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Flavio Bolsonaro despenca entre os evangélicos e soma mais um pesadelo

Números da última Quaest no segmento são assustadores para o candidato de extrema direita, que passou a semana participando de cultos e “orando” emocionado. Veja os dados e por que a preocupação aumenta no PL

clima nos bastidores do Partido Liberal (PL) azedou de forma definitiva. A pré-candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que surfava em uma trajetória de forte crescimento no início do ano, vive agora um processo acelerado de derretimento nas pesquisas de intenção de voto. Diante do que interlocutores já chamam reservadamente de “naufrágio” do filho 01 do ex-presidente, o principal motor do pânico instalado no comitê bolsonarista tem endereço certo e contornos dramáticos: a debandada em massa do eleitorado evangélico, um movimento que destrói a principal fortaleza eleitoral da extrema direita.

Os dados da última pesquisa Genial/Quaest acenderam o sinal vermelho na campanha da oposição e lançaram os estrategistas em um verdadeiro estado de desespero. No cenário geral de segundo turno, Flávio aparece com apenas 38% das intenções de voto, ficando seis pontos atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera de forma consolidada com 44%. O que realmente tira o sono dos caciques do PL e tira o sossego da família Bolsonaro, no entanto, é o recorte religioso exclusivo e detalhado dessa sondagem, que revela um colapso em um segmento que até então parecia inabalável.

Enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu estancar as perdas entre os eleitores católicos, mantendo em junho o exato mesmo percentual de 34% obtido na pesquisa de maio, o chão desabou completamente sob seus pés quando o assunto é o segmento evangélico. Considerado historicamente o porto seguro do bolsonarismo e a base de sustentação do discurso moral da extrema direita, esse eleitorado promoveu uma queda vertiginosa nas intenções de voto do senador. Flávio despencou impressionantes nove pontos percentuais em apenas um mês, caindo de 61% das intenções de voto no levantamento anterior para 52% no atual cenário.

Na contramão desse declínio acentuado, o presidente Lula, embora ainda apareça numericamente distante do candidato do PL, avançou de forma consistente e “perigosa” dentro do grupo, subindo de 24% para 31% das intenções de voto no mesmo período. Esse avanço petista e o consequente tombo do 01 são alimentados diretamente por uma melhora contínua e gradual na percepção que os evangélicos têm da atual administração federal.

A aprovação ao governo Lula nesse nicho religioso específico deu um salto significativo, subindo de 28% em abril para 30% em maio, e atingindo a marca de 35% em junho. Paralelamente, no mesmo período, a desaprovação ao atual mandatário recuou de forma notável, caindo de 68% para 60%.

Líderes evangélicos dizem reservadamente que a forte rejeição a Flávio Bolsonaro se consolidou de forma irreversível após o candidato ter sido pego na mentira no escândalo envolvendo o Banco Master. Em março, quando veio a público a informação de que a CPI do INSS havia localizado o número de celular do senador na agenda de contatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o parlamentar tentou se esquivar dizendo que os dois nunca haviam tido qualquer tipo de contato e que seu número telefônico não era propriamente um segredo guardado a sete chaves.

Essa versão defensiva, contudo, ruiu por completo após o portal The Intercept Brasil vazar áudios devastadores que comprovam que Flávio atuou de forma direta para pressionar e cobrar repasses financeiros milionários de Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero por suspeitas de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro nacional.

Os áudios vazados expuseram as entranhas de uma negociação espantosa, na qual o banqueiro investigado se comprometia a injetar R$ 134 milhões na produção do filme Dark Horse, uma cinebiografia laudatória destinada a exaltar a figura de Jair Bolsonaro, sendo que desse montante pelo menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.

A reação do público evangélico e da sociedade foi imediata e severa, conforme mensurado pela pesquisa Quaest, na qual 60% dos eleitores afirmaram convictamente que os diálogos vazados levantam fortes suspeitas de corrupção, enquanto 65% avaliaram que o senador errou gravemente ao se aliar e receber recursos financeiros de um magnata envolvido com práticas criminosas.

A temperatura das redes sociais confirmou o tamanho do estrago na imagem do senador. Um levantamento minucioso realizado pela consultoria Ativaweb DataLab, que analisou mais de 17 milhões de menções públicas nas primeiras 20 horas após a realização da Marcha para Jesus, revelou que 51,9% de todas as interações direcionadas a Flávio Bolsonaro tiveram um tom marcadamente negativo.

Os pesquisadores e analistas de dados identificaram um volume expressivo e inédito de manifestações de cristãos criticando abertamente a transformação de um evento estritamente sagrado em um palanque de disputa eleitoral rasteira. Parte considerável do público rejeitou de forma veemente o discurso do senador, que afirmou na ocasião que o Brasil vive uma suposta “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo”, uma retórica agressiva que acabou gerando um profundo cansaço e efeito reverso entre os fiéis.

