Categorias
Política

Governo já monitorava risco apontado por Moraes enquanto extrema direita se mobiliza contra STF

Suspeita envolve manipulação de informações; Eduardo Bolsonaro busca novas sanções e Jason Miller pressiona STF

O governo brasileiro já monitorava o risco de grupos estrangeiros usarem a manipulação de dados, a produção de informes e estruturas públicas ou privadas para interferir no ambiente político do país antes de Alexandre de Moraes apontar a possível participação de agentes externos na produção de um relatório da Polícia Federal. A suspeita surge enquanto atores da extrema direita intensificam a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) no exterior, às vésperas da eleição.

Nas últimas semanas, a “produção de informes” e a manipulação de dados passaram a ser tratadas em setores do governo como potenciais áreas de atuação internacional. A preocupação é que eventuais operações sejam usadas para aprofundar a instabilidade política durante o processo eleitoral.

“A declaração do ministro não surpreendeu ninguém”, afirmou à reportagem um interlocutor em Brasília.

Na área de inteligência, a possibilidade de interferência externa também é considerada crível. A crise política envolvendo o STF é vista como uma vulnerabilidade que pode ser explorada por atores estrangeiros interessados em influenciar o ambiente brasileiro. A avaliação, porém, é de que a suspeita apresentada por Moraes precisa agora ser submetida a uma investigação técnica.

“Tudo é crível”, resumiu um integrante da área de inteligência ouvido pela reportagem.

Moraes fala em relatório produzido fora da PF
A acusação apareceu numa manifestação de 44 páginas enviada por Moraes no domingo (14) ao presidente do STF, Edson Fachin, no âmbito da Petição 16.704. O documento respondeu a um pedido de esclarecimentos da Presidência da Corte em meio à crise provocada pelas investigações do Banco Master.

Moraes questiona a origem de um relatório da Polícia Federal que reuniu informações contra ele e sustenta que os metadados do arquivo mostram que o documento não teria sido produzido integralmente dentro da corporação.

“O relatório não foi produzido integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”, escreveu. Na mesma passagem, classificou o episódio como uma “clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026”.

Mais adiante, Moraes afirma que o tempo de elaboração seria incompatível com a complexidade do trabalho e diz que os metadados demonstrariam que o documento “não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos — pela forma de produção, provavelmente estrangeiros”.

Na versão apresentada pelo ministro, o relatório teria chegado pronto à PF e sido posteriormente inserido nos computadores da instituição. Em outro trecho, Moraes diz que o documento teria sido “‘plantado’ nos computadores da PF” e associa o episódio às pressões internacionais sofridas pelo STF, entre elas cancelamentos de vistos e sanções aplicadas pelos Estados Unidos.

A manifestação não identifica país, agência, organização ou pessoa estrangeira que teria produzido o material. É justamente esse o ponto que, na avaliação da inteligência, transforma a acusação numa questão que precisa ser investigada.

Inteligência vê vulnerabilidade a operações externas
O primeiro passo seria determinar se houve realmente a quebra da cadeia de custódia indicada por Moraes. Isso significa reconstruir por onde passaram os dados e o relatório, quem teve acesso a eles e se houve manipulação fora do ambiente autorizado.

“Houve o metadado? Houve. Houve a quebra de custódia? Essa é a primeira pergunta”, afirmou o integrante da área de inteligência.

Se o documento entrou pronto nos sistemas da PF, como sustenta Moraes, houve necessariamente uma ação humana para colocá-lo ali. A investigação teria então de determinar se isso ocorreu de maneira regular, por erro ou de forma deliberada.

“Se houve isso, houve um erro humano. Esse erro pode ter sido intencional ou não intencional”, afirmou. Se comprovada a quebra, a pergunta seguinte seria direta: “Tem que ver se essa quebra de custódia foi intencional ou não e, se intencional, quem influenciou.”

A suspeita ganha relevância, segundo a análise feita à reportagem, porque ocorre num momento de forte projeção política dos Estados Unidos sobre o Brasil e de confronto aberto de integrantes do governo americano com Moraes.

“Existe claramente uma tendência de projeção de poder dos Estados Unidos dentro da soberania brasileira”, afirmou. A avaliação é de existem elementos concretos no cenário político que tornam uma operação de influência possível, embora não comprovem a participação americana no relatório.

