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Vídeo: Marco Rubio tenta se aproximar, mas Lula o ignora

Secretário de Estado tentou se aproximar do presidente brasileiro após não acompanhar seu discurso na Assembleia Geral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ignorou uma tentativa de aproximação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, após os discursos na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), em Nova York.

O momento foi registrado pela jornalista Clarissa Carvalhaes, da CartaCapital. Nas imagens, Lula aparece caminhando em meio a diversas autoridades, acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim.

Rubio se aproxima do grupo e tenta estabelecer contato, mas Lula segue caminhando sem cumprimentá-lo. O secretário americano então interage brevemente com Mauro Vieira.

Braço direito de Trump, Rubio é um dos principais integrantes do governo e tem ocupado posição central em questões envolvendo as relações entre Estados Unidos e Brasil.

Antes da cena, Rubio também não acompanhou o discurso de Lula no plenário da Assembleia Geral. O secretário de Estado só se juntou à delegação de seu país depois que o brasileiro deixou o plenário e antes do pronunciamento de Trump. A primeira-dama Melania Trump e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, também não assistiram à fala do presidente brasileiro.

Veja o vídeo

Tensão entre Lula e governo Trump
A cena ocorre em meio à escalada de pressão do governo Donald Trump sobre o Brasil, marcada pela imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros e pelas suspeitas de ingerência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Washington impôs novas tarifas a produtos brasileiros, enquanto Lula classificou as justificativas para as medidas como infundadas.

Apesar do desgaste, os dois governos mantêm negociações comerciais, e o presidente brasileiro afirmou nesta semana que não pretende aplicar medidas de reciprocidade enquanto o diálogo estiver em andamento.


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Mundo Política

O discurso de Trump na ONU explica por que ele é desaprovado por quase 70% da população norte americana

O discurso de Donald Trump na ONU, nesta terça-feira (22), ajuda a entender o desgaste de sua imagem dentro dos próprios Estados Unidos. Em vez de apresentar uma mensagem voltada à cooperação internacional, Trump voltou a apostar em ameaças, confrontos e na exaltação de sua própria atuação, defendendo inclusive sua decisão de iniciar a guerra contra o Irã.

O discurso de Trump na ONU explica por que sua aprovação desabou nos Estados Unidos

O discurso de Donald Trump na ONU foi mais uma demonstração de um estilo político baseado no confronto permanente, na ameaça e na exaltação de si próprio. Diante do mundo, o presidente americano voltou a apresentar-se como protagonista absoluto dos acontecimentos, defendendo guerras, ameaçando adversários e tratando a diplomacia internacional como extensão de sua política doméstica.

Trump falou como se os Estados Unidos fossem uma potência autorizada a impor sua vontade ao restante do planeta. Em vez de uma mensagem de cooperação, predominou a lógica do enfrentamento: Irã, Cuba, Venezuela, imigração, ONU e até organismos internacionais foram transformados em alvos de sua retórica.

Mas existe um detalhe que torna esse discurso ainda mais revelador: ele acontece justamente quando a popularidade de Trump despenca entre os próprios americanos.

A Reuters/Ipsos aponta para quase 70% de desaprovação. É o pior índice registrado para Trump ao longo de sua carreira política. Até entre republicanos houve queda importante: a aprovação dentro do próprio partido recuou para 73%.

Ou seja, o problema não está apenas fora dos Estados Unidos. Uma parcela cada vez maior da população americana parece estar cobrando aquilo que Trump prometeu entregar: redução do custo de vida, estabilidade econômica e menos envolvimento em guerras.

E é justamente aí que o discurso da ONU se torna emblemático. Enquanto os americanos enfrentam preocupações com preços, combustível e custo de vida, Trump continua oferecendo ao mundo uma política marcada pelo conflito e pela demonstração de força.

A ONU deveria ser um espaço para discutir paz, cooperação e soluções coletivas. Trump transformou sua tribuna em mais um palanque para reafirmar sua política de confronto.

Talvez seja exatamente essa distância entre o discurso grandioso do presidente e as preocupações concretas da população que ajude a explicar o tamanho de sua rejeição.

Trump fala cada vez mais alto para o mundo, enquanto uma parcela cada vez maior dos americanos parece estar dizendo, nas pesquisas, que não quer ouvir.


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Política

Se R$ 427 milhões estavam em jogo no entorno de Kassio, quanto o clã Bolsonaro teria recebido para viabilizar o Banco Master?

O caso Banco Master expõe uma teia de relações que exige investigação rigorosa, transparência e respostas públicas. Segundo reportagens publicadas em 21 de setembro de 2026, a Polícia Federal identificou um contrato de honorários de até R$ 427 milhões, associado ao escritório da advogada Camilla Ramos, para ações judiciais que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios de interesse de Daniel Vorcaro. Mensagens encontradas no material apreendido fizeram investigadores relacionarem a chamada “Turma do KN” ao ministro Kassio Nunes Marques, que nega ter favorecido o banqueiro ou o Banco Master.

Diante de revelações dessa dimensão, uma pergunta política inevitavelmente se impõe: se havia uma estrutura capaz de movimentar centenas de milhões de reais em honorários ligados a interesses do banqueiro, quais foram as relações financeiras e políticas que permitiram a criação e a expansão do Banco Master durante o governo Bolsonaro, já que havia sido negada durante o governo Temer?

O banco, anteriormente chamado Banco Máxima, recebeu autorização para operar como Banco Master em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro. Esse fato, por si só, não comprova pagamento ilícito ao clã Bolsonaro, mas justifica que as circunstâncias da autorização, as relações empresariais e eventuais repasses financeiros sejam examinados pelas autoridades competentes.

A sociedade brasileira não pode aceitar que suspeitas envolvendo cifras bilionárias sejam tratadas com seletividade. Se existem documentos, mensagens e movimentações financeiras relevantes, que sejam investigados, confrontados e esclarecidos. A transparência precisa valer para todos: banqueiros, empresários, ministros do Judiciário e grupos políticos, sem proteção partidária ou blindagem institucional.

A pergunta não é uma prova de culpa. É uma cobrança por investigação: quem se beneficiou, quem abriu portas e quais interesses estiveram por trás da trajetória do Banco Master?


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Ao vivo: Assista ao discurso de Lula na ONU

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Política

Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle

Peixe, ligado aos irmãos Brazão, teria procurado gabinete por verba para projeto na Taquara

Uma assessora de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratou, em 2023, da liberação de emendas parlamentares enviadas pelo senador com o miliciano Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, que foi condenado em fevereiro deste ano pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

O montante de R$ 199 mil foi enviado por Flávio a um projeto de futebol do Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio), no Rio. A entidade fica localizada no bairro Taquara, uma área de influência do ex-deputado Chiquinho Brazão e do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) Domingos Brazão –condenados como mandantes da morte de Marielle.

A Polícia Federal vê indícios de desvios de recursos no envio dos repasses. As informações foram inicialmente publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em diálogos obtidos pela PF entre Calixto e a assessora de Flávio, Maria de Fátima Bezerra Castro. A Folha de S.Paulo também teve acesso às conversas.

Em nota, a assessoria de Flávio, atualmente candidato à Presidência pelo PL, disse que os repasses foram feitos dentro da lei e seguiram critérios técnicos do Ministério do Esporte.

“A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei”, afirma.

Os irmãos Brazão foram condenados, cada um, a 76 anos e 3 meses de prisão pelo STF em fevereiro por terem sido os mandantes da morte de Marielle e chefiarem de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro. Calixto recebeu pena de 9 anos de reclusão por integrar o grupo.

A reportagem entrou em contato com o advogado de Robson Calixto, Gabriel Habib, por mensagem e por ligação nesta segunda-feira (21), mas não houve resposta. Cleber Lopes, que representa Chiquinho, disse que não se manifestaria. A defesa de Domingos Brazão no caso Marille informou que não cuida desse tema relacionado a emendas. O espaço segue aberto para os demais citados.

Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, a 9 anos de prisão por envolvimento no assassinato de Marielle Franco (Foto: Reprodução)

Conversas
Nos diálogos, coletados de um celular de Calixto em março de 2024, quando ele foi alvo de busca e apreensão no caso Marielle, o miliciano afirma ao contato salvo como “Fafa Flávio Bolsonaro”: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue [sic] nos ajudar”.

A assessora do candidato do PL pede que ele mande um email ou um ofício com a solicitação, o que é feito por Calixto. Ela, então, pergunta quando o miliciano iria a Brasília. “Vou em Novembro, será que consegue nos ajudar com alguma coisa?”, respondeu.

Os diálogos entre eles se estenderam até março de 2024, com cobranças de Calixto por “notícias boas” e um pedido para que Flávio Bolsonaro não esquecesse o Ifop. “Vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”, diz ele em uma conversa de novembro. “Pode deixar”, afirma a assessora. Dias depois, Mária de Fátima declara que ligaria para Calixto.

“Consultamos as destinações parlamentares e não tinha nada do nosso Senador, porém estamos no aguardo”, escreveu o miliciano em 22 de março de 2024.

Além da negociação envolvendo as mensagens, os registros mostram a funcionária do senador pedindo ingressos para um desfile na Sapucaí. “Joinha!!! Já estou te perturbando rsrsrs será que consegue 4 ingressos pro desfile das campeãs no camarote Arpoador?”, enviou a assessora de Flávio a Calixto.

A solicitação foi classificada pelos investigadores como vantagem indevida.

Em outra troca de mensagens, de outubro de 2023, Maria de Fátima convida o assessor de Chiquinho Brazão para ir a uma cerimônia de entrega de coletes para a Polícia Militar do Rio e cobrar pessoalmente Flávio pela liberação dos recursos. “Leva o deputado”, diz ela a Calixto.

Em julho, a PF deflagrou uma operação sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas por Chiquinho Brazão a ONGs no Rio, para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A investigação, diz a polícia, identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores.

*Por Isadora Albernaz, José Marques e Raquel Lopes/ICL


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Política

Segundo a PF, contrato de R$ 427 milhões ligaria Kassio Nunes Marques a Daniel Vorcaro

Honorários dependiam do êxito em ações que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões. Mensagens mostram pedido de KN para diária em Fasano

Arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques, de acordo com matéria de Andreza Matais publicada no Metrópoles.

O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do Caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça tinha foco apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento.

A troca de mensagens revela que assessores de Vorcaro chamavam de “a turma do KN” o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e a mulher dele, a advogada Camilla Ramos. Newton repassava a Vorcaro pedidos de Kassio Nunes, como hospedagem no hotel Fasano, além de atualizá-lo sobre o caso dos precatórios.

O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES
Até então, já se sabia que o escritório de advocacia da mulher do desembargador (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) havia sido contratado pelo Master. O contrato, obtido pelo Metrópoles, revela agora o valor dos honorários (R$ 427 milhões em caso de êxito), quais os precatórios comprados por Vorcaro e quanto ele esperava receber pelos papéis (R$ 8,5 bilhões).

Para obter êxito, Vorcaro precisava agilizar julgamentos e convencer juízes a concordar com os pagamentos. Foi nesse contexto que o banqueiro cercou integrantes da Segunda Turma do Supremo, onde uma decisão balizaria todos os demais julgamentos a respeito desses precatórios de usinas de cana-de-açúcar.

Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles, a mulher do desembargador Newton Ramos comemora o voto de Kassio Nunes no julgamento. KN, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram por reconhecer o débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça discordaram e foram vencidos na discussão. Um detalhe desse julgamento: Nunes Marques havia se declarado impedido, mas mudou de ideia. E Toffoli, que, no julgamento anterior, havia votado contra a indenização, neste mudou de ideia.

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“É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu a mulher do desembargador para Vorcaro.

Em outra mensagem, ela marca reunião do desembargador Newton (seu marido) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton utiliza mensagem de visualização única somente quando trata do tema dos precatórios com Vorcaro. Os favores são registrados em mensagens que não apagam automaticamente.

DIÁRIAS NO FASANO PARA O MINISTRO E CAMAROTE PARA O DESEMBARGADOR
Enquanto buscava receber R$ 8,5 bilhões em precatórios, o banqueiro custeava hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí. Os pedidos estão registrados em conversas de Vorcaro com assessores que o procuravam para pedir seu aval.

Em uma das conversas, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que Newton havia solicitado reserva para o ministro: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”.

Em outra troca, a identidade de “KN” se revela.

Uma assessora encaminha a Vorcaro uma mensagem que atribui a Newton:

“Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”.

Vorcaro autoriza que a hospedagem seja paga por ele: “Pode botar na minha conta”.

A alcunha “Turma do KN” aparece nas mensagens em que os assessores buscam o aval de Vorcaro para as demandas de Newton e da mulher.

“Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?”

“Dani, aquele Newton pediu pra ele aqui reserva de 1 noite de hoje pra amanhã no Fasano Itaim, pode fazer e faturar pra Prime?”

Vorcaro respondeu: “Ok”.

O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES

O contrato prevê a prestação de serviços por Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton, em causas do sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em 12 processos. Segundo o valor de face de cada causa, os honorários seriam de 427 milhões de reais em caso de êxito.

As ações discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.

*Andreza Matais/Metrópoles


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“Não fala pra ninguém”: Vorcaro temia vazamento de jantar com Bolsonaro e Flávio

Mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário mineiro Flávio Carneiro, obtidas pela Carta Capital, indicam que o dono do Banco Master temia o vazamento de um possível jantar com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das conversas, o banqueiro escreveu: “Esse negócio acaba comigo”.

A troca de mensagens ocorreu pelo WhatsApp em 8 de dezembro de 2024. Carneiro perguntou a Vorcaro se ele participaria de um jantar “com meu xará e com o pai dele” e afirmou que Thiago cobrava uma resposta.

Vorcaro respondeu inicialmente que não sabia do que o empresário falava. Carneiro insistiu e disse: “Você não está sabendo? Achei que eles tinham falado com você”. O banqueiro então escreveu: “Temos que pensar nisso. Vamos nos falar primeiro.”

No dia seguinte, Vorcaro retomou o assunto e pediu sigilo a Carneiro: “Cara. Não fala dessa reunião bolso pra ninguém”. Após o cumprimento do empresário, o banqueiro acrescentou: “Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar”. As mensagens não confirmam que o jantar tenha ocorrido.

Investigadores associam referências a Jair e Flávio Bolsonaro
Investigadores do Caso Master interpretam que o “xará” citado por Carneiro seria Flávio e que a referência ao “pai dele” apontaria para Jair Bolsonaro. A conversa menciona uma reunião, mas não detalha local, participantes ou eventual data para o encontro.

Naquele período, Bolsonaro cumpria medidas cautelares no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre as determinações, estavam a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país e a vedação de contato com outros investigados.

Fontes ligadas à investigação também identificaram o “Thiago” da conversa como o publicitário e lobista Thiago Miranda, dono da Agência MiThi. À época, ele integrava a sociedade do Grupo Léo Dias de Comunicação.

Miranda deixou a sociedade em maio de 2026, após se tornar alvo da Operação Compliance Zero. A investigação apura a suspeita de que ele tenha articulado o “Projeto DV”, voltado à contratação de influenciadores para questionar a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master.

Conversa ocorreu durante operações investigadas no Caso Master
A data das mensagens chamou a atenção dos investigadores porque, em dezembro de 2024, o Banco Master já realizava operações com o Banco de Brasília (BRB) que posteriormente entraram na mira da Polícia Federal e do Banco Central.

Relatório do BC divulgado posteriormente apontou que o BRB adquiriu R$ 33,9 bilhões em ativos ligados ao Master, entre carteiras de crédito consignado, empréstimos e títulos. A PF identificou indícios de gestão fraudulenta em 25 operações que somaram R$ 17,5 bilhões.

Parte dos ativos teria origem em carteiras cuja existência ou consistência financeira passou a ser questionada pelos investigadores. O prejuízo potencial calculado para o banco público chegou a R$ 11,4 bilhões. As instituições e os investigados contestam irregularidades em diferentes partes do caso.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025 para investigar suspeitas de gestão fraudulenta, emissão de títulos de crédito falsos e atuação de uma organização criminosa. Foi nesse contexto que a PF apreendeu o celular de Vorcaro e passou a analisar mensagens, áudios, documentos e registros de encontros mantidos pelo banqueiro com empresários, políticos e autoridades. O teor da conversa com Carneiro não esclarece por que Vorcaro acreditava que a divulgação da possível reunião poderia “acabar” com ele.

Financiamento de filme ampliou suspeitas sobre proximidade
Outros elementos encontrados posteriormente pelos investigadores, porém, reforçaram as apurações sobre a relação de Vorcaro com integrantes da família Bolsonaro. Flávio admitiu ter pedido ao banqueiro recursos para financiar “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do pai.

Segundo documentos da investigação, o projeto teria solicitado mais de R$ 130 milhões. Cerca de R$ 60 milhões teriam sido repassados para a produção do filme. A PF ainda apura o destino dos valores e eventuais irregularidades na captação e na movimentação do dinheiro.

Uma entidade ligada à produtora também recebeu cerca de R$ 6,2 milhões provenientes de verbas públicas, mas a apuração não havia identificado a destinação integral dos recursos. A defesa da produtora nega irregularidades e afirma colaborar com as autoridades.

*DCM


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O porquê da reação agressiva de Flavio Bolsonaro e mídia contra o aumento de R$ 90 que Lula deu ao Bolsa Família

Existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. (Milton Santos.

Abra um parêntese para lembrar que os maiores beneficiários do Bolsa Família são crianças e suas mães.

Dito isso, a histórica desigualdade brasileira, através da direita, sempre produziu a fome e a miséria das camadas mais pobres da população.

É aí que reside a gigantesca diferença entre a esquerda e a direita no Brasil, entre Lula e Flavio Bolsonaro. Por isso tanto Flavio quanto a mídia reagiram tão mal ao aumento de R$ 90 dado por Lula ao programa Bolsa Família.

É um ataque que expõe, sem maquiagem, a brutalidade da desigualdade social. De um lado, milhões de pessoas lutando diariamente pelo básico: comida na mesa, moradia, trabalho e dignidade. Do outro, uma minoria que acumula riquezas, patrimônio e privilégios e que, diante de qualquer avanço social, enxerga não uma conquista coletiva, mas uma ameaça aos próprios privilégios.

O problema nunca foi a existência de pobres que reivindicam direitos. O problema, para quem concentra riqueza, é quando os pobres deixam de aceitar a pobreza como destino.

É por isso que a desigualdade não se sustenta apenas pela concentração de renda. Ela também precisa do medo, da desinformação e da tentativa permanente de convencer os de baixo de que seus adversários estão entre os próprios pobres.

Quando a maioria percebe que riqueza e dignidade não precisam ser privilégios de poucos, o discurso muda. A pergunta deixa de ser “por que alguns têm tanto?” e passa a ser “por que tantos têm tão pouco?”

E é justamente essa pergunta que as sociedades profundamente desiguais mais temem.

Em última análise, essa é a linha divisória que define campos tão antagônicos. De um lado, Lula com autoridade de quem viveue sofreu coma fome e a miséria, do outro, Flavio Bolsonaro e mídia defendendo as camadas privilegiadas do Brasil. Daí a histeria dessa gente contra o aumento do Bolsa Família.


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Política

Grande mídia segue ajudando Flavio a esconder o destino do dinheiro que recebeu de Vorcaro

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flavio Bolsonaro, não mostra documentos que prometeu há 120 dias dos mais de R$ 70 milhões que recebeu de Vorcaro. A mídia amiga não cobra, agindo como seu sicário.

Flávio Bolsonaro e os 120 dias de silêncio: onde estão os documentos prometidos?

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, continua diante de uma pergunta que não pode ser varrida para debaixo do tapete: onde estão os documentos que prometeu apresentar para esclarecer os mais de R$ 70 milhões que teria recebido de Daniel Vorcaro?

Há 120 dias, a promessa foi feita. O tempo passou, a campanha avançou, mas a sociedade precisa saber se os documentos foram efetivamente apresentados, a quem foram entregues e se esclarecem integralmente as suspeitas levantadas.

E é justamente nesse ponto que o comportamento de parte da mídia precisa ser questionado.

A blindagem midiática que desafia o interesse público

Quando o objetivo é atacar Lula, qualquer suspeita é transformada em manchete, plantão televisivo e intermináveis debates., até mesmo um aumento de R$ 90 ao Bolsona Família, que atende majoritariamente crianças e mulheres, a mídia soma vozes com Flavio Bolsonaro para tentar soldar uma imagem negativa do presidente Lula e ajudar o adversário a não responder a pergunta que o país todo faz: “aonde está o dinheiro, o gato comeu e ninguém viu, o gato sumiu”. Mas quando o assunto envolve um candidato, que é um membro do clã miliciano dos Bolsonaro e suas conexões, os barões da mídia são capazes de cochilar ao som do clamor popular.

Por que essa diferença de tratamento? Quem fiscaliza o candidato que pretende governar o país? Candidado que está em segundo lugar nas pesquisas, co  risco de vencer a eleição sem dar qualquer explicação à população.

Por isso todos nós temos o dever de, diuturnamente, cobrar o destino desse monumento de dinheiro que Vorcaro passou para Flavio e que, sem justificar o motivo, mas sobretudo, sem mostrar de forma objetiva e documentada, aonde foi para tamanha fortuna. Porque, se Flavio simplesmente segue concorrendo à Presidência da República sem ser incomodado pela grande mídia, que tem o dever para com a sociedade de cobrar respostas concretas de Flavio, não o faz, utilizando a dissimulação com outros assuntos para abafar o escândalo, não resta dúvida, o maior escracho da mídia em conluio com um bandido que concorre à presidência.

Nunca antes na história política do Brasil se viu um escracho desse nível da mídia com a direita.

É diante dessas informações que um um jornalismo sério se torna indispensável, do contrário, só serve como militância para Flavio Bolsonaro.

Se a mídia se apresenta como fiscalizadora do poder, não pode escolher quando investigar e quando silenciar. Não pode exigir transparência de adversários políticos e, ao mesmo tempo, tratar com tolerância as dúvidas que atingem um candidato que disputa a Presidência da República, o cargo mais altto do país.

A imprensa não pode funcionar como escudo eleitoral de ninguém.

O eleitor tem direito a respostas, documentos e esclarecimentos verificáveis. E a obrigação de cobrá-los não desaparece porque o candidato pertence ao campo político que determinados veículos preferem apoiar.

A poucos dias da eleição, a pergunta permanece: Flávio Bolsonaro vai apresentar os documentos prometidos ou continuará contando com o silêncio de sua mídia amiga?

A democracia exige transparência. E transparência não se faz com promessas, discursos ou propaganda: faz-se com provas, documentos e prestação de contas.

Esse tipo de comportamento que Flavio pretende ter caso vença a eleição?


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Mais da metade dos brasileiros acredita em vitória de Lula, diz pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como provável vencedor da eleição presidencial de 2026 por 54% dos entrevistados na 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21). O resultado mede a expectativa dos eleitores sobre o desfecho da disputa.

A pergunta foi feita espontaneamente, sem a apresentação de uma lista de candidatos e sem depender da intenção de voto declarada pelos participantes. Outros 8% disseram não saber ou não responderam quem acreditam que vencerá a eleição.

Entre os entrevistados que declararam intenção de votar em Lula no primeiro turno, 94% afirmaram acreditar que o presidente vencerá a eleição. O cruzamento integra o capítulo do levantamento dedicado às motivações eleitorais.

a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.


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