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Política

Multidão ocupa rua Augusta no encerramento da campanha de Lula em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encerrou neste sábado (3) a campanha para o primeiro turno das eleições com uma caminhada na região da avenida Paulista, em São Paulo. Ao lado de aliados, Lula fez um discurso de mobilização da militância e relacionou a disposição para continuar na política à existência de uma causa. “A minha causa é o povo brasileiro. A minha causa é a educação. A minha causa é a soberania brasileira”, disse Lula.

Em seu discurso, o presidente lembrou o fim do ministério do Trabalho e da Indústria e Comércio durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e voltou a se referir à eleição como uma oposição entre democracia e barbárie. O presidente fez, ainda, críticas ao bolsonarismo e mencionou investigações envolvendo a Previdência Social e o sistema financeiro. Ao citar o banqueiro Daniel Vorcaro, Lula afirmou que as investigações estariam revelando novos elementos e disse que seus adversários estariam preocupados com o avanço das apurações.

O presidente ainda pediu que os presentes não fossem descansar, e sim convencer outros eleitores e brincou: “Não existe essa de Gavião ser de direita”, em referência à maior torcida do Corinthians, time do presidente.

A concentração ocorreu nas proximidades da avenida Paulista e da rua Augusta, com participação do candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também participou do ato.

A caminhada havia sido autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) na sexta-feira (2), depois de um impasse entre a campanha petista e a Prefeitura de São Paulo. A Justiça Eleitoral permitiu a realização do evento, mas determinou que as vias públicas permanecessem desobstruídas e que os organizadores seguissem as orientações da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Presidente Lula encerra atos de campanha no centro de São Paulo

Aliados reforçam discurso de campanha
O candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, comentou a tentativa da prefeitura de barrar o ato deste sábado (3) tendo como justificativa o tumulto. “Mas essa é uma manifestação da paz, com amor, com respeito, da solidariedade”, rebateu o ex-ministro da Fazenda do governo Lula.

Marina Silva agradeceu a militância e pediu que os apoiadores continuassem engajados na campanha. Simone Tebet afirmou que a mobilização na Paulista representava uma demonstração em defesa da democracia e da soberania e pediu votos para Lula e Haddad.

Geraldo Alckmin agradeceu a presença dos apoiadores e destacou a participação popular no encerramento da campanha. Márcio França, candidato a vice-governador na chapa de Haddad, elogiou a disposição de Lula durante a campanha e também convocou a militância para as últimas horas antes da votação.

Janja concentrou sua fala nas mulheres presentes no ato e pediu que elas continuassem conversando com eleitores até o domingo. “Nós é que vamos entregar o tetra ao presidente Lula”, disse.

Tensão com a PM durante ato
A realização da caminhada foi precedida por um impasse entre a campanha de Lula e a Prefeitura de São Paulo. A administração municipal havia questionado a realização do evento na véspera da eleição, alegando a necessidade de garantir a circulação nas vias durante o período eleitoral.

O TRE-SP, porém, autorizou a caminhada, desde que não houvesse bloqueio das vias e fossem respeitadas as orientações das autoridades de trânsito.

Na manhã deste sábado, houve um princípio de confusão entre integrantes da organização e policiais militares por causa da posição dos carros de som. A PM determinou o deslocamento dos veículos para liberar a circulação, enquanto integrantes da campanha questionaram a medida.

A discussão ocorreu antes da chegada de Lula e foi acompanhada por apoiadores. Posteriormente, os carros de som foram deslocados e o ato prosseguiu.

*BdF


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Pesquisa

CNT/MDA: Lula tem 47,8% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro 42,1% no primeiro turno

Em pesquisa divulgada neste sábado (3) pela CNT/MDA, o presidente Lula tem 47,8% do total de votos válidos (desconsiderando brancos e nulos) da preferência no cenário de primeiro turno da disputa à Presidência. O senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) registra 42,1%.