A disputa interna no Supremo aumenta essa vulnerabilidade. Na avaliação apresentada à reportagem, uma operação estrangeira não precisaria criar uma crise: poderia explorar uma divisão já existente.

“É sim possível uma influência, uma operação de inteligência que ajude quem procura influir num ponto que é vulnerável, que é a guerra política dentro do STF”. Segundo fontes na área de inteligência, a crise criada pelo caso master teria deixado a corte vulnerável a interferências externas por atores interessados em influir no processo eleitoral brasileiro.

A área de inteligência também trabalha com a possibilidade de uma interferência não partir diretamente de funcionários de um governo estrangeiro. Entidades privadas, grupos da sociedade civil ou especialistas com capacidade tecnológica podem funcionar como intermediários.

“Para não terem as digitais nesses processos, governos delegam esse trabalho a terceiros”, explicou outro interlocutor do governo que acompanha o mapeamento das ameaças à eleição.

Extrema direita amplia pressão sobre o STF
A suspeita aparece no momento em que integrantes da extrema direita brasileira e aliados nos Estados Unidos aumentam a pressão sobre o STF.

Eduardo Bolsonaro viajou para Washington com o objetivo de buscar uma nova rodada de sanções contra integrantes da Corte. O ex-deputado pretende usar episódios do julgamento como argumento junto a interlocutores americanos.

Jason Miller, ex-conselheiro de Donald Trump e apoiador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também passou a direcionar publicações ao julgamento. Ele divulgou uma imagem produzida por inteligência artificial mostrando Moraes com uma tornozeleira eletrônica e, em outra postagem, publicou fotografias de Moraes e Daniel Vorcaro acompanhadas da expressão “tick-tock, Xandão”.

Não há elemento apresentado até agora que vincule esses movimentos à suposta participação estrangeira na produção do relatório. Eles compõem, porém, o ambiente de pressão internacional que já vinha sendo acompanhado em Brasília.

Para integrantes do governo, o período eleitoral tende a ampliar os riscos. Operações camufladas e o eventual uso de empresas ou estruturas privadas de tecnologia estão entre os cenários considerados, com atenção especial ao intervalo entre o primeiro e o segundo turno.

“Há uma movimentação real no submundo da tecnologia que não pode ser ignorada”, afirmou um experiente interlocutor do governo.

Uma das avaliações ouvidas pela reportagem dimensiona a preocupação de forma ainda mais contundente: a ingerência externa é considerada a maior ameaça desse tipo enfrentada pelo país desde o período que antecedeu o golpe de 1964.

A acusação de Moraes introduziu um caso concreto nesse cenário. Saber se ele corresponde ou não a uma operação externa depende agora de algo verificável: reconstruir a origem e o percurso do relatório atribuído à Polícia Federal.

*Cleeber Lourenço e Jamil Chade/Uol


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Flávio Dino e Gilmar Mendes furam o pixuleco eleitoral de André Mendonça

O que parecia destinado a ser mais um capítulo cuidadosamente montado em torno do caso Master acabou encontrando dois obstáculos dentro do próprio Supremo: Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes foi direto ao ponto. Ao criticar a condução do caso por André Mendonça, chamou a iniciativa de “pixuleco eleitoral” e questionou o timing de uma ofensiva que atinge outro ministro do Supremo justamente em pleno período eleitoral.

Dino foi por outro caminho, mas o efeito político-institucional foi igualmente contundente. Ao pedir vista nesta terça-feira, suspendeu o julgamento e defendeu que os diferentes processos relacionados ao caso Master sejam analisados conjuntamente, evitando que episódios conectados sejam tratados como se fossem histórias completamente independentes.

E aqui está o ponto que desmonta a narrativa cuidadosamente construída: quando os casos deixam de ser apresentados como uma via de mão única contra um único ministro e passam a ser examinados em conjunto, todas as conexões precisam entrar na mesa.

Inclusive as que envolvem o próprio Mendonça.

Não por acaso, Dino já havia questionado o contexto do encontro de Mendonça com Daniel Vorcaro, banqueiro do antigo Banco Master, ressaltando que a situação exigia cautela redobrada da magistratura em período eleitoral.

Gilmar, por sua vez, já havia pedido que o caso envolvendo Mendonça fosse analisado conjuntamente com o processo relativo a Moraes.

