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Campanha de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram mais cedo a prorrogação da votação em estados que haviam sido afetados por falhas, redução de frotas e cobrança indevida no transporte público e pelas chuvas.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h em todas as seções do país.
“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”.
Moradores de Salvador organizam caronas solidárias após falta de ônibus
A redução da frota de ônibus em Salvador, que levou a Justiça Eleitoral a decretar a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, gerou uma onda de solidariedade entre moradores neste domingo (25). Após vídeos de pontos e estações lotados circularem nas redes sociais, voluntários passaram a organizar caronas para levar eleitores aos locais de votação.
Por volta das 13h, um grupo de WhatsApp já reunia 1,2 mil participantes, que compartilhavam pedidos de ajuda e articulavam trajetos. Moradores que já haviam votado também saíram de carro e começaram a passar pelos pontos próximos oferecendo caronas.
Com apoio jurídico do advogado Guilherme Moura, a iniciativa iniciada em grupo do WhatsApp orientava os voluntários a priorizar mulheres e idosos, circular sem propaganda eleitoral e não perguntar em quem os passageiros votariam. As mensagens também indicavam canais do Ministério Público, da Justiça Eleitoral e da Defensoria Pública da Bahia para denunciar problemas no transporte.
O senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT) usou as redes sociais para incrementar as denúncias, afirmando que a gestão municipal e as operadoras de linhas de ônibus estão cometendo “crime eleitoral”. “Quero pedir à população de Salvador que tem carro ou moto, vamos ajudar. Passe no ponto de ônibus e veja se você pode dar uma carona solidária para facilitar e ajudar o povo de salvador a votar”, afirmou.
Em função de problemas como este de Salvador e outros em diversas cidades do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro o STF, através do ministro Zanin prorrogou a votação até às 19h em todo o Brasil.
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Cena foi flagrada durante no encerramento da campanha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Um apoiador de Flávio Bolsonaro conduziu um homem negro acorrentado e com adesivos do PT durante a manifestação de encerramento da campanha do senador no sábado (24), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As imagens registradas pelo jornalista francês Raphaël Bernard e divulgadas pela Revista Fórum e divulgadas nas redes sociais.
No vídeo, o homem aparece com adesivos e inscrições alusivas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e segura um tridente enquanto é conduzido pelo manifestante. Nas imagens, o apoiador também grita ofensas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como “Lula ladrão”, “Satanás” e “capiroto”.
Eleitores de Bolsonaro hoje na Barra da Tijuca, homem negro acorrentado (no papel de Lula). Que horror.
Eles moram no Brasil do século 19. Nós votamos em 25 de outubro de 2026, amanhã. pic.twitter.com/rmFSIAfiyL
Ainda não há informações sobre identidade do homem acorrentado, sobre as circunstâncias da encenação ou se houve algum tipo de constrangimento ou agressão.
O ato, batizado de “Bloco do 22”, reuniu milhares de apoiadores de Flávio Bolsonaro na praia da Barra da Tijuca e marcou o encerramento de sua campanha eleitoral. O senador participou da mobilização ao lado de aliados políticos e da esposa, Fernanda Bolsonaro, usando um colete à prova de balas. Entre os presentes estavam o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o senador Carlos Jordy (PL-RJ), o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
As imagens repercutiram negativamente nas redes sociais na véspera da votação do segundo turno presidencial. O cantor Baco Exu do Blues gravou um vídeo reagindo à cena, em que afirma: “Quando vocês apoiam o Bolsonaro, vocês apoiam esse tipo de comportamento, querndo ou não”.
*ICL
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Presidente brasileiro ‘foi gentil com meus filhos e não pediu nada em troca; Jair e Flávio Bolsonaro não fizeram e nem disseram nada’, escreveu fundador da Wikileaks nas redes sociais
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, relembrou neste sábado (24/10) o apoio recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele esteve preso, e destacou a diferença de posicionamento de Jair e Flávio Bolsonaro, em publicação em suas redes sociais, acompanhada de uma foto com o líder brasileiro.
