Categorias
Política

Lula domina o debate no Inteligência Ltda enquanto Flávio Bolsonaro afunda no Canal Livre

A participação de Lula no podcast Inteligência Ltda evidenciou a diferença entre um político acostumado ao debate público e outro que parece cada vez mais desconfortável diante de perguntas que fogem do roteiro. Em uma conversa longa, Lula transitou por temas como economia, política internacional, democracia e os desafios do país, demonstrando desenvoltura, experiência e capacidade de sustentar suas posições, concorde-se ou não com elas.

No outro extremo, a passagem de Flávio Bolsonaro pelo Canal Livre foi marcada por respostas evasivas, dificuldade para enfrentar questionamentos e momentos de evidente desconforto. Em vez de apresentar propostas consistentes ou esclarecer as controvérsias que cercam sua trajetória política, o senador recorreu a argumentos repetitivos e procurou deslocar o foco das perguntas mais incômodas.

A comparação entre as duas entrevistas acabou sendo inevitável nas redes sociais. Enquanto Lula ocupou o espaço para discutir projetos, fazer análises e responder aos entrevistadores, Flávio passou boa parte do tempo na defensiva, reagindo às perguntas em vez de conduzir a conversa.

Entrevistas longas costumam expor as virtudes e as limitações de quem ocupa cargos públicos. Sem a proteção de discursos preparados ou de vídeos curtos para redes sociais, prevalecem a capacidade de argumentação, o domínio dos temas e a habilidade para responder sob pressão. Nesse aspecto, os desempenhos dos dois políticos seguiram direções opostas: um saiu fortalecido pela exposição; o outro mostrou que ainda não encontrou respostas convincentes para as questões que o acompanham.

Simples, Flavio Bolsonaro é somente um oportunista que se candidata à Presidência da República para, primeiro, cifras, muitas cifras e, segundo, anistiar seu pai.

Definitivamente, não há termos de comparação.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Lula reforça soberania nacional e defende fabricação brasileira de drones

Lula afirmou Brasil precisa fabricar seus próprios drones e ampliar capacidade de defesa

O presidente Lula defendeu o fortalecimento da indústria nacional de defesa e afirmou que o Brasil precisa desenvolver e fabricar seus próprios drones, reduzindo a dependência tecnológica de fornecedores estrangeiros. A declaração foi feita durante visita à Avibras, em Jacareí (SP), onde o presidente voltou a sustentar que a atual conjuntura internacional exige maior capacidade de proteção da soberania nacional.

Segundo Lula, um país com as dimensões territoriais e as riquezas estratégicas do Brasil não pode depender de equipamentos importados para garantir sua segurança. O presidente destacou que o fortalecimento da base industrial de defesa deve caminhar junto com investimentos em ciência, tecnologia e inovação, permitindo ao país produzir sistemas de vigilância, armamentos e drones de fabricação nacional.

Ao justificar a necessidade de ampliar os investimentos no setor, Lula afirmou que o mundo vive um cenário de crescente instabilidade geopolítica e que o Brasil precisa estar preparado para proteger suas fronteiras, seu litoral, a Amazônia e seus recursos naturais. “Tem loucos no mundo querendo fazer guerra”, declarou o presidente, acrescentando que o objetivo não é incentivar conflitos, mas assegurar capacidade de dissuasão e autonomia estratégica.

Lula também argumentou que a produção nacional de drones representa um passo fundamental para modernizar as Forças Armadas e fortalecer a soberania tecnológica brasileira. Na avaliação do presidente, depender de fornecedores externos em momentos de crise pode comprometer a capacidade de resposta do país, razão pela qual defendeu uma política de longo prazo voltada ao desenvolvimento da indústria de defesa nacional.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Durante convenção que oficializou sua candidatura à reeleição e apontou Haddad coo possível sucessor

Durante a convenção nacional que oficializou sua candidatura à reeleição neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um gesto político que foi interpretado como um sinal claro sobre a sucessão no campo petista. Em seu discurso, Lula projetou Fernando Haddad como um potencial herdeiro de seu legado, ao afirmar que espera entregar ao ex-ministro um país ainda mais desenvolvido quando ele estiver preparado para disputar a Presidência da República.

Ao mencionar Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, Lula afirmou que imagina vê-lo governar o estado por oito anos antes de chegar ao Palácio do Planalto. A declaração foi entendida como a indicação mais explícita até agora de que o presidente enxerga o ex-ministro da Fazenda como um dos principais nomes para liderar o partido na disputa presidencial de 2030.

Na sequência, Lula ampliou o horizonte da sucessão e citou outros quadros do partido, como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, além de mencionar lideranças de estados como Ceará, Pernambuco e Bahia. Ainda assim, Haddad foi o primeiro nome lembrado espontaneamente pelo presidente, reforçando a percepção de que ocupa posição privilegiada na estratégia de renovação da liderança petista.

A convenção também confirmou a candidatura de Lula ao quarto mandato presidencial, novamente tendo Geraldo Alckmin como candidato a vice. Em um discurso de tom mais firme, o presidente afirmou que pretende fazer uma campanha mais combativa do que em eleições anteriores e defendeu a continuidade de seu projeto político, apresentando Haddad como um dos nomes capazes de dar sequência a esse legado no futuro.

Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

De Tarcísio de Freitas para Claudio Castro: ‘Eu sou você amanhã’

Tarcísio está para São Paulo como Cláudio Castro está para o Rio de Janeiro

Há uma tentativa permanente de apresentar Tarcísio de Freitas como um gestor técnico, moderado e distante dos excessos do bolsonarismo. Mas basta observar sua trajetória política e a forma como governa São Paulo para perceber que essa narrativa não resiste aos fatos. Tarcísio está para São Paulo assim como Cláudio Castro está para o Rio de Janeiro: ambos são produtos políticos de Jair Bolsonaro e governam sob a mesma lógica de subordinação ao projeto bolsonarista.

Os dois chegaram ao poder impulsionados pelo capital político do ex-presidente, construíram suas carreiras ancorados na mesma base eleitoral e compartilham prioridades semelhantes. Em vez de representar uma ruptura com o bolsonarismo, funcionam como suas principais vitrines administrativas nos dois estados mais relevantes do país.

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro acumulou crises políticas, denúncias envolvendo aliados, dificuldades na segurança pública e uma gestão frequentemente marcada por investigações sobre contratos e pelo desgaste institucional. Ainda assim, manteve sua fidelidade ao núcleo bolsonarista, transformando o Palácio Guanabara em uma extensão do projeto político da extrema direita.

Em São Paulo, Tarcísio procura cultivar uma imagem mais sofisticada, mas suas decisões revelam a mesma orientação ideológica. O governador confronta políticas ambientais, flexibiliza mecanismos de proteção, adota um discurso de enfrentamento contra adversários políticos e frequentemente se alinha às pautas defendidas por Bolsonaro. Mesmo quando busca dialogar com setores do mercado ou do empresariado, evita romper com a base que o elegeu.

A principal diferença entre ambos está na embalagem, não no conteúdo. Castro tem um forma de governar mais explícita, enquanto Tarcísio investe na construção de uma aparência de moderação. Um prefere o confronto direto; o outro administra a própria imagem com maior cuidado. Mas, no momento das decisões políticas relevantes, ambos convergem para o mesmo campo.

Essa estratégia de distinguir Tarcísio do bolsonarismo interessa tanto aos seus apoiadores quanto a setores que desejam apresentá-lo como uma alternativa eleitoral mais palatável. Entretanto, separar o governador paulista de Bolsonaro exige ignorar sua origem política, suas alianças e a coerência de suas escolhas desde que assumiu o governo.

Em essência, Tarcísio e Cláudio Castro representam duas versões de um mesmo projeto: um bolsonarismo adaptado às características de cada estado, mas comprometido com os mesmos valores, os mesmos aliados e a mesma visão de poder. A diferença entre eles está menos na direção que seguem do que na forma como se apresentam ao eleitorado.

Ou seja, Tarcísio representa o efeito orloff de São Paulo em relação ao Rio de Janeiro, eu sou você amanhã.

Isso significa dizer que toda a bandalha que virou a política no Rio de Janeiro com crime organizado, milícia, misturados com a Alerj e governo Claudio Castro, já se repete em São Paulo com o escândalo do envolvimento dos coronéis que comandam a Segurança Pública de Tarcísio.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Lula promete 4º mandato mais combativo: “Não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta”

Em discurso marcado por um tom de confronto político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, caso dispute e vença as eleições de 2026, exercerá um eventual quarto mandato de forma mais incisiva. Ao recorrer à expressão que marcou sua campanha presidencial de 2002, Lula sinalizou que pretende abandonar a imagem conciliadora do “Lulinha paz e amor” para assumir uma postura mais firme diante de adversários e de temas considerados estratégicos para seu governo.

“Não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta”, declarou o presidente, indicando que considera encerrado o ciclo de moderação que caracterizou parte de sua trajetória política. A fala foi interpretada como um recado tanto à oposição quanto aos setores que, segundo ele, têm dificultado a implementação de políticas públicas e alimentado um ambiente permanente de tensão institucional.

Nos últimos meses, Lula tem elevado o tom de seus discursos ao criticar a atuação da extrema direita, denunciar tentativas de desestabilização democrática e defender uma presença mais ativa do Estado em áreas como desenvolvimento econômico, combate às desigualdades e proteção ambiental. O presidente também tem cobrado maior compromisso de aliados e reforçado a necessidade de enfrentar aquilo que chama de “disputa permanente de narrativas”.

A declaração ocorre em um momento de crescente movimentação política visando as eleições de 2026. Lula tem dado sinais de que pretende participar diretamente da disputa e liderar o campo governista, caso confirme sua entrada na corrida eleitoral.

A expressão “Lulinha paz e amor” ficou conhecida durante a campanha de 2002, quando o então candidato buscou transmitir estabilidade e ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e do mercado. Ao afirmar que deseja ser um “Lulinha porreta”, Lula indica uma mudança de estratégia, apostando em uma postura mais combativa para enfrentar adversários políticos e defender sua agenda de governo.

A fala reforça a percepção de que, se disputar um novo mandato, Lula pretende conduzir a campanha e um eventual governo com menos disposição para concessões políticas e maior ênfase no enfrentamento direto às forças que considera ameaças à democracia e ao seu projeto político, incluindo, óbvio, os programas sociais.,


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Mundo

Trump faz piada macabra enquanto blinda Netanyahu das acusações de crimes de guerra

Donald Trump voltou a demonstrar que, para ele, até mesmo acusações de crimes de guerra podem servir de matéria-prima para o humor político. Ao ironizar o fato de ainda não ser alvo do Tribunal Penal Internacional (TPI) e afirmar que a campanha americana contra a corte busca proteger Benjamin Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos transformou uma das mais graves crises humanitárias do século em motivo de chacota.

A declaração ganha peso por ocorrer em meio às acusações que recaem sobre o primeiro-ministro israelense. Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional expediu um mandado de prisão contra Netanyahu, imputando-lhe crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à condução do genocídio em Gaza. Israel rejeita as acusações e contesta a jurisdição da corte, posição compartilhada pelos Estados Unidos.

Ao tratar o assunto em tom jocoso, Trump não apenas reafirma seu alinhamento incondicional ao governo israelense, como também banaliza denúncias que envolvem milhares de mortes de civis, destruição em larga escala e uma crise humanitária sem precedentes recentes. Em vez de discutir responsabilidade internacional ou mecanismos de prestação de contas, opta por transformar o debate em espetáculo político.

A ironia presidencial também reforça uma mensagem clara: a prioridade da Casa Branca é proteger aliados estratégicos, mesmo quando enfrentam acusações perante organismos internacionais. O próprio Trump declarou que a ofensiva contra o TPI tem como objetivo defender Netanyahu, deixando explícita a disposição de confrontar instituições multilaterais em favor do premiê israelense.

Quando líderes mundiais transformam alegações de crimes de guerra em motivo de piada, o efeito vai além da retórica. A mensagem transmitida é a de que o sofrimento humano pode ser relativizado quando entra em choque com interesses geopolíticos. Em um cenário marcado por denúncias graves e por uma intensa disputa em torno da responsabilização internacional, o humor deixa de ser apenas humor: converte-se em instrumento de deslegitimação da própria ideia de justiça.