É justamente aí que o chamado “pixuleco eleitoral” perde o verniz.

Porque uma coisa é transformar um episódio específico em munição política. Outra, completamente diferente, é abrir o conjunto dos fatos, cruzar personagens, decisões, encontros, documentos e relações e permitir que tudo seja submetido ao mesmo escrutínio.

E quanto mais se abre o leque, mais difícil fica sustentar uma narrativa construída em torno de um único alvo.

A decisão de Dino também ocorre depois de ele ter revertido o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça. Na ocasião, Dino apontou problemas processuais e determinou a reintegração de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

Portanto, o que se viu nesta terça-feira foi algo muito maior que um bate-boca entre ministros.

Foi o rompimento da blindagem narrativa.

Gilmar colocou o rótulo na mesa. Dino interrompeu o movimento e puxou o debate para o terreno do exame conjunto dos fatos.

E quando a lupa passa a mirar todos os lados, o problema deixa de ser apenas quem acusa quem.

Passa a ser, simplesmente: o que existe nos autos, quem aparece neles e por que determinadas conexões chegaram ao Supremo justamente agora?

É essa pergunta que o “pixuleco eleitoral” não consegue esconder.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Vídeo – Julgamento de Moraes: Gilmar Mendes escracha André Mendonça

Veja:


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Pesquisa

CNT/MDA: Lula tem 10 pontos de vantagem sobre Flávio no 1º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa pela Presidência da República com 40,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30,4%, segundo a nova rodada da Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA. A diferença entre os dois é de cerca de 10 pontos percentuais na pesquisa estimulada de primeiro turno.

Na sequência aparecem Augusto Cury, com 6%, Ronaldo Caiado, com 3%, e Renan Santos, com 2,7%. Os demais candidatos ficam abaixo dos 2%.

(Foto: Reprodução)
Na comparação com a rodada de agosto, a CNT/MDA mostra Lula oscilando de 42% para 40,5%, enquanto Flávio passou de 29% para 30,4%. Com isso, a distância entre os dois no primeiro turno diminuiu. Em abril, Lula aparecia com 39% e Flávio, com 30%; em junho, os percentuais eram de 42% e 28%, respectivamente.

A pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, também coloca Lula na liderança. O presidente é citado por 36,6%, contra 26,7% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury tem 4,4%, Ronaldo Caiado, 1,6%, e Renan Santos, 1,6%. Nesse cenário, 20,8% ainda se dizem indecisos. ICL.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Ao vivo STF: assista sessão hoje de julgamento do futuro de Moraes

É nítido que o Grupo Globo está forçando a mão sobre Alexandre de Moraes para desviar o foco dos crimes de Flavio Bolsonaro.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Se gritar pega…: Centrão entra em alerta vermelho com os vazamentos do Master após lista de Ciro Nogueira

O caso Banco Master deixou de ser apenas um problema para Daniel Vorcaro e passou a provocar pânico político no coração do Centrão. A apreensão aumentou depois que uma lista encontrada na casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido e uma das principais lideranças do bloco, trouxe nomes de parlamentares acompanhados de números que ainda precisam ser esclarecidos pela investigação.

O problema, para o Centrão, é que a história não termina na lista. A Polícia Federal investiga as relações de Ciro Nogueira com Vorcaro, incluindo viagens e despesas pagas pelo banqueiro. Ao mesmo tempo, nomes de outros caciques do Congresso aparecem no radar das apurações.

É aí que o sinal amarelo virou alerta vermelho.

O que mais assusta os parlamentares não é necessariamente aquilo que já veio a público, mas aquilo que ainda pode aparecer. Com a disputa entre ministros do STF contaminando o caso e novas informações sendo reveladas, lideranças do Centrão passaram a temer uma sequência de vazamentos capaz de atingir deputados e senadores em plena campanha eleitoral.

E há uma razão objetiva para o nervosismo: parte significativa do material relacionado ao Master ainda permanece sob sigilo. A própria retirada parcial dos segredos judiciais expôs apenas uma parcela da investigação. Entre os conteúdos mantidos sob reserva estão justamente apurações envolvendo relações de Vorcaro com políticos e figuras importantes do mundo político.

