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Observadores demonstram ‘preocupação’ com atuação do TSE e influência das big techs na eleição

Atos de Nunes Marques e de big techs em favor de Flávio Bolsonaro têm sido denunciados durante a eleição

A missão de observação eleitoral coordenada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NEPEDI/UERJ) apontou “preocupação” com a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a possibilidade de interferência estrangeira na disputa presidencial brasileira durante o segundo turno. O grupo de pesquisa, que atua como observador das eleições brasileiras com autorização do TSE, cobrou ainda “particular rigor na fundamentação das decisões e na aplicação uniforme da legislação eleitoral”. O documento foi obtido pelo ICL Notícias.

O comunicado extraordinário divulgado pelo Nepedi nesta quarta-feira (14) representa uma mudança de entendimento sobre os riscos de interferência estrangeira –notadamente do governo Donald Trump, que atua desde 2025 para beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro– na eleição presidencial. Em comunicado divulgado após o fechamento das urnas no primeiro turno, o grupo afirmou não ter verificado “incidentes ou ocorrências que pudessem indicar interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro durante o período observado”.

A afirmação foi citada textualmente por Nunes Marques para minimizar a denúncias de interferência do governo Trump nas eleições, inclusive por meio dos algoritmos das redes sociais. No segundo turno, ganharam força denúncias de boicote na entrega de conteúdos favoráveis a Lula ou críticos a Flávio Bolsonaro, exclusão arbitrária de conteúdos e mesmo bloqueio de perfis que estivessem tratando de política por um viés progressista.

A manifestação ocorre em meio às críticas feitas por juristas e atores políticos à condução do processo eleitoral dada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. Reportagens e levantamentos acadêmicos indicam que o ministro tem adotado prazos e critérios diferentes para decisões em pedidos formulados por Flávio Bolsonaro (PL) e pela campanha do presidente Lula (PT) –dando celeridade e tratamento favorável aos pleitos do bolsonarista, enquanto atrasa a análise e nega pedidos similares feitos pela campanha do PT.

Críticas à atuação do TSE
Embora não cite nominalmente o Tribunal Superior Eleitoral, o comunicado do grupo de observação destaca as denúncias de que a corte, sob o comando de Nunes Marques, tem agido sistematicamente de maneira parcial na disputa eleitoral. O caso de maior repercussão é a exclusão do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para distribuir conteúdo sobre a candidatura petista e articular a militância progressista nas redes sociais.

“A Missão acompanha com preocupação as recentes controvérsias institucionais relacionadas à atuação da Justiça Eleitoral, mantendo-se igualmente atenta a suas repercussões no debate público. Os questionamentos relacionados à coerência das decisões judiciais, à igualdade de tratamento entre as candidaturas, aos limites da intervenção judicial no processo eleitoral e ao pleno exercício de direitos civis e políticos possuem especial relevância para o trabalho de acompanhamento e observação em curso”, diz o comunicado.

Nunes Marques determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” –que já conta com mais de 3 milhões de contas inscritas– sob a alegação genérica de que a lista administrada por Janones distribuiria desinformação.

Uma decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, manteve o funcionamento da lista de Janones. No entanto, Nunes Marques voltou a derrubar o canal, sob o argumento de que ele deveria ser registrado oficialmente pela campanha de Lula e cumpra as exigências estipuladas na primeira decisão de suspensão.

Primeiro indicado ao STF por Jair Bolsonaro, Nunes Marques deixou de tomar qualquer providência similar contra o canal “Tropa do Flávio”, mantido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), mesmo diante de casos provados de distribuição de fake news –caso de um vídeo que circulou na Argentina meses atrás, manipulado para afirmar que uma suposta militante petista estaria usando drogas durante a manifestação na Avenida Paulista, no último domingo (11).

O documento divulgado pelo Nepedi ainda cobra “particular rigor na fundamentação de decisões e na aplicação uniforme da legislação eleitoral”.

“A Missão ressalta que a independência da Justiça Eleitoral constitui garantia fundamental da democracia e deve estar permanentemente fundada em imparcialidade, transparência, segurança jurídica e respeito ao devido processo legal. A proximidade do segundo turno exige particular rigor na fundamentação das decisões e na aplicação uniforme da legislação eleitoral, de modo a preservar a confiança da cidadania nas instituições brasileiras”, afirma o documento em outro trecho.

A manifestação do Nepedi tem peso dado o histórico do grupo de pesquisa: o chefe da missão de observação –o jurista Raphael Carvalho de Vasconcelos– participou da formulação da resolução do TSE que instituiu a observação eleitoral no Brasil, em 2021. Desde então, o Nepedi tem participado do acompanhamento de eleições no país, como já faz em toda a América Latina, sendo referência internacional no tema.

Risco de interferência estrangeira
O documento ainda cobra do TSE providências sobre denúncias de interferência estrangeira na disputa eleitoral, sobretudo quanto à atuação de big techs americanas aliadas ao governo Trump. A campanha de Lula, militantes políticos e atores da sociedade civil têm denunciado sistematicamente o tratamento diferenciado dado por empresas como a Meta (dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook) e X (dona do antigo Twitter) a publicações com teor político sobre a disputa presidencial, impulsionando posts pró-Bolsonaro, recomendando perfis de extrema direita e restringindo o alcance de contas e publicações progressistas.

A campanha de Lula denunciou ao TSE e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a desativação indevida da conta de anúncios da campanha de Lula e uma falha na exibição dos views de vídeos no Instagram. Para o PT, os dois fatos fazem parte de um favorecimento sistemático à Flávio Bolsonaro. Entre os argumentos utilizados pelo partido para sustentar a afirmação está um levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT, que encontrou um engajamento na página de Flávio 2,96 vezes superior ao de Lula, mesmo com o perfil do senador tendo 17% menos seguidores que o do presidente.

“As denúncias amplamente divulgadas sobre a atuação de grandes plataformas digitais no processo eleitoral, diante da ausência de respostas contundentes por parte do Tribunal Superior Eleitoral, suscitam preocupações que não podem ser minimizadas. A gravidade dos fatos noticiados exige esclarecimentos e providências concretas, sob pena de comprometer a confiança pública na integridade do processo eleitoral e na capacidade das instituições de protegê-lo”, afirma o comunicado da missão de observação eleitoral.

Por fim, o Nepedi destaca os riscos que o sistema eleitoral brasileiro corre diante da percepção de que a disputa presidencial está sendo conduzida de maneira parcial pelo TSE.

“A credibilidade das eleições depende não apenas da regularidade da votação e da apuração, mas também da confiança na atuação das autoridades responsáveis pela condução de todo o processo eleitoral. Eventuais dúvidas sobre essa atuação, independentemente de sua procedência, merecem atenção pelas consequências que podem produzir sobre a percepção pública da integridade do pleito”, alerta o grupo de pesquisa.

*Igor Mello?ICL

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Vídeo: Lula sobe nos trackings e pesquisas leva Flávio Bolsonaro recuar e decidir ir a debate da Band

Após descartar confronto na véspera, candidato do PL muda de posição em meio à redução da vantagem sobre Lula nas pesquisas e ao acirramento da disputa a 11 dias do segundo turn

Oavanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em levantamentos recentes e os sinais de acirramento da disputa presidencial coincidem com uma mudança brusca na estratégia de Flávio Bolsonaro (PL). Depois de anunciar na terça-feira (13) que não participaria do debate da Band, o candidato bolsonarista voltou atrás nesta quarta-feira (14) e confirmou presença no confronto marcado para domingo (18).

A reviravolta acontece em meio a pesquisas que começam a mostrar redução da vantagem conquistada por Flávio na largada do segundo turno e à circulação, nos bastidores das campanhas, de trackings — levantamentos internos realizados diariamente para orientar decisões estratégicas, inclusive sobre propaganda e participação em debates.

Na pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta terça-feira (13), por exemplo, a distância entre os candidatos nos votos válidos caiu de seis para apenas dois pontos em cinco dias. Flávio passou de 53% para 51%, enquanto Lula avançou de 47% para 49%. Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, os dois aparecem em empate técnico.

A BTG/Nexus, também divulgada na terça, trouxe Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, igualmente em situação de empate técnico dentro da margem de erro. Um dos movimentos mais expressivos ocorreu entre os eleitores de 16 a 24 anos: Lula saltou de 49% para 57% nesse segmento.

Trackings aumentam pressão na reta final
Além das pesquisas públicas, números atribuídos a levantamentos internos das campanhas passaram a circular intensamente nos últimos dias. Os chamados trackings são utilizados justamente para detectar movimentos do eleitorado com maior rapidez e orientar mudanças de estratégia — entre elas a decisão de participar ou não de debates.

