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Centrão abandona Flavio Bolsonaro por crise de credibilidade; Valdemar tenta apagar incêndio

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro atravessa um momento de evidente desgaste político. Nos bastidores de Brasília, cresce a percepção de que o Centrão, União Brasil, PP e Republicanos, já não demonstra o mesmo entusiasmo em embarcar em um projeto eleitoral marcado por divisões internas, crises sucessivas e dificuldades para ampliar sua base de apoio. A avaliação entre dirigentes partidários é que a credibilidade do senador sofreu forte abalo, tornando sua candidatura um ativo cada vez menos atraente.

Enquanto lideranças pragmáticas do Centrão observam o cenário com cautela, Valdemar Costa Neto se vê obrigado a atuar como bombeiro permanente de uma crise que parece não ter fim. Nas últimas semanas, o presidente do PL precisou intervir diretamente para conter o conflito público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, antecipando inclusive seu retorno ao Brasil para tentar pacificar os ânimos e evitar que o racha comprometesse ainda mais o projeto eleitoral do partido.

O problema, porém, vai além das disputas familiares. O Centrão opera movido por cálculos eleitorais e dificilmente permanece ao lado de candidaturas que transmitam instabilidade ou aumentem o risco de derrota. Nesse ambiente, cada nova crise amplia as dúvidas sobre a capacidade de Flávio de construir uma coalizão ampla e competitiva.

Valdemar sabe que uma candidatura presidencial depende, antes de tudo, da percepção de viabilidade. Sem confiança dos aliados, sem capacidade de agregar novos apoios e enfrentando sucessivos desgastes internos, a missão de vender Flávio como nome de consenso torna-se cada vez mais difícil. Não por acaso, o dirigente do PL fez apelos públicos pela pacificação, alertando que a divisão interna pode comprometer o desempenho eleitoral do grupo.

Na política, incêndios ocasionais podem ser controlados. O problema surge quando eles deixam de ser acidentes e passam a fazer parte da rotina. Nesse caso, nem o melhor bombeiro consegue impedir que a fumaça afaste aqueles que só permanecem ao lado de quem demonstra força para vencer.


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Campanha de Flavio, entre raios e trovões e muitos palavrões, entra em modo desespero pós-Datafolha

A mais recente pesquisa Datafolha provocou um rodamoinho na campanha de Flavio Bolsonaro logo após o 01 do clã dar de cara na porta na tentativa frustrada de usar a Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) para fazer política.

Flavio foi exemplarmente desautorizado pelos americanos.

A repercussão no Brasil foi imediata e a Faria Lima reagiu mal e deu um corrupio infrene contra seu pupilo, dizendo que a viagem de Flavio aos EUA foi inóqua, infalivelmente brochante.

Em seguida, pesquisa espontânea do Datafolha se transformou em tiro de canhão para a campanha de Flavio, porque Lula aparece seis pontos na frente em São Paulo, estado onde, na eleição de 2022, Bolsonaro teve 10 pontos a mais que Lula.

Bastou isso para pipocar furdunço, do Oiapoque ao Chuí, entre os correligionários de Flavio. E quando todos pensavam que a palha recolhida, que provocou o incêndio havia acabado, Eduardo Bolsonaro fez questão de gravar vídeo para mostrar, em alto e bom som, o suplício da candidatura do irmão a essa altura do campeonato, levantando ainda mais poeira e folhas secas em seu contra-ataque a Zé Trovão que, num claro rompimento com o clã, chamou Jair Bolsonaro de covarde.

Eduardo, com aquele preparo emocional que o pai lhe deu, vomitou o que lhe deu na cruzeta, xingando Zé Trovão com vários palavrões, ameaçando o chapelão de revelar à sociedade o lado oculto e sombrio do ex-aliado ou aliado às avessas.

Seja como for, o bicho pegou e os roletes de fumo que Flavio está levando nas pesquisas parece mesmo que fizeram o ânimo da bolsonarada desabar e o cheiro e enxofre se espalhar.


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Alcolumbre cancela sessão e PEC do fim da escala 6×1 deve ficar para depois das eleições

A notícia do adiamento da PEC que trata do fim da escala 6×1 expõe, mais uma vez, como temas de grande impacto para milhões de trabalhadores acabam subordinados aos cálculos eleitorais de Brasília.

Com o cancelamento da sessão pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a proposta deve ficar parada até depois das eleições, empurrando para um futuro indefinido um debate que mobiliza sindicatos, trabalhadores e parte significativa da sociedade.

A justificativa oficial pode ser a necessidade de mais discussão e construção de consenso, mas o efeito prático é o adiamento de uma decisão que afeta diretamente a qualidade de vida de quem enfrenta jornadas exaustivas e tem pouco tempo para descanso, lazer e convivência familiar.