Se a perda da hegemonia evangélica já configura uma crise sem precedentes para os planos do PL, o desempenho de Flávio Bolsonaro entre os eleitores independentes aprofunda o isolamento da extrema direita e desenha o que muitos já consideram um beco sem saída eleitoral. Esse grupo decisivo, formado por cidadãos que não se declaram nem lulistas nem bolsonaristas e que costuma definir os pleitos majoritários no país, promoveu mais um forte recuo nas aspirações do senador, cujas intenções de voto despencaram de 31% para 24% no segmento. O presidente Lula soube capitalizar com maestria o desgaste moral do adversário e abriu uma distância que agora se configura como um verdadeiro abismo eleitoral, alcançando uma gritante vantagem de 13 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro entre os eleitores independentes.

Estrategistas políticos e eleitorais apontam de forma unânime que essa sequência ininterrupta de escândalos colou de forma indelével no primogênito do ex-presidente as pechas de corrupto, traidor da pátria e trapaceiro eleitoral. Além do caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, a imagem pública do candidato sofreu um golpe quase fatal com a repercussão extremamente negativa de sua recente viagem oficial aos EUA. Flávio foi a Washington com o objetivo confesso de articular com parlamentares norte-americanos alinhados a Donald Trump e com organismos internacionais a aplicação de sanções econômicas e políticas severas contra o próprio Brasil, sob a alegação de que estaria sofrendo perseguição política interna.

O episódio foi amplamente explorado por seus adversários políticos como um ato inequívoco de traição à pátria, consolidando o argumento de que o candidato preferiu sabotar a economia do seu próprio país e prejudicar a população a responder de forma limpa pelos próprios atos perante a Justiça brasileira.

No auge do pânico, o comitê de campanha tentou uma manobra jurídica desesperada que acabou por selar a pecha de autoritarismo e mordaça que a oposição tanto buscava explorar. Ao ter acesso aos dados internos que já apontavam para o derretimento acelerado de suas intenções de voto, Flávio acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a censura imediata e a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, sob o argumento frágil de que as perguntas induziriam os entrevistados a darem respostas negativas. Embora o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, tenha concedido uma decisão liminar favorável ao senador, o tiro saiu espetacularmente pela culatra.

A reação política da oposição e de amplos setores da sociedade civil foi devastadora, classificando a medida como um flagrante ato de censura eleitoral e um atestado de desespero do clã, o que acabou por atrair ainda mais holofotes e curiosidade pública para o escândalo dos áudios do Banco Master, intensificando a queda de Flávio nas sondagens da própria AtlasIntel, onde ele já havia despencado seis pontos no segundo turno, fixando-se em 41,8% contra 48,9% de Lula.

Diante do colapso iminente da candidatura e da paralisia do comitê político, a ordem para uma intervenção de emergência partiu diretamente de Jair Bolsonaro. Mesmo cumprindo rigorosa prisão domiciliar após sua condenação histórica por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente determinou de forma categórica que sua esposa, Michelle Bolsonaro, assuma o protagonismo e entre de cabeça na campanha do enteado para tentar estancar a sangria de votos e resgatar o eleitorado perdido.

Essa decisão funciona como uma operação de salvamento político de alto risco, mas esbarra imediatamente em um histórico crônico e amplamente conhecido de severas tensões familiares. A relação pessoal entre Flávio Bolsonaro e sua madrasta sempre foi descrita por aliados mais próximos como péssima, sendo marcada ao longo dos anos por episódios humilhantes, desconfianças mútuas e ofensas proferidas de lado a lado nos bastidores do poder.

Na intimidade do clã, o senador frequentemente tentava diminuir a relevância e o peso político de Michelle Bolsonaro, referindo-se a ela de forma pejorativa e arrogante como uma mera “agregada” da família que tentava pegar carona no sobrenome do marido. Por sua vez, a ex-primeira-dama nunca fez questão de esconder seu profundo descontentamento com o comportamento e as trapalhadas do enteado e, em conversas reservadas com interlocutores da extrema direita, chegou a debochar abertamente dos seguidos desastres políticos e judiciais que pavimentaram a derrocada e o isolamento atual do parlamentar.

Apesar dessas fraturas expostas na dinâmica familiar, o PL deposita agora todas as suas fichas e recursos remanescentes no capital político de Michelle Bolsonaro, enxergando-a como a única figura do ecossistema direitista capaz de promover uma reconciliação e reconectar o partido com fatias cruciais do eleitorado que abandonaram Flávio após a enxurrada de denúncias de corrupção. A estratégia traçada pela legenda mira de forma cirúrgica e obsessiva em três frentes específicas onde a rejeição ao senador disparou de forma alarmante nas últimas semanas.

