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Lula e o mutirão do amor contra o fascismo

É assim que a vitória de Lula está sendo celebrada por um planeta encantado com a mobilização do povo brasileiro, que mais uma vez mostrou ao mundo que o amor, a esperança e a solidariedade são forças capazes de enfrentar o ódio e derrotar o fascismo pela raiz.

O Brasil que abraça a democracia, que estende a mão aos mais pobres, que não aceita a naturalização da intolerância e que acredita na convivência entre diferentes voltou a mostrar sua força. A mobilização popular que cerca essa vitória é também um recado para o mundo: não há projeto autoritário que seja invencível quando a sociedade se levanta para defender a liberdade, a dignidade humana e o direito de sonhar com um futuro melhor.

O fascismo se alimenta do medo, da violência, da mentira e da divisão. O amor, ao contrário, constrói pontes, aproxima pessoas, desperta consciências e transforma a indignação em força coletiva. É justamente por isso que cada gesto de solidariedade, cada voz que se ergue contra a intolerância e cada pessoa que se mobiliza em defesa da democracia fazem parte de uma luta muito maior do que qualquer disputa eleitoral.

A vitória de Lula, celebrada por tantos brasileiros como uma vitória da esperança, reafirma a importância de um país que não abandona os seus, que não aceita a fome como destino e que não se curva àqueles que tentam transformar o ódio em instrumento permanente de poder.

Que essa onda de amor atravesse fronteiras, inspire outros povos e alimente a resistência democrática em todos os lugares onde a intolerância tenta sufocar a liberdade. Porque derrotar o fascismo não é apenas impedir que ele conquiste o poder: é arrancar suas raízes da sociedade, combater o preconceito, enfrentar as desigualdades e construir, todos os dias, uma cultura de paz, justiça e solidariedade.

Que o amor seja nossa bandeira, a democracia seja nosso compromisso e o povo seja sempre o protagonista da própria história!

Que nunca faltem palavras para celebrar a esperança, a democracia e a força do povo brasileiro!

VIVA LULA! VIVA O POVO BRASILEIRO! VIVA A DEMOCRACIA!


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Por que Flávio Bolsonaro, mesmo 1,87 ponto à frente de Lula, perdeu o primeiro turno — e perderá o segundo

Matéria publicada originalmente aqui no Blog Antropofagista no dia 05 de outubro, um dia depois de Lula perder para Flavio Bolsonaro o primeiro turno, mas dada a grande virada de Lula, vale para o momento.

Flávio Bolsonaro pode até ter terminado o primeiro turno com 1,87 ponto percentual de vantagem sobre Lula, mas há uma verdade política que esse número não consegue esconder: ele ganhou a apuração, mas não ganhou a eleição.

E essa diferença é fundamental.

Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram cerca de 2,2 milhões de votos de diferença. Só que, para vencer no primeiro turno, era necessário ultrapassar a barreira de 50%. Não ultrapassou. Portanto, a suposta “vitória histórica” que seus aliados tentam vender terminou exatamente onde começa a verdadeira disputa: no segundo turno.

Flávio Bolsonaro não derrotou Lula. Flávio apenas chegou à frente de Lula na primeira etapa de uma eleição que continua aberta.

E há algo ainda mais importante: o segundo turno não será disputado entre Flávio e Lula contra os outros candidatos. Será disputado entre Flávio e Lula diante de todo o eleitorado brasileiro.

É aí que começa o problema para o candidato do PL.

Os votos de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema e dos demais candidatos agora entram em uma disputa completamente diferente. Somados, os candidatos que ficaram fora do segundo turno receberam milhões de votos. Esses eleitores não pertencem a Flávio — e tampouco pertencem automaticamente a Lula. Serão disputados.

Mas existe uma diferença brutal entre os dois projetos.

Lula tem uma trajetória política própria. Flávio carrega o peso inteiro do sobrenome Bolsonaro.

E o sobrenome que o levou a 47% também pode ser exatamente o que o impede de chegar aos 50% mais um.

Flávio não está disputando apenas contra Lula. Está disputando contra a memória política do bolsonarismo, contra a rejeição acumulada pela família Bolsonaro e contra a necessidade de convencer uma parcela do eleitorado que votou em outros candidatos de que ele seria capaz de governar o país para além da guerra permanente contra o PT.

No primeiro turno, o voto antipetista funcionou como uma gigantesca âncora eleitoral. No segundo turno, porém, o eleitor precisa escolher quem quer colocar no Palácio do Planalto.

E aí aparece a fragilidade de Flávio.

Porque uma coisa é votar em Flávio para impedir Lula de vencer no primeiro turno. Outra, muito diferente, é entregar a ele quatro anos de Presidência da República.

É exatamente por isso que o resultado do primeiro turno pode ser enganoso.

Flávio conseguiu ampliar o desempenho do bolsonarismo em relação a Jair Bolsonaro em 2022. Mas Lula também continua com uma base eleitoral gigantesca: mais de 53,8 milhões de votos no primeiro turno.

E existe outro dado politicamente devastador para a narrativa de uma suposta “onda Flávio”: a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto — a menor distância entre primeiro e segundo colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

Isso não é uma avalanche.

É uma eleição absolutamente aberta.

E, quando a eleição chega ao segundo turno, a lógica muda.

Flávio terá de ampliar sua votação. Lula também. Só que Flávio precisa transformar um voto essencialmente bolsonarista e antipetista em uma maioria nacional. Precisa conquistar eleitores que não votaram nele. Precisa reduzir sua rejeição. Precisa convencer o centro. Precisa falar com quem não quer mais viver em permanente estado de guerra política.

E é justamente aí que o candidato Bolsonaro encontra seu maior obstáculo: para vencer, ele precisa deixar de ser apenas Bolsonaro.

Mas como fazer isso carregando Bolsonaro no sobrenome, Bolsonaro na campanha, Bolsonaro na identidade política e Bolsonaro como principal referência eleitoral?

É a contradição central da candidatura.

Lula, por outro lado, entra no segundo turno podendo apresentar uma narrativa muito mais simples: governar versus radicalizar; reconstrução versus conflito; experiência versus aventura.

Não se trata de dizer que a vitória de Lula está matematicamente garantida — não está. O resultado do primeiro turno prova justamente que a disputa será dura.

Mas há uma diferença fundamental entre estar na frente por 1,87 ponto e ter uma maioria consolidada capaz de vencer o segundo turno.

Flávio não tem essa maioria.

E é por isso que sua “vitória” no primeiro turno pode acabar sendo lembrada como aquilo que realmente foi: uma vitória de etapa, não uma vitória de projeto.

O primeiro turno mostrou que o bolsonarismo continua forte.

O segundo turno terá de mostrar se ele é forte o suficiente para governar o Brasil.

E essa é uma pergunta muito mais difícil de responder.

Flávio pode ter chegado em primeiro.

Mas, politicamente, a eleição começou de verdade agora.


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Moraes determina que Flávio Bolsonaro entregue passaportes por risco de fuga

Em vídeo, senador diz que medida se baseou em declaração de Eduardo Bolsonaro, que defendeu o irmão deixar o país em caso de derrota; entrevista foi dada antes do resultado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi intimado nesta segunda-feira pela Polícia Federal para que entregue seus passaportes em 24 horas. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No mesmo despacho, Moraes proibiu Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz. Os dois são investigados em um inquérito na Corte por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Tomaz está fora do país desde agosto, segundo a PF.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar disse ter sido abordado no meio da rua, após deixar o condomínio onde mora, no Lago Sul, em Brasília, a caminho da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão do STF atinge Flávio Bolsonaro em meio a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador terá de entregar os documentos de viagem no prazo determinado e está proibido de manter contato com o advogado Willer Tomaz. A investigação segue em andamento, e as suspeitas ainda precisam ser apuradas pela Justiça.

Destino sem foro privilegiado e o horizonte penal
A derrota nas urnas consolida a contagem regressiva para o término do mandato parlamentar de Flávio Bolsonaro no Senado Federal, previsto para se encerrar em fevereiro de 2027. O encerramento de sua atuação no Congresso Nacional, todavia, não significará o alívio judicial de ver seus processos remetidos à primeira instância ou diluídos na Justiça comum.

Isso ocorre porque o pleno do Supremo Tribunal Federal consolidou uma alteração estrutural em sua jurisprudência no tocante ao foro por prerrogativa de função. Por maioria de 7 votos a 4, a Corte fixou a tese de que os procedimentos criminais iniciados contra autoridades continuam sob a jurisdição do STF mesmo após o encerramento do exercício das funções públicas, desde que os atos delituosos apontados tenham sido praticados no exercício do mandato e em razão do cargo ocupado.

Desse modo, os desdobramentos das apurações de lavagem de dinheiro por meio das plataformas de apostas e do financiamento do longa-metragem permanecerão sob o escrutínio direto dos ministros do STF. Com os passaportes retidos pela Polícia Federal e sob a vigilância ostensiva das autoridades de segurança, o senador derrotado enfrenta um cenário de isolamento político e severo estrangulamento jurídico, sem garantias de fuga ou de contorno às responsabilizações penais que se desenham no horizonte. (Trecho da Forum).


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Com a segunda derrota consecutiva de Bolsonaro, que enterra de vez sua vida política, o ódio deixou de ser cabo eleitoral da direita

Com a segunda derrota consecutiva de Bolsonaro, o projeto político do bolsonarismo enfrenta mais um abalo. A aposta no ódio, na intolerância e na permanente fabricação de inimigos, que por tanto tempo mobilizou eleitores e alimentou a extrema direita, já não garante os resultados de antes.

A política do ressentimento tem limites. O medo pode mobilizar, a mentira pode confundir e o ódio pode incendiar multidões, mas nenhum desses ingredientes substitui indefinidamente um projeto de país. Quando a realidade cobra a conta, o discurso de guerra permanente começa a perder força.

Bolsonaro pode estar chegando ao fim de seu ciclo político, e o bolsonarismo terá de enfrentar uma questão decisiva: o que sobra de um movimento que fez do ódio sua principal bandeira?

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Estudantes que iniciaram onda de atos pró-Lula voltam às ruas: ‘Obstáculo à extrema direita’

“Enquanto existirem estudantes organizados, eles não vão atingir os objetivos deles sem resistência”, diz João Paulo Pimenta

Na noite de segunda-feira, 5 de outubro, quando os brasileiros progressistas ainda estavam perplexos com a vitória de Flávio Bolsonaro no 1º turno das eleições, realizado na véspera, estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), resolveram agir. Alunos de Direito organizaram um ato para mostrar ao candidato do PL e aos congressistas de extrema direita que foram eleitos que pelo menos ali haveria resistência.

“Era para os estudantes de Direito se manifestarem, mostrarem a indignação para quem estava passando na rua, para a gente mostrar que estaríamos ali e continuaríamos independente do resultado”, recorda João Paulo Pimenta, de 22 anos, que cursa o 7º período do curso de Direito e é diretor-executivo do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV). “Quando nós piscamos começou a ter uma adesão enorme dos CAs e DAs da UFF. E no final tinha duas mil pessoas na rua”.

Após o ato em Niterói, as manifestações de estudantes universitários começaram a se multiplicar por todo o país e rapidamente outras categorias e cidadãos comuns se juntaram à massa humana que tomou as ruas de várias cidades.

Esse impulso fundamental para a vitória de 2º turno não se esgotou na eleição. Nesta segunda-feira (26) os estudantes da UFF fazem ato para mostrar ao Congresso de extrema direita que a pauta de supressão de direitos não será algo fácil de levar à frente

“É pra dizer para a extrema direita que nós seremos o obstáculo deles. Que enquanto existir movimento estudantil, enquanto existirem estudantes organizados, eles não vão atingir os objetivos deles sem resistência”, diz Pimenta, que concedeu entrevista ao ICL Notícias:

João Paulo Pimenta Armando, 7º período do curso de Direito da UFF. Estou Diretor Executivo do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV). De camisa branca.

ICL Notícias – Qual a pauta da manifestação de hoje?

João Paulo Pimenta – Nosso objetivo de hoje é reforçar o que a gente fez nos últimos quinze dias de campanha. Quer dizer que os estudantes estiveram presentes na campanha, nós que não desistimos um segundo, que nós estaremos aqui como nós estivemos desde sempre para lutar por uma educação pública e gratuita de qualidade. É pra dizer para a extrema direita que nós seremos o obstáculo deles. Que enquanto existir movimento estudantil, enquanto existirem estudantes organizados, eles não vão atingir os objetivos deles sem resistência. Que nós da Universidade Federal Fluminense, nós da Faculdade de Direito, permanecemos permanecemos vigilantes.

E não é porque o Lula ganhou que nós vamos relaxar. Não, o Lula ganhou. Isso é ótimo. Mas o Congresso continua sob ameaça da extrema direita, sob ameaça do desmonte que eles que fazer no Estado. Então, nós permaneceremos nas ruas, nós permaneceremos nas universidades, dizendo que eles não irão fazer o que eles pretendem fazer sem a nossa resistência.

Por causa das manifestações de rua na campanha do 2º turno, Lula disse que vai repensar sua maneira de governar e vai fazer uma gestão mais próxima ao povo. Como acha que isso pode ser feito?

Eu acho que foi uma fala muito positiva do presidente Lula, porque a percepção de muitas pessoas é de que os governos do PT se afastaram das bases. O que não necessariamente é verdade. Mas me parece ser uma percepção de um número razoável de pessoas Então, é importante que o discurso volte a ser esse. Volte a ser “Nós vamos estar nas ruas”, “Nós vamos estar próximos das bases”. Porque, no final das contas, são as bases que elegem os governos e os mandatos do Partido dos Trabalhadores.

O Lula é uma pessoa que veio da base, então é essencial que esse discurso seja efetivamente transformado em uma prática. E eu acredito, sim, que isso possa ser factível, atendendo de uma maneira mais publicizada e efetiva algumas demandas essenciais da população em geral. A chave é ter mais presença nas redes sociais, divulgando o que o governo faz, escutar as reivindicações da sociedade civil, que não são poucas hoje, muito graças aos governos do Michel Temer e de Jair Bolsonaro.

Que o Lula chame as entidades de representação para Brasília, para conversar, para sentar e ouvir o que essas pessoas querem, pensar como é possível realizar o que essas pessoas quere. Isso é essencial na minha visão.

Vídeo da primeira manifestação na campanha do 2º turno

Vocês esperavam que aquela primeira manifestação em Niterói fosse se tornar o estopim para uma mobilização nacional tão gigantesca?

Não, a gente não esperava. Na verdade, não esperávamos nem que o nosso ato no dia 5 fosse tomar as proporções que tomou. Porque originalmente foi planejado pelo CAEV, que é o Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, da Faculdade de Direito da UFF. Era para os estudantes de Direito se manifestarem, mostrarem a indignação para quem estava passando na rua, para a gente mostrar que estaríamos ali e continuaríamos independente do resultado.

E quando nós piscamos começou a ter uma adesão enorme dos CAs e DAs da UFF. E no final tinha duas mil pessoas na rua. Então, nós jamais poderíamos ter esperado por isso. Muito menos que o nosso ato serviria como fagulha para movimentação que aconteceu no Brasil inteiro. E acho que foi muito porque as pessoas não se acovardaram e saíram às ruas depois de olharem o ato que a gente fez lá. Um ato orgânico dos estudantes indignados com o resultado do primeiro turno e que saíram às ruas em defesa da educação pública, da saúde e da República. Acho que isso é o mais importante.

Nos últimos anos, muita gente repetiu que a juventude estava desmobilizada, despolitizada e desencantada com partidos e eleições. Como se explica o tamanho dessas manifestações.

A minha percepção é que a desmobilização das ruas nos últimos anos é justamente uma consequência do pensamento de que não adiantaria nada, de que era anacrônico, de que a batalha agora era exclusivamente nas redes sociais. Acredito que nesse segundo turno percebeu-se que se nós estávamos perdendo nas redes sociais a gente deveria encontrar um outro meio de mostrar que estávamos ali. E de que estávamos todos defendendo uma mesma bandeira, que não estávamos sozinhos nisso.

Não acho que faltava motivo, não acho que nos últimos anos faltaram pautas para que as pessoas fossem às ruas, mas acho que nunca foi considerado essencial vencer uma eleição como foi considerado nessa. Então, as pessoas foram paras ruas para defender a educação de qualidade, gratuita, a saúde gratuita de qualidade, o republicanismo, o Estado democrático de direito, a plenitude democrática. E acho que tudo isso pesou. Porque todo mundo que saiu às ruas sofreu consequências do governo do Jair Bolsonaro ou temia sofrer consequências do governo do Flávio. Quantas pessoas morreram na pandemia? Quantas pessoas foram privadas de direitos básicos? Acho que as pessoas se deram conta disso e saíram as ruas.

*Chico Alves/ICL


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Zambelli de 2026: Aliados de Flávio Bolsonaro culpam Nikolas Ferreira por derrota nas urnas

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a atribuir ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) parte da reação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste no segundo turno. Segundo Valdo Cruz, da GloboNews, a campanha avaliou que a série de vídeos produzida pelo parlamentar para conquistar votos na região acabou provocando efeito contrário.

“A própria campanha do Flávio reconheceu para mim que foi um erro. No início, acharam que foi muito acertado”, afirmou o comentarista.

Os números ajudam a dimensionar a reação. Lula acrescentou cerca de 2,95 milhões de votos no Nordeste entre os dois turnos, enquanto Flávio ganhou apenas 397 mil. O presidente terminou com 24,45 milhões de votos na região, ou 69,37% dos válidos, contra 10,8 milhões do adversário. A vantagem nordestina chegou a 13,65 milhões e foi fundamental para compensar as derrotas de Lula no Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

https://twitter.com/i/status/2114507177146671298

A campanha petista também fez um esforço específico para ampliar essa margem. Depois do primeiro turno, Lula colocou nomes do Nordeste no comando da estratégia: Camilo Santana assumiu a articulação política, Rui Costa passou a cuidar da agenda e Rafael Fonteles, da comunicação.

Governadores, prefeitos e parlamentares intensificaram carreatas, atos e ações contra a abstenção. Ceará, Pernambuco e Paraíba acabaram registrando as três menores taxas de ausência do país no segundo turno.

Foi nesse contexto que Nikolas lançou “O Nordeste que foi esquecido”. A gravação reuniu cinco moradores de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, relatando pobreza, dificuldades com saúde, saneamento e custo de vida.

O vídeo não informava inicialmente que as entrevistas haviam sido feitas no mesmo município que, dias antes, o próprio deputado apresentara como exemplo de prosperidade graças ao agronegócio. Os dados gerais apresentados ao final eram referentes a todo o Nordeste, e não especificamente à cidade mostrada nas imagens.

A produção começou a ser questionada quando os bastidores vieram a público. As imagens mostram câmeras profissionais, iluminação e teleprompter, além de integrantes da equipe escolhendo enquadramentos.

Em determinado momento, o coordenador de comunicação de Nikolas sugere evitar uma antena parabólica mais moderna no cenário: “Essa antena é mais tecnológica, né, não?”. Depois da mudança, o deputado reage: “Putz, melhorou mil por cento”. Em outra cena, uma voz comenta sobre uma entrevistada: “Ela faz uma cara de coitada, que chega a dar dó”.

Moradores também contestaram a descrição de abandono feita no vídeo. Assentados disseram que políticas públicas anteriores haviam levado água, energia e crédito agrícola à comunidade. Houve ainda questionamentos sobre um dos entrevistados, conhecido como Binha, apontado por adversários como proprietário de uma Hilux e de uma residência em condições diferentes das exibidas. Essas últimas informações foram apresentadas pelo deputado Pedro Campos (PSB-PE) e não tiveram todos os detalhes verificados de forma independente.

O episódio teve um desfecho simbólico nas urnas. Em Luís Eduardo Magalhães, Flávio ainda venceu, mas Lula cresceu muito mais: passou de 20.173 para 24.739 votos, alta de 22%. Flávio foi de 38.496 para 39.688, avanço de apenas 3%. DCM.


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Vídeos – A força do povo: Virada histórica de Lula leva multidões às ruas do Rio e de São Paulo

Cinelândia, no Rio, e Avenida Paulista, em São Paulo, concentraram as principais celebrações após vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou milhares de apoiadores às ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo na noite deste domingo (25). Após uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, eleitores ocuparam a Cinelândia, no Centro do Rio, e a Avenida Paulista, na capital paulista, para celebrar a vitória do petista, que conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.

Em São Paulo, milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista, especialmente nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A multidão entoou gritos de “é tetra”, “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e “a Paulista é nossa”. Também foram ouvidas palavras de ordem contra Flávio Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de pedidos de “sem anistia”.

Durante o pronunciamento, Lula destacou a mobilização popular e prometeu ampliar políticas educacionais, incluindo a universalização do Pé-de-Meia no ensino médio, a criação do Pé-de-Meia Universitário e a expansão do ensino em tempo integral. O presidente também elogiou a participação do deputado federal André Janones (Rede-MG) na campanha.

Lula, em discurso na festa da vitória na Avenida Paulista, também pediu que os presentes cantassem o Hino da Independência do Brasil. “Eu devo essa vitória a cada um e a cada uma de vocês. Por isso, ontem [em manifestação no mesmo local] fiquei emocionado e quero pedir para, outra vez, cantarem o Hino da Independência para eles saberem que nós não cabemos no quintal de ninguém”, disse.

*ICL


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LULA TETRA! As imagens falam por si

O povo, lindamente, reelege Lula.


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O ministro Zanin prorroga a votação até às 19h em todo o Brasil

Campanha de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram mais cedo a prorrogação da votação em estados que haviam sido afetados por falhas, redução de frotas e cobrança indevida no transporte público e pelas chuvas.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h em todas as seções do país.

“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”.

Moradores de Salvador organizam caronas solidárias após falta de ônibus

A redução da frota de ônibus em Salvador, que levou a Justiça Eleitoral a decretar a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, gerou uma onda de solidariedade entre moradores neste domingo (25). Após vídeos de pontos e estações lotados circularem nas redes sociais, voluntários passaram a organizar caronas para levar eleitores aos locais de votação.

Por volta das 13h, um grupo de WhatsApp já reunia 1,2 mil participantes, que compartilhavam pedidos de ajuda e articulavam trajetos. Moradores que já haviam votado também saíram de carro e começaram a passar pelos pontos próximos oferecendo caronas.

Com apoio jurídico do advogado Guilherme Moura, a iniciativa iniciada em grupo do WhatsApp orientava os voluntários a priorizar mulheres e idosos, circular sem propaganda eleitoral e não perguntar em quem os passageiros votariam. As mensagens também indicavam canais do Ministério Público, da Justiça Eleitoral e da Defensoria Pública da Bahia para denunciar problemas no transporte.

O senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT) usou as redes sociais para incrementar as denúncias, afirmando que a gestão municipal e as operadoras de linhas de ônibus estão cometendo “crime eleitoral”. “Quero pedir à população de Salvador que tem carro ou moto, vamos ajudar. Passe no ponto de ônibus e veja se você pode dar uma carona solidária para facilitar e ajudar o povo de salvador a votar”, afirmou.

Em função de problemas como este de Salvador e outros em diversas cidades do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro o STF, através do ministro Zanin prorrogou a votação até às 19h em todo o Brasil.


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Política

Bolsonarista acorrenta homem negro com adesivo do PT em ato de Flávio Bolsonaro no RJ

Cena foi flagrada durante no encerramento da campanha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Um apoiador de Flávio Bolsonaro conduziu um homem negro acorrentado e com adesivos do PT durante a manifestação de encerramento da campanha do senador no sábado (24), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As imagens registradas pelo jornalista francês Raphaël Bernard e divulgadas pela Revista Fórum e divulgadas nas redes sociais.

No vídeo, o homem aparece com adesivos e inscrições alusivas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e segura um tridente enquanto é conduzido pelo manifestante. Nas imagens, o apoiador também grita ofensas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como “Lula ladrão”, “Satanás” e “capiroto”.

Ainda não há informações sobre identidade do homem acorrentado, sobre as circunstâncias da encenação ou se houve algum tipo de constrangimento ou agressão.

O ato, batizado de “Bloco do 22”, reuniu milhares de apoiadores de Flávio Bolsonaro na praia da Barra da Tijuca e marcou o encerramento de sua campanha eleitoral. O senador participou da mobilização ao lado de aliados políticos e da esposa, Fernanda Bolsonaro, usando um colete à prova de balas. Entre os presentes estavam o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o senador Carlos Jordy (PL-RJ), o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

As imagens repercutiram negativamente nas redes sociais na véspera da votação do segundo turno presidencial. O cantor Baco Exu do Blues gravou um vídeo reagindo à cena, em que afirma: “Quando vocês apoiam o Bolsonaro, vocês apoiam esse tipo de comportamento, querndo ou não”.

*ICL


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