Ou seja: o que apareceu pode ser apenas a ponta do iceberg.

A reação já começou. O deputado Elmar Nascimento, cujo primeiro nome aparece na lista apreendida na residência de Ciro, defendeu uma CPI para investigar vazamentos da PF. O movimento revela o tamanho da preocupação: antes mesmo de o conteúdo completo das investigações vir à tona, parte do Congresso já procura discutir o mensageiro.

Mas há uma pergunta inevitável: por que tanto medo se não há nada a esconder?

Essa é a questão que o caso Master coloca diante do Congresso.

O episódio também desmonta a tentativa de tratar o escândalo como uma disputa restrita ao Supremo. O Master já alcançou o Legislativo, envolve grandes operadores políticos e ameaça produzir consequências eleitorais. Segundo relatos de lideranças do Centrão, o receio é que novas revelações atinjam campanhas e candidaturas antes de outubro.

O detalhe mais explosivo é que a investigação não está parada. A cada nova apreensão, mensagem, documento ou cruzamento de dados, o mapa das relações de Vorcaro com o poder pode ficar maior.

E é justamente isso que tira o sono do Centrão.

Porque uma coisa é administrar uma crise quando se conhece o tamanho do incêndio. Outra, muito diferente, é estar diante de uma investigação em que ninguém sabe qual será o próximo nome a aparecer.

No caso Master, portanto, a pergunta deixou de ser apenas quem conhecia Vorcaro.

A pergunta agora é: quem mais aparece nas listas, mensagens, pagamentos, viagens e documentos que ainda não vieram a público?

É por isso que o Centrão entrou em alerta vermelho.

E, quando político começa a pedir explicações sobre vazamentos antes mesmo de conhecer todo o conteúdo que pode ser vazado, é sinal de que o medo já chegou ao andar de cima.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

PF investiga rede suspeita de vender influência em processos de Mendonça e Kassio Nunes no STF

Investigação encontrou conversas sobre pedidos a ministros e contratos milionários ligados ao resultado de ações na Corte

A Polícia Federal investiga uma rede suspeita de comercializar influência em processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolviam atuação junto aos gabinetes dos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. Mensagens obtidas pela PF mostram o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) dizendo que faria um pedido diretamente a Kassio e que já havia conversado com interlocutores chamados “Andre e Antonio Carlos”, enquanto recebia memoriais destinados também a Mendonça e Gilmar.

A investigação levou o ministro Flávio Dino a autorizar buscas contra Cezinha e a sociedade de advocacia de sua mulher, Valéria Rodrigues Linhares. A PF apura suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a decisão, Cezinha, que não é advogado, seria responsável por fazer “despachos” em gabinetes do Judiciário.

A PF afirma ter identificado uma estrutura formada pelo deputado, sua mulher e a advogada Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”. Mariângela seria responsável por captar e formalizar causas e elaborar memoriais; Valéria cuidaria dos contratos de honorários e cessões de crédito; e a Cezinha caberia o suposto contato pessoal e direto com ministros de tribunais superiores.

Segundo a representação policial reproduzida por Dino, o padrão se repetiria nos episódios analisados: Mariângela encaminhava uma peça ou memorial ao parlamentar; Cezinha respondia que havia “falado”, “despachado” ou “pedido”, ou informava que seria atendido pelo ministro; a advogada cobrava notícias sobre o resultado; e, paralelamente, eram formalizados contratos com pagamentos vinculados ao êxito das ações.

“Vou pedir a ele”
Um dos principais episódios apontados pela PF ocorreu em 12 de junho de 2025 e envolveu a Reclamação 76.831, em tramitação no Supremo.

Naquele dia, Mariângela enviou a Cezinha um memorial e chamou a atenção para a necessidade de “pedir vista”. O deputado respondeu que seria atendido às 16h. A advogada então perguntou se ele estaria com Kassio Nunes Marques naquele horário.

Cezinha respondeu que já havia falado no dia anterior com “Andre e Antonio Carlos” sobre o assunto. Depois, explicou que Kassio havia marcado uma conversa por vídeo para as 16h:

“Ministro Kassio / Entendeu? / Ai vou pedi a ele”.
Na sequência, afirmou que já havia avisado “aquela pessoa” de que existia um tema a tratar e que enviaria o número do processo antes da conversa com Kassio. Cezinha disse ainda que o encontro serviria para verificar se precisava “pedir expressamente”.

Para a investigação, essas expressões indicam, nesta fase preliminar, que o parlamentar não se limitaria ao encaminhamento de documentos, mas se comprometia a formular um pedido pessoal ao julgador em benefício de partes representadas por advogadas ligadas a ele.

A PF ainda tenta descobrir quem eram “Andre e Antonio Carlos” e quem era “aquela pessoa” mencionada pelo parlamentar. A decisão não identifica esses interlocutores.

Seis dias depois da conversa, Mariângela encaminhou a Cezinha três documentos: “Memorial Rcl 76831 – Min. Nunes Marques.pdf”, “Memorial Rcl 76831 – Min. André Mendonça.pdf” e “Memorial Rcl 76831 – Min. Gilmar Mendes.pdf”.

A investigação ressalta que Mariângela não era a advogada original da reclamação. Ela recebeu substabelecimento em 12 de junho, justamente a data em que os documentos começaram a ser enviados ao parlamentar.

Não há, porém, elemento na decisão que permita afirmar que o “Andre” mencionado por Cezinha seja André Mendonça.

PF busca o outro lado das conversas
A busca autorizada por Dino pretende justamente obter o outro lado dessas conversas. Até agora, a PF dispõe principalmente do conteúdo extraído do celular de Mariângela, apreendido em dezembro de 2025.

Os investigadores dizem ainda desconhecer o conteúdo dos contatos mantidos diretamente por Cezinha com ministros e terceiros. Entre os pontos que pretendem esclarecer estão o teor e o resultado das tratativas com “Andre e Antonio Carlos”, o conteúdo da conversa por vídeo marcada para as 16h e a identidade de “aquela pessoa” citada pelo deputado.

A polícia também quer saber com quem Cezinha teria realizado os contatos descritos nas mensagens pelas expressões “despachei sim”, “assunto reforçado agora”, “ligou e falou direto” e “deixa eu ir lá sentir”. Busca ainda identificar outros processos que possam ter sido objeto de intermediação, além dos fluxos financeiros e do destino dos honorários de êxito.

Em outro processo relatado por Nunes Marques, a Reclamação 79.545, a investigação encontrou um contrato de R$ 500 mil, com pagamento previsto depois do julgamento. Em uma conversa posterior, Mariângela perguntou a Cezinha se ele havia despachado no caso. O parlamentar respondeu:

“Despachei sim / Ontem”.

Também foi identificado um contrato relacionado à Reclamação 81.608 que previa a cessão de R$ 1 milhão em honorários para a sociedade de advocacia de Valéria. Um contrato relacionado ao mesmo caso previa outros R$ 2 milhões em caso de sucesso, definido como a concessão da liberdade ao cliente. Nunes Marques também era o relator desse processo.

Em agosto de 2025, Cezinha enviou uma imagem de visualização única e escreveu “Já falei”. Mais tarde, diante de uma resposta protocolar do gabinete de Nunes Marques a um pedido de audiência, Mariângela reclamou. Cezinha respondeu: “Calma” e “Deixa eu ir lá sentir”.

“Comercialização de influência”
Na representação, a PF afirma que a investigação busca esclarecer a existência, a extensão e a estabilidade de uma “estrutura destinada à comercialização de influência” junto a ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo os investigadores, essa suposta influência estaria associada a “remuneração vultosa”, ajustada por contratos de honorários e cessões de crédito celebrados por advogadas ligadas ao deputado — uma delas, sua própria mulher.

Dino considerou haver uma “densa plataforma indiciária” e afirmou existirem “razões de sobra” para autorizar as buscas. Para o ministro, os fatos podem envolver um deputado que, embora não seja advogado, aparentemente utilizava a condição parlamentar para transmitir a terceiros a percepção de que tinha influência sobre magistrados de tribunais superiores.

Dino acrescentou que a “elevada remuneração” encontrada na investigação parece afastar, nesta fase, a hipótese de mero ato político.

A PF ressalva expressamente que Mendonça, Nunes Marques, Gilmar ou qualquer outro magistrado não são investigados. Segundo a representação, não há nos elementos reunidos até agora indício de que ministros tenham solicitado, aceitado ou recebido vantagens indevidas, nem de que tenham proferido decisões contrárias ao direito.