Na sequência, o candidato Augusto Cury (Avante) pontua 3,6%, seguido de Ronaldo Caiado (PSD) com 3,4%, Renan Santos (Missão) com 1,7% e Romeu Zema (Novo) com 0,9%.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 43,1% das intenções de voto, seguido pelo candidato do PL Flávio Bolsonaro, com 38,0%. Em seguida, aparecem Augusto Cury, com 3,2%; Ronaldo Caiado, com 3,0%; Renan Santos, com 1,5%; e Romeu Zema, com 0,8%. Outros candidatos somam 0,5%, enquanto 4,0% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo e 4,7% permanecem indecisos.

Em cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, 47,3% dos entrevistados dizem que votariam em Lula, enquanto 43,1% escolheriam Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos somam 7,6%, e 1,9% não souberam ou não responderam.

O levantamento também mostra avaliação do governo do presidente Lula: 35,3% dos entrevistados consideram o desempenho do governo como positivo, enquanto 22,7% avaliam como regular e 41,1%, como negativo. Já em relação ao desempenho pessoal do presidente, 47,4% aprovam e 49,2% desaprovam sua atuação.

Em relação à decisão de voto, pesquisa mostra que 87,6% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva, enquanto 12,4% ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores, entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.


*ICL

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Pesquisa

Pesquisa CNT/MDA mostra que Lula segue vencendo Flavio Bolsonaro

Correção

Lula aparece com 43,1% das intenções de voto estimuladas no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 38,0%. Já no segundo turno, Lula tem 47,3% e Flávio, 43,1%

Na véspera do primeiro turno das eleições, a Pesquisa CNT de Opinião atualiza o cenário da disputa presidencial e apresenta um retrato do eleitor na reta final da campanha. A 171ª rodada, divulgada neste sábado (3) pela CNT, em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, também aborda a percepção do eleitor em relação ao desempenho do governo.

Nos cenários analisados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantém à frente no primeiro e no segundo turnos. No levantamento estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 43,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 38,0%. Na sequência, aparecem Augusto Cury, com 3,2%; Ronaldo Caiado, com 3,0%; Renan Santos, com 1,5%; e Romeu Zema, com 0,8%. Outros candidatos somam 0,5%, enquanto 4,0% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo e 4,7% permanecem indecisos.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, 47,3% dos entrevistados dizem que votariam em Lula, enquanto 43,1% escolheriam Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos somam 7,6%, e 1,9% não souberam ou não responderam. A Pesquisa também testou cenários de segundo turno entre Lula e outros candidatos. O atual presidente aparece com 46,8%, frente a 37,9% de Augusto Cury; 47,0% para 37,3% de Ronaldo Caiado; 48,1% versus 34,3% de Renan Santos; e 49,2% ante 34,2% de Zema.

A 171ª rodada também traz a avaliação do governo do presidente Lula: 35,3% dos entrevistados consideram o desempenho do governo como positivo, enquanto 22,7% avaliam como regular e 41,1%, como negativo. Já em relação ao desempenho pessoal do presidente, 47,4% aprovam e 49,2% desaprovam sua atuação.

A Pesquisa também mostra que 87,6% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva, enquanto 12,4% ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição.

Pesquisa CNT acompanha cenário eleitoral de 2026
A Pesquisa CNT de Opinião foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro de 2026, com 2.007 entrevistas, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A coleta ocorreu de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04756/2026.


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Pesquisa

Datafolha: católicos, mulheres e idosos reforçam vantagem de Lula na reta final

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final do primeiro turno com vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre católicos, mulheres e eleitores de 60 anos ou mais, segundo o Datafolha. Lula registra 50%, 45% e 49% nesses segmentos, respectivamente. Os números aparecem em uma campanha atravessada pela controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida, pelo reajuste do Bolsa Família e pela proibição das bets.

Entre católicos, o presidente passou de 45% para 50%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 33% para 32%. A distância nominal aumentou de 12 para 18 pontos. O movimento ocorreu durante a repercussão das publicações que associavam o senador à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro nega essa intenção, e a controvérsia levou a disputas judiciais sobre a remoção das postagens.

No eleitorado feminino, Lula foi de 42% para 45%, contra uma passagem de 33% para 35% do adversário. O período foi marcado por iniciativas que atingem o orçamento das famílias, como o reajuste do Bolsa Família, com piso de R$ 691, previsto para começar a ser pago em outubro, e pela proibição das apostas online.

A maior variação de Lula nesses três grupos ocorreu entre os eleitores de 60 anos ou mais: de 42% para 49%. Flávio Bolsonaro passou de 37% para 36%, deixando uma diferença nominal de 13 pontos. Na reta final, o presidente intensificou os acenos à participação dos idosos, enquanto o INSS reforçou que o comparecimento às urnas vale como prova de vida automática. Quem não votar pode ter a comprovação realizada por outros registros consultados pelo instituto.

Nos três segmentos, Lula alcança seus maiores percentuais na série recente da campanha. As vantagens nesses públicos contrastam com a disputa mais apertada no conjunto do eleitorado: nacionalmente, o presidente tem 42% dos votos totais, contra 38% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos.

Datafolha

As margens específicas da rodada atual são de três pontos entre católicos e mulheres e de quatro pontos entre eleitores de 60 anos ou mais. Os movimentos entre pesquisas são variações numéricas e não demonstram, por si só, que um episódio ou uma medida do governo tenha causado a mudança de preferência.

Contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento realizou 2.506 entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional, em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro. Foram ouvidos eleitores de 16 anos ou mais. A margem nacional é de dois pontos, para mais ou para menos, com confiança de 95%. O relatório do Datafolha informa o registro BR-08039/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

*DCM


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Brasil Mundo

PF e Abin emitem alerta para tentativa de golpe após EUA fecharem embaixada no Brasil

Segundo Revista Fórum, inteligência brasileira monitora possível ação coordenada para gerar clima de medo antes do primeiro turno das eleições

A ordem do governo Donald Trump para suspender o atendimento presencial na Embaixada dos EUA em Brasília e os consulados instalados no país por “questões de segurança”, emitida nesta sexta-feira (02/10), gerou um alerta na Polícia Federal (PF) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para uma operação psicológica, coordenada pela Casa Branca em conluio com a candidatura Flávio Bolsonaro, que visa uma nova tentativa de golpe de Estado. A informação foi obtida pela Fórum junto à PF e confirmada por um embaixador relevante no governo Lula.

Segundo informações obtidas pela Fórum, após a ordem de fechamento da embaixada por “ameaças”, emitida pelo Departamento de Estado dos EUA, comandado por Marco Rubio, informes foram emitidos para o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) – rede que integra os órgãos federais de inteligência e contrainteligência do Brasil – alertando para uma “Psyops”, operação psicológica a partir da Casa Branca para gerar um clima de tensão permanente até o domingo (04/10), no primeiro turno das eleições presidenciais.

“Essa tentativa de golpe não é aquele golpe tradicional. É para intervir e favorecer um candidato. A ideia deles é o favorecimento em detrimento de outro. Ou seja, o objetivo é que o candidato atual que pode vencer, o presidente Lula, seja considerado ‘culpado’ por deixar esse ‘clima violento’. As pessoas vão sentir medo, e no medo ou votam no outro ou não vão votar. Pode-se criar abstenção a ponto de não se ter a quantidade de votos para se ganhar no primeiro turno”, afirmou uma fonte da PF, que participa da produção dos informes que estão sendo enviados ao Sisbin.

ImagemEmbaixada EUA Brasil

@EmbaixadaEUA
Traduzido do inglês
Os Serviços Consulares na Embaixada dos EUA e Consulados nos Estados Unidos no Brasil serão suspensos a partir de hoje, 2 de outubro, devido a preocupações de segurança. Cidadãos dos EUA que busquem assistência emergencial durante este período não devem comparecer à Embaixada, aos Consulados ou a outras instalações diplomáticas dos EUA. Se você precisar de assistência emergencial, entre em contato com o Oficial de Serviço apropriado:

A “guerra híbrida”, que inclui a participação das redes sociais comandadas pelas big techs, segundo o agente, é tratada internamente como Operação Brother Sam II. O nome remete à Operação Tio Sam desencadeada pelos EUA no golpe de 1964, quando o governo estadunidense chegou a deslocar para o litoral braasileiro uma força-tarefa, liderada pelo porta-aviões USS Forrestal, destróieres e navios-tanque, para intervir caso houvesse resistência interna.

“O objetivo claro é criar um clima de medo. Aí, o eleitor pensa: ‘Poxa, embaixada americana, australiana, estão fechando por conta de possíveis atos terroristas’. Desa forma ele age assim: ‘está tenso, será que eu vou sair de casa hoje para votar?’”, explicou o PF à Fórum.

Os informes já teriam sido distribuídos, além da Sisbin, para ministérios e representantes do Itamaraty. Um deles confirmou à Fórum ter recebido informações sobre o alerta desencadeado pelos setores de inteligência.

“Está em curso uma guerra híbrida, ou seja, uma operação psicológica gerando informações desencontradas, dissonantes, pra criar esse clima desfavorável de insegurança ou de que algo pode acontecer”, diz a fonte.

Participação do clã Bolsonaro
Os sistemas de inteligência acreditam que a decisão do governo Trump, emitida por Marco Rubio, de suspender as atividades na embaixada e consulados possam ter sido decididos por meio de interlocução com representantes da campanha de Flávio Bolsonaro, em mais uma investida dos EUA nas eleições na América Latina. Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do candidato, é um dos principais interlocutores e tem acesso ao Departamento de Estado, em Washington.

A informação obtida pela revista é que a campanha de Flávio Bolsonaro deve propagar pânico a partir da decisão que veio dos EUA, inclusive com declarações do próprio candidato a respeito.

“Estamos assistindo ou presenciando um novo golpe de estado. O bode expiatório não é mais o ‘comunismo e a corrupção’, mas o Estado brasileiro censurador e a extensão no Judiciário”, diz a fonte ouvida pela Fórum, sobre a estratégia de “censura” e ataques ao judiciário, ampliada desde a noite desta quinta-feira (1º) com o cancelamento do debate pela TV Globo.

A Fórum obteve parte de um dos informes enviados ao Sisbin que explica detalhadamente a Operação Psicológica monitorada pela inteligência brasileira.

“As OpPsico, em seu planejamento e na sua execução, baseiam-se em princípios que, bem observados, concorrerão para o seu êxito”, enuncia o texto, citando diversos pontos importantes observados no desencadeamento da operação. Entre eles, são citados:

Credibilidade – As Op Psico devem ser baseadas em fatos que levem o público-alvo a acreditar na mensagem, porque a credibilidade é fator primordial do seu sucesso.

Oportunidade – As Op Psico devem ser desencadeadas no momento oportuno, perfeitamente entrosadas no tempo e no espaço.
Progressividade – As ações a realizar devem ser escalonadas no tempo, segundo um ritmo adequado. Cada fase deve ter um ou mais objetivos definidos que contribuam para o sucesso da seguinte.

Unidade de Comando – A direção das Op Psico é centralizada no mais alto escalão, cabendo-lhe orientar e controlar todas as ações, já que decisões e interpretações diferentes podem anular, revelar ou contrariar todo o esforço realizado.

Segundo informações obtidas pela Fórum, o monitoramento de uma possível interferência dos EUA tem sido monitorada há meses pelos agentes de inteligência.

Nesta quinta-feira (1º), uma notícia divulgada pelo jornal britânico The Guardian chamou a atenção. Donald Trump destinou US$ 1 milhão para um grupo de brasileiros para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação coincide com as suspeitas de financiamento externo para minar a credibilidade da Justiça e criar um clima de “censura” no País.

Segundo a reportagem do Guardian, a verba milionária faz parte de um pacote de 176,9 milhões de dólares do Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que passou a financiar iniciativas ligadas a pautas conservadoras e de direita em diferentes países.

O programa destinado ao Brasil se chama “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” – em tradução livre, “Combatendo a guerra jurídica e a censura no Brasil”, segundo o jornal britânico.


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Política

Lula e a frase do século: “Bolsonaro transformou um agiota em banqueiro, eu transformei um banqueiro em prisioneiro”

Há frases políticas que passam pelo noticiário. E há frases que condensam, em poucas palavras, uma disputa inteira sobre dois projetos de país. É nessa segunda categoria que se encaixa a declaração atribuída a Lula.

“Bolsonaro transformou um agiota em banqueiro. Eu transformei um banqueiro em prisioneiro.”

A força da frase está justamente no contraste: de um lado, a acusação de que um determinado poder político teria permitido a ascensão e a expansão de interesses privados no sistema financeiro; de outro, a afirmação de que, sob Lula, o Estado passou a agir para investigar e responsabilizar quem estivesse envolvido em irregularidades.

É uma frase construída para marcar uma mudança de postura diante do poder econômico: ninguém deveria estar acima da lei — banqueiro, empresário, político ou quem quer que seja.

Mais do que uma provocação eleitoral, o enunciado coloca no centro uma questão essencial para qualquer democracia: quem controla o dinheiro e quem controla aqueles que controlam o dinheiro?

A frase também funciona porque transforma uma disputa complexa em uma imagem política impossível de ignorar. O banqueiro que antes simbolizaria poder, influência e relações privilegiadas aparece, na narrativa de Lula, submetido ao mesmo princípio que deve valer para qualquer cidadão: a lei.

Mas é justamente aí que está o ponto que não pode ser perdido no barulho político: acusações de crimes e responsabilidades individuais precisam ser estabelecidas por investigação, provas e decisões judiciais, não por slogans. A força de uma democracia está exatamente em fazer com que a Justiça alcance os poderosos sem transformar investigação em espetáculo nem poder econômico em salvo-conduto.

Se a frase de Lula entrou no debate público com a força de um golpe de efeito, é porque ela toca numa ferida antiga: a ideia de que, no Brasil, dinheiro e influência poderiam comprar distância da Justiça.

E essa é a mensagem política que a frase procura deixar: o poder econômico pode ser grande, mas não pode ser maior que o Estado de Direito.


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Brasil Mundo

Eleições: EUA fecham embaixada no Brasil, citam “ameaças”

EUA suspendem atendimento presencial em todas as representações diplomáticas no país a dois dias do primeiro turno; Departamento de Estado fala em “questões de segurança”

A dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, os Estados Unidos suspenderam nesta sexta-feira (2) o atendimento presencial na Embaixada em Brasília e nos consulados instalados no país por “questões de segurança”. Washington não explicou o que motivou a medida, mas, ao se pronunciar sobre o caso, o Departamento de Estado citou alertas sobre “ameaças” e afirmou estar trabalhando em conjunto com autoridades brasileiras.

A medida atinge todas as instalações diplomáticas estadunidenses no Brasil. Cidadãos dos EUA que precisem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer aos prédios e a procurar o oficial de plantão por telefone ou e-mail.

Até o momento, no entanto, não há qualquer informação oficial que relacione a medida adotada pelos Estados Unidos ao processo eleitoral brasileiro.

