Categorias
Política

PF aponta possível atuação de Mendonça para favorecer anistia dos criminosos do 8 de Janeiro

Relatório levantado por Alexandre de Moraes aponta possível estratégia para mudar forças no STF e favorecer anistia

O que parecia ser apenas mais um capítulo da guerra interna do Supremo Tribunal Federal ganhou uma dimensão ainda mais grave. Relatórios de inteligência da Polícia Federal levantaram a hipótese de que o ministro André Mendonça teria atuado para alterar a correlação de forças dentro da Corte e, com isso, criar condições políticas e jurídicas mais favoráveis a uma eventual anistia dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado e nos crimes de 8 de Janeiro.

Segundo o material da PF, a chamada “recomposição de forças” no STF poderia produzir um novo equilíbrio capaz de facilitar a aprovação de uma anistia ampla. O documento chega a estabelecer, em sua linha de raciocínio, que essa recomposição poderia “viabilizar anistia” para os crimes cometidos durante a tentativa de ruptura democrática.

É uma acusação politicamente explosiva. Afinal, o 8 de Janeiro não foi uma manifestação política qualquer: tratou-se de uma ofensiva contra as instituições democráticas, com invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Qualquer tentativa de modificar artificialmente a composição de uma Corte para produzir um resultado favorável aos responsáveis por aqueles atos levantaria uma questão fundamental: estaria o poder judicial sendo utilizado para construir uma saída política para os derrotados da tentativa de golpe?

O relatório, porém, faz uma ressalva essencial: a conclusão sobre a intenção estratégica de Mendonça é descrita pela própria PF como “integralmente inferencial”. Além disso, o documento é classificado como material de inteligência, sem valor probatório formal. Portanto, as suspeitas precisam ser investigadas e submetidas ao contraditório antes que se possa falar em responsabilidade comprovada.

Ainda assim, a gravidade do conteúdo não pode ser minimizada. A PF também apontou diferenças de tratamento na condução de investigações e questionou a atuação de Mendonça em casos envolvendo ministros do próprio STF. Alexandre de Moraes, diante do conjunto de informações, pediu que Mendonça fosse investigado por possíveis crimes como abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

O episódio coloca o Supremo diante de uma situação institucional extraordinariamente delicada. Se a hipótese da PF estiver errada, ela precisa ser desmontada com fatos, documentos e transparência. Se houver fundamento, é indispensável descobrir até onde teria ido uma eventual articulação para mudar o equilíbrio da Corte e favorecer os responsáveis pelo 8 de Janeiro.

E há uma pergunta que não pode ser evitada: quem ganha quando a responsabilização dos golpistas é substituída pela tentativa de reescrever o resultado dos julgamentos?

A democracia não pode ser tratada como uma disputa de bastidores em que a composição de uma Corte seja manipulada para produzir previamente o resultado desejado. O 8 de Janeiro exige investigação rigorosa, julgamento com devido processo legal e responsabilização individual — não atalhos políticos para apagar os crimes cometidos contra a democracia.

Por isso, o relatório da PF precisa ser examinado com a máxima seriedade. Não para condenar antecipadamente André Mendonça, mas para impedir que uma suspeita dessa magnitude seja simplesmente empurrada para debaixo do tapete. Quando a própria Polícia Federal levanta a hipótese de que movimentos dentro do STF poderiam estar relacionados à criação de condições para anistiar criminosos do 8 de Janeiro, o que está em jogo já não é apenas a disputa entre ministros: é a integridade das instituições que sustentam a democracia brasileira.

Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

O fumacê midiático em torno do Banco Master: quem ganha quando o foco sai de Flávio?

O Banco Master, de Daniel Vorcaro, nasceu e cresceu durante o governo Jair Bolsonaro e acabou liquidado no governo Lula, depois que vieram à tona suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo a instituição. No meio desse terremoto financeiro, surgiu uma conexão política que deveria estar no centro do debate: o caso Dark Horse, filme destinado a promover a trajetória de Jair Bolsonaro e que recebeu dezenas de milhões de reais ligados a Vorcaro.