Na vida real, Israel ganha cada vez mais repúdio da comunidade internacional. Populações do mundo inteiro vão se levantando contra o massacre de Israel à Gaza, patrocinado pelos EUA, mostrando que Israel há muito perdeu sua principal arma, a narrativa manipulada, massificada de que é, em qualquer circunstância, vítima do mundo.

Se Israel perdeu essa condição, é porque caminha a passos largos para um debate sobre a razão de sua existência como Estado.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Mudanças propostas por Flávio reduziriam controle ambiental sobre mineradora ligada ao Master

Emendas de Flávio favoreceriam mineradora ligada ao Master ao enfraquecer fiscalização ambiental

Emendas apresentadas por Flávio Bolsonaro podem abrir caminho para o enfraquecimento da fiscalização ambiental sobre atividades de mineração, segundo críticas de especialistas e parlamentares que acompanham a tramitação das propostas. O ponto mais sensível é que as mudanças beneficiariam uma mineradora vinculada a interesses  do Banco Master de Daniel Vorcaro, ampliando os questionamentos sobre eventual conflito entre atuação legislativa e interesses privados.

As alterações propostas reduziriam instrumentos de controle e de monitoramento ambiental justamente em um setor historicamente marcado por graves acidentes e elevado potencial de impacto socioambiental. Na avaliação de críticos, flexibilizar mecanismos de fiscalização significa aumentar o risco de danos ambientais, reduzir a capacidade preventiva dos órgãos públicos e dificultar a responsabilização de empresas em caso de irregularidades.

O tema ganha ainda mais repercussão porque ocorre em meio às investigações e às suspeitas envolvendo a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o Banco Master. A Câmara dos Deputados, inclusive, recebeu uma Proposta de Fiscalização e Controle destinada a apurar possíveis irregularidades relacionadas às negociações atribuídas ao senador e ao banqueiro, além da utilização de emendas parlamentares.

O debate também contrasta com o movimento recente do governo federal de reforçar a estrutura de fiscalização da atividade minerária, com investimentos anunciados para ampliar a atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM) e o combate a ilícitos no setor.

Caso as alterações avancem, ambientalistas alertam que o precedente poderá enfraquecer a capacidade de fiscalização em um dos segmentos econômicos que mais exigem rigor técnico e acompanhamento permanente. Para os críticos, qualquer flexibilização das regras precisa ser analisada com transparência, sobretudo quando seus potenciais beneficiários mantêm relações comerciais ou políticas com agentes públicos responsáveis pela elaboração das propostas.

Ou seja, fica cada vez mais evidente que Flavio estava cobrando de Vorcaro pagamento por serviços prestados ao maior bandido do sistema financeiro da hsitória do Brasil.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

No Brasil não tem fundamentalistas e extremistas, o que o país tem é um combo de vigaristas e oportunistas

Costuma-se dizer que o Brasil foi tomado por fundamentalistas e extremistas. A realidade, porém, parece menos ideológica e muito mais pragmática. O que se vê, em grande parte, é um combo de vigaristas e oportunistas que descobriram que o radicalismo rende votos, dinheiro, poder e imunidade política.

O verdadeiro fundamentalista acredita naquilo que defende, ainda que suas ideias sejam incompatíveis com a democracia ou com os direitos humanos. Já o oportunista veste qualquer fantasia que lhe seja conveniente. Hoje posa de patriota; amanhã negocia nos bastidores. Em público faz discursos inflamados sobre Deus, família e moralidade; em privado, não hesita em abandonar esses mesmos princípios quando surgem vantagens pessoais, tendo em Flavio Bolsonaro um exemplo.

Essa indústria da indignação transformou a política em espetáculo. Quanto maior a mentira, mais curtidas. Quanto mais agressivo o discurso, maior o engajamento. Quanto mais absurda a teoria conspiratória, mais fácil mobilizar seguidores dispostos a acreditar que estão travando uma batalha épica entre o bem e o mal.

Nesse ambiente, a ideologia deixa de ser um conjunto de valores e se torna apenas uma ferramenta de marketing. O radicalismo é usado como estratégia de negócios. O medo, a raiva e o ressentimento convertem-se em capital político e financeiro. Não importa a coerência; importa manter a plateia permanentemente mobilizada.

O Brasil convive, evidentemente, com grupos que defendem posições extremistas. Mas muitos dos personagens que ocupam o centro desse debate não parecem movidos por convicções profundas. São profissionais da polarização, especialistas em fabricar crises, explorar conflitos e transformar a indignação coletiva em patrimônio pessoal.

A democracia não é ameaçada apenas pelos que acreditam sinceramente em projetos autoritários. Ela também é corroída por aqueles que fazem do extremismo um negócio lucrativo, usando a radicalização como escudo para interesses privados e como atalho para permanecer no poder.

Talvez, portanto, o maior desafio do país não seja enfrentar fanáticos ideológicos, mas desmascarar os oportunistas que descobriram que fingir ser um deles pode ser muito mais rentável.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Como a conta da água da Sabesp financia o massacre de Israel contra a Palestina

O Wellington Management Group, fundo norte-americano de investimentos que é o quarto maior acionista da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), detendo 5,4% de suas ações, é o terceiro maior financiador da guerra de Israel contra a Palestina, tendo adquirido 250 milhões de euros (R$ 1,46 bilhão) em títulos de guerra (“Israel Bounds”) emitidos pelo governo de Israel.

Já a Blackrock Inc., companhia norte-americana que é a maior gestora de ativos financeiros do mundo, é a terceira maior acionista da Sabesp, com 6,1% das ações, atrás apenas do governo estadual (18,1%) e do Grupo Equatorial, chamado investidor de referência, com 15,1%. Esta empresa é a quarta maior detentora de títulos de guerra da dívida israelense, com 68 milhões de euros (R$ 398 milhões).

Finalmente, o segundo maior comprador de títulos de guerra israelense, o fundo norte-americano Vanguard, financia o esforço de guerra de Israel com US$ 546 milhões, ou R$ 2,8 bilhões. Ao mesmo tempo, é detentor de 2,32% do capital da companhia paulista de saneamento.

Segundo o governo israelense, o país aumentou drasticamente a emissão de “Israel Bonds” — um instrumento financeiro lançado pelo governo para angariar fundos junto de particulares e pequenos investidores — desde 7 de outubro de 2023, “devido à situação de segurança de Israel” na Faixa de Gaza. As receitas dos títulos revertem para o orçamento geral do Estado de Israel e, tal como anunciado pelas autoridades, ajudam a sustentar a sua capacidade militar.

No último dia 21, o escritório na Europa da organização humanitária Anistia Internacional divulgou uma declaração pública em que afirma que “a União Europeia (UE) deve pôr fim à venda de ‘Israel Bonds’ – títulos do tesouro do estado de Israel –, sob pena de se tornarem cúmplices do genocídio em curso contra os palestinos na Faixa de Gaza”.

A maior compradora desses papeis israelenses é a gestora de ativos norte-americana PIMCO, subsidiária da seguradora multinacional alemã Allianz, que adquiriu, por meio de sua subsidiária, quase 1 bilhão de dólares em títulos de guerra de Israel. Logo depois, vem o Vanguard, outro dos maiores fundos do mundo, com US$ 546 milhões, e sexto maior acionista da sabesp, com 2,32% do capital da companhia privatizada. Em terceiro e quarto estão o quarto e o terceiro maiores acionistas da Sabesp, Wellington Management e Blackrock.

Como o dinheiro do cidadão paulista financia o genocídio, e o papel de Tarcísio
Desde que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) bateu o martelo e privatizou a Sabesp, em 23 de junho de 2024, a companhia já distribuiu R$ 4,3 bilhões de lucro a seus acionistas. Em maio de 2025, pagou cerca de R$ 2,5 bilhões; em abril deste ano, entregou um montante adicional de quase R$ 1,8 bilhão.

Tudo isso em meio a centenas de denúncias de moradores espalhados por todas as regiões da Grande São Paulo, de que suas contas de água chegaram a subir mais de 600% desde a venda da Sabesp, enquanto convivem com cortes noturnos no fornecimento de água e explosões em obras tocadas pela empresa privatizada.

Assim, três fundos norte-americanos que financiam a guerra de Israel possuem, juntos, 13,42% do capital da Sabesp, percentual correspondente a R$ 577.060.000 (577 milhões e 60 mil) do lucro distribuído pela companhia até agora desde a sua privatização. Parte deste dinheiro – obtido com a cobrança nas contas de água dos paulistas – serve para financiar as operações militares israelenses na Palestina.

No dia 28 de abril deste ano, um fato relevante foi divulgado ao mercado: o fundo de investimentos norte-americano Wellington Management ultrapassara o patamar de 5% de participação (5,09%, ou 35,9 milhões de ações ordinárias) no capital da Sabesp.

A Wellington — uma das maiores gestoras de ativos de gestão do mundo, com mais de US$ 1 trilhão sob gestão — apenas anunciou publicamente a sua aquisição porque a marca de 5% de participação aciona a obrigatoriedade de divulgação do negócio à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ou seja, a compra sinaliza que a acumulação de ações pela Wellington foi deliberada e relevante, com a empresa revelando-se ao mercado como a dona da quarta maior fatia da Sabesp privatizada.

A Wellington Management não adquiriu por acaso as ações da companhia brasileira. Ela foi informada sobre a oportunidade de negócio pelo próprio governador Tarcísio de Freitas. O mandatário viajou aos Estados Unidos na última semana de junho de 2024, menos de um mês antes de privatizar a Sabesp, com o intuito deliberado de visitar as sedes de fundos internacionais de investimento e falar a respeito da oferta de ações e venda da empresa paulista.

E assim ele fez. No dia 27, realizou visitas comerciais a três fundos de investimentos. Entre eles, às 10h da manhã, estava o Wellington Management Group, identificado apenas como “Wellington” na agenda oficial do governador:

Assim, três fundos norte-americanos que financiam a guerra de Israel possuem, juntos, 13,42% do capital da Sabesp, percentual correspondente a R$ 577.060.000 (577 milhões e 60 mil) do lucro distribuído pela companhia até agora desde a sua privatização. Parte deste dinheiro – obtido com a cobrança nas contas de água dos paulistas – serve para financiar as operações militares israelenses na Palestina.

No dia 28 de abril deste ano, um fato relevante foi divulgado ao mercado: o fundo de investimentos norte-americano Wellington Management ultrapassara o patamar de 5% de participação (5,09%, ou 35,9 milhões de ações ordinárias) no capital da Sabesp.

A Wellington — uma das maiores gestoras de ativos de gestão do mundo, com mais de US$ 1 trilhão sob gestão — apenas anunciou publicamente a sua aquisição porque a marca de 5% de participação aciona a obrigatoriedade de divulgação do negócio à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ou seja, a compra sinaliza que a acumulação de ações pela Wellington foi deliberada e relevante, com a empresa revelando-se ao mercado como a dona da quarta maior fatia da Sabesp privatizada.

A Wellington Management não adquiriu por acaso as ações da companhia brasileira. Ela foi informada sobre a oportunidade de negócio pelo próprio governador Tarcísio de Freitas. O mandatário viajou aos Estados Unidos na última semana de junho de 2024, menos de um mês antes de privatizar a Sabesp, com o intuito deliberado de visitar as sedes de fundos internacionais de investimento e falar a respeito da oferta de ações e venda da empresa paulista.

E assim ele fez. No dia 27, realizou visitas comerciais a três fundos de investimentos. Entre eles, às 10h da manhã, estava o Wellington Management Group, identificado apenas como “Wellington” na agenda oficial do governador:

A agenda de visitas durou quatro dias, com dez fundos de investimentos visitados. É de se esperar que o governador não tenha transmitido qualquer informação confidencial a respeito da venda pública que faria dali a três semanas, mas fato é que os fundos que ouviram seu conselho e adquiriram ações da companhia logo após ou no ato de oferta de ações da Sabesp estão rindo à toa.

E não é para menos: só no dia do lançamento do balanço de terceiro semestre de 2025 (12 de agosto), por exemplo, os papeis da Sabesp subiram nada menos do que 9%, após a revelação de um lucro líquido que surpreendeu os analistas, de R$ 2,13 bilhões. No mesmo balanço, a companhia detalhou que o “ajuste tarifário de 2024” (quer dizer: aumento na conta) gerou um impacto positivo de cerca de R$ 179 milhões no comparativo anual.

Em julho de 2023, a ação da Sabesp era negociada a R$ 57,09. Já em 23 de outubro de 2025, a companhia encerrou o pregão com ações acima dos R$ 130, patamar em que é negociada até hoje, uma valorização de 130%.

Em outras palavras: o governo de São Paulo vendeu a Sabesp por menos da metade do valor que ela é negociada hoje.

Não é de se esperar que o Estado de São Paulo tenha deliberadamente precificado as ações da companhia abaixo do valor real no momento de realizar a privatização. Muito menos se pode imaginar que alguma informação nesse sentido pudesse ter sido vazada a executivos de grandes fundos de investimento, a troco do que quer que fosse.

De qualquer forma, fato é que estão rindo à toa os fundos norte-americanos que financiam o esforço de guerra israelense e foram convencidos por Tarcísio, quando o governador os visitou, às vésperas da privatização da Sabesp, a comprar papeis da companhia. Quaisquer que tenham sido os conselhos do governador que convenceram os fundos, se mostraram muito valiosos.

*Matéria publicada com exclusividade por Vinicius Segalla no DCM


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Ruralistas voltam à carga para desmatar 1,7 milhão de hectares de áreas protegidas

A bancada ruralista voltou a investir contra um dos principais instrumentos de proteção do patrimônio natural brasileiro. Em nova ofensiva no Congresso, parlamentares ligados ao agronegócio articulam medidas que podem extinguir, reduzir ou descaracterizar cerca de 1,7 milhão de hectares de unidades de conservação, abrindo caminho para a expansão da exploração econômica sobre áreas hoje preservadas.

Não se trata de um debate técnico sobre gestão ambiental, mas de uma disputa política em que interesses privados buscam prevalecer sobre o interesse público. As unidades de conservação existem para proteger ecossistemas estratégicos, garantir a biodiversidade, preservar nascentes, conter o avanço do desmatamento e cumprir compromissos climáticos assumidos pelo Brasil. Enfraquecê-las significa remover barreiras que impedem a ocupação predatória de terras públicas.

A justificativa de que a flexibilização estimularia o desenvolvimento econômico ignora um histórico conhecido. Sempre que áreas protegidas são reduzidas ou têm sua categoria alterada, aumentam os riscos de grilagem, mineração, extração ilegal de madeira, queimadas e desmatamento. O resultado costuma ser a privatização dos lucros e a socialização dos prejuízos ambientais, econômicos e climáticos.

Devastação cai na Amazônia e no Pantanal, mas ainda preocupa no Cerrado |  VEJA

O momento escolhido para essa nova investida também chama atenção. Em um cenário de crescente preocupação mundial com a emergência climática e de cobrança internacional pela preservação da Amazônia e de outros biomas, parte do Congresso insiste em desmontar mecanismos que levaram décadas para serem construídos. A mensagem enviada ao mundo é contraditória: enquanto o Brasil busca protagonismo nas negociações ambientais, setores influentes da política trabalham para reduzir a proteção de seu patrimônio natural.

As unidades de conservação não são um obstáculo ao desenvolvimento. Pelo contrário, representam um investimento estratégico na segurança hídrica, na estabilidade climática, na produção agrícola sustentável e na qualidade de vida das futuras gerações. Fragilizá-las para atender interesses imediatos é comprometer um patrimônio que pertence a toda a sociedade.

Se prosperar, essa ofensiva ruralista poderá entrar para a história como mais um capítulo do desmonte da política ambiental brasileira, substituindo a proteção do interesse coletivo pela lógica da ocupação desenfreada de áreas públicas. O custo dessa escolha será pago não apenas pela fauna e pela flora, mas por toda a população brasileira.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs