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Política

Flavio não consegue mostrar nada além de ser filho de Bolsonaro

O que não falta é exposição para Flavio subir os degraus da disputa eleitoral, mas o sujeito não consegue deixar de ser um elefante dourado. É uma espécie de pastel de nata, sem qualquer atrativo, além de escândalos.

Agora mesmo, mudou de perfil para trazer uma sensação visual de sua fumaceira e todas elas terminam terminam num peido, inclusive para exportação via Casa Branca.

Flavio não só parece filho de Bolsonaro, como age como uma criança de 5 anos sem qualquer noção esquemática.

Ele tentou dançar como um chipanzé e foi ridicularizado, agora, tenta, através dos algoritmos, muito bem pagos por sua campanha, aparecer como marombeiro sabor anabolizante, em malhação, na tentativa de pintar um Flavio que estabeleça algum paralelo com Lula.

Isso mesmo, um sujeito que tenta apoiar sua imagem física com uma moldura política, usando um contraponto contra Lula, detalhe, aos 80 anos.

O problema é que a história do sujeito é um mar de lama, e ele, além de não ter propostas, histórico ou um slogan, mínimo que seja, para animar o pasto, todos os dias o sujeito aparece nas manchetes empepinado com mais um escândalo.

Michelle, novamente, acaba de atacar Flavio, usando a disputa no Ceará como zona abençoada pela direita vendida com a bênção de Flavio na campanha de Ciro Gomes.

É fato que isso não define o jogo, mas Flavio não consegue fazer as pazes com os eleitores que perdeu no momento em que a ampulheta está de ponta-cabeça ele não para de jogar areia sobre sua candidatura. Parece que a lei natural seguirá dando outros trancos em Flavio. e ele, dificilmente, conseguirá sair da zona morta em que sua campanha se enfiou.

Pela boca dos aliados que ainda lhe restam, o único jargão que sobrou, é o de que é filho de Bolsonaro, ao meso passo em que é odiado pela madrasta.


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Economia

Projeções para a inflação seguem em queda e reforçam cenário de estabilidade

A expectativa para a inflação brasileira voltou a recuar, registrando a terceira queda consecutiva nas projeções do mercado financeiro. O movimento reforça a percepção de que os preços seguem sob controle e de que a economia brasileira atravessa um período de maior estabilidade, mesmo diante das incertezas no cenário internacional.

De acordo com as estimativas mais recentes, a redução das previsões reflete o comportamento favorável de diversos indicadores econômicos, incluindo a desaceleração de preços em setores importantes e a manutenção de um ambiente de consumo sem pressões inflacionárias excessivas. O resultado também é visto como um sinal positivo para famílias e empresas, que podem planejar gastos e investimentos com maior previsibilidade.

A trajetória de queda da inflação ocorre em um contexto de crescimento econômico acima das expectativas de parte do mercado, aumento do emprego e fortalecimento da renda. Nos últimos meses, o governo federal tem destacado que a combinação entre expansão da atividade econômica e controle dos preços demonstra a solidez da recuperação econômica do país.

Especialistas avaliam que a revisão para baixo das projeções inflacionárias pode abrir espaço para discussões sobre a política monetária nos próximos meses, embora as decisões do Banco Central continuem condicionadas à evolução dos indicadores econômicos e ao cenário global.

A nova queda nas estimativas também contribui para melhorar a confiança dos agentes econômicos. Com inflação mais baixa, o poder de compra da população tende a ser preservado, favorecendo o consumo e estimulando setores produtivos. O resultado é mais um indicador que aponta para um ambiente econômico mais favorável, reforçando as perspectivas de crescimento sustentável para o Brasil.


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Pesquisa

Quaest: Maioria dos brasileiros acredita que Lula será reeleito, diz dado inédito

Evangélicos e eleitores independentes acreditam na reeleição de Lula. Derretimento da confiança em Flávio Bolsonaro acontece até entre eleitores que votam nele. Campanha vê riscos em novos vídeos de Michelle e em festas de Vorcaro.

Um dado inédito da última pesquisa Quaest, divulgado pelo jornalista Thomas Traumann no jorna O Globo nesta segunda-feira (20), revela que 55% dos eleitores acreditam que Lula será reeleito para seu quarto mandato em outubro. Apenas 25% apostam em uma vitória do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre os chamados independentes, que não se colocam como bolsonarista ou lulista, 52% acreditam na reeleição do presidente e 14% na vitória do senador.

Segundo a pesquisa, mesmo entre evangélicos, que ainda votam majoritariamente no filho de Jair Bolsonaro, 45% afirmam que Lula será o vencedor das eleições, diante de 36% que acham que o senador vai ganhar a disputa.

Os dados comprovam ainda o derretimento da confiança entre os eleitores que se classificam como direita não bolsonarista entre abril, quando 67% acreditavam em uma vitória da oposição, e os atuais 46% que seguem achando possível a vitória de Flávio Bolsonaro, segundo a Forum.

Até mesmo os bolsonaristas estão perdendo a confiança em Flávio Bolsonaro: eram 80% e agora são 72%.

Medos
Segundo o jornalista, três caciques do PL teriam afirmado que “o risco da campanha bolsonarista é virar uma profecia autorrealizável: se a maioria acha que Flávio vai perder, ele acaba perdendo”.

Traumann aponta, então, três medos dentro da campanha de Flávio que podem abater o presidenciável do clã Bolsonaro de vez:

Um vídeo comprometedor de Flávio Bolsonaro nas festas de Daniel Vorcaro;

A investigação sobre o governo Cláudio Castro, que era comandado em grande parte pelo senador e;

Um novo vídeo de Michelle Bolsonaro, com a madrasta revelando ainda mais sobre o enteado.

Um outro temor é que Flávio Bolsonaro seja abandonado por aliados próximos, como Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), por se tornar uma pessoa tóxica, que pode ameaçar eleições consideradas praticamente ganhas dentro da ultradireita.


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Política

Tarifaço de Trump deve falhar e ampliar apoio a Lula, diz Nobel de Economia

O economista americano Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, afirmou que a nova rodada de tarifas imposta pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros dificilmente alcançará os objetivos políticos e econômicos pretendidos pela Casa Branca. Em análise publicada nesta segunda-feira (20), Krugman sustenta que a medida terá impacto econômico limitado e, paradoxalmente, tende a fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o economista, a decisão dos Estados Unidos vai além de uma disputa comercial. Para ele, as tarifas representam uma tentativa de pressionar o Brasil por políticas consideradas bem-sucedidas, especialmente o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central e amplamente adotado pela população brasileira. Krugman questiona a lógica da medida ao perguntar por que um país deveria ser punido por oferecer aos seus cidadãos uma forma mais eficiente e barata de realizar pagamentos.

Na avaliação do Nobel, o alcance econômico das tarifas será reduzido. Isso porque diversos produtos estratégicos para o mercado americano, como café, carne bovina e suco de laranja, permanecem essenciais para os consumidores e empresas dos Estados Unidos, limitando o espaço para uma ruptura comercial mais ampla. Além disso, a economia brasileira possui alternativas para diversificar mercados e reduzir parte dos impactos das restrições impostas por Washington.

Krugman também argumenta que o efeito político pode ser exatamente o oposto do desejado pelo governo Trump. Em vez de enfraquecer o presidente brasileiro, a pressão externa tende a reforçar o discurso de defesa da soberania nacional e a ampliar o apoio interno ao governo Lula. Historicamente, medidas vistas como interferência estrangeira costumam gerar reações de unidade nacional, beneficiando o governante que assume a defesa dos interesses do país.

As tarifas, confirmadas na última semana e previstas para entrar em vigor em 22 de julho, fazem parte de uma ofensiva comercial baseada na Seção 301 da legislação americana. O governo brasileiro já sinalizou que pretende reagir por meio da Lei da Reciprocidade e manter diálogo com organismos internacionais, classificando a iniciativa dos Estados Unidos como uma medida de natureza política, e não econômica.

Para Krugman, o episódio evidencia os limites do uso de barreiras comerciais como instrumento de pressão diplomática. Em sua avaliação, tentar punir o Brasil pelo sucesso de seu sistema financeiro digital e por decisões de política econômica não apenas terá pouca eficácia prática, como poderá consolidar a imagem de Lula como defensor da soberania brasileira diante das pressões externas.


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Brasil Mundo

Brasil ignora e não comparece à cúpula de Rubio contra ‘antifascistas’

Evento tem como meta criar aliança para combater ‘extrema esquerda’

O governo brasileiro decidiu não enviar ninguém para a cúpula que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está organizando para criar uma aliança contra movimentos antifascistas e de esquerda considerados como “violentos”. Nos EUA, a Casa Branca passou a designar o grupo Antifa como parte do combate ao terrorismo e chegou a aplicar restrições de vistos contra ativistas estrangeiros que tenham relações com esse movimento.

Agora, sob a bandeira do combate ao terrorismo e a violência política, Donald Trump quer a criação de uma coalizão internacional e não descarta também designar o movimento Antifa como uma organização terrorista internacional. Para Rubio, os EUA irão desmontar “tijolo por tijolo” o movimento de esquerda.

Rubio indicou que 60 países foram convidados ao evento realizado nesta quinta-feira. Mas a comunicação ao Brasil só chegou na semana passada. O chanceler Mauro Vieira, com uma agenda em Brasília e recebendo autoridades estrangeiras, optou por não cancelar seus compromissos.

O Brasil, porém, avaliou as regras e metodologias de trabalho da cúpula para definir se iria designar algum representante para o evento. Mas a opção foi por não estar presente.

Nesta madrugada, Rubio ainda criticou o governo Lula e o “ego” do presidente.

O Palácio do Planalto considera que não deve participar de nada que tenha como alvo apenas uma parcela do que pode ser considerado como “terrorismo”.

Oficialmente, Washington fala em combater o “ressurgimento do terrorismo político” e os países convidados incluem o Hemisfério Ocidental, a Europa e a Ásia. Governos como o da Argentina e Índia foram convidados.

Mas, na abertura do evento, Rubio escancarou o motivo do evento. “Por tempo demais, nossa doutrina de contraterrorismo apresentou um ponto cego. Um ponto cego no que diz respeito à violência extremista proveniente da esquerda política”, disse.

Num dos trechos do discurso, o chefe da diplomacia dos EUA foi revelador sobre o que pensa da esquerda:

“Trata-se de um mal distinto e singular. Ele sempre foi impulsionado, acima de tudo, por um ódio à própria civilização. É uma revolta dos piores contra os melhores; dos fracos e covardes contra os fortes e bons. É perpetrado por aqueles que não sabem construir, criar ou realizar grandes feitos — e que se vingam do mundo por sua própria insuficiência ao tentar destruir aqueles que são capazes de fazê-lo. É isso que é a esquerda radical. Ela pode adotar diversos slogans e ideologias, dependendo do lugar e da época — anticapitalista, anti-imperialista, comunista, anarquista, marxista —, mas sua natureza fundamental permanece sempre a mesma. Trata-se de um ressentimento venenoso, disfarçado sob a linguagem da igualdade, da justiça e da libertação; uma necessidade avassaladora de derrubar o que homens grandiosos construíram, de arruinar o que é belo e correto, em nome de pessoas repletas apenas de feiura e que nada mais têm a oferecer ao mundo. Por meio da violência e do terror, buscam mais uma vez impor sua feiura a todos nós. O velho dogma estava errado. Nada disso é movido por “idealismo”. Não é algo “utópico” — muito pelo contrário, na verdade. Uma das críticas que se ouve ocasionalmente sobre o comunismo é: “Parece bom na teoria, mas nunca funciona na prática”. Mas isso não é verdade. Não parece bom nem na teoria. O mundo que ele idealiza para todos nós é pequeno, plano e cinzento — nivelado de modo a eliminar qualquer exceção, esvaziado de tudo o que há de bom e nobre na alma humana. É um mundo sem coragem, criatividade ou ambição; sem heróis, glória ou grandes causas pelas quais lutar. Sem milagres. Sem mitos. Sem homens que se elevam acima dos demais para realizar feitos incríveis e extraordinários. Sem Deus. Para esses arquitetos da violência revolucionária, as realizações monumentais de nossa civilização representam uma humilhação insuportável — um lembrete daquilo que eles são incapazes de fazer ou de ser.

A cúpula faz parte ainda da estratégia anunciada por Trump para o combate ao terrorismo e que, em maio, atualizou a doutrina dos EUA.

Um dos pontos principais do foco das agências de Washington são os “grupos políticos seculares e violentos cuja ideologia é antiamericana, radicalmente transgênero ou anarquista, como o Antifa”.

Ainda no ano passado, num evento, Trump colocou a esquerda como um risco à segurança nacional. “Deve ficar claro para todos os americanos que temos uma ameaça terrorista de esquerda muito séria em nosso país: radicais associados ao grupo terrorista doméstico Antifa”, disse.

“Outros extremistas de extrema-esquerda vêm realizando uma campanha de violência contra agentes do ICE e outras autoridades encarregadas de aplicar a lei federal”, continuou o presidente.

Na semana passada, ao celebrar os 250 anos dos EUA, Trump colocou o combate ao comunismo como um dos centros de sua ação.

A base para o evento é o Memorando de Segurança Nacional, de 25 de setembro de 2025. Seu nome: o Combate ao Terrorismo Doméstico e à Violência Política Organizada.

O documento cria uma estratégia nacional para investigar e desmantelar redes e organizações que fomentam violência política, intimidação violenta, conspirações contra direitos e outras perturbações à democracia, antes que resultem em “terrorismo doméstico” e “violência política organizada”.

Mas a diretriz se concentra particularmente em movimentos “antifascistas”, que, segundo ela, ameaçam os “princípios, a democracia e os direitos americanos”. O documento cita o exemplo da Antifa, entidade designada como organização terrorista doméstica por uma Ordem Executiva Presidencial dos EUA de 22 de setembro de 2025.

Segundo a Casa Branca, os grupos que incentivam essa “conduta violenta incluem antiamericanismo, anticapitalismo e anticristianismo; apoio à derrubada do governo dos Estados Unidos; extremismo em relação à migração, raça e gênero; e hostilidade contra aqueles que defendem visões americanas tradicionais sobre família, religião e moralidade”.

Num outro trecho, a Casa Branca estabelece uma Força-Tarefa Nacional Conjunta de Combate ao Terrorismo, com escritórios locais para coordenar e supervisionar a estratégia nacional.
A Força-Tarefa tem a incumbência de investigar potenciais crimes relacionados a atos de recrutamento ou radicalização de pessoas com o propósito de “violência política, terrorismo ou conspiração contra direitos”.

Por isso, a entidade recebeu o mandato para investigar financiadores dessas entidades, organizações não governamentais “com laços estreitos com governos estrangeiros, agentes, cidadãos, fundações ou redes de influência” que poderiam estar apoiando o que a Casa Branca passou a denominar como “terrorismo doméstico”.

O Memorando ainda dá o direito ao Secretário do Tesouro de identificar e desmantelar as redes que financiam essas entidades.

Como resultado da ofensiva, a Procuradoria-Geral dos EUA instruiu autoridades policiais federais sobre as prioridades de investigação, concentrando-se no risco de terrorismo doméstico e violência política, particularmente por parte de movimentos antifascistas e da Antifa e seus financiadores.

O que chama a atenção é que os documentos oficiais da Casa Branca fornecem uma lista detalhada de crimes federais que os investigadores devem priorizar, a maioria dos quais não envolve violência contra a pessoa.

“Muitos desses crimes estão associados ao policiamento de protestos, incluindo obstrução, resistência à prisão, crimes contra o patrimônio e piquetes ou desfiles com a intenção de obstruir a administração da justiça e atividades online, bem como crimes financeiros (por exemplo, fraude fiscal, postal ou eletrônica), conspiração e cumplicidade para capturar atividades de grupos”, alertou a carta enviada para o governo Trump.

A ordem também instrui o FBI a “compilar uma lista de grupos ou entidades envolvidas em atos que possam constituir terrorismo doméstico” e a fornecê-la ao Procurador-Geral.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Vídeo: Trump tenta roubar a cena na comemoração da Espanha e causa vexame na entrega da taça

A conquista da Copa do Mundo pela Espanha acabou dividindo os holofotes com uma atitude inesperada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após participar da cerimônia de entrega das medalhas e do troféu aos campeões, Trump se recusou a deixar o palco principal e permaneceu ao lado dos jogadores espanhóis durante parte da comemoração, contrariando o protocolo tradicional adotado pela FIFA.

O episódio ocorreu logo após o capitão da seleção espanhola erguer a taça diante de milhares de torcedores presentes no estádio e de milhões de espectadores ao redor do mundo. Enquanto dirigentes e autoridades normalmente se retiram para permitir que os atletas celebrem sozinhos o momento histórico, Trump continuou no centro da festa, aparecendo em diversas imagens da comemoração oficial.

A situação gerou desconforto visível entre alguns participantes da cerimônia. Registros da transmissão mostraram o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentando conduzir as autoridades para fora do palco, mas Trump permaneceu no local por mais tempo do que o previsto. Nas redes sociais, o comportamento rapidamente se tornou assunto global, com usuários acusando o presidente norte-americano de tentar transformar a celebração esportiva em um ato de promoção pessoal.

Críticos afirmaram que a atitude acabou desviando parte da atenção que deveria estar concentrada exclusivamente nos jogadores espanhóis, responsáveis pela conquista do título mundial. Comentários publicados por jornalistas e torcedores classificaram a cena como inadequada e incompatível com o protocolo de grandes eventos esportivos internacionais.

Aliados de Trump, por outro lado, minimizaram a repercussão e afirmaram que sua permanência no palco ocorreu de forma espontânea, em meio à euforia da comemoração. Mesmo assim, as imagens do momento dominaram o noticiário esportivo e político nas horas seguintes à final.

A Espanha, que conquistou o título após uma campanha consistente ao longo do torneio, esperava encerrar a competição com os holofotes voltados exclusivamente para seus atletas. No entanto, a atitude do presidente norte-americano acabou se transformando em um dos episódios mais comentados da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.


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Política

Estou me deliciando

Outro dia me perguntaram o que eu achava da situação atual da família Bolsonaro. A pergunta veio com aquele tom de quem já antecipa a resposta e espera uma indignação previsível. Respondi sem hesitar:

— Estou me deliciando.

Eles não entenderam de imediato. Mas a imagem que me veio à mente foi cristalina: Flávio Bolsonaro sem camisa, ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, apontado pela Polícia Federal como chefe de milícia privada e operador de esquemas de intimidação ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os dois, em um deck de piscina do Hotel Fasano, em Ipanema. A foto foi submetida a verificações técnicas e não apresentou sinais de fraude ou manipulação por IA.

Esse episódio não está isolado. As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público têm revelado, com insistência incômoda, as conexões entre aliados políticos e financiadores do clã Bolsonaro com o crime organizado. Contatos com o Comando Vermelho, repasses milionários de uma produtora do filme biográfico para empresas sob suspeita de lavagem de dinheiro do PCC, agendas compartilhadas, material de campanha…

O ex-secretário Gutemberg Fonseca, indicado político de Flávio, aparece em gravações e áudios citado em reuniões com membros da facção. O ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias), que dividia agendas e estrutura de campanha com Flávio, foi preso na Operação Zargun por tráfico de armas e lavagem de dinheiro para organizações criminosas. Tudo isso vem à tona agora, como contas que chegam com juros.

E ainda há o vídeo recente em que o próprio Flávio declara em termos de faccionado, com todas as letras, que se Michelle não fosse sua madrasta, ele já teria “estancado” a crise. Um deslize que expõe rachaduras familiares e o tamanho do desconforto interno.

Não pensei, naquele momento, no tarifaço imposto ao Brasil por Trump, Rubio e companhia. Nem no Pix, no SUS ou na CLT. Não foi necessário. Os fatos recentes já falavam por si.

Tudo isso me remeteu a 2018. Eu conversava com quem quisesse ouvir, compartilhava documentos, dados, alertas. Tentava mostrar quem eram os Bolsonaro. Paguei um preço alto por isso. Fui chamado de “negro imundo”, “safado”, “coitado abandonado”, “desprezado”, “sem ninguém”. Sugeriram que eu me recolhesse à minha insignificância, pois nem Lula nem Bolsonaro sabiam da minha existência. Quase fui linchado virtualmente. Faltou pouco para o linchamento físico em praça pública.

Só eu sei o que passei.

Hoje não guardo raiva nem mágoa. Guardo, sim, o direito de sentir um prazer profundo, um regozijo intenso e quase visceral com o que está acontecendo. Não é alegria com o sofrimento alheio. É o sabor amargo-doce da consequência. É ver a história, que muitos quiseram calar, finalmente cobrar sua conta — com juros e correção.

Estou me deliciando. E não peço desculpas por isso.


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Política

Campanha de Flávio Bolsonaro quer abastecer Ciro com ataques contra Lula

Em meio à disputa presidencial e à crescente dificuldade de ampliar sua própria base eleitoral, setores da campanha de Flávio Bolsonaro passaram a enxergar em Ciro Gomes uma peça estratégica para desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação de aliados do senador é que qualquer enfraquecimento da imagem de Lula pode abrir espaço para uma reorganização do campo oposicionista e reduzir a vantagem do petista em segmentos do eleitorado que hoje permanecem fiéis ao governo.

Nos bastidores, a aposta seria estimular temas e narrativas capazes de alimentar críticas de Ciro ao Palácio do Planalto. O ex-ministro e ex-governador tem mantido uma postura dura em relação ao governo Lula, especialmente em áreas como política econômica, articulação política e promessas de campanha. Para estrategistas ligados ao bolsonarismo, esse posicionamento poderia funcionar como uma espécie de “oposição pela esquerda”, produzindo desgastes que a direita teria mais dificuldade em provocar sozinha.

A movimentação ocorre em um momento delicado para a campanha de Flávio Bolsonaro. Pesquisas, divergências internas e uma sucessão de controvérsias envolvendo aliados têm alimentado preocupações sobre a capacidade do grupo de consolidar uma candidatura competitiva. Nesse cenário, enfraquecer Lula passou a ser visto como uma prioridade tão importante quanto fortalecer a própria imagem do candidato.

Analistas políticos observam que a estratégia não é inédita. Em diferentes eleições, adversários de um candidato líder buscaram amplificar críticas vindas de setores ideologicamente distintos, justamente porque essas críticas costumam alcançar públicos que normalmente não seriam receptivos ao discurso da oposição tradicional. A intenção é criar um ambiente de maior desgaste político e aumentar a sensação de insatisfação entre eleitores moderados.

Apesar disso, a aproximação indireta apresenta riscos. Ciro Gomes tem histórico de independência política e frequentemente rejeita tentativas de alinhamento tanto com a direita quanto com a esquerda governista. Além disso, ataques excessivos podem acabar fortalecendo a narrativa de polarização que beneficia Lula junto a parcelas do eleitorado que veem o presidente como um anteparo ao avanço do bolsonarismo.

Enquanto a corrida eleitoral avança, a tentativa de utilizar o discurso crítico de Ciro como instrumento de desgaste contra Lula revela a busca da campanha de Flávio Bolsonaro por novas frentes de combate político. Mais do que uma disputa entre adversários diretos, a estratégia evidencia como a eleição tem levado diferentes grupos a explorar alianças circunstanciais e convergências táticas na tentativa de alterar o equilíbrio de forças da sucessão presidencial.


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