E aqui começa a parte mais incômoda da história.

Flávio Bolsonaro não é um personagem periférico nesse episódio. Ele próprio confirmou que procurou Vorcaro para obter recursos para o filme. Mensagens e áudios divulgados pela imprensa mostraram a atuação do senador nas tratativas, enquanto as investigações passaram a examinar o destino dos recursos. Segundo a Agência Brasil, os repasses identificados chegaram a cerca de R$ 61 milhões; novas revelações elevaram ainda mais o volume associado ao projeto.

E quem ficou com a relatoria do caso no Supremo? André Mendonça, ministro indicado por Jair Bolsonaro.

Mas justamente por isso a questão que precisa ser feita é outra: até onde vai a independência dessa investigação, quais serão seus próximos passos e por que o debate público parece tão mais interessado em transformar o caso numa guerra interna do STF do que em seguir o dinheiro?

Porque, enquanto a imprensa produz diariamente uma gigantesca cortina de fumaça em torno das disputas entre ministros, existe uma pergunta muito mais objetiva: qual foi a origem dos milhões de Vorcaro, por que Flávio Bolsonaro procurou o banqueiro e qual foi o destino efetivo desse dinheiro?

Agora, diante das controvérsias envolvendo Mendonça e seu encontro não registrado oficialmente com Vorcaro, aparece Flávio Bolsonaro para defender a “inocência” do ministro.

Conveniente, não?

O político diretamente atingido pelas investigações sobre os milhões destinados ao projeto Dark Horse sai em defesa justamente do ministro que conduz uma das apurações relacionadas ao caso. Ao mesmo tempo, a discussão pública é empurrada para uma briga espetacularizada entre integrantes do Supremo.

É o fumacê perfeito.

Enquanto todos discutem quem atacou quem, quem encontrou quem e qual ministro está em guerra com qual ministro, o foco principal corre o risco de desaparecer: Vorcaro, o dinheiro, o Banco Master, os repasses milionários e suas conexões políticas.

E talvez seja justamente essa a pergunta que a velha mídia deveria fazer com muito mais insistência: por que o caso Dark Horse, que envolve diretamente Flávio Bolsonaro e dezenas de milhões de reais ligados a Vorcaro, não recebe o mesmo tratamento obsessivo reservado às disputas envolvendo Alexandre de Moraes?

Não se trata de proteger Moraes, Mendonça ou qualquer outro ministro. Trata-se de exigir o mesmo rigor para todos.

Porque, quando a imprensa transforma uma investigação sobre dinheiro e possíveis irregularidades em uma novela sobre egos, intrigas e guerras palacianas, o resultado é previsível: muita fumaça, muitos holofotes e pouca luz sobre o caminho percorrido pelo dinheiro.

E é justamente o caminho do dinheiro que deveria estar no centro de tudo.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Velha mídia surta em ataque massivo a Moraes, afinal, rende cliques e agrada o bolsonarismo eleitoral

Velha mídia surta contra Moraes, mas faz silêncio sobre a agenda de Vorcaro

A velha mídia parece ter encontrado novamente seu assunto predileto: Alexandre de Moraes. Nos últimos dias, multiplicam-se manchetes, editoriais, comentários indignados e análises carregadas de dramaticidade contra o ministro do STF. O ataque é massivo, insistente e, sobretudo, conveniente. Afinal, Moraes rende cliques, provoca engajamento e alimenta exatamente o público que o bolsonarismo pretende mobilizar eleitoralmente.

O problema não é criticar Moraes. Ministros do Supremo, como qualquer autoridade pública, podem e devem ser submetidos ao escrutínio da imprensa. O problema é a seletividade do escândalo: para determinados personagens, a mídia transforma qualquer episódio em uma tempestade nacional; para outros, fatos potencialmente explosivos parecem desaparecer no rodapé.

E é justamente aí que surge a pergunta incômoda: por que tanto empenho em explorar Moraes e tão pouco interesse em investigar a agenda que reuniu personagens do núcleo político bolsonarista com o banqueiro Daniel Vorcaro?

Flávio Bolsonaro, André Mendonça e Nikolas Ferreira aparecem, cada um a seu modo, orbitando o universo de relações que envolve Vorcaro. Em vez de colocar essas conexões sob uma lupa jornalística rigorosa, parte da velha mídia parece preferir o caminho mais fácil: transformar Moraes no protagonista permanente da narrativa e deixar as conexões de seus adversários políticos em segundo plano.

É uma escolha editorial que merece ser questionada.

Porque, quando existe uma sequência de encontros, relações, mensagens, agendas e interesses cruzados envolvendo um poderoso banqueiro e figuras políticas de enorme relevância, o jornalismo deveria fazer exatamente aquilo que se espera dele: perguntar, cruzar informações, reconstruir os fatos e cobrar explicações de todos os envolvidos.

Não deveria haver personagem intocável.

Mas o que se vê é outra coisa. Moraes recebe uma lupa; os outros recebem um biombo.

A lógica parece cristalina: tudo o que puder ser utilizado para desgastar Moraes vira manchete, debate, corte para redes sociais e combustível para o algoritmo. Já as conexões que podem constranger o campo bolsonarista são tratadas com uma discrição que seria incompreensível se não houvesse tanto interesse eleitoral envolvido.

E isso não é jornalismo de investigação. É jornalismo de trincheira.

A velha mídia sabe que existe uma parcela do eleitorado disposta a consumir qualquer narrativa que apresente Moraes como o grande vilão nacional. Sabe também que esse conteúdo gera audiência. E sabe, principalmente, que alimentar permanentemente essa narrativa ajuda a manter mobilizada uma base política que o bolsonarismo pretende transformar em votos.

Por isso, Moraes virou uma espécie de mercadoria jornalística de alto rendimento.

Quanto mais ataques, mais cliques. Quanto mais indignação, mais compartilhamentos. Quanto mais manchetes contra o ministro, maior a satisfação de uma militância digital que já chega às notícias com a conclusão pronta.

Enquanto isso, a pergunta essencial continua esperando resposta:

o que exatamente explica a proximidade entre figuras tão importantes do bolsonarismo e Daniel Vorcaro?

Essa pergunta não deveria ser substituída por outra. Não deveria ser abafada por uma avalanche de manchetes contra Moraes. E muito menos deveria desaparecer porque suas respostas podem produzir desconforto político.

A imprensa não pode escolher a régua conforme o personagem.

Se há algo a investigar envolvendo Moraes, investigue-se até o fim.

Se há algo a esclarecer envolvendo Flávio Bolsonaro, Mendonça, Nikolas Ferreira e Vorcaro, investigue-se também até o fim.

O que não pode existir é uma imprensa que se apresente como fiscal do poder enquanto escolhe cuidadosamente qual poder merece ser fiscalizado e qual merece ser poupado.

No fundo, o escândalo maior pode estar justamente nessa assimetria: a velha mídia faz um barulho ensurdecedor quando a notícia serve para atacar Moraes, mas parece perder a voz quando a notícia exige olhar para as conexões do outro lado do balcão.

E essa seletividade não é detalhe.

É o próprio assunto.

Porque, em uma democracia, jornalismo não pode ser uma operação de proteção eleitoral. A função da imprensa não é produzir munição para uma candidatura, agradar uma militância ou entregar ao algoritmo o vilão que mais rende audiência. É revelar aquilo que o poder gostaria de esconder — independentemente de quem esteja no alvo.

E, no caso Vorcaro, há perguntas demais para serem enterradas sob uma avalanche de ataques a Moraes.

A velha mídia pode até continuar fingindo que não viu. Mas o leitor tem o direito de perguntar por que ela viu tanta coisa de um lado e tão pouco do outro.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista hoje com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores


 

Categorias
Política

Fachin tira de Moraes e Mendonça investigações de um contra o outro. STF chega ao limite da crise

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu retirar de Alexandre de Moraes e André Mendonça as investigações que colocaram os dois ministros em lados opostos de uma disputa que ameaça produzir uma das mais graves crises internas da história recente da Corte. A decisão é, antes de tudo, um reconhecimento de que não havia mais condições institucionais para que um ministro investigasse o outro.

Antes de tomar a decisão, o ministro Fachin reuniu-se com o presidente Lula.

O episódio é extraordinariamente grave. De um lado, Moraes encaminhou a Fachin um pedido para que Mendonça fosse investigado por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, alegando que o colega teria direcionado investigações e atuado de maneira seletiva. De outro, Mendonça havia conduzido desdobramentos do caso Banco Master que, por questões políticas, atingiram Moraes após surgirem mensagens envolvendo o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O resultado é uma situação institucionalmente explosiva: dois ministros da mais alta Corte do país passaram a produzir acusações e investigações que atingem diretamente o próprio colega de tribunal.

Fachin, ao assumir os casos, tenta retirar o componente pessoal da equação e devolver às instituições aquilo que jamais deveria ter deixado de ser exclusivamente institucional: a apuração dos fatos.

E há uma pergunta inevitável por trás de tudo isso: como preservar a credibilidade de uma Corte quando seus próprios integrantes passam a protagonizar investigações uns contra os outros?

O caso Banco Master transformou-se, assim, em muito mais do que uma investigação sobre um banco e seus negócios. Ele abriu uma crise que alcançou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o núcleo do próprio STF. O próprio Fachin reconheceu a gravidade do momento ao afirmar que cabe à Presidência da Corte preservar sua integridade, autoridade e confiança perante a sociedade.

A decisão de Fachin pode ser necessária para conter a escalada, mas não resolve o problema central. Ela apenas retira o fósforo das mãos de dois ministros que estavam em lados opostos do incêndio.

Agora será preciso saber se o STF terá coragem de ir além da contenção da crise e permitir que todos os fatos sejam apurados com a mesma régua, independentemente de quem esteja envolvido.

Porque, diante de suspeitas tão graves, não pode existir ministro acima da investigação, nem ministro com o poder de escolher quem será investigado.

A única saída para o Supremo é a transparência absoluta. A Corte não pode pedir confiança à sociedade enquanto seus próprios conflitos internos alimentam a percepção de que a Justiça passou a investigar a si mesma.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Todos os caminhos de Vorcaro levam a Bolsonaro

Há histórias que, de tão cheias de coincidências, deixam de parecer coincidência. O caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master é uma delas. À medida que surgem novos documentos, mensagens, movimentações financeiras e conexões políticas, o mapa vai ficando cada vez mais incômodo — e, nele, o nome Bolsonaro aparece com uma frequência que exige explicações.

Não estamos falando de uma fotografia isolada, de um encontro casual ou de uma relação protocolar. O que precisa ser esclarecido é a extensão de uma rede de contatos que aproxima Vorcaro de personagens do universo bolsonarista e envolve valores que não podem ser tratados como meros detalhes contábeis.

É dinheiro. É poder. É influência. E, sobretudo, são relações que precisam ser explicadas.

A velha fórmula da política brasileira — fingir que não existe problema enquanto se espera que o escândalo desapareça do noticiário — não pode prevalecer. Se há operações financeiras, encontros, mensagens ou intermediações envolvendo pessoas ligadas à família Bolsonaro, e o próprio Flavio Bolsonaro, tudo precisa ser colocado sob a luz do dia.

E há uma pergunta que não pode ser abafada: por que tantos fios dessa trama parecem convergir para o mesmo grupo político?

É evidente que proximidade, por si só, não prova crime. Mas também é evidente que proximidade recorrente, dinheiro e influência política formam uma combinação que não pode ser simplesmente ignorada. Cabe às autoridades investigar, aos envolvidos explicar e à imprensa acompanhar sem proteger ninguém.

O mais preocupante seria assistir novamente ao velho espetáculo da seletividade: quando o personagem investigado pertence ao campo adversário, qualquer indício vira manchete; quando as conexões chegam ao entorno bolsonarista, surgem imediatamente eufemismos, justificativas e uma impressionante disposição para relativizar.

Não é assim que uma democracia funciona.

Se existe uma trilha financeira, que se siga o dinheiro. Se existem mensagens, que sejam examinadas. Se existem encontros, que se descubra o que foi tratado. Se existem beneficiários, que sejam identificados. E se não houver irregularidade alguma, que os próprios investigados sejam os primeiros a exigir que tudo seja esclarecido.

Porque o que está em jogo não é apenas a reputação de Vorcaro ou de qualquer integrante da família Bolsonaro. É a capacidade das instituições brasileiras de investigar relações entre dinheiro, bancos e poder político sem escolher previamente quem merece ser protegido.

No fim, a pergunta continua de pé — e ficará cada vez mais difícil silenciá-la:

quantos caminhos ainda precisarão ser percorridos até que se descubra onde, exatamente, termina Vorcaro e começa a família Bolsonaro?


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Moraes acusa Mendonça de vários crimes e pede abertura de ação no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou o inquérito das Fake News para acusar o colega André Mendonça de possíveis crimes e pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de uma ação contra ele.

Em decisão assinada nesta quinta-feira (3), Moraes aponta suspeitas de usurpação da direção de investigações, condução irregular de tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra um ministro do Supremo.

As suspeitas mencionadas por Moraes envolvem relatórios relacionados às operações Sem Desconto, que apura o escândalo envolvendo o INSS, e Compliance Zero, investigação sobre o Banco Master.

O episódio coloca Mendonça em uma situação especialmente delicada. O ministro indicado por Jair Bolsonaro vinha assumindo uma postura cada vez mais política no caso do Banco Master e passou a atuar diretamente em uma disputa que envolve integrantes do próprio STF, a Polícia Federal e personagens ligados ao bolsonarismo.

A decisão de Moraes expõe o tamanho do conflito instalado dentro da Corte e levanta uma questão inevitável: até que ponto Mendonça está exercendo suas atribuições jurisdicionais e a partir de que momento sua atuação passou a interferir indevidamente em investigações conduzidas por outras autoridades?

O pedido de abertura de uma ação contra um colega de tribunal é uma medida de enorme gravidade. Ao mesmo tempo, a reação de Moraes mostra que a estratégia de Mendonça deixou de ser apenas uma divergência entre ministros e passou a produzir consequências institucionais.

Mendonça, que chegou ao STF indicado por Bolsonaro com a promessa de atuar de forma independente, encontra-se agora no centro de uma crise que ele próprio ajudou a alimentar. Se há suspeitas sobre irregularidades em investigações, elas precisam ser demonstradas com provas e submetidas aos procedimentos adequados — não transformadas em instrumento de disputa política dentro do Supremo, segundo o DCM.

O caso também reforça a necessidade de transparência. Se existem acusações graves envolvendo a condução de investigações, delações e o Banco Master, o STF precisa esclarecer os fatos de maneira institucional, evitando que o sigilo e a guerra de versões sejam usados para alimentar suspeitas seletivas.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Terrivelmente enrolado: Após descoberta de 54 contratos públicos sem licitação, Mendonça abandona instituto que criou

Há momentos em que a cronologia dos fatos fala mais alto do que qualquer nota oficial. O ministro André Mendonça decidiu deixar o Instituto Iter, entidade que ajudou a fundar, justamente depois que veio a público um levantamento revelando uma impressionante concentração de contratos públicos realizados sem licitação.