Em ano eleitoral, parlamentares costumam evitar temas que possam gerar desgaste junto a setores empresariais ou provocar divisões entre suas bases de apoio.

O resultado é que milhões de brasileiros seguem aguardando uma definição sobre uma proposta que promete alterar profundamente as relações de trabalho no país.

Enquanto o calendário político avança, a discussão sobre condições dignas de trabalho permanece em segundo plano, refém das conveniências e estratégias eleitorais do Congresso Nacional.


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Flávio atrasa escolha no Rio e aliados acreditam que desistirá da disputa presidencial

A demora de Flávio Bolsonaro em definir quem será o candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro deixou de ser vista como mera estratégia eleitoral. Nos bastidores do partido, cresce a avaliação de que o senador mantém a própria cadeira como um seguro político caso sua candidatura ao Palácio do Planalto não se sustente.

A indefinição irrita dirigentes do PL, que aguardam uma posição clara sobre a sucessão no Rio. Enquanto o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, afirma publicamente acreditar que Flávio seguirá na disputa presidencial, aliados cobram uma definição e enxergam na hesitação um sinal de falta de confiança na própria viabilidade eleitoral.

O problema é que a postergação ocorre em um momento de sucessivas crises envolvendo o grupo político bolsonarista. Nos últimos meses, nomes cotados para compor a chapa no Rio foram atingidos por investigações e operações da Polícia Federal, aumentando o desgaste da legenda e tornando a montagem da chapa um desafio ainda maior.

A disputa interna entre Carlos Portinho e Carlos Jordy pela indicação ao Senado permanece sem solução, enquanto adversários avançam na organização de suas campanhas. Cada dia de indefinição amplia a percepção de que Flávio prefere preservar uma rota de fuga: permanecer no Senado caso a candidatura presidencial se revele inviável.

Na política, quem realmente acredita na própria candidatura costuma organizar o tabuleiro com antecedência. Quando um pré-candidato evita tomar decisões essenciais até o último momento, inevitavelmente abre espaço para especulações sobre seus reais planos. É justamente essa dúvida que hoje domina os bastidores do PL.

Flávio Bolsonaro está construindo uma campanha presidencial ou apenas garantindo um plano B?

A conferir.


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Fogo amigo: Paulo Figueiredo detona comunicação de Flávio Bolsonaro: ‘Campanha desgraçada, nego não se ajuda’

Ataques públicos entre aliados e à própria equipe de Flávio revelam fissuras na direita às vésperas do período eleitoral

As disputas internas no campo bolsonarista ganharam novos capítulos nesta semana e evidenciaram ainda mais as dificuldades de articulação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O deputado federal cassado e foragido da Justiça, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), reagiu publicamente na terça-feira (8) às críticas feitas pelo também deputado Zé Trovão (PL-SC) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No mesmo dia, o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo direcionou ataques à própria equipe de comunicação de Flávio após a audiência realizada nos Estados Unidos sobre a proposta de tarifas contra produtos brasileiros.

A tensão no segundo episódio começou depois que Zé Trovão afirmou que Jair Bolsonaro teria adotado uma postura de “covardia” ao não enfrentar determinadas decisões judiciais. A declaração provocou reação imediata de Eduardo Bolsonaro, que utilizou as redes sociais para defender o pai e atacar o correligionário.

Diante da repercussão negativa, Zé Trovão voltou atrás, alegando que sua fala foi retirada de contexto. O episódio expôs divergências públicas dentro do próprio PL em um momento de intensificação das articulações eleitorais.

Paralelamente, o outro foco de desgaste surgiu após a participação de Flávio Bolsonaro na audiência promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, sobre a proposta de sobretaxas de 25% a produtos brasileiros. Depois da repercussão da agenda, Paulo Figueiredo fez críticas abertas à condução política e de comunicação da equipe do senador.

“A gente tenta sentar e deixar o nego trabalhar e fazer o que tem que fazer. Mas, puta merda, que campanha desgraçada! Nego (sic) não se ajuda”, escreveu Figueiredo, em publicação nas redes sociais direcionada aos responsáveis pela estratégia de Flávio. O influenciador incomoda-se com a pouca atenção que o episódio recebeu na mídia e atribui a falhas na assessoria de imprensa.

A crítica ocorre poucos dias após o próprio Figueiredo desistir de participar presencialmente da audiência, decisão tomada em meio a controvérsias envolvendo declarações anteriores do influenciador. Ainda assim, ele permaneceu acompanhando a agenda política nos Estados Unidos e passou a cobrar publicamente a condução da pré-campanha bolsonarista.

O desgaste enfrentado pelo próprio Figueiredo dentro do campo bolsonarista decorre de um vídeo publicado em seu canal no YouTube no fim de junho. O influenciador afirmou que “mulher vota estatisticamente muito mal” e direcionou ataques à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma das principais lideranças do PL.

“Mulher vota estatisticamente muito mal. Principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras, não. Isso é o que estou dizendo… Podem arrancar os pentelhos das calcinhas, fazer o que quiser, principalmente as feministas, que têm mais pentelhos, mas eu quero dizer a vocês: isso é estatística”, declarou.

As falas provocaram forte reação entre aliados de Michelle e aprofundaram uma das principais crises internas enfrentadas atualmente pelo bolsonarismo. Além de questionar o comportamento eleitoral das mulheres, Figueiredo classificou a ex-primeira-dama como “feminista”, crítica que desagradou setores do PL e do núcleo político ligado a Bolsonaro.

Nas coxias, a ex-primeira-dama já ameaçou deixar o partido devido a pressões misóginas. Contudo, ainda não foi oficializada nenhuma decisão nesse sentido. Michelle confirmou apenas sua saída da presidência do PL Mulher. Por decisão do partido, ninguém irá substituí-la no cargo.

Juntos, os episódios ampliam a percepção de desorganização no entorno de Flávio Bolsonaro, justamente quando o grupo tenta construir uma narrativa de unidade para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Além da disputa com o governo federal em torno das tarifas estadunidenses, a direita passa a lidar também com embates públicos entre aliados, críticas à coordenação da campanha, divergências sobre estratégia eleitoral e uma crescente disputa por protagonismo dentro do próprio campo bolsonarista.

*BdF


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Vídeo: A principal voz da esbórnia bolsonarista no Rio de Janeiro é de Flavio Bolsonaro

A chapa bolsonarista no Rio de Janeiro parece ter se transformado em um desfile permanente de constrangimentos. Tem candidato inelegível, aliado preso após a apreensão de um fuzil, investigados por operações da Polícia Federal e, para completar o cenário, até a própria mãe de Flávio Bolsonaro foi anunciada como suplente de um pré-candidato que acabou no centro de uma investigação federal.

Não é coincidência, é um padrão político que expõe a fragilidade do discurso da “moralidade”. Enquanto o bolsonarismo se apresenta como símbolo do combate ao crime, seu entorno coleciona escândalos, investigações e episódios que colocam em xeque a credibilidade da chapa. O discurso é de ordem; a realidade é uma sucessão de crises.

O contraste é inevitável. Durante décadas, Bolsonaro e seus aliados apontaram o dedo para adversários, distribuíram acusações, fizeram do combate à corrupção e ao crime uma espécie de bandeira exclusiva e tentaram convencer o país de que representavam uma ruptura ética na política brasileira. Mas, quando se observa o círculo político que gravita ao redor da família Bolsonaro, o que aparece é uma sucessão de personagens envolvidos em controvérsias, investigações e escândalos que jamais seriam tolerados se estivessem do outro lado do espectro político.

A situação no Rio de Janeiro é particularmente simbólica. O estado que serviu de berço político para a família Bolsonaro transformou-se em um campo minado de problemas para seus principais representantes. A cada nova operação, a cada nova revelação e a cada novo aliado atingido por suspeitas ou investigações, fica mais difícil sustentar a imagem de um movimento comprometido com os valores que tanto proclama.

O mais curioso é que o bolsonarismo continua exigindo dos adversários um padrão ético que não consegue aplicar aos próprios aliados. Quando o problema surge em outro partido, o discurso é duro, implacável e condenatório. Quando surge dentro de casa, multiplicam-se as desculpas, as teorias conspiratórias e as tentativas de desviar o foco do debate.

O resultado é uma chapa marcada menos por propostas para o Rio de Janeiro e mais por uma interminável coleção de problemas políticos. O eleitor fluminense tem o direito de se perguntar como um grupo que prometia representar a renovação moral da política acabou cercado por tantos episódios incompatíveis com a imagem que vendeu ao país. Afinal, depois de tantos escândalos e contradições, o verdadeiro patrimônio do bolsonarismo parece não ser a coerência, mas a capacidade de fingir que ninguém percebe o abismo entre o discurso e a realidade.

Segue abaixo o vídeo de Carlos Andreazza, do Estadão, em tabelinha com Megale, da Band. Os dois nada têm de esquerda ou de petistas, trazendo um raio-x da escória bolsonarista que transformou o Rio de Janeiro em um inferno político, comandado, sobretudo, por Flavio Bolsonaro, comando que herdou do pai.


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Bobalhão: Flavio Bolsonao decepciona a Faria Lima por fracasso das tarifas com Trump

Empresários e gestores da Faria Lima classificaram como inócua e, em alguns casos, “decepcionante” a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) em audiência do governo americano sobre a possível imposição de novas tarifas de 25% a produtos brasileiros. O senador tentou convencer o Office of the United States Trade Representative (USTR), órgão responsável pela política comercial dos EUA, a cancelar ou adiar a medida.

A avaliação entre representantes do setor privado era que a presença de um senador brasileiro poderia ajudar se ele apresentasse argumentos econômicos contra o tarifaço. A frustração surgiu porque Flávio adotou um tom considerado mais político do que técnico, em meio à preocupação de empresas e associações de setores afetados.

Empresários que acompanharam a audiência, alguns presentes e outros do Brasil, avaliaram a fala como “ruim”. Em cerca de cinco minutos, o senador citou corrupção no Brasil e tratou do Pix e do cartão de crédito, tema que entrou no radar americano sob o argumento de prejuízo a bandeiras de pagamento dos EUA.

“O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal”, disse Flávio. Ele também afirmou que o avanço do sistema beneficiou empresas americanas, porque transações com cartões emitidos por bandeiras dos EUA continuaram crescendo enquanto o Pix se expandia.

Especialistas veem efeito limitado no órgão americano
Flávio tratou diretamente das tarifas de maneira considerada superficial pelos empresários consultados e levou o calendário eleitoral brasileiro ao argumento. De acordo com o DCM, na audiência, disse que o Brasil terá eleição presidencial em outubro e que o cenário político poderia estar diferente em 90 dias.

“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir”, afirmou. Pela assessoria, o senador também divulgou o pedido: “Não imponham as tarifas ao Brasil, preservem o sucesso do Pix e cancelem esta medida para que possamos negociar”.

Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, disse que o rito do USTR permite a participação de associações setoriais, empresas, técnicos de governo e agentes externos, como o senador. “Não acredito que ele vai persuadir o USTR mais do que empresas, que estão levando dados e fatos. Mas também não atrapalha. Eu diria que é neutra a participação”, avaliou.

Paulo Bittencourt, estrategista-chefe da MZM Wealth, também classificou o efeito na sessão 301 como neutro, mas viu prejuízo político para Flávio. “Surte mais efeito a pressão que as empresas americanas estão fazendo para não taxar o país. Mas o impacto para a candidatura de Flávio é péssimo”, disse; Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, afirmou que o USTR não deve decidir uma questão comercial apenas porque haverá eleição no Brasil.


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Comparsa de Flávio Bolsonaro, Chiquinho Brazão, condenado como mandante do assassinato de Marielle Franco, volta a ser alvo de nova operação da Polícia Federal.

A Polícia Federal deflagrou mais uma operação envolvendo o grupo político de Chiquinho Brazão, apontado pelas investigações como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O novo desdobramento reforça que o caso está longe de se encerrar e continua revelando conexões, interesses e estruturas de poder que atuaram nas sombras por anos.

Brazão não é um personagem qualquer da política fluminense. Durante anos, transitou com desenvoltura pelos corredores do poder, acumulando influência e cultivando relações com figuras importantes da direita carioca. Entre elas, destaca-se a proximidade política com Flávio Bolsonaro, registrada em diversos momentos da trajetória pública de ambos.

Enquanto aliados do bolsonarismo tentam minimizar ou apagar essas relações, os fatos permanecem. Chiquinho Brazão foi uma figura integrada ao mesmo ambiente político que ajudou a sustentar o projeto de poder da família Bolsonaro no Rio de Janeiro. A insistência em tratar essas conexões como meras coincidências revela mais sobre quem tenta reescrever a história do que sobre a realidade dos acontecimentos.

A nova operação da Polícia Federal demonstra que as investigações continuam avançando e alcançando novos elementos relacionados ao grupo de Brazão. Cada etapa reforça a gravidade de um crime que chocou o Brasil e ganhou repercussão internacional: a execução de uma parlamentar eleita, crítica das milícias e defensora dos direitos humanos.

Mais de oito anos após o assassinato de Marielle, a sociedade brasileira continua exigindo respostas completas. Não basta identificar os executores; é necessário desmontar toda a engrenagem política, econômica e criminosa que permitiu que o crime fosse planejado e executado.

A cada nova operação, fica evidente que o caso Marielle não é apenas uma investigação criminal. Trata-se de um retrato da promiscuidade entre setores da política e estruturas criminosas que, durante décadas, encontraram espaço para prosperar no Rio de Janeiro. E é justamente por isso que as apurações precisam seguir até o fim, independentemente dos nomes e sobrenomes envolvidos.


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