“Fiquei em confinamento solitário por 1.901 dias por revelar a verdade sobre os assassinatos e a espionagem do governo dos EUA, inclusive contra o Brasil e suas indústrias”, escreveu Assange, antes de enfatizar que “após deixar o poder, Lula lutou pela minha liberdade“.
Segundo o australiano, ao assumir o cargo, o presidente brasileiro denunciou ao falecido papa Francisco a perseguição sofrida por ele. Isso levou o pontífice a se encontrar com sua família e oferecer ajuda. “Lula foi gentil com meus filhos e não pediu nada em troca. Ao contrário, Jair e Flávio Bolsonaro não fizeram nem disseram nada”, enfatizou.
Referindo-se a Bolsonaro, Assange também alertou que, “sem a capacidade de dizer ‘não’ a Washington e Tel Aviv, não pode haver política nacional, apenas diretrizes estrangeiras”. “Os traidores entregam tudo em troca de uma parte do lucro, até mesmo a própria língua”, acrescentou.
“As ordens são sempre as mesmas: ‘expandam o roubo de recursos e salários e calem a boca sobre o fato de que assassinamos crianças’”, denunciou ele.
Luta de Assange O jornalista australiano foi acusado em 2019 de receber e publicar centenas de milhares de registros de guerra e telegramas diplomáticos que incluíam detalhes sobre má conduta militar dos EUA no Iraque e no Afeganistão.
Assange foi preso em Belmarsh (Reino Unido) em 2019, depois que o então presidente do Equador, Lenín Moreno, autorizou sua prisão na embaixada equatoriana em Londres, onde ele permanecia em situação de refugiado havia sete anos, desde junho de 2012.
Em 2024, ele foi oficialmente libertado após chegar a um acordo judicial com o Departamento de Justiça dos EUA. Em seu veredicto, a juíza Ramona V. Manglona condenou Assange ao mesmo número de anos que ele já havia cumprido na prisão, sem direito à liberdade condicional, de modo que ele deixou o tribunal como um homem livre, após o que viajou para a Austrália para se reunir com sua família.
*Opera Mundi
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O presidente Lula (PT) afirmou que a mobilização popular nas ruas marcou a campanha presidencial de 2026 e declarou que esta será sua última eleição. No artigo “O Brasil está pronto para mais”, publicado na Folha de S.Paulo neste último sábado (24), o petista destacou a defesa de programas sociais, direitos trabalhistas e da soberania nacional. Também criticou o avanço da extrema direita, a influência de bilionários e plataformas digitais na política e os grupos que, segundo ele, se beneficiaram do governo Jair Bolsonaro. Confira trechos:
“A cada eleição, o processo eleitoral brasileiro assiste à escalada das plataformas digitais. Aos poucos, as telas foram tomando o espaço que era das pessoas. Candidatos passaram a se eleger apertando o botão do celular, sem precisar apertar a mão do eleitor. Mas, em 2026, isso mudou, e o que vimos vai entrar para a história. (…)
O povo foi para a rua pela proteção de conquistas históricas: o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e tantas outras políticas públicas que criamos e consolidamos. (…)
Sim. O povo brasileiro foi para a rua dizer que está pronto para mais. Nessa batalha contra o atraso, surge um país que não abre mão de mais oportunidades e mais segurança para as mulheres, de mais futuro para as crianças e de mais qualidade de vida para os idosos. (…)
Esta é a minha última eleição. Não é uma disputa comum. As eleições do Brasil ganharam destaque na disputa geopolítica do mundo moderno. A desigualdade está crescendo no planeta, e há uma desordem mundial em curso: a extrema direita cresce, patrocinada por um punhado de bilionários transnacionais. (…). DCM.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições nas sessões eleitorais na Austrália, China e Nova Zelândia, ampliando a diferença que havia sido registrado no primeiro turno, quando também já havia superado Flávio Bolsonaro.