Os números são eloquentes: foram identificados 55 contratos e instrumentos de contratação pública, que somam aproximadamente R$ 10,85 milhões. Desses, 54 foram firmados sem licitação, o equivalente a 98,2% do total. Apenas um contrato, de R$ 390 mil, foi realizado por meio de pregão.

É importante registrar: a contratação direta não significa, por si só, ilegalidade. A legislação prevê hipóteses de dispensa e inexigibilidade. O problema que emerge dos dados é outro: como explicar uma proporção tão extraordinariamente elevada de contratações sem competição envolvendo uma instituição fundada por um ministro do Supremo?

A pergunta se torna ainda mais inevitável diante do timing. Poucas horas depois da divulgação do levantamento, Mendonça anunciou que ele e sua esposa cederiam a totalidade das cotas que possuíam no instituto, sem contrapartida financeira. Segundo a nota, a entidade deverá ser transformada em organização sem fins lucrativos, e o ministro permanecerá ligado a ela apenas como professor. Mendonça afirma que jamais auferiu lucro com o instituto.

Mas a questão central permanece: por que sair justamente agora?

Se tudo estava absolutamente regular, transparente e acima de qualquer suspeita, seria razoável esperar que a resposta às revelações viesse acompanhada de esclarecimentos detalhados sobre cada contratação, os critérios utilizados e as razões pelas quais praticamente todos os negócios com o poder público foram realizados sem licitação.

A saída, portanto, não encerra o assunto. Ao contrário: torna ainda mais necessária a transparência.

Não basta afirmar que os contratos eram juridicamente possíveis. É preciso explicar a relação entre uma instituição privada fundada por um ministro do STF e os milhões de reais provenientes de contratos com órgãos públicos. É preciso saber como esses contratos foram obtidos, quais serviços foram prestados, quem participou das negociações e quais critérios levaram tantos órgãos públicos, em diferentes estados, a contratar justamente aquela instituição.

E há um agravante político-institucional que não pode ser ignorado: o Iter também foi o local onde Mendonça recebeu Daniel Vorcaro, em encontro que veio a público recentemente. Mensagens e áudios revelados posteriormente apontaram a articulação do encontro e o conhecimento prévio do ministro sobre questões relacionadas ao Banco Master — embora as informações divulgadas não comprovem que Mendonça tenha interferido no Banco Central ou adotado alguma medida em favor do banco.

Assim, a sucessão de fatos produz uma imagem extremamente incômoda: um ministro do Supremo, fundador de uma instituição que movimentou milhões de reais em contratos públicos, deixa a sociedade justamente quando a dimensão desses negócios vem à tona.

Pode ser uma coincidência temporal. Mas, em uma democracia que exige transparência de quem exerce uma das funções mais poderosas da República, coincidências dessa natureza não deveriam ser simplesmente aceitas como explicação suficiente.

O que está em jogo não é apenas o destino de um instituto privado. É a confiança pública naqueles que têm a responsabilidade de julgar os demais e, por isso mesmo, precisam estar permanentemente acima de qualquer dúvida razoável sobre seus vínculos, interesses e relações.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Os dois fatores na pesquisa Quaest que aterrorizam a campanha de Flávio Bolsonaro

O baixo interesse dos eleitores pela disputa presidencial e a menor mobilização da direita criam um obstáculo para o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes. Para o cientista político, o eleitorado do presidente Lula (PT) demonstra mais disposição para participar da campanha de 2026.

Uma pergunta inédita da pesquisa ajuda a medir a diferença entre os dois campos. Lula é considerado a opção ideal da esquerda por 49% do total de entrevistados, enquanto 33% apontam Flávio como o melhor nome disponível na direita.

“Essa é uma eleição em que o engajamento do eleitor da direita parece estar bem abaixo do engajamento do eleitor de Lula. O de Lula está mais animado que o da direita”, afirmou Nunes ao g1. Ele acrescentou que o cenário pode afetar o comparecimento às urnas: “Isso impacta a abstenção, que historicamente é um problema para Lula e agora Flávio também precisa enfrentar. Essa é a novidade”.

Entre os eleitores da esquerda não lulista, 79% consideram Lula o nome ideal, e 20% discordam. Na direita não bolsonarista, 50% escolhem Flávio, enquanto 45% preferem outro candidato. O levantamento também aponta que 37% estão muito interessados na eleição, 40% têm pouco interesse e 22% não demonstram nenhum interesse.

Assessorado por Pablo Marçal, Augusto Cury avança entre os eleitores independentes

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) aparece como um dos beneficiados pela baixa mobilização, principalmente entre os independentes. Nunes definiu o candidato como alguém que está “buscando a paz” em uma disputa marcada pela polarização entre lulistas e bolsonaristas.

Lula lidera o primeiro turno com 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio e 10% de Cury. Entre os independentes, porém, Cury alcança 24% e fica em empate técnico com o presidente, que registra 21% nesse segmento.

Em uma projeção de segundo turno, Lula supera Cury por seis pontos no resultado geral. O escritor, porém, vence entre os independentes por 36% a 28%. Para Nunes, Cury terá dificuldade para avançar sobre os núcleos lulista e bolsonarista, mas pode crescer entre eleitores de direita insatisfeitos com Flávio.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A Justiça Eleitoral registrou o levantamento sob o número BR-07065/2026. DCM.

Ou seja, a maré não está pra peixe para Flavio Bolsonaro.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Em áudio, desta vez é Nikolas, que chama Vorcaro de ‘lindão’ e pede liberação de ativo de minério

Deputado federal bolsonarista intermediou conversa entre seu ex-assessor e banqueiro do Master

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudasse seu advogado e ex-assessor de seu gabinete, Thiago Rodrigues de Faria. Nas palavras do deputado bolsonarista, era necessária ajuda do dono do banco Master para liberar “um ativo de minério”. No áudio, enviado no dia 30 de março de 2025, ao qual a coluna teve acesso com exclusividade, Nikolas chama o banqueiro de “Dani” e de “lindão” e diz que “quer ter mais proximidade” com Vorcaro.

No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”

Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

No dia seguinte, 1 de abril de 2025, Nikolas avisa que Thiago estará em Brasília e “qualquer horário ele estará disponível”. O banqueiro responde um dia depois dizendo: “Deixa comigo”.

Pelo conjunto de mensagens, não é possível saber se Vorcaro ajudou no pedido do assessor de Nikolas. No áudio enviado ao banqueiro, Nikolas também fez questão de se desculpar com Vorcaro por postagens que haviam gerado críticas do dono do Master a ele em abril de 2024 quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE.

Na mensagem de áudio, Nikolas também reiterou o arrependimento a Vorcaro: “Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão.”

A coluna enviou cinco perguntas para Thiago Faria e Nikolas. Faria disse que Nikolas está em campanha e não iria incomodá-lo. “Essas perguntas são nada a ver”, disse. “O Vorcaro é de Belo Horizonte e eu sou de Belo Horizonte e a gente conhece todo mundo. Uma vez eu, enfim, tinha um ativo minério porque eu trabalho nessa área de mineração e mandei um ativo minerário pra todo mundo de um contrato que todo mundo sabe que já saiu de uma pessoa que teve um problema e ao qual eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso”, finalizou Faria, em um áudio enviado para a coluna.

Assessor de Nikolas envolvido na Operação Rejeito
Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, alguns meses depois da troca de mensagens.

A PF prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.

De acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia tinha um contrato, assinado em janeiro de 2025 com a Gmais, e receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.

No inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.

Esse contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários de uma lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.

Ainda de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração. No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.

*Reportagem de Juliana Dal Piva no ICL


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs