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Brasil Mundo

Trump exigiu que Brasil barrasse China e eliminasse taxas aos EUA

Em troca, Casa Branca prometeria alguma redução nas tarifas aos produtos brasileiros

O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil barrasse investimentos chineses no setor de terras raras e minérios, além de abrir de forma plena o mercado nacional para bens americanos, como forma de negociar uma eventual redução nas tarifas que poderiam impor sobre o Brasil.

O ICL Notícias obteve com exclusividade a proposta enviada ao governo brasileiro pela equipe de Trump, apresentada ainda no início de 2026, quando as investigações contra o Brasil estavam em andamento. Nela, a gestão Trump exige uma espécie de capitulação de diversos setores da economia nacional, em troca apenas de uma redução de tarifas que poderiam ser impostas sobre produtos brasileiros.

Os americanos exigiam que políticas digitais consultassem, primeiro, as empresas americanas. Também queriam compromissos radicais do país em setores como plataformas, carros e produtos industriais.

Para observadores, o gesto era uma espécie de chantagem. Ou o Brasil se alinhava aos EUA, ou seria punido. A proposta se choca com as ideias apresentadas nas últimas horas pela Fiesp ou por ex-embaixadores, como Roberto Azevedo, que sugeriam que o Brasil deveria negociar nos termos apresentados pelos EUA.

A proposta americana ainda contrasta com a narrativa de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que teria sido o governo Lula que não agiu de boa-fé nas negociações.

No texto, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirma que recebeu a proposta do Brasil sobre comércio – na forma de um rascunho de Declaração Conjunta, no início de novembro de 2025.

Mas rejeitou as ideias e fez questão de exigir uma suspensão praticamente da soberania nacional em diversos temas de interesse dos EUA.

“Estou desapontado que não tenhamos chegado mais perto, a despeito das nossas várias interações. Eu enfatizo que nos falamos múltiplas vezes, incluindo discussões iniciais em março, e outras em outubro e novembro depois dos avanços feitos pelos nossos líderes”, disse o embaixador, em 9 de janeiro de 2026.

“Meu time também discutiu prioridades dos EUA com contrapartes deles ao longo desse período, destacando as tarifas altas do Brasil em etanol e outros produtos, barreiras não-tarifárias, medidas de comércio digital e outras práticas injustas que limitam nossa relação econômica”, explicou.

“Como eu e meu time comunicamos verbalmente nessas várias ocasiões, nossa política não irá mudar sem melhoria significativa de acesso ao mercado e de proteção para os negócios dos EUA”, alertou.

Segundo ele, a proposta do Brasil não endereça especificamente ou substancialmente a gama de preocupações dos EUA levantada ao longo do último ano e vem com condições relativas à imediata suspensão de tarifas.

“Nós avançamos unilateralmente para reduzir taifas sobre certas importações chave do Brasil com Ordem Executiva do Presidente Trump de 20 de novembro de 2025. No contexto de potencial futura negociação, eu convido o Brasil a dar os passos necessários para endereçar as preocupações dos EUA como uma demonstração de boa vontade para recomeçar uma discussão comercial abrangente”, insistiu.

Na carta de três páginas, os EUA sugerem um acordo-quadro interino que contempla a redução de tarifas em troca da eliminação de tarifas e barreiras não-tarifárias especificas que mantêm empresas americanas fora do mercado brasileiro e prejudicam o ambiente no Brasil para comércio digital.

Eis o que os EUA exigiam do Brasil

Agricultura/tarifas

Eliminar tarifas sobre etanol dos EUA

Comprometer-se a não restringir o acesso ao mercado para os EUA em razão do mero uso de certos temos para carne e queijo

Estabelecer, com o USTR, um grupo de trabalho sob o ATEC para discutir estabilidade no comércio global de produtos agrícolas

Comércio digital

Apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas na OMC imediatamente e sem condições

Garantir tratamento justo para empresas dos EUA com relação a medidas relacionadas a concorrência e sua aplicação no setor digital, incluindo consultas aos atores relevantes no desenvolvimento de novas medidas

Garantir que medidas relacionadas a conteúdo de mídias sociais e a aplicação de tais medidas sejam justas para os fornecedores de serviços digitais dos EUA

Industrial

Eliminar tarifas sobre bens industriais dos EUA, incluindo químicos, veículos e autopartes, produtos médicos e frutos do mar.

Aceitar a importação de veículos produzidos nos EUA que sigam as Normas Federais de Segurança de Veículos Motorizados dos EUA

Aceitar certificados eletrônicos e autorização prévia de comercialização do FDA (Food and Drug Administration dos EUA) para dispositivos médicos e produtos farmacêuticos produzidos nos
EUA sem exigências adicionais

Minerais críticos

Adotar medidas que limitem investimentos por atores não-orientados pelo mercado e entidades estrangeiras de preocupação nos setores de mineração, refino e outros setores industriais críticos.

(Atores não orientados pelo mercado é a forma pela qual o governo norte-americano se refere aos chineses, sem cita-los).

Revisar a venda da operação de níquel da Anglo-American e garantir um processo justo para empresas dos EUA investirem no Brasil no setor de minerais críticos

Tecnologia segura

Endereçar riscos de segurança com respeito a tecnologia de comunicações, serviços públicos, infraestrutura e equipamentos de inspeção de segurança

Aeroespacial

Remover todas a tarifas e barreiras não-tarifárias sobre a venda de jatos comerciais dos EUA no Brasil

Trabalho

Propor legislação para proibir a importação de bens produzidos por trabalho forçado ou compulsório.

Ações propostas para os EUA

Reduzir a tarifa aplicada a produtos do Brasil incluidos na Ordem Executiva 14323 de 30 de julho para [XX] porcento ad valorem para os seguintes produtos

*Jamil Chade/ICL

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Política

Bolsonaro trai Flavio

A defesa de Bolsonaro foi taxativa. Bolsonaro não escreveu carta para Flavio usar em sua campanha, esta foi uma decisão dele, que Bolsonaro nega ter escrito com tal propósito.

O nome disso é traição com o próprio filho. Entre deixar o dele na reta e o do Flavio, Bolsonaro colocou a corda no pescoço do primogênito.

É ridícula essa afirmação de Bolsonaro? Põe ridícula nisso. A começar pelo título, “Carta aos Brasileiros”.

Ou seja, a coisa foi feita em comum acordo, mas se desse merda, só daria para Bolsonaro, como deu. Bolsonaro não titubeou, se alguém tem que pagar o pato, que não seja ele, nem que para isso tenha que sacrificar o próprio filho, mostrando que essa turma do Deus, Pátria e Família, não é confiável nem para a família.

Por isso essa gente tem comportamentos variantes, de acordo com o tom e do prejudicado, nesse caso, Bolsonaro tirou o pepino do seu colo e colocou no de Flavio, o que passa um recado para o gado, o de que o mito não está tão fechado assim com a candidatura do filho, do contrário, se colocaria na linha de frente para enfrentar Moraes.

Diante do ministro do STF, Bolsonaro, mais uma vez, pipocou e mandou aquele famoso, me inclui fora dessa. Para se libertar do suplício, pai não pensou duas vezes para jogar o filho aos leões no momento em que a terra cede debaixo dos pés de Flavio por conta do TariFlavio e da foto de Flavio, bonachão, sem camisa, ao lado do amigo íntimo, sicário de Vorcaro.


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Política

TariFlavio ou FlavioSicário: O que detonou mais a campanha do 01 de Bolsonaro?

Isso é o que se pode chamar de tempestade perfeita. De um lado, as tarifas anunciadas por Marco Rubio, sicário de Trump na América Latina, ou a foto de Flavio todo bonachão, sem camisa, com o sicário do Vorcaro.

Não há limpador que possa passar pano num troço desse. Pior, TariFlavio se tornou um apelido fatal, reforçado pela fala do sabujo de Trump nitidamente voltada a meter o bedelho do tio Sam nas eleições brasileiras.

Lógio, isso foi uma patacoada que dá mais força aos memes de TariFlavio. A coisa está tão séria que nem o próprio Flavio, depois do anúncio de Rubio sobre as tarifas contra o Brasil, defendeu-se da acusação de que ele é o culpado.

Aliás, o idiota conseguiu piorar ainda mais, porque não se ouviu ou não se leu nenhuma palavra critica à tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil. Ele sabe perfeitamente que mais de 90% dos comentários nas redes estão sentando o sarrafo no miliciano carioca, chefe absoluto da bandidagem que tomou conta da política em todo o estado do Rio de Janeiro.

Claudio Castro, Rodrigo Bacellar, Marcio Canella e TH Joias que o digam. Porém, todo ambicioso cai do cavalo por ser mais burro do que ambicioso., E olha que falamos de alguém que transpira ambição, e faz questão de ostentar com mansões o fruto de suas corrupções

Por isso a foto de Flavio Bolsonaro com o sicário de Vorcaro se tranformou em fogo no palheiro, em segundos, nas redes sociais.

Difícil é dizer qual das duas cerejas do bolo está mais envenenada com capacidade de levar a óbito sua pré-campanha à Presidência da República.

Para quem gosta de fazer fumaça para não sair da mídia, o vigarista mais proeminente do clã, vê sua campanha totalmente intoxicada por esses dois fatos juntos que nesta quinta (16) viraram um dos maiores assuntos.

É cedo para saber o tamanho do rombo em sua canoa, que já anda toda furada, até para saber se ele vai ou não continuar nesse suplício .

Uma coisa é certa. Nesta quinta, Flavio Bolsonaro chegou ao pico máximo de rejeição nacional, com os dois principais memes, TariFlavio e FlavioSicário.

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Política

Quaest: Novo tarifaço encolhe intenção de voto em Flávio entre eleitores de direita

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) aponta que o tarifaço americano reduziu a vontade de eleitores de direita, inclusive bolsonaristas, de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A sondagem veio a público horas depois de Washington confirmar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Quando os entrevistadores perguntaram se o tarifaço aumentava a vontade de votar em Lula, Flávio ou outro pré-candidato, 42% citaram o presidente Lula (PT), contra 39% em junho. No caso de Flávio, o índice caiu de 30% para 27%. A opção “outro” ficou em 23%, e 8% não souberam ou não responderam.

Entre eleitores independentes, a vontade de votar em Lula subiu de 26% para 33%, variação de sete pontos acima da margem de erro de quatro pontos estimada para esse recorte. Nesse mesmo grupo, a preferência por “outro” pré-candidato, considerando o tarifaço, caiu de 45% para 38%.

O recuo de Flávio também apareceu em segmentos de direita. Na direita não bolsonarista, o senador caiu de 70% para 60%, enquanto a vontade de votar em “outro” pré-candidato subiu de 19% para 29%. Entre bolsonaristas, a intenção associada ao tarifaço foi de 88% para 81%, e a escolha por “outro” nome cresceu na mesma proporção.

A Quaest também perguntou com quem os eleitores concordam mais no embate sobre a origem da medida. Na pergunta sobre a acusação de Lula de que Flávio pediu a Donald Trump sanções contra o Brasil, 51% concordaram mais com o petista, ante 47% em junho; 30% ficaram com a versão de Flávio, contra 35% no mês anterior; e 19% não souberam ou não responderam.

Em outra questão, 49% concordaram mais com Lula na avaliação de que as tarifas são retaliações ao Pix, enquanto 33% preferiram a versão de Flávio, segundo a qual a medida seria reação a declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos. Outros 10% responderam “nenhum dos dois”, e 8% não souberam ou não responderam.

O governo Lula repudiou o tarifaço e criticou os Bolsonaros, chamados de “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”. Flávio respondeu que Lula “não tem mais condições de ser o presidente do Brasil”, atribuiu “atraso, incompetência e vingança” à atual gestão e chamou o adversário de “Biden brasileiro”.

Flávio discursou neste mês em Washington contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e em defesa do Pix. Em maio, o senador foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca, em agenda articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influenciador Paulo Figueiredo.

A pesquisa apontou que 57% dos brasileiros não sabiam da viagem de Flávio aos Estados Unidos em defesa do Pix e contra o tarifaço. Entre os que conheciam a agenda, 58% disseram que o senador não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas, enquanto 34% afirmaram confiar nessa capacidade.

Seis em cada dez brasileiros, 63%, disseram acreditar que as novas tarifas impostas por Trump vão prejudicar sua vida ou a de sua família; em junho, eram 55%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho, tem margem de erro geral de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-07181/2026. DCM.


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Política

vêm “mais duas granadas”: Avisa advogado e escritor carioca sobre Flávio Bolsonaro

Segundo Eduardo Goldemberg, o episódio da foto com “Sicário” é apenas o início de uma nova crise e que vem mais por aí

divulgação de uma fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário“, continua repercutindo nos bastidores da política. Em publicação nas redes sociais, o advogado e escritor Eduardo Goldemberg afirmou que o episódio seria apenas o início de uma nova crise e escreveu que há “pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho”, em referência a possíveis novas revelações envolvendo o parlamentar.

A imagem, divulgada pela jornalista Juliana Dal Piva, do portal ICL Notícias, mostra Flávio Bolsonaro sem camisa ao lado de Mourão em um hotel no Rio de Janeiro. Luiz Phillipi Mourão foi apontado pela Polícia Federal como chefe de um grupo de intimidação supostamente ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Preso durante a Operação Compliance Zero, Mourão teve morte cerebral confirmada após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia.

Disse Edu Goldenberg:

Edu Goldenberg
@edugoldenberg
E atenção: pra quem acha que a foto com Sicário é a última bomba sobre o vagabundo do
@FlavioBolsonaro
… tem pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho. Depois não digam que eu não avisei.

Versões contraditórias
Após a divulgação da fotografia, Flávio Bolsonaro afirmou que, por ser uma figura pública, costuma tirar fotos com pessoas desconhecidas e disse que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial. Posteriormente, análises divulgadas por portais especializados em verificação de conteúdo indicaram baixa probabilidade de manipulação digital.

Na publicação, Goldemberg não detalha quais seriam as “duas granadas” mencionadas. A declaração, no entanto, ocorre em meio a outras frentes de desgaste envolvendo o entorno político do senador.

Uma delas diz respeito às investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a Forum, o caso ganhou novos capítulos após a divulgação de informações e áudios sobre um aporte de R$ 61 milhões no filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e idealizada por aliados de Flávio, entre eles o deputado Mario Frias. O senador inicialmente negou a operação, mas posteriormente admitiu o recebimento dos recursos.

Na festa de Vorcaro
Além disso, circulam nos bastidores de Brasília informações sobre a existência de vídeos gravados em eventos ligados ao empresário Vittorio Vorcaro. Paralelamente, operações recentes da Polícia Federal tiveram como alvo pessoas próximas ao senador no Rio de Janeiro, em investigações sobre supostos crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro.

A publicação de Eduardo Goldemberg reforça a avaliação de setores da oposição de que a divulgação da fotografia com “Sicário” pode ser apenas o primeiro episódio de uma sequência de revelações capazes de ampliar o desgaste político de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, o advogado não apresentou detalhes ou provas públicas sobre as novas informações às quais se referiu.


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Política

Flavio Bolsonaro e articulações com lobista Jason Miller geram críticas sobre a soberania e políticas públicas

O senador Flávio Bolsonaro tem sido o principal articulador de contatos com o lobista e estrategista Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, em Washington. Miller, conhecido por defender pautas alinhadas a interesses norte-americanos e por atuar em lobby tarifário contra produtos brasileiros, tem mantido proximidade frequente com o senador.

Essas articulações colocam Flávio Bolsonaro no centro de controvérsias sobre as interferências externas em temas sensíveis da agenda nacional, como o Pix — sistema que ampliou o acesso popular ao mercado financeiro — e o Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial de atendimento público e principal instrumento de saúde para a população de baixa renda.

Críticos apontam que, por meio dessas conexões, o senador, seu irmão Eduardo, o comparsa Paulo Figueiredo e seu grupo político estão alinhados a interesses estrangeiros que ameaçam políticas públicas essenciais. Depois de questionamentos sobre o Pix e o mercado popular, as atenções agora se voltam para o SUS e o Mais Médicos, programas vitais para milhões de brasileiros que dependem do sistema público.

Destaque

O Governo Lula e a família Bolsonaro possuem um objetivo em comum. Acabar com os pobres. O primeiro, elevando-os. O segundo, matando-os.

Enquanto o governo federal busca fortalecer o acesso a serviços essenciais como estratégia de redução da pobreza, as ações e articulações da família Bolsonaro são vistas por opositores como um ataque a esses mesmos pilares, especialmente contra a saúde do trabalhador mais vulnerável e contra servidores públicos.

Investigações e silêncio no Rio de Janeiro

O silêncio de Flávio Bolsonaro também tem chamado atenção no âmbito doméstico. O senador não se manifestou sobre o avanço de investigações que apontam conexões entre jogo do bicho, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando, com suposto envolvimento de agentes públicos estaduais. Todos os citados até o momento orbitam o mesmo grupo político do senador.

Diante do acúmulo de provas, o silêncio é interpretado como uma dificuldade em rebater as evidências. As articulações internacionais de Flávio Bolsonaro com figuras como Jason Miller seguem alimentando o debate sobre soberania nacional, integridade institucional e o papel da oposição no cenário político brasileiro.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ – Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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Brasil Mundo

Sakamoto: Trump ataca Brasil e o Pix para tentar eleger Flávio Bolsonaro

Como esperado, o governo Donald Trump deu uma porrada em empresas e empregos brasileiros ao confirmar o tarifaço de 25% sobre uma parcela de nossas exportações para lá. O motivo principal não é comercial, mas geopolítico. Os EUA querem dobrar o Brasil, obrigando-nos a jogar o Pix no lixo, dar salvo-conduto às Big Techs e eleger Flávio Bolsonaro — que já mostrou que abraçaria o “America First”. Brasil? Maybe Later.

Nesse sentido, pouco adiantaram as tentativas de negociação realizadas por diplomatas, técnicos, políticos e empresários brasileiros e norte-americanos. Diante de argumentos, não há fatos que resistam. A Casa Branca reclamou do desmatamento brasileiro usando dados antigos, ignorando que a taxa de perda florestal é a menor em muitos anos. Tampouco adiantou mostrar que empresas norte-americanas de cartão de crédito estão ganhando mais após o Pix ter sido implementado.

É uma encenação bastante chulé afirmar que o Brasil causa prejuízos ao comércio norte-americano, uma vez que somos deficitários na balança comercial com os Estados Unidos há mais de 15 anos. Ou seja, pagamos muito mais bilhões do que ganhamos.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, liderada por Paulo Skaf, que faz oposição sistemática ao governo federal, nem corou ao reclamar que o Brasil está “desalinhamento político com Washington”. Uma forma bonita de falar de defender subordinação. A crítica, pelo menos, é mais elegante do que a declaração da diretora-executiva da Fiesp que atacou o fim da escala 6×1 em audiência no Senado porque, segundo ela, a mudança vai impedir que as brasileiras tenham um salão de beleza disponível aos sábados.

É bastante reveladora a postagem no X feita pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio após o tarifaço ter sido divulgado. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso”, disse Marco Rubio. Ou seja, o governo brasileiro se negou a ficar de joelhos.

*Leonardo Sakamoto/Uol

Postou Marco Rubio no X:

Secretary Marco Rubio

@SecRubio

Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé.

Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso.

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Política

Qual o espanto da foto de Flavio com o sicário de Vorcaro se o senador condecorou Adriano da Nóbrega na cadeia?

Escândalo não é Flavio posar em foto ao lado do sicário de Daniel Vorcaro, mas por ser um peão da entrada do crime organizado na política carioca e poder disputar a cadeira da Presidência da República.

Flavio Bolsonaro herdou de seu pai todo o sistema de peculato e formação de quadrilha, tendo, inclusive, Queiroz como gerente, assim como seu pai. O histórico de Queiroz está aí em qualquer Google da vida.

Não foi esse mesmo Flavio que, como deputado estadual, não só empregou a mãe e a ex-mulher de Adriano da Nóbrega, mas também deu a ele a Medalha Tiradentes, a maior honraria do estado do Rio de Janeiro. Detalhe, dentro da cadeia, por ser um matador de aluguel.

Há inúmeras fotos de Flavio com os irmãos Brazão, mandantes do assassinato de Marielle Franco, pelo vizinho de Bolsonaro, Ronnie Lessa, colega de Bope de Adriano da Nóbrega e seu comparsa no escritório do crime.

Mas issso está longe de estabelecer o perfil do sujeito. Sua relação com Rodrigo Bacellar e TH Joias, que se encontram presos por relação com o crime organizado, fato amplamente divulgado.

Sem falar que Flavio mandava e desmandava na cúpula governamental e no próprio Claudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. Quantos da cúpula do governo Claudio Castro estão na cadeia e quando o próprio terá o mesmo destino?

Flavio nunca se importou em fazer fotos ao lado de bandidos, até porque ao seu redor está repleto deles, coisa que Brasil todo sabe. Assim como assumiu o papel de corrupto osentação, exibindo mansões que compra como quem compra um picolé através de seus esquemas milionários de corrupção.

Sejamos francos, essa foto só complementa a percepção da gravidade de um sujeito, com esse porfolio, candidatar-se ao cargo mais importante do país.


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Brasil Mundo

Governo Lula repudia tarifas dos EUA, anuncia reação com base na Lei da Reciprocidade e critica atuação da família Bolsonaro

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como injustificada e afirmou que utilizará os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder às restrições impostas por Washington.

Segundo o governo, a decisão norte-americana prejudica a relação comercial entre os dois países e contraria os princípios de cooperação que historicamente marcaram o diálogo bilateral. A administração Lula também destacou que avaliará todas as alternativas diplomáticas e comerciais disponíveis para defender os interesses da indústria, do agronegócio e dos trabalhadores brasileiros.

Além da reação às tarifas, integrantes do governo aproveitaram para criticar a atuação da família Bolsonaro no episódio. Auxiliares presidenciais afirmam que parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm atuado junto a setores políticos dos Estados Unidos para pressionar o Brasil e desgastar a imagem internacional do país.

Para o Planalto, a tentativa de transformar divergências políticas internas em instrumentos de pressão externa representa uma afronta à soberania nacional. O governo sustenta que eventuais disputas partidárias devem ser resolvidas dentro das instituições brasileiras, sem interferência estrangeira.

A crise comercial ocorre em meio ao aumento das tensões políticas entre o governo Lula e o grupo bolsonarista. Enquanto o Planalto busca construir uma resposta institucional às medidas adotadas pelos Estados Unidos, aliados do presidente defendem que o episódio reforça a necessidade de unidade nacional na defesa dos interesses econômicos e da autonomia do Brasil.


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Copa: petição para excluir Argentina passa de 10 milhões de assinaturas

Suposto favorecimento da arbitragem à Argentina é um dos principais temas da Copa do MundoSuposto favorecimento da arbitragem à Argentina é um dos principais temas da Copa do Mundo

Um dos principais temas da Copa do Mundo tem sido o suposto favorecimento da arbitragem à Argentina. Umapetição online que pede a exclusão da seleção do torneio, no site argentinaout.com, já ultrapassou a marca de 10 milhões.

Apesar da mobilização, a iniciativa não tem qualquer efeito jurídico ou esportivo, já que apenas a FIFA pode aplicar sanções ou excluir uma seleção

O presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, defendeu a atuação da equipe de arbitragem e afirmou que a intervenção do VAR no polêmioco jogo contra o Egito seguiu corretamente o protocolo previsto para o lance anulado.

Já o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, negou qualquer insinuação de favorecimento e afirmou que as decisões foram tomadas de acordo com as regras da competição, segundo o Metrópoles.

“Com a tecnologia e toda a exposição que existe hoje, seria impossível esconder qualquer manipulação. Erros acontecem no futebol, mas não existe tratamento especial para a Argentina”, disse o treinador.

Nesta quarta-feira (15/7), às 16h (horário de Brasília), Inglaterra e Argentina decidem quem será o segundo finalista da Copa do Mundo.

Apoie o Antropofagista. Aqui a gente explica o jogo novo antes do debate coeçar.


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