A primeira e mais urgente linha de ação foca justamente no eleitorado evangélico, nicho em que Michelle mantém uma liderança sólida e forte trânsito emocional por meio de discursos inflamados, testemunhos de fé e um poderoso apelo religioso que Flávio simplesmente perdeu a capacidade de emular. O segundo alvo prioritário da ex-primeira-dama será o eleitorado feminino, um público que historicamente demonstra forte rejeição ao tom belicoso e agressivo adotado pela ala masculina do clã Bolsonaro e que enxerga com profunda desconfiança os problemas criminais e os escândalos financeiros que cercam o parlamentar fluminense. Por fim, o partido planeja explorar exaustivamente a imagem de Michelle para recuperar o terreno perdido nas classes sociais mais baixas e entre os brasileiros de menor poder aquisitivo, setores vulneráveis onde a imagem assistencialista e de caridade que ela cultivou no passado recente ainda guarda um recall eleitoral bastante significativo e afetivo.

Contudo, apesar da urgência máxima e da ordem expressa vinda de cima para que o socorro político seja executado imediatamente, o plano de resgate ainda carece de um cronograma definitivo e esbarra no calendário do país. Informações de bastidores colhidas junto à cúpula do partido indicam que, embora o pânico seja generalizado, as agendas públicas conjuntas e os grandes comícios com a presença de madrasta e enteado não devem ocorrer durante o período de realização da Copa do Mundo, momento em que a atenção e o interesse da população brasileira estão amplamente dispersos e voltados para o evento esportivo global. Essa trégua forçada pelo futebol dará ao comitê de campanha do PL o tempo necessário para tentar costurar, longe dos olhos do público, um armistício político e familiar, na tentativa desesperada de vender aos eleitores uma imagem de unidade e harmonia que, na dura realidade dos bastidores, está completamente esfacelada e em ruínas.

*Forum


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Política

Zanatta e Constantino armam barraco após Eduardo indicá-la para vice de Flávio Bolsonaro

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), citada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como possível nome para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), bateu boca nas redes sociais com Rodrigo Constantino após o comentarista criticar a hipótese. A discussão ocorreu no X, antigo Twitter, em meio à tentativa do bolsonarismo de criar fatos novos após o desgaste da pré-campanha de Flávio.

Constantino afirmou que a indicação da parlamentar catarinense seria restrita ao eleitorado mais fiel do bolsonarismo e não ajudaria Flávio a crescer fora de sua base. “Eduardo é mesmo o camisa 10 do Lula. Não importa o que vc pensa da Júlia; o fato é que ela não agrega um só voto ao Flavio onde ele mais precisa. Seria uma escolha voltada apenas à bolha”, escreveu.

A fala provocou reação de Júlia, que respondeu questionando a capacidade eleitoral de outros nomes cogitados para compor uma chapa presidencial. “Entendo sua análise, mas o que Zema agregaria para o Flávio? Pelo visto nada já que está amargando números baixíssimos nas pesquisas. Capaz até de eu pontuar mais que ele se for sozinha”, afirmou.

Em seguida, a deputada acusou Constantino de ter atacado Flávio Bolsonaro ao criticar a movimentação do grupo. “E vamos lá né (SIC). O cara na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio. Não se faz política assim”, rebateu.

Constantino respondeu em tom mais ameno, mas manteve a avaliação de que Júlia não ampliaria o alcance eleitoral da candidatura. Ele citou outros nomes que, na visão dele, poderiam atrair votos fora do núcleo bolsonarista.

“Prezada deputada, não existe apenas o Zema. Ele até agrega voto fora da bolha bolsonarista e tem palanque importante em MG. Mas tem Tereza Cristina, Luiz Philippe etc. Nomes que podem atrair votos que ainda não sejam para o Flavio. Todos que gostam de vc já votam nele”, afirmou.

Júlia Zanatta
·11 de jun de 2026
@apropriajulia
·
Em resposta a @Rconstantino
Entendo sua análise, mas o que Zema agregaria para o Flávio? Pelo visto nada já que está amargando números baixíssimos nas pesquisas. Capaz até de eu pontuar mais que ele se for sozinha.

E vamos lá né. O cara na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio.

Rodrigo Constantino
@Rconstantino
Prezada deputada, não existe apenas o Zema. Ele até agrega voto fora da bolha bolsonarista e tem palanque importante em MG. Mas tem Tereza Cristina, Luiz Philippe etc. Nomes que podem atrair votos que ainda não sejam para o Flavio. Todos que gostam de vc já votam nele…
8:53 AM · 12 de jun de 2026

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A troca de mensagens ocorre após Eduardo Bolsonaro impulsionar publicações que mencionam Júlia Zanatta como uma possível “mulher cristã” para compor a chapa de Flávio. O movimento acontece em meio ao derretimento do senador nas pesquisas e ao desgaste provocado pela relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que financiou o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Em uma publicação feita por perfil bolsonarista de Santa Catarina, Júlia apareceu ao lado de Flávio com referência à possibilidade de ser vice. O post dizia: “‘Mulher Cristã’: Flávio Bolsonaro sinaliza vice mulher e apoiadores lembram de Júlia Zanatta”.

Eduardo reagiu apoiando a especulação. “Se os maus reclamam, este é o caminho”, escreveu. Em seguida, elogiou a aliada. “Certamente, Júlia Zanatta está a altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda”, afirmou.

Júlia também comentou a movimentação com bom humor. “O negócio tá tomando corpo”, respondeu, com risos, na publicação.

*DCM


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Política

A delação do irmãozão de Flavio Bolsonaro

Vorcaro sabe que suas palavras podem selar o caixão de Flavio Bolsonaro, para tanto, basta citá-lo em pontoa sensíveis. Por isso a inclusão do 01 no centro dos relatos já mudou radicalmente o patamar político do caso.

Vorcaro, inclusive, detalhou aos investigadores da Polícia Federal que Flavio solicitou e cobrou pessoalmente os repasses financeiros em que os valores recebidos somam R$ 61 milhões, dos R$ 134 milhões.

Ou seja, zero surpresa por conta da revelação dos áudios, feita pelo Intercept em sua fundamental reportagem sobre o Banco Master e o filme Dark Horse que sacudiram o cenário político do país, colocando Flavio de ponta-cabeça e Lula assumindo uma liderança isolada, que acaba por servir como ponto extremamente  negativo para Flavio e extremamente positivo para Lula a essa altura das campanhas.

Alguns analistas políticos afirmam que Vorcaro está jogando um jogo muito estudado, mas que está longe de se mostrar eficaz, porque, quanto mais ele protege Flavio para se proteger contra a prisão num eventual governo do seu amigão, mais ele empurra Flavio para o abismo, mostrando que há muito mais envolvimento de Flavio nesse escândalo de corrupção financeira do que julga a vã filosofia.

O que está em jogo para Vorcaro, não é a cabeça de Flavio, mas a própria cabeça. A coisa é tão séria que, mesmo que faça uma delação padrão ouro, Vorcaro não conseguiria obter resultados como o perdão que, com certeza Flavio está lhe prometendo, se ele ficar de bico fechado sobre novas fevelações se por acaso o 01 chegar à presidêcia.

Por ora, o que a realidade mostra é que esse cálculo está furado e que Flavio já se desbarrancou, esborrachando-se em queda livre nas pesquisas, com potencial de uma queda ainda mais acentuada, até porque sua relação com Claudio Castro é tão ou mais apodrecida que a que tem com Vorcaro que, o final das contas, abarca os três vigaristas, os três mosqueteiros do maior caso de corrupção financeira da história do Brasil.

Até aqui, o que foi o xadrez jogado por Vorcaro, não deu pessoalmente qualquer vantagem para ele ou para Flavio.

Pior, na rota financeira dessa falange que envolve os cabeças, Flavio e Daniel Vorcaro, houve a entrega do banqueiro do detalhamento da trilha do ouro. O banqueiro esmiuçou aos investigadores da PF qua as transferências milionárias forma direcionadas para um fundo nos EUA, quando entra em cena Eduardo Bolsonaro e seu advogado.

Isso foi claramente dito por ele sem deixar qualquer dúvida, o que certamente será divulgado pela mídia corporativa e causará ainda mais desgaste a Flavio e todo o entorno do clã.

Voraro segue limitando a conta-gotas sua delação ao descrever os encontros, as cobranças de parcelas por Flavio e o camnho do dinheiro. a tática aqui é não emitir juízo de valor para não configurar, através de fatos narrativos, que tais operações significam crime ou ilegalidade.

O fato é que, quanto mais Vorcaro tenta blindar o caixão político de Flavio, mais terra joga por cima do seu caixão..

A ideia de que tudo não passa de um patrocínio para a produção do filme, e não corrupção ou proprina, além de não convencer ninguém por motivos obvios, aumenta a sensação diametralmente oposta ao que a defesa do banqueiro quer impor.

O status atual da delação de Vorcao que, apesar de ter colocado o nome de Flavio na mesa, fez com que a PF rejeitasse

Em síntese, o caso Vorcaro fragiliza ainda mais a posição de Flavio diante do eleitorado brasileiro, o que pode provocar um derretimento eleitoral ainda mais acelerado.

Não é sem motivos que o centrão, principal aliado do PL na campanha de Flavio, está exigindo de Valdemar e cia, a substituiçao do nome de Flavio, quem eles consideram uma grande roubada.

Trocando em miúdos, se a conta jurídica foi o que restou ao clã para tentar blindar Flavio, na disputa política, ou seja, na vida como ela é, essa estratégia está se revelando um gigantesco fracasso. As pesquisas comprovam isso.

O que está patente na memória coletiva do povo brasileiro é a intimidade escancarada dos dois, quando Flavio, no áudio, diz: “fala irmãozão! Estou e sempre estarei contigo, irmão”


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Brasil Mundo

Liderada por Brasil, negociação na OIT aprova salário mínimo para trabalhador de aplicativo

Após intensas negociações, governos chegam a acordo para criar primeira convenção internacional para garantir direitos aos trabalhadores de aplicativos

Pela primeira vez na história, trabalhadores de aplicativos terão uma convenção internacional. Depois de uma negociação tensa e liderada por Brasil e México, empregadores, governos e trabalhadores chegaram a um acordo sobre a criação de uma convenção na OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Pelo acordo, empresas não poderão discriminar os trabalhadores por algoritmos. Ou seja, não podem usar a tecnologia para rejeitar trabalhadores negros, imigrantes ou mulheres.

Fica estabelecido também a necessidade de que se crie um salário mínimo para esses trabalhadores e que eles tenham direito a um seguro de saúde.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, comemorou. A avaliação do governo é que, ante da diversidade de opiniões e interesses, bem como da complexidade do tema, todos sabiam que desde o início, que as negociações seriam desafiadoras”, disse.

Para o Brasil, em um contexto internacional complexo, o multilateralismo reafirma sua força.

A estimativa do governo é de que, apenas no Brasil, cerca de 2 milhões de trabalhadores terão suas oportunidades, sua dignidade e sua autonomia fortalecidas por esta convenção.

O governo de Donald Trump tentou diluir o quanto pode o texto e contou com o apoio de Israel. Mas o Brasil comemorou a primeira normatização do trabalho em plataformas. O governo Lula, porém, quer que isso seja apenas um piso, um ponto de partida para as leis trabalhistas no setor.

O que diz o texto
Estados devem adotar medidas para prevenir acidentes, doenças ocupacionais e outros danos à saúde relacionados ao trabalho em plataformas digitais, garantindo inclusive o direito do trabalhador de interromper atividades diante de risco iminente e grave à sua vida ou saúde, sem sofrer consequências indevidas.

Os Estados devem assegurar a correta classificação da existência ou não de vínculo empregatício, considerando principalmente os fatos relativos à execução do trabalho, remuneração e demais elementos característicos da relação laboral.

Os trabalhadores devem receber remuneração devida em tempo hábil e de forma integral. Quando houver relação de emprego, a remuneração não poderá ser inferior ao salário mínimo legal ou negociado. As plataformas também deverão fornecer informações claras sobre pagamentos e descontos.

Os trabalhadores de plataformas digitais devem ter acesso à proteção previdenciária e à seguridade social em condições não inferiores às aplicáveis a outros trabalhadores com a mesma classificação jurídica.

As plataformas devem informar os trabalhadores sobre o uso de algoritmos e sistemas automatizados para monitoramento, avaliação e tomada de decisões. Trabalhadores terão direito a explicações sobre decisões automatizadas que afetem seu trabalho, incluindo suspensão, bloqueio de conta ou desligamento.

*Jamil Chade/ICL


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Esporte Mundo

Vídeos: “Parece a Carreta Furacão”: abertura da Copa 2026 é detonada nas redes

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026, realizada nesta quinta-feira (11) no Estádio Azteca, na Cidade do México, movimentou as redes sociais antes mesmo de a bola rolar para México x África do Sul. Com apresentações de Shakira e do cantor nigeriano Burna Boy, intérpretes da música oficial do torneio, “Dai Dai”, o evento recebeu reações variadas do público, mas as críticas acabaram dominando boa parte dos comentários online.

A abertura marcou o início do primeiro Mundial sediado por três países: México, Estados Unidos e Canadá. Apesar da expectativa em torno do espetáculo, muitos internautas demonstraram decepção com a produção. Comparações com eventos anteriores surgiram rapidamente, especialmente com a cerimônia realizada no Brasil em 2014, que teve uma produção maior e voltou aos assuntos mais comentados nas redes sociais.

Entre os comentários publicados nas redes sociais, diversos internautas fizeram críticas à produção da cerimônia. “Tá parecendo a Carreta Furacão”, escreveu um usuário. Outro ironizou: “Amei a ref carreta furacão + terno do Didi Mocó”. “Eu prefiro ver o filme do Pelé”, comentou um perfil.

Outros espectadores compararam a apresentação a eventos escolares. “Parece uma gincana de colégio do ensino fundamental”, publicou um internauta, em uma das mensagens que repercutiram durante a abertura da Copa do Mundo de 2026.

As críticas também foram direcionadas ao formato da cerimônia e à execução artística. “Achei um 8. Esperando por nossa Álvaro Cabral: Anitta”, publicou um usuário. A presença de personagens Labubu durante uma das apresentações também chamou atenção e provocou reações bem-humoradas. “Do nada os labubu na abertura da copa do mundo”, escreveu outro internauta.

