 votos favoráveis dos senadores, em duas votações.

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defensor da proposta, acreditam já ter os votos necessários para aprovar a proposta. O próprio presidente desafiou publicamente o PL, na terça-feira (6), a posicionar sua bancada em relação à PEC do fim da escala 6×1.

“O meu adversário vai ter que tomar uma decisão, se vai mandar a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada de trabalho de 6×1. Na hora que o Senado começar a votar, as máscaras vão começar a cair. A gente vai ver quem efetivamente quer que o povo tenha uma vida digna, que descanse mais, que possa cuidar mais da família”, disse Lula.

Já os apoiadores do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), tentam adiar a votação. Na quarta-feira (7), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) se reuniu com o presidente do Senado, pedindo que a votação da PEC fosse realizada somente depois das eleições.

PL, PP e Republicanos articulam estratégias para derrubar a votação e impedir a aprovação do fim da escala 6×1. A ideia do grupo é aprovar outra PEC, apelidada de 7×0, que cria um modelo de remuneração por hora, definido por meio de acordo individual entre trabalhador e patrão.

Nesta semana, o senador eleito por Mato Grosso Mauro Mendes (PL), aliado de Flávio Bolsonaro, defendeu que os trabalhadores brasileiros deviam ter jornadas de até 16 horas.

*BdF


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Vídeos: Ato em apoio a Lula reúne multidão em Belo Horizonte nesta sexta-feira

★ Mobilização começou na Praça Afonso Arinos e avançou pelo Centro da capital mineira; organizadores defendem educação pública, democracia e direitos sociais

Manifestantes realizaram um ato em apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na tarde desta sexta-feira (9), em Belo Horizonte (MG). A mobilização, intitulada “BH com Lula”, começou por volta das 17h, na Praça Afonso Arinos, na Região Centro-Sul da capital, e avançou pelo Centro da cidade.

O ato foi convocado por entidades, entre elas o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De acordo com os organizadores, a manifestação tem como objetivos expressar apoio ao presidente e defender a educação pública, a democracia e a ampliação de direitos.

Por volta das 17h30, a Avenida João Pinheiro estava interditada no sentido da Praça da Liberdade. Agentes da BH Trans monitoravam o trânsito na região. Às 19h30, os manifestantes já ocupavam a Praça Sete e interditavam a Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte.

Educação e direitos sociais
Segundo o G1, no texto de convocação, os organizadores afirmam que a disputa pelos rumos do país envolve políticas de acesso e permanência nas universidades, além da ampliação de oportunidades para os jovens nas áreas de pesquisa e cultura.

A manifestação ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos em todo o país, enquanto Lula obteve 45,16%.


*247

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Sentiu: O pimpão Flávio Bolsonaro já ensaiava a posse. A Vox Brasil tratou de lembrá-lo de que o Planalto não é herança de família.

O garganta Flávio Bolsonaro já estava se comportando como se a faixa presidencial estivesse encomendada, o discurso de posse pronto e o Palácio do Planalto prestes a receber mais um integrante do clã como se a Presidência fosse patrimônio particular dos Bolsonaro. Bastou a pesquisa Vox Brasil colocar Lula numericamente à frente para o candidato baixar a bola, moderar a empáfia e admitir que ainda não tem nada ganho.

Que coisa! O candidato que vinha vendendo ares de presidente antes mesmo de conquistar os votos necessários agora precisa recorrer à cautela. A pose de dono da eleição deu lugar ao discurso de quem descobriu, talvez tarde demais, que arrogância não conta como voto, sobrenome não é programa de governo e mandato presidencial não se transmite por herança.

A pesquisa Vox Brasil aponta Lula com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% de Flávio no segundo turno. Os números configuram empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais. Não há vitória antecipada nem motivo para comemorações definitivas. Há uma disputa aberta — justamente o que a euforia bolsonarista parecia querer esconder.

O problema de Flávio é que, antes de convencer o eleitorado, já parecia empenhado em convencer a si próprio de que a eleição estava resolvida. É a velha presunção do clã: confundir barulho com força política, propaganda com apoio popular e desejo de poder com direito ao poder.

Agora, diante de números que frustram a narrativa triunfalista, o boquirroto precisa recalibrar o personagem. Menos pose, menos fanfarronice, menos discurso de presidente por antecipação. A realidade eleitoral não se curva à vontade dos Bolsonaro, e muito menos à arrogância de quem parece acreditar que o Brasil lhes deve mais quatro anos de poder.

Flávio precisa entender o básico: a Presidência não é capitania hereditária, o eleitor não é figurante de campanha e a faixa presidencial não se conquista no gogó.

Antes de ensaiar a posse, seria prudente aprender a disputar a eleição. Porque uma coisa é posar de presidente; outra, bem diferente, é conseguir convencer o país de que se está preparado para governá-lo.

O Planalto não tem dono. E a eleição, para desespero dos que já comemoravam antes da hora, continua em aberto.


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Política

Alguém acredita na transparência pública de Flávio Bolsonaro quando as promessas de esclarecimento sobre o Dark Horse continuam sendo cobradas?

Flávio Bolsonaro promete transparência financeira, mas, quando o assunto é o financiamento do filme Dark Horse, a transparência anunciada esbarra em uma pergunta que continua sem resposta pública satisfatória: onde estão as planilhas que detalham a origem, o percurso e a destinação de cada centavo envolvido no projeto?

A contradição é evidente. Em maio de 2026, Flávio afirmou estar disposto a tornar públicos os contratos de investimento do filme. Depois, prometeu uma prestação de contas em prazo determinado. Em agosto, porém, passou a atribuir à produtora a responsabilidade pelos esclarecimentos, alegando que as contas já haviam sido apresentadas. Reportagens da CNN Brasil e da Folha de S.Paulo registraram a mudança de posição e a ausência de detalhamento público dos financiadores e dos pagamentos.

A questão não é simplesmente declarar compromisso com a transparência. É praticá-la. Uma promessa de abertura das contas não substitui a apresentação de documentos que permitam conferir os valores recebidos, os contratos firmados, os pagamentos realizados e o destino dos recursos.

O caso ganhou ainda mais relevância com a investigação sobre o financiamento de Dark Horse e as movimentações relacionadas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A Polícia Federal apura possíveis irregularidades, e as suspeitas ainda precisam ser esclarecidas no âmbito da investigação. Não se trata de antecipar culpa, mas de exigir explicações verificáveis diante de fatos de interesse público.

Quem promete transparência não pode transformar a prestação de contas em um jogo de empurra-empurra. Se os documentos existem e esclarecem integralmente a operação, sua divulgação permitiria confrontar as declarações públicas com os registros financeiros. Se há impedimentos legais ou contratuais, eles também precisam ser explicados de maneira objetiva.

No discurso político, transparência é uma palavra conveniente. Na prática, ela exige documentos, números conferíveis e respostas diretas. No caso Dark Horse, é justamente essa diferença entre prometer e demonstrar que mantém a cobrança por esclarecimentos.


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DEMOCRACIA OU BARBÁRIE?

O Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa a disputa entre candidatos, partidos e projetos eleitorais. O que está em jogo é o próprio sentido da democracia: de um lado, a defesa das liberdades, dos direitos sociais, da soberania popular e das instituições; de outro, o risco de normalizar o autoritarismo, a intolerância, a mudança na constituição, a violência política e a impunidade.

A história ensina que a democracia raramente é destruída de uma só vez. Ela começa a ser corroída quando a mentira se transforma em método, quando o ódio passa a ser instrumento de mobilização, quando a violência é relativizada e quando instituições e direitos são tratados como obstáculos aos interesses de quem deseja concentrar poder.

É nesse terreno que a sociedade precisa estar atenta. Não basta que a palavra democracia apareça nos discursos. É necessário observar as práticas, respeitar os resultados eleitorais, defender a liberdade de imprensa, garantir os direitos fundamentais e cobrar responsabilidade de quem exerce o poder.

Também é preciso denunciar a hipocrisia de quem invoca a liberdade apenas quando ela favorece os próprios interesses e despreza as regras democráticas quando o resultado das urnas contraria suas expectativas.

Uma democracia sólida não exige unanimidade. Exige convivência entre diferentes, respeito às leis, igualdade de direitos e compromisso com a solução pacífica dos conflitos.

A barbárie começa quando o adversário deixa de ser reconhecido como cidadão e passa a ser tratado como inimigo a ser eliminado da vida pública. E a democracia se enfraquece quando a sociedade se acostuma a isso.

Por isso, a pergunta não é retórica. É um chamado à consciência nacional: que país queremos construir? Um Brasil em que os direitos sejam garantias para todos ou um país em que prevaleçam a força, o medo e os privilégios?

A resposta não pertence a um único partido, líder ou instituição. Pertence à sociedade brasileira, que tem o dever de vigiar o poder, defender as liberdades e impedir que conquistas democráticas sejam tratadas como descartáveis.

Democracia ou barbárie? A escolha exige consciência, participação e compromisso com o Estado de Direito. Porque nenhuma democracia sobrevive por inércia — ela precisa ser defendida todos os dias.

Então, que a demoracia seja defendida pelo povo brasileiro!


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Pesquisa

Pesquisa Vox Brasil: Lula tem 44,2% e Flávio Bolsonaro, 42,7% no segundo turno

Pesquisa mostra Lula liderando numericamente por 1,5 ponto percentual

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44,2% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 42,7%. Os números indicam um empate técnico entre os dois candidatos, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.

Os dados são de uma pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9). O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026 e aponta uma vantagem numérica de 1,5 ponto percentual para Lula.

Na simulação estimulada de segundo turno, 3,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Outros 9,7% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Mais de 76% dos eleitores afirmam ter voto definido
A pesquisa também investigou o grau de convicção dos brasileiros em relação à escolha para o segundo turno. Segundo o levantamento, 76,2% dos entrevistados afirmaram estar totalmente decididos sobre seu voto, enquanto 13,4% admitiram a possibilidade de mudar de candidato.

Outro indicador analisado foi a disposição dos eleitores de seguir orientações políticas de candidatos derrotados no primeiro turno. Apenas 17,2% disseram que acompanhariam a indicação de voto de seu candidato original.

Em contrapartida, 63,4% afirmaram que manteriam uma decisão independente, sem necessariamente seguir o posicionamento da liderança política apoiada anteriormente.

Os resultados indicam que a transferência de votos por meio de apoios políticos pode encontrar resistência entre parte expressiva do eleitorado, em um cenário no qual os dois candidatos aparecem separados por uma diferença inferior à margem de erro.

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam índices semelhantes de rejeição
A pesquisa Vox Brasil também identificou um equilíbrio nos índices de rejeição dos dois candidatos à Presidência.

Lula registra rejeição de 45,2%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,2%. A diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual.

Além disso, 7% dos entrevistados declararam rejeitar ambos os candidatos.

Os números mostram que os dois principais nomes da disputa enfrentam resistência de parcelas semelhantes do eleitorado. A rejeição elevada também representa um obstáculo para a conquista de novos votos em uma eventual disputa de segundo turno.

Metodologia da pesquisa Vox Brasil
O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas entre 5 e 7 de outubro de 2026, com entrevistas presenciais domiciliares de 2.100 eleitores.

A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo próprio Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09623/2026.

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