Esses números, porém, exigem cautela: como pesquisas internas não são necessariamente divulgadas com metodologia, amostra e demais informações exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para levantamentos públicos, os supostos vazamentos que circulam nas redes não podem ser tratados com o mesmo grau de confirmação das pesquisas registradas.

O jornalista Guga Noblat, por exemplo, relatou nesta quarta-feira (14) que teve acesso a um tracking do PL que mostra Lula já à frente de Flávio Bolsonaro, causando apreensão na campanha bolsonarista.

Flávio dizia que não iria; menos de 24 horas depois, mudou de ideia
Foi nesse ambiente que Flávio protagonizou a segunda mudança importante de posição em poucos dias — depois de também recuar sobre o fim da escala 6×1.

Na terça-feira, após um evento com integrantes do MDB em São Paulo, o senador havia sido taxativo ao ser questionado sobre o debate da Band.

“Não vou, não está previsto esse debate domingo. Estamos analisando, quem vai dar a palavra final vai ser a minha equipe técnica de ir no último debate”, afirmou, referindo-se ao confronto da TV Globo na reta final da campanha.

Lula respondeu confirmando imediatamente que estaria na Band.

“Domingo eu estarei no debate da Bandeirantes. Eu espero que o meu adversário compareça para que a gente possa fazer com que o povo tenha conhecimento da diferença de programa, da diferença de candidatura”, afirmou o presidente.

De acordo com a Forum, a emissora aumentou a pressão ao anunciar que o programa seria realizado mesmo sem Flávio. Pelas regras acertadas, o púlpito do candidato ausente permaneceria vazio durante a transmissão.

Menos de 24 horas depois, Flávio recuou.


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BTG/Nexus: Lula cresce oito pontos entre os mais jovens e chega a 57%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu oito pontos percentuais entre eleitores de 16 a 24 anos em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), aponta pesquisa BTG/Nexus divulgada na terça-feira (13). Lula passou de 49% para 57% das intenções de voto nessa faixa etária.

A oscilação supera a margem de erro de seis pontos percentuais prevista para o segmento de eleitores mais jovens. O levantamento anterior havia sido realizado no fim de setembro.

A BTG/Nexus entrevistou eleitores entre 10 e 12 de outubro. No período, entidades estudantis promoveram atos de apoio à candidatura de Lula na avenida Paulista, em São Paulo, e na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro avançou em outros grupos do eleitorado. Entre os homens, o senador passou de 50% para 57%, uma alta de sete pontos percentuais na comparação com a rodada anterior.

Flávio cresce entre homens e eleitores de meia-idade
Na faixa de 41 a 59 anos, Flávio subiu de 44% para 50% das intenções de voto, segundo os dados divulgados. O resultado indica movimentos distintos na disputa: Lula cresce entre os mais jovens, enquanto o candidato do PL amplia sua preferência entre homens e eleitores de meia-idade.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026, a pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com percentual de 57% entre os jovens, acima dos 45% que ele obtém no total dos entrevistados.


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Agentes ligados a Trump e Bolsonaro estariam agindo para derrubar páginas de apoio a Lula

A ex-companheira de Fernando Cerimedo alertou que equipe do consultor estaria agindo para reduzir o alcance de postagens do campo progressista no Brasil nas redes sociais.

A ex-companheira de Fernando Cerimedo, Nádia Beller, alertou que o argentino aliado do clã Bolsonaro e do governo de Donald Trump estaria agindo para reduzir o alcance de postagens do campo progressista no Brasil nas redes sociais.

Nos últimos anos, o consultor argentino teve um papel central na estratégia digital de campanhas no Brasil, Argentina, Honduras, Chile e Bolívia. No país, depois da derrota de Jair Bolsonaro em 2022, ele foi um dos artífices do questionamento das urnas eletrônicas e difundiu desinformação neste sentido.

Hoje, Cerimedo está preso em La Paz, acusado de tentativa de assassinato de Nádia.

Em uma entrevista concedida à imprensa mexicana, ela revelou que a baixa penetração das postagens do campo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não seria um acaso.

“Nos primeiros dias de agosto, Fernando me mandou uma foto com um dos Bolsonaro nos EUA. Não posso te precisar agora a data exata porque meu celular está no Ministério Público, mas do dia 1º ao dia 5 que ele esteve nos Estados Unidos, nesse intervalo, ele me mandou uma foto”, disse.

“Ele me disse que estavam tratando do tema da campanha, que ele ia buscar financiamento e que ele ia participar sim ou sim dessa campanha, dessa eleição”, afirmou.

A ex-companheira, porém, garante que a prisão de Cerimedo não significou o fim da operação.

“O que eles fizeram com a Meta é de manual. Eles têm contatos muito bons com a Meta — inclusive, aqui na Bolívia, um jornalista que eles mesmos fizeram derrubar a página, o Fernando interveio para devolverem. Ele me manifestou mais de três vezes, pelo menos, que tinha relações muito boas com a Meta e podia fazer derrubar ou devolver qualquer página”, contou.

“Eu não tenho a menor dúvida de que a equipe dele, o grupo dele, interveio para isso. Entendo que há denúncias de infrações eleitorais por parte da Meta que teriam deixado passar algumas campanhas de guerra suja e a suspensão das contas do Lula. Eu não tenho a menor dúvida de que foi parte de uma estratégia desta equipe para tirar a visibilidade dele”, disse.

Nádia ainda contou que Cerimedo mantinha “fazendas de bots”, atuando para difundir desinformação. “Usa em todos os países”, garantiu.

No mês passado, ela revelou que o estrategista argentino ligado ao clã Bolsonaro manteve vínculos com a cúpula do governo de Donald Trump.

Já vivendo nos EUA, Eduardo Bolsonaro ainda manteve contato com Cerimedo. Em julho, dias antes do lançamento oficial da campanha de Flávio Bolsonaro, o ex-deputado e o consultor argentino promoveram uma live na qual voltaram a questionar a credibilidade das urnas no Brasil.

No final do mês passado, sem dar explicações, o governo de Donald Trump anunciou sanções contra o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, que conduz justamente as investigações contra Cerimedo. A juíza que decretou sua prisão também foi alvo de sanções do Departamento de Estado.

Um dia depois, Mariaca denunciou uma ingerência dos EUA e garantiu que as sanções não irão forçar a Bolívia a abandonar as investigações contra Cerimedo. Além do processo de agressão, ele é alvo de uma investigação sobre um esquema de corrupção envolvendo o abastecimento de combustível. Mas, naquela noite, ele foi preso pela polícia boliviana em seu próprio país.

Proteção da rede MAGA?
Em suas redes sociais, Nadia Beller publicou fotos de Cerimedo com alguns dos nomes mais poderosos da estrutura de poder de Donald Trump. No título da postagem, uma provocação relacionada à criação do Escudo das Américas, a aliança militar da Casa Branca com a extrema direita regional:

É a luta pelo “Escudo das Américas” ou a proteção da rede MAGA?

Na postagem, ela mostra fotos de Donald Trump Jr. (filho de Donald Trump), Brad Parscale, Andy Rivas e Fernando Cerimedo. “Isso ganha enorme relevância quando colocada ao lado do que está acontecendo hoje na Bolívia”, explicou Nadia.

“É preciso desvendar os supostos negócios desses atores que instrumentalizam o movimento MAGA”, insistiu.

Nadia conta que apresentou ao Ministério Público áudios, conversas, fotografias e documentos “sobre a participação de Cerimedo em decisões da YPFB (a empresa de energia da Bolívia), incluindo a nomeação e a demissão de funcionários, além de informações relacionadas a combustível, ouro e outras operações”.

“Também apresentei áudios e conversas sobre a FUTURA, empresa ligada ao fornecimento de combustível para a Bolívia. Nessas conversas, fala-se em comissões para Brad Parscale, sócio de Cerimedo e ex-chefe de campanha de Trump”, explica.

Para ela, não se trata apenas de uma ingerência de Cerimedo em campanhas eleitorais. “Estamos falando de uma estrutura política internacional que, após chegar ao governo, aparece vinculada a negócios empresariais questionáveis na Bolívia”, denunciou.

Segundo ela, portanto, as sanções anunciadas pela Casa Branca devem ser entendidas nesse contexto.

“Enquanto tudo isso é investigado, o governo de Donald Trump revoga o visto do Procurador-Geral da Bolívia, Róger Mariaca, e o acusa de corrupção relacionada ao narcotráfico, sem apresentar, até o momento, qualquer denúncia ou prova”, apontou.

“Cerimedo não está sendo investigado por apenas um fato. Entre os fatos denunciados e investigados figuram, em primeiro lugar, a tentativa de feminicídio, além de possíveis casos de encobrimento do narcotráfico, corrupção, lavagem de dinheiro, usurpação de funções e outros delitos”, insistiu a ex-companheira.

*Jamil Chade/ICL


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O plano da extrema direita para desmontar 30 anos de avanços democráticos e sociais

Eventual vitória de Flávio Bolsonaro abriria as portas para a implementação de um projeto reacionário na sociedade brasileira

Mais armas, mais desmatamento, grilagem de terras, asfixia da sociedade civil, privatização de praias, fim de assistência para meninas e controle ideológico sobre as escolas. Numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial e diante de um Senado com maioria de extrema direita, este poderia ser o cenário para o Brasil nos primeiros meses de 2027.

Nos últimos anos, a bancada mais ideológica do PL apresentou dezenas de projetos de lei no Congresso que, se aprovados, representariam uma guinada autoritária no país, o desmantelamento de conquistas sociais dos últimos 30 anos e uma transformação do papel da sociedade civil.

Mas, pelo menos por enquanto, parte deles tem sido freado diante da existência de um Poder Executivo progressista e de decisões do Supremo Tribunal Federal.

O risco, porém, é de que essa blindagem acabe com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro para a presidência e sua capacidade de escolher quatro ministros dos STF, nos próximos anos.

O candidato do PL já falou abertamente sobre seu projeto de promover uma mudança da Constituição e insinuou que seu grupo permanecerá por décadas no poder. Mas, para grupos que acompanham os debates legislativos, serão os cem primeiros dias que podem marcar uma guinada autoritária sem precedentes na história democrática do país.

Um risco real é de que comissões constituídas pela sociedade civil e governo sejam desmobilizadas ou que tenham recursos cortados, repetindo o que o Jair Bolsonaro implementou a partir de 2019. O projeto de lei 1659 de 2024, ainda busca restringir o financiamento de recursos estrangeiros para ONGs, num esforço para asfixiar a sociedade civil e repetir o modelo adotado pela Rússia de Vladimir Putin. No dia 25 de novembro de 2025, a iniciativa já foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

O PL também fala abertamente numa anistia para os envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro de 2023 e mesmo um indulto para atores centrais da tentativa de golpe de estado, incluindo Jair Bolsonaro.

Desmatamento legalizado
O que os projetos indicam, porém, é que o desmonte poderia ser muito mais amplo, inclusive com ações para secar o financiamento da Funai e do Ibama, atendendo a uma reivindicação do agronegócio.

Não por acaso, um dos maiores abalos seria no setor ambiental, com a aprovação de projetos que teriam consequências devastadoras para os compromissos internacionais do país na redução do desmatamento.

Isso incluiria a aprovação do PL 2159/2021 (“PL da Devastação”), que propõe flexibilizar o licenciamento ambiental no Brasil, reduzindo exigências e controles para empreendimentos com potencial impacto ambiental.

Depois de o PL do Veneno já ter sido aprovado, alterando as regras sobre agrotóxicos, uma nova ofensiva tem como meta substituir o termo “agrotóxico” por “defensivo agrícola”.

Os projetos ainda facilitarão a mineração em terras indígenas e reservas ambientais, a regularização fundiária e estímulo à grilagem de terras públicas, como no caso do PL 510/2021.

Já a PEC 59 transfere do Poder Executivo para o Congresso Nacional a competência final sobre a demarcação de terras indígenas, deixando na mão da extrema direita um processo crítico para os grupos autóctones.

O financiamento climático também será abalado com uma eventual aprovação dos PL nº 5082/2025 e PL nº 5080/2025, que permitem o enfraquecimento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental e do financiamento da política ambiental.

A água também está no foco. O PL nº 3686/2023 permitirá o represamento de cursos d’água para uso agropecuário, enquanto a PEC nº 03/2022 fala na privatização de praias. Existem ainda projetos de redução de Unidades de Conservação marinhas e a autorização para a mineração marinha.

A lista de projetos conduzidos pela extrema direita no Congresso ainda inclui o PL nº 2374/2020, que prevê anistia a desmatamento em reserva legal, além de mais de uma dezena de outros que falam na flexibilizam o Código Florestal, anistia para desmatamento, grilagem ou o enfraquecimento da fiscalização e dos embargos ambientais.

Estão ainda previstos cortes em prevenção de desastres, nos sistemas de alerta e infraestrutura, assim como o enfraquecimento da fiscalização ambiental.

Não faltam nem mesmo projetos que, sob o argumento de promover uma “transição energética justa”, recolocam o o carvão mineral como opção.

Mais armas
Com o modelo de Nayib Bukele, de El Salvador, com inspiração, uma das bandeiras ainda da extrema direita é a transformação das leis nacionais no que se refere à segurança pública. Nesse aspecto, projetos de lei visam ampliar o acesso às armas. Num deles, por exemplo, cria-se o “Programa Nacional de Proteção ao Agronegócio e Comunidades Rurais (PNPACR)”, com diretrizes de segurança rural, flexibilização de porte de armas para populações rurais e endurecimento penal contra crimes em áreas rurais.

No setor de segurança pública, alguns sinais já apontam para o caminho que deve ser adotado por Flávio Bolsonaro. O Projeto Anti-Facção (Projeto de Lei 5582/25), já aprovado, equipara facções a organizações terroristas, abrindo a possibilidade para que táticas de guerra e mesmo os militares sejam usados em territórios densamente urbanizados.

Risco contra populações de periferias e eventualmente contra atores da sociedade civil. Nos EUA, isso já acontece.

Mas isso seria apenas o início de um processo mais profundo que incluiria a aprovação da PEC 32, que propõe a redução da maioridade penal, o aumento do tempo de internação, a revogação do instituto da audiência de custódia ou propostas que vedam a liberdade provisória.

Um pacote ainda de projetos fala abertamente na garantia de ampliar as autorizações para o porte de armas no Brasil, inclusive para agentes socioeducativos e oficiais de Justiça. O PL 302/2026 também prevê a ampliação do porte para várias categorias, incluindo guardas, vigilantes e até agentes de trânsito.

Controle dos corpos…femininos
O avanço da extrema direita também pode ser crítico para a aprovação de dezenas de projetos que restringem as liberdades, principalmente para mulheres e meninas.

Tramita no Congresso, por exemplo, o PL 4844/2023, que proíbe o debate sobre educação sexual nas escolas. Já o PL 5069 pretende criminalizar a “indução ao aborto” e a divulgação de meios abortivos. O PL 6335 ainda cria a chamada “objeção de consciência”, permitindo que profissionais se recusem a cumprir normas legais por motivos morais, éticos ou religiosos.

A ofensiva contra o aborto é ainda um carro chefe da extrema direita, mesmo diante da Constituição autorizar o procedimento em casos muito limitados no Brasil, como em um estupro.

O PL 1515, por exemplo, busca proibir os procedimentos abortivos realizados por telemedicina, enquanto outras iniciativas já derrubaram decisão do Conanda que facilitava o acesso de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual ao aborto.

Se aprovados, os projetos de lei da extrema direita tornarão o aborto legal no Brasil em um trâmite impossível de ser realizado. Algumas iniciativas, por exemplo, vedariam o aborto após 22 semanas, equiparando o ato a um homicídio. O PL 1125, se aprovado, exigiria que a vítima apresente um Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito para realização do aborto legal.

Medidas que tramitam no Congresso desde 2012 ainda sugerem alterar a Constituição para estabelecer o direito à vida como inviolável desde a concepção.

Controle do currículo escolar
Não faltam ainda projetos que visam transformar as escolas públicas no Brasil. O Projeto de Lei de Homeschooling (PL 1338/2022) abriria a possibilidade de oferta domiciliar da educação básica, enquanto o PL 2.154/2023 criaria o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, ampliando a todo território nacional experiências que já vêm sendo adotadas em alguns estados.

Em 2026, o PL 1.765 propôs a criação do Programa Nacional de Consentimento Parental na Educação (PNCE), permitindo que pais possam autorizar ou vedar participação dos filhos em atividades sobre “ideologias de gênero”.

Júlia Neiva, representante da Conectas, afirma que como projetos como os apontados acima demonstram como a ascensão de governos autoritários alteram estruturas tidas como inabaláveis, demonstrando como proteções de direitos e da democracia que pareciam invioláveis são destruídas de forma orquestrada.

*Jamil Chade/ICL


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FMI joga a toalha com a política econômica de Milei, ídolo de Flavio Bolsonaro

O recuo do FMI diante da economia argentina é um golpe político para Javier Milei, o presidente ultraliberal que Flávio Bolsonaro transformou em ídolo e modelo para o Brasil. Ou seja, caos.

Segundo as novas projeções divulgadas em 13 de outubro, o Fundo Monetário Internacional reduziu de 3,5% para 2,1% a previsão de crescimento do PIB argentino em 2026. Ao mesmo tempo, elevou a estimativa de inflação média anual de 30,4% para 32,5%. Para 2027, a projeção de crescimento também caiu, de 4% para 3,5%. Está aí o modelo de economia que Flavio Bolsonaro quer para o Brasil.

O que o FMI fez foi reconhecer, por meio de suas projeções, que a economia argentina vai de mal a pior.

E é justamente aí que a propaganda da extrema direita começa a desmoronar. Milei foi vendido como o grande exemplo de que basta cortar gastos, atacar o Estado e entregar a economia à lógica do mercado para fazer um país prosperar. Mas, quando as previsões de crescimento encolhem e a inflação volta a pressionar, a realidade cobra seu preço.

Para Flávio Bolsonaro, que exalta Milei como referência política, o problema é ainda maior. Quem pretende importar o modelo argentino precisa explicar o que pretende importar junto com ele: o ajuste econômico, a perda de dinamismo ou a promessa de prosperidade que vive sendo adiada?

O Brasil não precisa de um presidente disposto a transformar o país em laboratório de experiências ultraliberais. Precisa de um projeto que combine responsabilidade econômica com emprego, renda, investimento e proteção social.

Afinal, governar não é produzir vídeos de motosserra, posar de rebelde contra o Estado ou repetir slogans de campanha. Governar é melhorar a vida da população.

Milei é o ídolo de Flávio Bolsonaro. Mas, quando o ídolo tropeça, o candidato que o usa como exemplo também precisa prestar contas. O Brasil não pode ser empurrado para uma aventura econômica apenas porque a extrema direita decidiu transformar o presidente argentino em garoto-propaganda.


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A velha mídia mergulha de cabeça na campanha da chapa miliciano/estuprador

Globo, Veja e Estadão, acompanhados por outros pesos-pesados da velha mídia, parecem ter transformado a disputa eleitoral em uma operação política na qual o jornalismo corre o risco de virar mero instrumento de campanha. O que deveria ser cobertura equilibrada, fiscalização rigorosa e informação de interesse público passa a ser questionado diante da seletividade com que os fatos são apresentados, amplificados ou simplesmente deixados de lado.

Não se trata de exigir neutralidade absoluta de veículos que possuem linhas editoriais e interesses econômicos bem definidos. Trata-se de cobrar responsabilidade pública de empresas que concentram enorme poder de comunicação e que, por isso mesmo, têm o dever de oferecer ao cidadão informações capazes de ajudá-lo a formar sua própria opinião — e não de tentar conduzi-lo pela mão até o candidato escolhido pelos interesses que essas empresas representam.

O problema se agrava quando questões que exigem esclarecimentos, como as relações políticas, os financiamentos, os compromissos assumidos e as alianças de uma candidatura, não recebem o mesmo tratamento dispensado aos adversários. Quando um candidato é submetido a uma lupa permanente, enquanto outro parece desfrutar de uma proteção editorial, a pergunta inevitável é: quem está fiscalizando os fiscais do poder?

Globo, Veja e Estadão conhecem muito bem o peso de suas manchetes, editoriais, comentaristas e escolhas de pauta. Sabem que não é preciso declarar apoio formal a um candidato para favorecer sua campanha. Basta determinar quais assuntos dominarão o noticiário, quais denúncias ganharão destaque, quais contradições serão repetidas à exaustão e quais temas desaparecerão discretamente do horizonte público.

É assim que a disputa política pode ser distorcida sem que seja necessário publicar um único pedido explícito de voto. A influência se exerce pela repetição, pela omissão, pela hierarquia das notícias e pela construção cotidiana de uma narrativa que apresenta determinados candidatos como aceitáveis, enquanto transforma seus adversários em ameaças permanentes.

E há uma contradição histórica que não pode ser ignorada: setores da velha mídia que reivindicam para si o papel de guardiões da democracia precisam responder por seus próprios critérios democráticos. Não basta invocar a liberdade de imprensa quando são criticados. Essa liberdade, indispensável à sociedade, não elimina a obrigação de apurar os fatos com rigor, distinguir informação de opinião e submeter todos os atores políticos aos mesmos padrões de escrutínio.

A questão central, portanto, não é se Globo, Veja e Estadão têm o direito de defender suas posições editoriais. Têm. A questão é se o poder econômico e comunicacional que acumulam está sendo empregado para esclarecer o eleitor ou para favorecer uma candidatura por meio de uma cobertura seletiva.

Quando a velha mídia escolhe quais escândalos merecem manchete e quais contradições podem ser empurradas para debaixo do tapete, o eleitor tem todo o direito de desconfiar, comparar fontes e exigir explicações.

A democracia não pode ficar refém de meia dúzia de grupos de comunicação, assim como não pode depender da versão conveniente de nenhum candidato. O voto pertence ao povo, não aos donos dos jornais, das revistas e das emissoras de televisão.

E, se esses grandes veículos pretendem participar do debate político por meio de suas linhas editoriais, que o façam às claras, com argumentos, fatos verificáveis e responsabilidade. O que não podem exigir é que a sociedade confunda influência com autoridade moral, concentração de audiência com monopólio da verdade e repetição de uma narrativa com prova de que ela corresponde à realidade.

No fim das contas, a pergunta é simples: a velha mídia está cobrindo a eleição ou tentando interferir nela? A resposta exige examinar suas manchetes, suas omissões, seus critérios e o tratamento que dispensa a cada candidatura.

É justamente essa comparação que os leitores, telespectadores e cidadãos precisam fazer, sem aceitar passivamente que os interesses dos grandes grupos de comunicação sejam apresentados como se fossem os interesses do Brasil.


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Lula anuncia ‘Pix MEI’ de até R$ 5 mil e perdão de R$ 12,6 bi em dívidas

Pacote prevê transferência de até R$ 5 mil sem necessidade de devolução e perdão de dívidas que pode beneficiar 3,6 milhões de MEIs

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (13), um pacote de medidas para apoiar os microempreendedores individuais (MEIs), incluindo a criação do chamado “Pix MEI”, que prevê a transferência direta de até R$ 5 mil para pequenos empreendedores, e o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas. A iniciativa busca aliviar o endividamento, estimular a geração de renda e ampliar as condições de crescimento dos pequenos negócios.

O Pix MEI permitirá que os beneficiários recebam recursos do governo federal para investir em equipamentos, melhorias e ampliação de suas atividades. Diferentemente das linhas tradicionais de financiamento, o benefício não será um empréstimo e não exigirá a devolução do dinheiro.

“Não é crédito, não é empréstimo, é dinheiro do governo para mudar o potencial produtivo. Eu quero refazer minha barraquinha da tapioca ou eu quero comprar um equipamento novo para o meu salão de beleza”, explicou o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira.

Outra medida anunciada é o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional para perdoar dívidas acumuladas por MEIs nos últimos anos. A proposta prevê a remissão de R$ 12,6 bilhões em débitos e poderá beneficiar aproximadamente 3,6 milhões de microempreendedores.

Durante a cerimônia, Lula afirmou que as iniciativas representam uma oportunidade de recomeço para trabalhadores que enfrentam dificuldades financeiras.

“Estamos atendendo a um sonho de vocês. Por que os MEIs têm que dever 12,7 milhões para a União? Uma dívida que a União sabe que não vai receber e que atrapalha a vida das pessoas de pegar crédito em qualquer outro lugar. Estamos ajudando vocês a sair do sufoco”, declarou o presidente.

O governo também anunciou a intenção de editar um decreto para dispensar os MEIs da emissão de nota fiscal em operações destinadas a pessoas físicas, simplificando as obrigações desses trabalhadores.

residente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia sobre medidas para microempreendedores individuais, no Palácio do Planalto, Brasília - DF.Foto: Ricardo Stuckert

Ampliação do faturamento dos MEIs
Além das medidas de apoio financeiro, Lula voltou a defender a aprovação de um projeto encaminhado ao Congresso em junho que amplia o limite de faturamento anual dos microempreendedores individuais.

Atualmente, o teto é de R$ 81 mil por ano. A proposta prevê elevar esse valor para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, permitindo que pequenos negócios aumentem suas receitas sem precisar deixar imediatamente o regime simplificado de tributação.

O projeto ainda depende de aprovação parlamentar para entrar em vigor.

 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia sobre medidas para microempreendedores individuais, no Palácio do Planalto, Brasília - DF.Foto: Ricardo Stuckert

Outras medidas econômicas
O pacote integra uma série de iniciativas recentes do governo federal voltadas ao fortalecimento da renda e à redução do endividamento da população.

Nas últimas semanas, o Executivo anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, uma nova etapa do programa Desenrola para renegociação de dívidas e uma medida provisória que proíbe apostas esportivas e cassinos on-line.

Na sexta-feira (9), o governo também anunciou a ampliação da desoneração federal sobre a gasolina, com redução de R$ 0,89 nos tributos incidentes sobre o combustível.

As novas medidas para os microempreendedores haviam sido antecipadas por Lula durante um evento realizado no último sábado (10), em Natal, no Rio Grande do Norte.

*ICL


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