A comparação com a Copa de 2014 apareceu em diversas publicações. Muitos usuários relembraram a cerimônia realizada no Brasil como referência de espetáculo. “a abertura da copa do mundo no brasil sempre será superior”, afirmou um comentário. Outro destacou: “Falem bem ou fale mal, mas todo mundo sabe que a abertura da copa do mundo de 2014, foi incrível e inesquecível! We Are One, você sempre terá um lugar no meu coração!”

Mesmo com a repercussão negativa predominante, parte do público elogiou algumas atrações musicais. Shakira foi um dos nomes mais citados positivamente pelos espectadores. A cantora colombiana participou pela terceira vez de uma cerimônia oficial de Copa do Mundo e recebeu elogios de fãs durante toda a apresentação.

“O look polêmico” da artista também esteve entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. Além da discussão sobre o figurino, muitos usuários apontaram a presença da cantora como um dos pontos altos da festa. “Shakira salvou mais uma vez”, resumiu um internauta.

*DCM


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O apodrecimento solitário de Flavio Bolsonaro

Em menos de duas semanas, a candidatura de Flavio envelheceu, apodreceu e caiu do galho, mas o que é melhor percebido é que seus aliados mais próximos já o abandonaram e desapareceram, assim como suas amizades.

Todos sabem que o bolsonarismo foi nutrido e baseado em interesses de oportunistas de plantão. Para essa gente, se nada há de vantagem em determinada aliança ou amizade, é muito pior quando a pessoa se torna tóxica, radioativa, capaz de contaminar a imagem de quem a ela está associado.

Isso é pior do que um comportamento inimigo, pois é traiçoeiro, falso. Mas o bolsonarismo se nutriu disso o tempo inteiro, não tem bobo na parada.

Detalhe, não são exatamente as pesquisas, como a Atlas/Intel, que Flavio mandou Nunes Marques censurar, na tentativa de cercar a manada de eleitores que vão abandonando essa canoa furada.

Os próprios ratos do PL sentem o cheiro de queimado de Flavio nas pesquisas internas, porque ninguém quer associar sua imagem à de Flavio que, hoje, associa-se não só a Vorcaro, mas também com a de TH Joias e Rodrigo Bacellar, sem falar que sua imagem também está atrelada à entrega do Pix, terras raras brasileiras e a volta das tarifas contra o Brasil, impostas por Trump.

Tudo isso junto, dá no que dá e os laços políticos, construídos ao longo dos quatro anos de governo Bolsonaro vão sendo desfeitos, como já aconteceu na derrota de Jair e, sobretudo, a partir de sua condenação e prisão por tentativa de golpe de Estado.

São esses vínculos, que dependiam exclusivamente do poder do pai de Flavio na Presidência da República, que produzem seu maior desgaste para inviabilizar a existência de sua própra candidatura, a ponto de muitos responsabilizá-lo pelo ambuente ambiente eleitoral hostil que enfrenta nas intenções de voto, sem oferecer qualquer suporte para tentar investir e criar uma ilusão de que seu eleitorado tinha fidelidade duradoura, o que se constata é que, na verdade, está se dando o oposto.

Isso está absolutamente evidente, assim como a incapacidade da campanha de Flavio reagir para estancar a sangria dos próprios correligionários.

Quem viu a entrevista do senador Girão num podcast, percebe que aquela traição explícita, desavergonhada do bufão, não é um ato isolado, mas de muitos que estão se blindando de Flavio Bolsonaro.


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Política

Governo Lula registra Pix como propriedade intelectual em meio a disputa com os EUA

Sistema de pagamentos brasileiro ganha status de marca de alto renome

O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou na quarta-feira (10) que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu ao Pix o status de marca de alto renome, com associação formal ao Banco Central. A classificação representa um nível elevado de proteção jurídica no país e impede o uso indevido da marca em qualquer segmento, mesmo fora do setor financeiro.

Segundo o ministro, trata-se de um reconhecimento raro e com forte peso institucional. Marcas de alto renome são aquelas amplamente conhecidas pelo público e que acumulam, ao longo do tempo, reputação, confiança e prestígio, garantindo proteção reforçada pela legislação brasileira de propriedade industrial.

Proteção ampliada e caráter institucional
Com o novo status, o Pix passa a ter salvaguardas mais amplas contra usos não autorizados, independentemente do ramo de atividade. De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio, esta é a primeira vez que uma marca vinculada a um órgão governamental recebe essa classificação no país.

A formalização deve ser publicada na próxima semana. O anúncio foi feito durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o chamado Conselhão, realizada no Ministério das Relações Exteriores.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou de um momento simbólico em que posou com uma bandeira estilizada em homenagem ao sistema de pagamentos, com a frase “O Pix é do Brasil” no centro de um círculo azul.

Contexto político e disputa narrativa
A decisão ocorre em um cenário em que o Pix tem sido alvo de disputas políticas e debates públicos mais intensos desde o fim de 2024. Naquele período, mudanças em regras de monitoramento de transações pela Receita Federal geraram reação da oposição, que chegou a afirmar, de forma incorreta, que haveria taxação do sistema.

As declarações contribuíram para desgaste político do governo, levando à revogação das medidas após forte repercussão negativa, impulsionada inclusive por conteúdos virais nas redes sociais.

Pressões externas e críticas internacionais
Além do ambiente doméstico, o Pix também passou a ser mencionado em discussões internacionais.

Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos publicou críticas ao sistema de pagamentos brasileiro em relatório sobre práticas econômicas.

Nesse contexto, o governo brasileiro tem reforçado o discurso de defesa do Pix como infraestrutura pública estratégica e símbolo de soberania digital, argumento que ganhou ainda mais espaço diante de tensões comerciais e políticas com os Estados Unidos.

A valorização do sistema de pagamentos também se insere na estratégia do governo de reforçar a imagem de políticas públicas digitais bem-sucedidas.

O Pix, lançado pelo Banco Central, consolidou-se rapidamente como o principal meio de transferência financeira instantânea no país, tornando-se um dos projetos mais populares da administração pública recente.

*ICL


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Flavio não tem como se livrar do seu pior adversário, ele mesmo

Se há um provérbio africano que cai como luva para Flavio Bolsonaro, é o que diz que, “quando não tem um inimigo dentro de você, os inimigos de fora não podem te ferir”.

Ou seja, mesmo que um dos seus anjos protetores do STF meta uma frase enviesada de que dinheiro não é ambição, como fez André Mendonça, a xaropada não dá para ser adaptada na folha corrida do mais ambicioso dos filhos vigaristas de Bolsonaro.

Flavio é um corrupto ostentação e faz questão de mostrar para o povo como ele enxerga os brasileiros, mas não só isso, como ele acredita na impunidade, na inexistência das instituições, assim como fez a vida inteira seu pai, inclusive quando foi das Forças Armadas e acabou lhe custando a expulsão e, junto, a maior desonra que um militar pode receber por sua conduta criminosa como traidor da pátria.

O problema é que o que é ético ou não para o conjunto da sociedade, tem caráter totalmente oposto ao que Jair Bolsonaro carrega consigo. Flavio só replica seu pai.

Por isso sua candidatura está enfrentando resistência para ampliar seu eleitorado e reverter a queda nas pesquisas. Os escândalos são muitos e múltiplos e vai muito além do dinheiro que pediu e recebeu de Vorcaro, do Banco Master. Ou seja, não é simplesmente o barulho do áudio dele para Vorcaro, mas suas raízes profundas nas práticas de corrupção mais severas.

O peso do Banco Master é grande, a repercussão de suas conversas com Vorcaro, divulgadas pelo Intercept, somado à questão que envolve as tarifas de Trump contra o Brasil e a obsessão em acabar com o Pix, mais a entrega de mãos beijadas aos EUA as terras raras brasileiras, dá a Flavio a pecha de pior criminoso em atividade no Brsil.

Ainda tem seu esquema de peculato e formação de quadrilha na Alerj. Sem falar do que ainda será revelado do seu esquema pesado com Claudio Castro, in clui do oss R$ 3 bilhões de recursos públicos que Castro colocou no Master, evidenciando que a coisa tem a mão de Flavio nesse emaranhado de corrupção.

Não há estratégia de campanha possível diante desse cenário de rejeição medido por levantamentos, inclusive de sua própria equipe.

Hoje, a fidelidade de seu eleitorado está cadqa vez mais sarcopência, independente de não conseguir tração para consolidar uma imagem menos desfavorável fora de sua bolha, Flavio enfrenta seu pior obstáculo de campanha, que são seus próprios seguidores.

Não há narrativa possível que impeça o avanço de sua derrocada, mesmo que ele mire eleitores fora da sua bolha, Flavio assiste a uma boa fração de seu eleitorado, supostamente fiel, escorrer pelo ralo.

Por isso o 01 se afunda no caso Dark Horse, o que é corroborado com o desânimo que as pesquisas estão prloduzindo dos que ainda seguem com ele.

Os levantamentos mais recentes confirmam o desgaste contínuo em sua pré-candidatura. O impacto direto do vazamento de suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, somado ao apelido que colou nas redes, tariflávio, consolidam sua trajetória de declínio. Sua rejeição dispara, passando de 56%, liderando isolado um indicador negativo entre os principais postulantes à Presidência da República.

Flavio teve, ao mesmo tempo, encoklhimento no prim eiro e no segun do turnos, enquanto Lula aparece isolado na liderança com até 10 pontos na frente, enquanto as mesmas pesuisas m ostravam antes o empate técnico entre Lula e Flavio.