Os magistrados aparecem na investigação, segundo a própria PF, apenas como possíveis destinatários da influência que os investigados alegariam possuir. A polícia resume o objeto da apuração como a possível “mercancia da influência por quem a ofereceu e a precificou”, e não a atuação dos ministros apresentados a terceiros como pessoas passíveis de influência.

Dino determinou que os aparelhos apreendidos sejam submetidos a perícia. Caso as novas diligências revelem algum elemento indicativo de conduta atribuível a magistrado, a PF deverá comunicar o ministro e a Procuradoria-Geral da República, sem adotar medidas por iniciativa própria.

Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Quem é Cezinha de Madureira, o aliado de Mendonça que entrou no radar da PF?

A pergunta que começa a ganhar peso em Brasília é direta: quem é Cezinha de Madureira e por que o deputado federal do PL-SP aparece agora no centro de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro?

Cezinha de Madureira não é um personagem periférico nessa história. O deputado aparece justamente no elo que aproxima André Mendonça, Daniel Vorcaro e o universo político-religioso que circula em torno dessas relações. Segundo as investigações e mensagens encontradas no celular de Vorcaro, Cezinha, juntamente com o advogado Ciro Rocha Soares, articulou a aproximação entre o então dono do Banco Master e o ministro do STF.

E aqui está o ponto que torna o caso politicamente explosivo: não estamos falando apenas de alguém que conhecia alguém. Estamos falando de um parlamentar apontado como intermediário de um encontro reservado entre um ministro do Supremo e um banqueiro que hoje está no epicentro de uma gigantesca investigação.

As mensagens reveladas pela PF indicam que Cezinha participou da organização do encontro de Vorcaro com Mendonça em março de 2025. Em uma das mensagens, o deputado avisou ao banqueiro que o ministro já o esperava. Mendonça posteriormente confirmou que recebeu Vorcaro no Instituto ITER, instituição fundada pelo próprio ministro, embora tenha afirmado que se limitou a ouvi-lo.

A situação fica ainda mais delicada porque, antes do encontro, conversas obtidas pela investigação indicavam que Cezinha e o advogado Ciro Rocha Soares já haviam tratado com Mendonça de questões envolvendo o Banco Master e o Banco Central. Ou seja: a aproximação não surgiu do nada. Havia uma articulação prévia.

E agora Cezinha é alvo da terceira fase da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira. São cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal, em investigação que evoluiu de suspeitas envolvendo emendas parlamentares para apurações sobre possível negociação de influência sobre decisões judiciais.

É importante registrar: ser alvo da operação não significa ser culpado. A investigação ainda precisa estabelecer responsabilidades, materialidade e eventual participação criminosa. A própria PF informou que, até o momento, não há elementos indicando participação de ministros do Judiciário nos crimes investigados.

Mas politicamente o episódio é devastador.

Porque Cezinha aparece exatamente onde as histórias começam a se cruzar: emendas parlamentares, Banco Master, Vorcaro, tráfico de influência e a aproximação com um ministro do Supremo.

E é justamente por isso que sua relação com André Mendonça não pode ser tratada como simples nota de rodapé. A articulação do encontro entre Mendonça e Vorcaro está documentada nas mensagens apreendidas pela PF.

Agora, a investigação terá de responder às perguntas que realmente importam: quem pediu o quê, para quem, em nome de quem e com qual objetivo?

Porque quando um deputado se transforma em ponte entre um banqueiro sob investigação e um ministro do STF, essa ponte deixa de ser apenas uma relação pessoal. Ela passa a ser uma peça que precisa ser examinada até o último parafuso.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Zanin ordena que PF entregue uma cópia do celular de Vorcaro após Mendonça se negar a entregar

O celular de Vorcaro virou o novo campo de batalha

A determinação de Cristiano Zanin para que a Polícia Federal entregue ao seu gabinete uma cópia do celular de Daniel Vorcaro, depois da oposição de André Mendonça à remessa do material, transforma o caso Master em algo ainda mais explosivo: a disputa deixou de ser apenas sobre documentos e passou a ser também sobre quem terá acesso às informações capazes de esclarecer as relações que orbitam o banqueiro.

E aqui está o ponto que não pode ser tratado como mero detalhe burocrático. Quando um ministro do STF se opõe ao envio de uma prova e outro determina que ela seja entregue diretamente ao seu gabinete, a pergunta inevitável é: o que há nesse celular que tornou sua posse e seu conteúdo tão sensíveis?

Celular de banqueiro investigado não é agenda telefônica. Pode conter mensagens, áudios, contatos, documentos, conversas e registros capazes de reconstruir uma teia de relações que, até agora, aparece cercada de zonas de sombra. Por isso, qualquer movimento para retardar, restringir ou controlar o acesso a esse material naturalmente desperta enorme interesse público.

A decisão de Zanin recoloca a prova no centro do processo. E, sobretudo, expõe uma situação politicamente incômoda para quem vinha tentando transformar o caso em uma sucessão de episódios isolados.

Não são episódios isolados. É um quebra-cabeça.

Vorcaro está no centro de uma investigação que já alcançou diferentes personagens e instituições. Quanto mais peças aparecem, mais difícil fica sustentar que determinadas conexões possam ser empurradas para debaixo do tapete.

A partir de agora, o conteúdo desse celular ganha peso ainda maior. Porque, se há alguma coisa que a experiência recente ensina, é que mensagens e registros eletrônicos frequentemente contam uma história muito diferente daquela apresentada nos discursos públicos.

E é justamente por isso que o celular de Vorcaro virou uma espécie de caixa-preta do caso Master.

Se existe alguma informação relevante ali, ela precisa ser examinada com rigor, transparência e dentro das regras processuais. Sem blindagem seletiva. Sem atalhos. Sem transformar prova em patrimônio de gabinete.

Porque, no fim das contas, não é o celular de Vorcaro que está em julgamento. São as relações que podem estar escondidas dentro dele.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Polícia de SP deixou folga para cabo USB em lacres de celulares de “Dark Horse”

A Polícia Científica de São Paulo se recusou a realizar a perícia em telefones celulares e notebooks apreendidos na primeira operação policial contra a produtora Karina Gama depois de constatar problemas nos lacres dos objetos. Os sacos plásticos utilizados pela Polícia Civil apresentavam folgas que permitiam a passagem de um cabo USB, criando a possibilidade de acesso aos equipamentos antes da realização da análise técnica. As informações são da coluna de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.

O Instituto de Criminalística formalizou a recusa em um termo anexado ao processo que tramita na Justiça de São Paulo. A perita criminal Viviane Fleitas Menezes apontou que a própria estrutura das embalagens permitia “a introdução física de objetos ou outros vestígios para o interior da embalagem protetora”.

Segundo a perita, 13 sacos encaminhados para análise apresentavam “vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível manipulação de dados no interior do equipamento”. Diante dessa constatação, os dispositivos não puderam ser submetidos à perícia nas condições em que foram recebidos pelo órgão técnico.

O problema não se limitava aos celulares e notebooks. Quatro embalagens que continham pen-drives também apresentavam falhas. De acordo com o documento, os sacos tinham “vão suficiente para retirada da peça a ser periciada”, indicando que o sistema de fechamento não oferecia a proteção necessária aos itens apreendidos.

Documentos divulgados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostram que a operação foi realizada em 1º de junho. No entanto, os objetos só foram encaminhados pela Polícia Civil ao Instituto de Criminalística dois dias depois, em 3 de junho. Os materiais retornaram à corporação em 8 de junho.

Após receber os equipamentos de volta, o escrivão Mauro Sergio Gagliotti determinou que as embalagens fossem corrigidas e que novos lacres fossem colocados. Segundo ele, a providência tinha como objetivo preservar a integridade dos objetos e viabilizar um novo encaminhamento ao Instituto de Criminalística.

“Diante disso, fez-se necessária a readequação dos invólucros e a aposição de novos lacres, a fim de preservar a integridade dos objetos e assegurar a manutenção da CADEIA DE CUSTÓDIA”, registrou Gagliotti no despacho.

A cadeia de custódia corresponde ao conjunto de procedimentos destinados a garantir a preservação, a integridade e o rastreamento de uma prova desde o momento de sua apreensão até sua análise e eventual utilização no processo. Quando existem indícios de falhas nesse controle, defesa ou acusação podem questionar a autenticidade, a integridade e até a validade do material como prova.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D