Na Nova Zelândia neste segundo turno, Lula somou 80,5% dos votos, 418 dos 526 eleitores. Flávio Bolsonaro ficou com 101 votos, 19%.
No primeiro turno, Lula tinha somado 234 votos, 70% dos eleitores. Naquele momento, apenas 339 pessoas foram às urnas. A campanha para a redução da abstenção, portanto, funcionou.
Na Austrália, a onda se repetiu, com um aumento expressivo de brasileiros que foram às urnas. Lula, assim, ficou com 6 mil votos, mais de 64% do total e quase mil a mais que no primeiro turno. Flávio somou 3,4 mil votos, com 36%.
Mais uma vez, Lula ampliou a vantagem. No primeiro turno, ele havia obtido 56% dos votos.
Na China, as urnas também indicaram uma margem ainda maior de votos para o petista. Lula somou 375 votos, 73% do total, contra 26% para o senador. O aumento no caso do presidente foi de oito pontos percentuais.
Lula ainda venceu na Coreia do Sul (64,35%), com 148 votos contra 82 de Flávio (35,65%). Em Singapura, o petista obteve 63,78% dos votos, contra 36% de Flávio.
Flávio vence no Japão, mas diferença cai O Japão, um dos bastiões mais fortes do bolsonarismo manteve a vitória para Flávio. Mas a diferença para Lula caiu. O senador somou 28 mil votos, 80%. Lula somou 19,9%. Em 2022, Jair Bolsonaro havia obtido 84% dos votos no Japão.
O senador ainda venceu nos seguintes países:
Filipinas (59%), com 39 votos, contra 27 de Lula (40,91%) Malásia (51,76%), com 44 votos, contra 51 de Lula (57,24%) Tailândia (51,72%) com 60 votos, contra 56 de Lula (48,28%)
Pela primeiras vez, quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar no exterior. No dia 4 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva venceu no exterior, com 53% dos votos. Mas a taxa de abstenção foi grande. 62% deles não apareceram nas sessões eleitorais no primeiro turno. Seis de cada dez eleitores.
Nos EUA, a taxa de abstenção foi de 71%, contra 70% na Espanha e 68% na Itália.
Parte do problema é a distância dos consulados em relação ao local de moradia de vários grupos da comunidade brasileira. Ainda que as urnas tenham sido espalhadas por mais de 160 cidades em 102 países, a realidade é que, para muitos eleitores, chegar até as capitais ou grandes cidades de seus países envolveu gastar dinheiro e realizar viagens.
Mas uma campanha para conseguir reverter essa abstenção da os primeiros sinais de que teve êxito, pelo menos nesses dois países.
*Jamil Chade/ICL
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Trabalhadores da Meta responsabilizam direção da Big Tech por decisões que, segundo eles, podem comprometer credibilidade do processo democrático
Funcionários da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, manifestaram preocupação com o que classificam como favorecimento “óbvio” e “enviesado” a integrantes da família Bolsonaro nas eleições brasileiras de 2026. Em um pronunciamento, trabalhadores da companhia responsabilizaram a direção da big tech por decisões que, segundo eles, podem comprometer a credibilidade do processo democrático.
A manifestação foi assinada por integrantes da seção de trabalhadores da tecnologia do Sindicato dos Trabalhadores da Comunicação do Reino Unido (Communication Workers Union, CWU). No texto, os funcionários afirmam estar preocupados com as revelações recentes envolvendo a gestão da empresa e apontam o risco de interferência nas eleições de outros países.
“Desde 2016, as inclinações políticas dos executivos e líderes da Meta não são segredo”, afirma o documento, em tradução do inglês.
Os trabalhadores ressaltam, porém, que consideram inédita a aplicação de supostos benefícios políticos de maneira sistemática e perceptível aos usuários. “Mas, até onde sabemos, esta é a primeira vez que favores a políticos como os Bolsonaro são aplicados de forma programática e visível ao usuário, em um grau tão óbvio e enviesado”, diz o pronunciamento.
O texto também expressa receio de que a atuação da empresa prejudique a confiança da população nas instituições democráticas e nas próprias plataformas digitais.
“A última coisa que queremos é assistir de braços cruzados ao nosso empregador interferindo nos processos democráticos de países como o Brasil”, afirmam os funcionários.
Segundo o grupo, a perda de credibilidade das eleições e dos políticos também pode afetar a confiança nas tecnologias desenvolvidas pela companhia. Os trabalhadores avaliam que esse cenário abre um precedente perigoso para o futuro.
“Nós, funcionários da Meta, queremos construir tecnologias e plataformas que milhões de pessoas usem e apreciem”, diz o texto. “Ao minar a credibilidade das eleições e dos políticos, isso também mina injustamente a credibilidade do que construímos e abre um precedente extremamente perigoso para o futuro”.
Ao final do pronunciamento, os empregados pedem que a empresa respeite os princípios democráticos. “Pedimos que a justiça e a democracia sejam respeitadas”, conclui o documento.
Neste sábado (24), um protesto contra as intervenções da Meta nas eleições brasileiras foi realizado em frente à sede da empresa em King’s Cross, no centro de Londres. A manifestação foi organizada pela “Aliança pela Democracia e Soberania Brasileira”, um coletivo de movimentos que reúne brasileiros na Inglaterra.
Pronunciamento na íntegra traduzido do inglês “Como funcionários da Meta, estamos preocupados com as revelações dos últimos dias e semanas a respeito da nossa direção.
“Desde 2016, as inclinações políticas dos executivos e líderes da Meta não são segredo.
“Mas, até onde sabemos, esta é a primeira vez que favorecimentos a políticos como os Bolsonaro são implementados de forma sistemática e visível aos usuários em um grau tão evidente e enviesado.
“Nós, funcionários da Meta, queremos construir tecnologias e plataformas que milhões de pessoas usem e apreciem.
“A última coisa que queremos é ficar de braços cruzados, assistindo ao nosso empregador interferir nos processos democráticos de países como o Brasil.
“Ao minar a credibilidade das eleições e dos políticos, a empresa também prejudica injustamente a credibilidade daquilo que construímos e estabelece um precedente extremamente perigoso para o futuro.
“Pedimos que a imparcialidade e a democracia sejam respeitadas.”
*ICL
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Flávio Bolsonaro passou dias prometendo esfregar na cara de Lula suas acusações de corrupção. Mas bastou o presidente propor o desafio e abrir seus sigilos bancário e telefônico para a conversa mudar de rumo.
Agora, quando a cobrança se volta para ele, Flávio recua e evita o terreno que ele próprio escolheu como campo de batalha. A pergunta que fica é inevitável: se cobra transparência de Lula, por que não aceita submeter a si mesmo ao mesmo escrutínio?
O discurso de valentia tem prazo de validade quando a transparência deixa de ser uma arma contra o adversário e passa a ser uma exigência sobre o próprio candidato.
Corrupção não se combate com bravatas, mas com transparência, e esta não pode valer apenas para os outros.
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A forma missrável e arrogante com que Flavio Bolsonaro tratou a mãe da menina Ana Clara, assassinada por um PM com um tiro de fuzil, caso em que Flavio usa sua influência como senador para impedir que o assassino sequer seja julgado, é seu projeto de futuro para a Segurança Pública do Brasil.
Ou seja, é a milicianilização e, logicamente, com efeito geral contra a sociedade brasileira de barrar o judiciário e generalizar a força contra o povo.
A maneira com que tratou, de forma superficial, o assassinato da criança de 5 anos, dizendo que se dirigia à mãe da menina quando, na verdade, olhava para a câmera, de maneira proposital, foi um paralelismo com as práticas mais comuns da milícia.
Ou seja, haverá sim um intercâmbio direto entre o Palácio do Planalto e as milícias, caso Flavio ocupe a cadeira da Presidência.
Não há nada da direita tradicional na candidatura de Flavio Bolsonaro, mas sim, aquilo que se viu ontem, no debate presidencial na Globo, inclusive utilizando contra Lula a perda de um dedo, coloca sob luz plena que tipo de caráter um bandido, apoiado por um rebanho de idiotas, pretende impor ao Brasil.
Flavio não respondeu nada sobre economia, porque nada sabe. Nada sobre Saúde, porque trata o SUS como seu pai tratava de forma escandalosa. Nada sobre a soberania nacional. Nada sobre desenvolvimento industrial, tecnológico, científico, nada de nada sobre o país.
Seu serelepismo vem do quintal das casas da morte, comuns na ditadura, sendo a mais famosa, a de Petrópoles, comandada pelo torturador e pedófilo, Brilhante Ustra, ídolo da família Bolsonaro.
Em síntese, é esse lamaçal de barro e sangue que Flavio sonha operar no Brasil no momento seguinte em que assumir o poder.
Isso nada tem de direita, é pura bandidagem, é pura milícia. é puro submundo do crime organizado e suas ramificações no tráfico de drogas e armas, porque é isso que Flavio tem a oferecer à sociedade brasileira.
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Durante o debate presidencial transmitido pela Rede Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mentiu para defender a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cruzamento de dados com checagens feitas por agências de fatos e veículos da imprensa profissional, como o serviço Fato ou Fake, do g1, e o Estadão Verifica, desmente as afirmações do parlamentar sobre a atuação do ex-governo na pandemia da covid-19 e o valor do programa Bolsa Família.
Ao responder sobre a postura do ex-presidente durante a crise sanitária, Flávio afirmou que um vídeo em que Jair Bolsonaro aparece “suspirando” não se tratava de um deboche sobre pacientes em estado grave.
O senador solicitou que sua equipe publicasse no Instagram a “versão real” do trecho, alegando que o pai apenas criticava a orientação médica de esperar sentir falta de ar para procurar um hospital em um momento em que “não havia vacinas”. A checagem do Fato ou Fake classificou a declaração como falsa.
A gravação divulgada pela equipe do senador foi editada, omitindo cerca de 30 segundos do material original transmitido em uma live oficial de 18 de março de 2021. Agências de checagem relembraram que Bolsonaro imitou publicamente cidadãos sufocando por falta de ar em mais de uma oportunidade durante transmissões ao vivo naquele ano.
🚨 URGENTE
FIávio disse no #DebateNaGlobo que foi “mentira” que o pai debochou de mortos por Covid, e pediu para sua equipe postar um vídeo “desmentindo”.
A Globo DESMENTIU ao vivo. E apontou que o vídeo foi editado para favorecer a fake.
A alegação de que não havia imunizantes no período também é falsa: a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil teve início oficialmente em 17 de janeiro de 2021, com a aplicação da CoronaVac em São Paulo, dois meses antes da transmissão citada, quando o país já acumulava centenas de milhares de mortes pela doença. DCM.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou durante o debate o vídeo no qual o então ocupante do Planalto imitou sons de pessoas com falta de ar em decorrência da covid-19.
“Ele não conhece o Brasil. Acho que ele só ouviu falar de Manaus e da região Norte quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando uma pessoa asfixiada porque não tinha oxigênio”, disse Lula.
Flávio rebateu: “Aí esse vídeo, eu peço que a minha equipe coloque agora no meu Instagram o vídeo real sobre o Bolsonaro ter aquele vídeo dele suspirando e ele fala que estava debochando das pessoas que estavam sem ar. É mentira”.
Em transmissão ao vivo em março de 2020, no começo da pandemia, o então presidente imitou o som de uma pessoa com insuficiência respiratória ao defender que a população procurasse unidades de saúde apenas se apresentasse sintomas mais graves, argumento pregado pelo então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
A negativa de Flávio foi feita pouco depois de o então presidente ter negado que houve falta de oxigênio em Manaus, no pico da Ômicron, quando a ausência de estoques levou à morte de pacientes e gerou investigação.
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