Essa batalha jurídica em que Flavio transformou Nunes Marques em seu general, fez avançar ainda mais o desgaste e fortes reações tanto nos bastidores políticos quanto na sociedade.

Ou seja, se ficar parado, Flavio afunda; se se move, afunda também.

Até aqui o caso Master é o seu principal obstáulo na campanha eleitoral, mas quando se aprofunda numa análise, o que se vê é o impacto desse cenário com a própria folha corrida de Flavio, mas também de todo o clã familiar.

O jogo político político mudou rapidamente para Flavio nas últimas semanas, porque Flavio Bolsonaro não tem como descolar de Flavio Bolsonaro, tornando-se seu pior adversário.


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Conselho de Direitos Humanos pede rejeição de projeto que criminaliza críticas a Israel

Parecer do CNDH afirma que PL 1424, promovido pela deputada Tábata Amaral, restringe a liberdade de expressão e censura vozes críticas ao governo de Netanyahu

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) emitiu parecer recomendando a rejeição do Projeto de Lei 1424/2026, de autoria da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) que pretende categorizar críticas a Israel como crime de “antissemitismo”.

Segundo o posicionamento do CNDH, o projeto, se implementado, poderia criar uma confusão entre expressões de discriminação ao povo judeu e críticas legítimas a Israel e seu governo, o que levaria à criminalização, por exemplo das ações promovidas pelo exército israelense contra o povo da Palestina – incluindo o recente massacre na Faixa de Gaza, onde mais de 70 mil civis foram mortos entre outubro de 2023 e outubro de 2025.

A proposta promovida por Tábata defende que o Brasil adote a definição de “antissemitismo” defendida pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), com a desculpa de combater o racismo e proteger as instituições judaicas.

No entanto, entre os argumentos pelos quais o CNDH defendeu a rejeição do projeto está uma lista de exemplos factuais sobre a aplicação da definição da IHRA em diferentes países, mostrando que, em muitos casos, essa medida resultou em perseguição judicial a figuras críticas ao sionismo e denunciantes de crimes contra os direitos humanos cometidos por Israel.

Tal conceitualização também é criticada por entidades que lutam pelos direitos humanos dos palestinos no Brasil, e atuam denunciando as violações cometidas por Tel Aviv em Gaza e na Cisjordânia.

Entre essas entidades está a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), que apelidou o projeto da deputada paulistana como “Lei da Mordaça Sionista” – em referência à ideologia sionista, o ultranacionalismo israelense, que orienta o governo do premiê Benjamin Netanyahu.

De acordo com a entidade, o PL 1424/2026 restringe a liberdade de expressão e censura vozes críticas ao governo de Israel – argumento similar ao exibido no parecer do CNDH.

Vale lembrar que o CNDH é um órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O parecer contrário ao projeto de lei de Tábata Amaral deve ser encaminhado ao Congresso Nacional.

*Opera Mundi


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Michelle dá um perdido em Flavio Bolsonaro: ‘No momento certo, eu o apoiarei’

Michelle ignora solenemente a campanha de Flavio Bolsonaro e frustra os estrategistas que queriam usá-la para atrair o eleitorado feminino.

No bom português, deu um chocolate amargo com pimenta para o clã, deixando claro que a república da milícia não pode contar com a figuraça que, segundo Mauro Cid, tem um passado podre, dando uma visão geral que, desde já, Michelle está de costas para Flavio e, consequentemente, para o maridão, Jair Bolsonaro.

O filho mais velho de Jair não pode contar com a ex-primeira dama do genocida.

Flavio, que despenca como paraquedista sem paraquedas, direto para se esborrachar no chão, numa velocidade supersônica, não pode contar com os cabelos de Michelle para se agarrar ao eleitorado feminino, muito menos mostra sinal de resgate de um eleitorado que quer cada vez mais distância do 01.

Falando em distância, o senador Girão meteu-lhe um alinha de impedimento dando um passo largo para frente, dizendo que não há como defender o rei do chocolate, afinal, a delação que o brasileiro viu, foi exercida pelo próprio Flavio contra si no vazamento do áudio caça-níquel com Daniel Vorcaro do Banco Master.

A essa altura dos fatos, além da repercussão das tarifas de Trump contra o Brasil, a entrega do Pix do pela-saco Eduardo ao laranjão americano, a cúpula sabe que os caminhos tortuosos que trilhou junto com Claudio Castro, seu office boy, ainda dará muita lã para o novelo do histórico de crimes do rei das mansões hollywoodianas.

De nada adianta a censura que Jair Bolsonaro, através de Nunes Marques, impôs sobre a pesquisa Atlas/Intel, porque a dispersão dos “fieis”, em busca de salvar a própria pele ainda mais de uma família de traidores, é inevitável, melhor dizendo, incondicional.

Na verdade, é onde Flavio está sofrendo com seus principais carrascos fantasiados de aliados.


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