Embaixada teria sido alvo de ameaça
Segundo apuração do site Metrópoles, funcionários da Embaixada dos Estados Unidos foram dispensados do trabalho presencial depois que a representação diplomática teria sido alvo de uma ameaça.

O tipo de ameaça não foi divulgado. Os funcionários receberam na quinta-feira (1º) um comunicado por e-mail determinando que trabalhassem de casa nesta sexta.

A decisão, no entanto, acabou tendo alcance maior: o atendimento presencial também foi suspenso nos consulados estadunidenses no Brasil, afetando todas as instalações diplomáticas do país.

Washington não informou a origem da ameaça, sua natureza ou o grau de risco identificado.

EUA citam “ameaças” e dizem atuar com autoridades brasileiras
Questionado sobre o episódio, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou à imprensa que “a administração Trump tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos”.

Na resposta, o governo estadunidense mencionou expressamente “ameaças”.

“As Embaixadas e Consulados dos Estados Unidos no exterior utilizam regularmente o sistema de mensagens STEP, incluindo alertas, para informar os cidadãos americanos sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no contexto local”, afirmou o Departamento de Estado.

O STEP (Smart Traveler Enrollment Program) é o sistema utilizado pelo governo dos EUA para fornecer informações consulares e alertas de segurança a cidadãos estadunidenses que estejam no exterior, segundo a Forum.

O Departamento de Estado acrescentou ainda que mantém contato com o governo brasileiro.

“Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, declarou.

Washington, entretanto, não informou quais seriam essas “questões de segurança”, que autoridades brasileiras estão envolvidas nas tratativas ou se existe uma ameaça específica contra outras representações diplomáticas além da Embaixada em Brasília.

Suspeita de bomba mobilizou segurança no STF
A suspensão ocorre ainda em meio a outro episódio de segurança registrado em Brasília.

Na quinta-feira, um homem tentou pular as grades em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e lançou uma mochila sobre uma parada de ônibus próxima à Corte. Diante da suspeita de que pudesse haver um explosivo, a Polícia Judicial do Supremo acionou a Polícia Militar do Distrito Federal.

Parte da Esplanada dos Ministérios chegou a ser interditada. Após a deflagração da Operação Petardo, porém, a PMDF descartou a existência de uma bomba: dentro da mochila havia apenas roupas. O homem detido aparentava estar em surto e apresentava falas desconexas.

Não há, até agora, confirmação de qualquer ligação entre o episódio ocorrido nas proximidades do STF e a ameaça relatada contra a Embaixada dos Estados Unidos.

Da mesma forma, não há indicação oficial de que a suspensão do atendimento diplomático esteja relacionada às eleições deste domingo.


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Política

A hipocrisia da mídia, que já espancou a democracia, tenta acabar com ela por asfixia

Há momentos em que a hipocrisia deixa de ser apenas um vício editorial e passa a representar um risco concreto para a própria democracia. Quando veículos que deveriam exercer o papel de fiscalizar o poder escolhem seletivamente o que denunciar, o que esconder e contra quem direcionar seus holofotes, a imprensa deixa de cumprir sua função pública e passa a interferir no debate político.

O problema não está em criticar governos, partidos ou candidatos. Isso faz parte da democracia. O problema começa quando a régua muda conforme o personagem. Um fato grave que seria manchete contra um adversário desaparece quando envolve um aliado; uma denúncia recebe tratamento explosivo de um lado e silêncio constrangedor do outro; uma polêmica é transformada em escândalo quando interessa e em nota de rodapé quando incomoda.

Essa seletividade corrói a confiança pública. E uma democracia não sobrevive apenas de eleições, ela precisa de informação confiável, pluralidade, transparência e imprensa disposta a confrontar todos os poderes — inclusive aqueles que lhe são próximos.

Mas no Brasil, a grande mídia tem seu lado, sempre o mesmo, contra os pobres, contra os desvalidos. Com isso, manipula as eleições.

A mídia brasileira já cometeu erros históricos que tiveram consequências políticas profundas. Repetir a mesma lógica, agora sob novas embalagens e com novos personagens, significa brincar perigosamente com uma instituição que pertence à sociedade, não aos seus donos, acionistas ou interesses circunstanciais.

Quando a imprensa abandona a coerência para escolher quem merece ser investigado, quem merece ser protegido e quem deve ser destruído, ela não está apenas narrando a disputa política. Está ajudando a moldá-la.

Pior, compara o incomparável. Entre Lula e Flavio Bolsonaro, não há termo de comparação.

E é justamente aí que mora o perigo, uma mídia que já espancou a democracia pode, pela omissão, pela seletividade e pelo duplo padrão, contribuir para algo ainda mais grave — a sua morte por asfixia.


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Política

Entrevista do Lula hoje no Flow Podcast durante o debate presidencial da Globo

O presidente Lula (PT) dará entrevista ao Flow Podcast nesta quinta (1º), às 20:45h, no mesmo horário do debate presidencial promovido pela Globo. O petista já comunicou à emissora que não participará do encontro televisivo, enquanto o podcast confirmou sua presença nas redes sociais.

A decisão repete a estratégia adotada na data do debate da Band, quando Lula concedeu uma entrevista exclusiva à Record. A campanha do presidente tem priorizado aparições em formatos nos quais ele responde a perguntas sem a dinâmica de confronto direto do debate.

Aliados de Lula avaliam que os debates podem desgastar sua imagem porque os adversários concentrariam críticas contra o presidente. Na leitura do grupo, o tempo limitado para respostas dificultaria rebater todos os ataques durante o programa.

Com Lula fora do estúdio da Globo, integrantes da campanha esperam que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se torne o principal alvo dos demais participantes e precise responder aos ataques e questionamentos dos concorrentes.

Lula chegou a considerar comparecer ao programa, mas a tendência de ausência ganhou força entre seus aliados nos últimos dias. O grupo defendia que o presidente poderia ficar isolado diante das investidas dos outros candidatos.

O Flow Podcast anunciou nas redes sociais que receberá Lula no horário reservado ao debate da Globo. A entrevista coloca o presidente em uma plataforma digital de grande alcance, fora da programação tradicional da televisão.

A escolha pelo podcast mantém a campanha de Lula em uma linha já usada no confronto marcado pela Band: substituir o debate por uma entrevista exclusiva em outro veículo de comunicação.


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Política

Mendonça recua sobre Tabet e é derrotado na tentativa de censura ampla sobre posts de Aparecida

André Mendonça teve de recuar no caso do post de Antonio Tabet. Depois de inicialmente defender a retirada da publicação, o ministro mudou seu voto e reconheceu que, diante da ambiguidade do texto, deveria prevalecer a liberdade de expressão.

O recuo não aconteceu no vazio. Durante o julgamento, divergências entre os ministros colocaram em xeque o alcance da decisão original, que havia provocado a retirada de um grande número de publicações relacionadas à polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.

No fim, o TSE estabeleceu uma distinção importante: uma coisa é atribuir como fato a Flávio Bolsonaro uma proposta concreta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil; outra, bem diferente, é uma manifestação política ou crítica que não faz essa afirmação factual.

Foi justamente nessa segunda categoria que o post de Tabet acabou protegido. Mendonça, que inicialmente havia determinado sua retirada, precisou reajustar o próprio voto para permitir que a publicação voltasse ao ar.

A imagem que fica é politicamente contundente: a tentativa de transformar uma controvérsia eleitoral em uma varredura geral de manifestações sobre Aparecida encontrou limites dentro do próprio tribunal. E, no caso específico de Tabet, Mendonça terminou fazendo exatamente o contrário do que havia determinado inicialmente: recuou.

A liberdade de expressão prevaleceu sobre uma interpretação ampliada da ordem de remoção. E Tabet, pela terceira vez, recolocou o post no ar.


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